sexta-feira, 26 de abril de 2019

Uma festa triste

Lustres,. candelabros, luzes e... flores fingindo
Enfeitar, dentro de brilhantes jarros dourados,
Mas frias e, elas, as flores, com sorrisos tristes
Ficavam paradas, inertes porque a brisa
Voava solta lá fora mas aqui... dentro de mim...
Vinhos, sorrisos, guardanapos de linho, bordados,
Taças de reluzente cristal cheias de vinho...
Mas a minha ... cheia de solidão,  que transbordava,
Escorria, entre os dedos trêmulos e... as saudades,
As tantas saudades brincando de fazer lágrimas
E o olhar perdido no tempo não via nenhuma beleza.
Cada lágrima, chegando de repente de dentro da alma,
Parecia gritar nomes que ela (a alma) tremia ao ouvir.
Cada nome uma saudade, cada saudade uma dor,
Cada dor uma lágrima até que o pranto se fez,
Me tomou em soluços (entre os risos da festa)
Em silêncios. Há quem diga que silêncio
Não tem plural...nem saudade, mas... nunca
Sentiram solidão, não como essa que sinto,
Essa minha, só minha, é cheia de silêncios
Que me trazem as saudades, algumas em prantos
Outras em risos. Ah! Essas tantas saudades!!!

José João
25/04/2.019

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Quando a saudade é maior

Não sei porque, as vezes, o tempo me ilude,
Traz coisas de tão longe dizendo que é de ontem,
Me faz pensar que ainda moram dentro de mim,
Que são verdades e me ponho a sentir tanto...
Que até mesmo os detalhes se fazem história,
Revivo os momentos, os sonhos que sonhei...
Até o gosto de beijos que nem sabia mais.
Depois me vem, como se fossem golpes na alma,
O vazio, vejo o que vivi, senti e a dor da perda,
Os adeus que, disse ou ouvi... se fazem gritos,
E um pranto convulsivo me toma. Estou sozinho,
A dor é forte. Mas nem sempre é estar só que dói mais
Por vezes, dói mais saber quem nos deixou só.
O silêncio chega, a saudade grita alucinada, aí ...
Enfeita-se a solidão com o brilho das lágrimas,
Murmúrios chamando nomes que machucam,
Assim, tudo então, a alma permite, até ...
Até a loucura de no silêncio e na mudez do tempo
Se ouvir: te amo... como se fosse... um sonho

José João
22/04/2.019

sábado, 13 de abril de 2019

Viver, é muito mais.

Perdas, sentimentos, momentos, lágrimas,
Saudades, tudo isso é vida, até a solidão.
Há quem fique dentro da gente como vida,
Há quem se perca no tempo, no esquecimento,
Há, quem se faça em nós, eternidade vivida.
Viver é isso, é sentir todos os sentimentos,
Chorar se for preciso, saber sorrir chorando,
Saber fingir que não é dor aquela angustia
Que sufoca até a alma e sorrir um sorriso
De alegria falsa, deixar os olhos em pranto
Fingindo que são lágrimas alegres e cativas
De uma saudade gostosa de sentir... vida!!
Aprendi que dor nunca é para sempre, embora,
Algumas vezes, seja tão doída, que chorar
É pouco e gritar em silêncio é a alma que grita,
Que cai de joelhos sem orações para rezar.
Aprendi que amar nem sempre é ter...
Mas ainda assim vale a pena, afinal, amar,
Também aprendi, é caminhar com você mesmo
Levando, as vezes, alguém dentro de você que...
Nem sabe que você existe... aí você chora sorrindo
Isso... também é viver.

José João
13/04/2.019

terça-feira, 9 de abril de 2019

Momentos e lembranças

Não, não me culpo por agora estar chorando
Nem lamentar essa dor que hoje estou sentindo
Apenas fui em busca, procurando uma história
Que se fizesse de sempre, fazer o eterno ser agora

A cada instante, o amar, se intenso, é sempre eterno
Um amar tão forte que por tanto a vida implora
Tão belo e sereno que faz de infinito cada momento
Tanto que se preciso me disponho chorar a cada hora

Se em mim, um dia, a saudade por prazer vier morar
Se com ela vier o pranto aos meus olhos cativar
Chorarei tantas e quantas lágrimas em minha face
Por solidárias ou por carinho se fizerem tatuar

Me entregarei ao pranto que, talvez por piedade,
Ponha um novo brilho mudando a cor do meu olhar
E a quem vê-lo se confunda sem nunca poder saber
Se  um brilho de sonhos ou um brilho por chorar

Mas passado o tempo quando a angustia se aplacar
Aí então saberei o quanto me fez bem esse amar
Nas noites em que sozinho o sono não quiser chegar
Terei recordações de momentos ainda vivos pra lembrar

José João
09/04/2.019

domingo, 24 de março de 2019

Nenhuma dor é para sempre.

Não há de ser para sempre a dor que se sente,
Ou a dor que se sentiu um dia.
Não há de ser para sempre a mesma saudade,
Tudo passa, as vezes, depois da saudade ir,
Ficam lembranças que não dizem mais nada,
Palavras são esquecidas, os momentos se tornam
Detalhes e, quando isso acontece, há de haver
Outro recomeço, outras promessas, outros sons
Gritados com o coração, e tudo se faz outra vez
Para sempre, até perceber-se mais uma vez
Que nada é para sempre. Mas os momentos
Valem ser vividos, se fazem histórias, 
Depois se fazem fragmentos perdidos na lembrança
Mas... há de ficar a dor para quem mais recebeu,
Assim se faz o mundo, a vida, o existir
Sonhos nascem, crescem e morrem... são sonhos,
Ficam os vazios, mas há de ser passageira a dor
De quem mais deu de si, dor maior, é de quem
Menos deu... pois essea dor um dia... 
Acredite... se fará... remorso.

José João
24/03/2.018


sábado, 23 de março de 2019

Hoje não tem poesia... volte amanhã

Eu aqui, dentro de mim, pensando nos ontens,
Nos sorrisos que não dei, nos adeus que ouvi...
De repente alguém bate em minha porta...
O que é? Pergunto sem muita paciência, afinal,
Estava pensando nos meus ontens... aí gritaram,
- Estou precisando de uma poesia  faça uma pra mim.
- Precisando de quê? pergunto mais irritado, ainda.
- De uma poesia, faça uma pra mim.
Respirei fundo, olhei o tempo pela janela aberta,
O céu cinzento, cor de tristeza, um silêncio!!!
Respondi, sem vontade de responder...
Hoje não é dia de poesia... ontem estava só eu...
Não teve nenhuma saudade que visse me visitar...
E você não veio pedir poesia... ontem, acredite,
Estava inventando novos nomes para as flores e...
Você não veio me pedir poesia, fiz versos avulsos,
Sem lágrimas, cheios de sorrisos e ... você...
Não veio me pedir poesia. Hoje, que não estou só,
Estou com saudade de mim, estou em meu silêncio
Gritando o nome dela entre lágrimas ... vem você
Me pedir poesia?! Não sei escrever poesias hoje...
Volte amanhã

José João
23/03/2.019

Quando a dor é remorso

Chove, aqui dentro... dentro de mim, é um silêncio
Triste, a solidão preencheu tudo, até o vazio
Que ficava entre sonhos, vontades e ilusões...
Lá fora, a chuva parece gritar me chamando,
Dizendo que veio chorar comigo e diz ter
Muitas lágrimas pra nós dois... fecho os olhos,
Sinto a tristeza do tempo contada pela chuva,
A saudade chega, nos abraçamos ternamente
E vamos buscar momentos que nunca foram,
Nunca se fizeran esquecidos, ficaram vivos
Como se tivessem acontecido ontem, e dói, 
Se fazem pontiagudas farpas de remorso
Por te-los deixado sem se fazerem história
Dessas que se diz... para sempre... ficaram
Lembranças apenas, doloridas lembranças
Que acalentam a raiva (quem tem a culpa do
ter perdido, entende)  a tristeza, e a vontade
De gritar; Deus... o que eu fiz...

José João
23/03/2.019

Meus sorrisos!! Apenas lágrimas diferentes

Deixo que minhas lágrimas caiam, saiam de mim
Como fossem pedaços de dor, de tristezas, saudades,
Deixo que contem ao mundo minha solidão,
Meus sonhos perdidos e sorrisos que nunca dei.
E lá vão elas, algumas levadas pela poesia,
Outras pelo eco do meu silêncio, talvez até doentio,
Vão sem paradas, em volteios vadios pelo tempo,
As que vão na poesia talvez façam morada
Em algum coração, mas as que vão vadiando
Triste no tempo, coitadas, essas se perdem
Sem dizer nada, sem serem vistas ou sentidas,
Nunca se fizeram além de lágrimas, assim,
Como eu, que nunca fui além do sentir
A vontade de gritar amores que nunca vi,
De fazer versos coloridos em poesias alegres,
De fabricar sorrisos verdadeiros, sem fingir,
Como sempre faço, aprendi, choro sorrisos, 
Que... enganam a dor que sinto.

José João
23/03/2.019

quinta-feira, 14 de março de 2019

Não é estrela...

Em triste canto a noite chora
Estrelas fogem da bela aurora
Que enfeitada recebe o dia
Enquanto a noite já vai embora...

Mas uma estrela rebelde fica
Quase sem luz do sol se esconde
A noite a chma... gritando aflita
Mas a estrela não lhe responde

Apenas eu que lhe vejo o brilho
Embora aos olhos seja invisível
Minha alma a acompanha sempre
Jamais lhe deixa em mim ausente

As vezes penso lhe ouvir o canto
Ao som de harpas e voz tão bela
Minha alma alerta, me diz baixinho
Não é estrela... são os olhos dela

José João
(reedição)
14/03/2.019

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Minha mais verdadeira lágrima.

Meus sorrisos... até já os esqueci, quase todos,
Foram por aí perdidos, perderam-se no tempo,
Encharcaram-se de prantos. Todos eles se foram,
Menos um que se valeu da arte de fingir
Para se fazer sorriso, esse não se foi...ficou
Aqui, coitado ainda jura que é um sorriso
Mas, na verdade, é lágrima, chorei tanto
Que fingir sorrir era outra meneira de chorar,
Por isso ele ficou, sempre o levo comigo,
Sempre que me faltam lágrios uso esse sorriso,
Uso também no meio da multidão, se choro
E todos pensam que é realmente um sorriso,
Ainda não aprenderam a ver com a alma.
Os outros, aqueles que eram feitos de sonhos,
De momentos, aqueles que nunca ouviram
Um adeus, que nunca sentiram uma saudade,
Aqueles para quem a solidão era invenção
Da alma, esses se foram, talvez se perderam
Por aí sem nunca saberem o que é ser triste,
Mas esse...  é lágrima, minha mais verdadeira
Lágrima, escondida num sorriso fingido.

José João
22/02/2.019

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Obrigado... Deus.

Não sei... sou muito pequeno para saber,
Mas... sempre pergunto: Será que mereço?
Pode parecer ridículo,  mas não busco respostas,
Tenho medo, apenas pergunto para lembrar
A mim mesmo que o universo, que Deus,
Não faz distinção, Por vezes tento saber o que fiz,
O que dei de mim, o que doei, para receber
Risos da vida, carícias da brisa, abraços do sol,
Canções de ninar nas noites frias, até mesmo
Esperando ansioso o amanhã por ter o que fazer,
Sorrisos de quem pensa em mim, me deixa perto,
Cuida para que eu saiba viver, correr entre
Os tantos sonhos que ainda poso sonhar e... realizar.
Palavras para agrdecer não existem, são poucas...
Como falar do universo infinito, e um Deus maior
Com palavras que cabem num livro?
Na minha tão peqeuna consciência humana...
Na minha ignorância do que é o universo...
Roubando a inocência da criança que ainda 
Há em mim... humildemente, digo...
Obrigado... Deus.

José João
14/02/2.018


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Vamos

Me dê a mão, vamos viver, andar na vida
Sem perguntar onde esse caminho vai nos levar,
Vamos seguir e que cada dia seja um novo começar,
Que os sorrisos se façam de palavras mudas...
Que o tempo nos conceda mais tempo para o que
Queremos ser ou, para o que precisamos ser.
Que cada momento se faça eterno dentro de nós...
E sintamos o pulsar de nossos corações
Como o único acorde de uma melodia divina.
Não quero ser mais do que posso ser... nem menos
Mas quero o nosso melhor dia, o mais perfeito,
Me dá a mão e vamos juntos procura-lo,
Pois o melhor dia pra nós ainda não aconteceu,
Assim como o poeta que busca no tempo
Sua melhor poesia, e a melhor, ele jura,
Ainda não escreveu. Que o tempo nos permita
Esquecer as lágrimas que já choramos, esquecer
A dor que já sentimos  e seguir, sem medo,
Façamos da vida um poema que, juntos,
Possamos mais que declamar, possamos ...
Vive-lo.

José João
01/02/2.019



domingo, 27 de janeiro de 2019

É apenas saudade

Saudade, é apenas saudade essa dor que sinto...
Uma dor que não é dor, uma tristeza 
Que não é tristeza, uma vontade de não-sei-o-que...
Ir ou ficar não adianta, é a mesma coisa...
Os olhos se umedecem, a voz se embarga
Em sutis soluços, o tempo pára nos ontens
Cheios de nós, nos sorrisos... nos sonhos...
Nas marcas dos pés na areia úmida da praia,
O gargalhar das ondas brincando de enfeitar
Nossos dias, de criar belezas só pra nós dois.
O nascer do sol no horizonte, de "dentro" do mar,
O brincar das cores no cèu e... nós dois... nós dois.
Onde estiver, sorrindo com lágrimas nos olhos,
Sussurrando teu nome, ou com o olhar perdido,
Lá estarão comigo esses momentos... todos eles.
Corro entre nossas horas (só nossas) e te vejo,
Te sinto em mim... O tempo, ah! O tempo...
Não pára e tomara seja amigo e me faça logo... 
Voltar pra ti.

José João
27/01/2.019

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Saiba esperar

Essa poesia foi feita no dia 15/01/1.999 e nunca tinha sido publicada. Só agora encontrei motivos para faze-lo, as vezes nossa pressa não nos permite esperar e nos perdemos nas vãs tentativas de apressar o que talvez nem fosse pra nós. É preciso saber esperar.
Não te apresses à procura da felicidade
Ela chegará um dia e, quando perceberes,
Talvez até já estejas feliz.
Não corre desesperadamente ao que talvez
Nem seja pra ti, ou se for, pode ser tão passageiro
Que não terá valido a pena tua pressa.
Acalma teu coração que a solidão não é eterna,
Nem a tristeza infinita... desesperar!
É matar um pouco de ti a cada dia
E quando a felicidade bater em tua porta
Podes não estar completo para recebê-la, 
Aí então, ela não será plena como mereces.
Deixa que o tempo amadureça tua espera,
Assim estarás preparando teu coração
Para o infinito de emoções que jamais
Ousarias pedir ou esperar um dia.
Não corre, não te desesperes...
Pois se queres chegar em algum lugar
Vai sempre entre o vagar e a pressa
Pois se errares o caminho terás sempre
As marcas de teus pés para te fazer voltar,
Mas se estás no caminho certo não custarás
Tanto a chegar. Por isso, não te desespere,
Acalma teu coração e sente o prazer de esperar.

José João
24/01/2.019

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Cada amanhã começa ontem

Quantos sorrisos deixei de sorrir... 
Quantas palavras deixei de dizer, de ouvir...
Quantas vezes, talvez até por medo, deixei
De dizer te amo, de olhar dentro dos olhos
Pra que não lessem o que a alma dizia!!
Quantas vezes deixei de dar o melhor de mim e...
Perdi! Hoje, deito num vazio de angustias esperando
Aquele eu que ficou lá pra trás, perdido no tempo
Sem perceber que a vida tem pressa e não pára.
Ah! Quantas vezes desviei o olhar para não ouvir
Com a alma o que me queriam dizer...
Quantas vezes fugi do que a vida me dava,
Das palavras que me queriam dizer... hoje
Só sei que muitos sorrisos perdi, agora...
Olhos úmidos, peço ao tempo um pouco
Mais tempo, ele passa e... vai zombando de mim
Dizendo que a culpa é minh por estar assim.

José João
06/12/2.018

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Meus sonhos de brinquedo...

Quase sempre meus sonhos são de brinquedo...
Verdadeiras são minhas lágrimas... mas finjo...
Sorrio entre os prantos, canto em versos vazios,
Dou gargalhas com a solidão, lhe conto segredos
Para que se faça menos solidão... menos triste,
Para que seja mais amiga e deixe a saudade
Me contar coisas antigas que se fazem de hoje
E... fico horas vivendo o que vivi a tanto tempo.
Mas os sonhos... os sonhos... esses se perdem
Nos amanhãs passam sem se fazerem história,
Sem se fazerem verdades, parecem pedaços
Pedidos de mim vagando sem nunca acontecer.
Não sei quantos sonhos ainda posso sonhar...
Brincar de sonhar, mas mesmo que não aconteçam
É melhor tê-los... sonhar é ter alguma coisa
Para esperar do amanhã e...

José João
04/12/2.018

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Para fingir ... sou poeta.

Quedo-me aos teus desejos, ao teus anseios
Dispo-me de mim para vestir-me de ti
Dou-me ao tempo a me levar em devaneios
Como de costume... desde que te conheci

Como fosse um habito de todas as horas
Te amar sem que peças e até me proponho
A fazer-me teu e fazer-te santa e senhora
E permitir-me até fazer meu o teu sonho

Mas se houver um dia de dizer-se adeus
Se for eu a dizer ainda mesmo chorando
Direi e farei que a alma me pense bincando

Dou-me o direito de chorar e fingindo
Vou sorrir sorrisos largos... sou poeta
De fingir tenho a medida toda e certa

José João
01/12/2.018


As vezes chorar é preciso.

As vezes chorar é preciso, é como fosse um grito
Que a alma não consegue conter, não consegue calar,
Chorar é um grito agudo que não precisa de palavras,
Não precisa de voz, só precisa mesmo de solidão...
Não a solidão de se estar só, mas a de se estar triste...
Quando a saudade fica perdida entre as angustias,
Quando o tempo faz a noite uma extensão do nada
E tudo fica vivo dentro de um doloroso não esquecer 
Aí o pranto escorre livre e faz chorar ser uma oração
Que se reza em murmuros e só a alma ouve e entende.
Mas há de chegar um dia em que chorar seja um verso,
Um verso alegre, que as lágrimas sejam livres e risonhas
E o poema seja repleto de sonhos para fazer dos amanhãs
Muito mais que apenas tempo, muito mais que apenas vontades
Mas verdades... tão vivas que viver será preciso.

José João
01/12/2.018

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Amo porque... amo

Qual razão existiria para esse tanto amar!?
Te amo por apenas e simplesmente te amar
Que me poderia vir mais na alma a te dizer?
Que sem te... não saberia o que é viver?

Mas, se em mim, viver, é amar e... só amar...
Amo porque amo, amar é outra maneira de viver
Quais palavras me permitiriam sobre isso falar?
Palavras são poucas quando se ama por amar.

Faço do amor, um viver, um existir e um sonhar
Faço que seja da alma o melhor que posso dar
Fujo de palavras que ao amor possam acabar

Se me perguntam porque tanto esse entregar?
Essa maneira descabida de amar e não parar?
Porque preparo o amor para o amanhã que vai chegar

José João
19/11/2.018


Poderia ser maior essa dor de agora.

Não me preocupa que a saudade me faça triste,
Que as lágrimas caídas sejam de histórias vividas,
Perdidas mas ainda vivas dentro de mim.
Não me preocupa que a dor se faça viva, forte,
Que aumente minha carência, me faça ajoelhar
E pedir ao tempo um pouco de mim, pra mim mesmo.
Dói, choro, mas poderia ser pior, bem pior que tudo
Que sinto agora, poderia ser a dor do remorso
Por nunca ter sentido o que me faz sentir isso agora,
Não ter histórias, não ter vivido os momentos que vivi,
Não ter ouvido os adeus que ouvi, mesmo dolorosos,
Quanto mais se ama, mais doloroso é o adeus,
Maior é a saudade e, eterna em nós, se faz a história.
Que seria de mim viver com o vazio de nunca
Ter amado? Dos ontens sem alma, sem sonhos,
Sem nada que me fizesse olhar pra trás, sem rastros,
Para que a saudade me encontrasse? Seria pior,
Seria como se não tivesse existido. Pode haver
Dor pior que a de não saber se um dia vivemos?

José João
19/11/2.018


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Agora posso te dizer adeus.

Não me deixes, te pedi, e de mim sorriste,
Chorei prantos que a alma chorou por mim
Te gritei, te chorei, te pedi e não me ouviste
Se falaste, dissete-me apenas: deixa assim

Fui, ombros curvos, passos lentos e o pranto
A molhar-me, a seguir-me em perdidos aís
Tudo, até o horizonte, de frio, perdeu o encanto
Nem chorar podia, prantos já não os tinha mais.

Sentei-me ao pé do tempo, na sombra de um sonho
E me fiz, me refiz, renasci e me fiz outra vez eu
Agora, a pensar em mim, a amar-me eu me ponho

Mas encontrar-te aqui!! A pedir-me que te escute!
A contar-me que erros acontecem e foram teus...
Como me fizeste bem! Agora posso te dizer adeus

José João
15/11/2.018

Esse vazio de mim!!!

Minhas lágrimas, nos versos, são quase alegres,
Fingem mostrando ao mundo o que não sinto
Para que a poesia não se molhe no tanto pranto
Que, em silêncio, minha alma, de joelhos, chora.
Canto, num cantar mudo, em que só eu escuto,
Uma melodia que não sei de onde vem, mas canto,
Como fosse uma oração que não sei até onde vai,
Se vai ser ouvida, ou se perder a esmo no tempo
Sem ir a lugar nenhum além de mim mesmo.
Uma saudade, que não sei de quem, de onde vem 
Mas tão intensa que se faz infinita, fica brincando
Dentro de mim, fazendo as horas passarem lentas,
Fazendo o tempo parar no meio de sonhos
Que há muito foram sonhados ou até vividos,
Não sei ao certo, as vezes, por minha vontade,
Confundo viver e sonhar para assim poder viver.
E no silêncio dos versos que sinto mas não escrevo
Me entrego a um generoso pranto, cheio, repleto
Do vazio de mim... do que agora sou.

José João
15/11/2.018

domingo, 4 de novembro de 2018

Um dia vou sonhar e...viver esse sonho

Sonhos! Quanto custa sonhar! As vezes dói!
Se fazem pedaços perdidos do que se sente
E não se pode viver, perdem-se no tempo e... vão
Deixando um sentimento de perda, de vazio,
Que toma conta da alma e fazem os amanhãs
Ficarem tristes, Uma carência toma conta do tempo,
Uma ausência toma forma, se faz dor, se faz  existência 
E não se sabe porque,.. eram apenas sonhos! Um sonho!
Como sonhar as vezes dói! Queria apenas um sonho,
Que me fizesse ser eu com uma verdade única: Amar,
Que me fizesse ser verdadeira a entrega e o receber,
Que se fizessem eternos os momentos... sonhar...
Quantas vezes sonhei, chorei, perdi, fiquei só,
Mas, meu sonho mais bonito, que fará eterno
Os momentos, que me fará vivo a cada instante...
Ainda vou sonhar, não vou deixar de sonhar esse sonho
Por medo de sentir a dor que outros sonhos causaram.
Ainda há de vir, ainda hei de sonhar esse sonho e...
Vivê-lo. è preciso.

José João
04/11/2.018


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Não sei mais de mim.

Acho que estou doente! Estou sem saudade
Pra sentir, sem lágrimas pra chorar... 
Meus sonhos se fizeram crianças marotas
Brincando de ir e vir, brincado de se esconder
E me deixando perdido, sem nada pra sonhar.
As poesias! Se perderam no tempo, não chegam,
As vczes me espreitam de longe e não vêm,
As palavras se perdem, se acotovelam ocupando
Nos versos, lugares que não são delas, brigam
Nas entrelinhas para expressarem o que não sabem
Mais dizer. O pensamento se perde ao longe,
Indo e vindo sem nenhum lugar pra ficar,
Até histórias que vivi não lembro mais ...
Assim não existe saudade, nem lembranças...
Não existe eu... tão acostumado a sentir
Saudade, a conversar com as lágrimas...
A buscar sonhos de ontens, a chorar nos versos
Os adeus ditos... Tudo isso coube dentro de mim
... agora, não sei onde estão!

José João
02/11/2.018


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Um olhar... bastaria um olhar apenas

Ah! Se teus olhos a mim dissessem: te amo
Buscaria estrelas... iria onde nunca fui
Faria versos gritados ao som do tempo
Em melodias com a própria voz do vento

Ah! Se teus olhos a mim dissessem: te amo
Seria o que nunca fui, seria, te juro, até poeta
Me faria poemas a desmanchar-me a teus pés
Seria todo teu, seria a poesia mais completa

Me bastava apenas um olhar, pra que palavras?
Seriam tão pequenas que não não diriam nada
Deixariam, na verdade, minha alma mais calada

Mas um teu olhar apenas, só um teu olhar
Invadiria minha alma e ela alegre gritaria
Dou-me a ti, me toma, só por ti eu viveria.

José João
15/10/2.018

Um desesperado grito da alma.

Deixa-me, grita minha alma em desespero
Para a tristeza, fria, cheia de poteagudas
Farpas de dor, de arestas afiadas de solidão
Que brincavam de fazer cicatrizes novas,
Doloridas, pelo prazer de apenas causar dor.
As lágrimas correm avulsas no rosto pálido
Que se entrega ao desespero de contocer-se
Para que fingidos sorrisos o enfeitem, mintam
Que a dor não está doendo. A vontade de chorar
Se faz tão forte que um convulsivo tremor
Faz que os soluços se despedaçem no tempo
Como fragmentos de gritos presos na garganta
Porque é tanta dor que até o chorar se faz pouco,
Tão pouco que o pranto, como gritos da alma,
Se alvoroçam em ser mais, mas coitados...
Não passam de pequenas gotas de lágrimas
A gotejarem quase lentamente como se a dor
Lhes tivesse causado, como fez na alma,
Um desmaio cheio de dolorida angustia.

José João
15/10/2.018

Cacrícias de Deus.

Dei-me ao tempo e ao prazer de sentir,
Mesmo em lágrimas, os adeus ditos,
Entrego-me ao pranto por eles causados
Mas ainda assim me faço todo ouvidos

Lhe escuto em silêncio e a ele me entrego
Na ânsia da saudade que sei, vai chegar
Assim faço versos, ainda que tristes
Preparando a alma para um outro chorar

A ausência a se fazer um eterno esperar
Daquilo que se sabe, não vai mais voltar
Como haver saudade sem haver um adeus?

Adeus, grito ao tempo num aceno choroso
E deixo que o pranto me marque meu rosto
Como fossem as lágrimas, ternas carícias de Deus.

José João
15/10/2.018

domingo, 14 de outubro de 2018

Tão distante, mas ...como ser eu... sem ti?

Quem dera houvesse dentro de te um pedaço de mim,
Como dentro de mim existe um pedaço de ti.
Que me leva no valsar da vida em sonhos ternos,
Que não me faz sentir saudade pela falta de mim
Porque sempre estou repleto de ti... quem me dera!
Me entrego que minha alma te carregue no colo,
Que te faça meu alento, meu melhor pedaço de mim.
Não importam saudades ou distâncias... os sonhos
Me permitem estar perto e até me descobrir em ti...
Saber-me contigo, saber-te dentro de mim, rio-me e,
Se perdi sorrisos por saudade de ti, chorei prantos
Por vontade de ti, essa vontade que me faz
Implorar ao tempo que não se faça distante...
Perecebi que esse pedaço de ti, dentro de mim
Me faz que... eu sem você... não seja mais eu.

José João
12/10/2.018


O que só sei sentir

Eu sei que meu canto é triste e minha alma chora
Essa dor que sinto. Sei já não tenho lágrimas
Pra chorar essa dor de agora! Foram tantas dores
Que chorei, foram tantos prantos, que já nem sei
Se ainda tenho como chorar, a não ser nos versos,
Que mesmo tristes, insisto em falar. Não sei...
Se minha alma ainda pode me fazer contar
Essa tanta dor que sinto, mas... sei que se calar,
Tristezas, angustias e o silêncio vão me afogar...
E será bem pior assim, prefiro me sentar no nada,
Sentir saudade, chorar sozinho num sussurrar
Que só eu e a alma escutamos e, deixar... deixar
Que o tempo tome conta do que pode acontecer...
Só sei que essa dor, essa que minha alma chora...
Só sei sentir, chorar e... não sei dizer.

José João
14/10/2.018

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Apenas um instante.

Porque as histórias de amor são... tão tristes?
Porque sempre a saudade insiste em chegar?
Porque a eternidade é tão curta para quem ama?
Ningém escuta a alma quando ela quer chorar!

Parece loucura dizer que a eternidade é curta,
Mas para quem ama, todo tempo é muito pouco
Deixar dentro da gente o que se foi pra sempre
Pra sentir esse "eternamente" se há de ser louco!

Há quem diga, juro, vou te amar por toda vida,
Mas as vezes a vida faz coisas que não se quer
E nunca se está pronto para o que der e vier.

As vezes o tempo diz o que não se quer ouvir
E se há eternidade quando é vedadeiro o amar
Só a saudade se faz eterna num mesmo chorar.

José João
12/10/2.018

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Eu, o tempo e a solidão

Por um momento apenas me deixa
Encostar a cabeça em teu colo e... chorar.
Não precisa que chores comigo...
Não precisa que digas nada, fica em silêncio,
Apenas ouve meus soluços gritando saudades
Que nunca se foram, gritando em palavras
Mudas tudo que a alma sente e... chora.
Deixa-me que te declame meus versos
Obececados pela vontade de contar histórias
De amor, de contar sorrisos, de contar sonhos.
Apenas me ouve, deixa-me falar de saudade,
Esse milagre que faz estar o que já não existe,
O que se foi, o que não volta mais...  mas está
Dentro da gente como pedaço do tempo
Como vontade de viver, de lembrar, chorar,
Sorrir, depende do momento que ela chega. 
Deixa-me, por um momento, te sentir perto,
Como se fosses o que preciso para me ouvir...
Preciso do teu silêncio porque assim, contigo,
Me sinto livre para os prantos...não fosses tu,
Solidão, como eu me ouviria!?

José João
09/10/2.018

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Só sei mentir, não sei ser poeta.

Rio-me as gargalhadas quando me dizem poeta,
Eu! Poeta?! Se nem ao menos sei o que é poesia
O que seria poesia! Um tipo de lágrima, de pranto?
Algum grito da alma, fingindo que é um canto?

Ou poesia seria... uma conversa com a solidão?
Eu? ... talvez eu seja um... contador de histórias
Que escreve com palavras rotas qualquer tristeza,
Que vai buscar saudades perdidas na memória

Mas eu...poeta! Quem me dera eu fosse. Poeta!
De mim as poesias fogem, talvez me achem pouco
Por apenas achar que para amar é preciso ser louco

Não sei o que é poesia, não sei o que é ser poeta
Como se só sei chorar não sei dizer o que sinto?
Os poetas contam sua dor e eu... pra elas eu minto

José João
08/10/2.018

Quem dera me ouvissem!

Vejo o amor como poesia e o escrevo em versos,
Coisa minha, de quem ama, se entrega...
Sou assim mesmo, pleno quando eu amo, mas...
Nem sempre me entendem, algumas vezes,
As poesias que faço nem têm resposta...
Mas até entendo, poesias de amor são "chatas",
As vezes apenas se ouve ... por ouvir, 
E o silêncio do que não é dito fica no tempo,
Marcando a alma, que, atonita, se pergunta:
Não ouviram a poesia que fiz? - Ouviram,
Diz a vontade de ser ouvido, mas como disse,
Poesias de amor são tão "chatas"! Muito.
Assim me calo,  o que sinto declamo em silêncio
Minha verdade fica muda dentro de mim.
Porque não ouvem as poesias com a alma?
Se pelo menos ouvissem e dissessem: ouvi,
Aí a poesia se faria verdade, se faria festa
E a alma saberia que ouviram o que ela disse.
Mas sempre é o silêncio a resposta. Que pena!
Quem dera as almas respondessem as poesias
Que a minha grita, quase em desempero!

José João
08/10/2.018

sábado, 6 de outubro de 2018

Medo de amar outra vez.

É um silêncio dentro de mim! Não me ouço...
É um soluço infantil em lágrimas de desgosto
Um não-sei-o-que de desencanto em roto canto
A molhar-me o rosto com frio e desvairado pranto

Versos molhados, perdidos de rimas, chorando
Saudade infinda, de apenas de ontem, a martirizar
A alma, coitada, perdida no nada a se peguntar
Deus, que fazer se essa dor de agora nunca passar?

O adeus dito ontem com um gosto amargo de sempre
A fazer que a vida se perca em pedidos dementes
Para que essa dor não deixe a infeliz alma doente

Sim, doente. doente porque foi tanto a entrega
Que se fez de criança deitada num colo a sonhar
Agora, quem sabe, lhe deixe essa dor medo de amar!

José João
06/10/2.018

Como não chorar?

Hoje o dia amanheceu triste, cheio de lágrimas,
De saudade e de adeus. Os sonhos se pederam,
A noite se fez vazia, sem ser noite para sonhar
Mas para apenas chorar. As horas se arrastaram,
Ficaram lentas, quase não passavam, e uma angustia,
Dessas que até a alma chora, brincava de espantar
O sono que parecia morto, enquanto a insonia,
Como se estivesse bêbada, gritava no silêncio,
Como louca desvairada, chamando a solidão.
Mais tristezas, provocando prantos e falando
Que chorar é preciso quando se estar assim...só.
O pensamento, como se estivesse lento, pesado,
Não ia além de mim  mesmo, coitado, buscava
Momentos vividos e só encontrava eu... triste,
Sentado no vazio escuro da noite a perguntar-me:
Porquê. Sem respostas, encostava a fronte no adeus
Que ainda me sussurrava e, aos ouvidos da alma.
Para me dizer que os amanhãs... serão ainda...
Bem mais doídos e, sentado no tempo, espero
Apenas que tenha lágrimas para tanto.

José João
06/10/2.018

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Versos vazios ...

As vezes me esqueço de mim, do que fui,
De momentos que vivi, sorrisos, promessas
Que fiz, que ouvi, todas perdidas no tempo,
Menos algumas que me chegam sem pedir
Ou que talvez nunca tenham ido, ficaram
Dentro de mim para não serem esquecidas
E me martirizam, me angustiam, me fazem
Chorar em silêncio, perdido na solidão
Que me escreve no rosto nomes que esqueci,
Mas, em mim, ficaram as dores que nao foram.
Escrevo histórias em poesias tristes, até pensam
Não serem minhas, sejam verdades fingidas
Em sorrisos falsos, mentiras cheias de verdades
Quando fingir é mais que ser... é também viver.
 Deixo que o vazio me tome conta, me faça
repleto do que não sei mais dizer... nem viver.
Corro entre os sonhos que sonhei um dia
Quando eram cheios de mim, de verdades,
Tantas que se faziam poesias completas
Declamadas pela alma... hoje, as tristezas
Se fazem versos cheios de mim... assim...
Vazios.

José João
05/10/2.018

domingo, 30 de setembro de 2018

A solidão não me assusta, mas...

Não é a solidão que me assusta, com ela,
Até converso nos versos que minha alma chora,
O que me assusta, é a falta de saudade...
A saudade que não sentem de mim... não é a solidão
Que me faz sentir só, até conversamos, sorrimos,
Ela me traz coisas que, as vezes, gosto de ouvir,
Vamos juntos passear por caminhos percorridos
Que não se esquece, vamos ver o por do sol,
As vezes até choramos, ela chora com meus olhos,
Nos perdemos em devaneios, em histórias vividas,
Coisas que passei, ela traz quando estamos sós.
Não é a solidão que me assusta mas... a saudade
Que não sentem de mim. Ah! Se eu soubesse
De uma saudade de mim sentida por aí...
Me perderia em fazer-me poesia, em fazer 
Dos amanhãs versos cheios de sorrisos...
Quem dera sentissem por mim a saudade
Que sinto de mim (?) mas... não é a solidão
Que me assusta.

José João
30/09/2.018

A preços módicos.

Hoje, preciso me desfazer de tantas coisas,
Coisas que se criam no tempo, chegam...
Sem que eu pessa, ficam, se guardam em mim,
Mas sempre se fazendo mais e sempre mais,
Por exemplo, minhas lágrimas, quero vendê-las,
Estão em promoção, mas não podem levar
As que chorei por apenas uma saudade,
Se quiserem mais, vendo os prantos, esses,
São de todas as saudades que senti.
Tenho senhos, vendo a preços módicos...
Sonhos antigos, de outro dia, até sonhos
Que ainda não seonhei. As dores... essas,
Não estão a venda é para doação, mas...
Ninguém as quis. Tenho saudades completas,
Pedaços de saudade, as mais doídas que senti,
Mas podem ser negociadas, se comparem
Também as tristezas, essas... foram tantas!!
Estou vendendo-as em singela promoção.
Tenho sorrisos, mas são falsos, os verdadeiros
Há muito se perderam, os falsos são mais caros,
Porque dói sorri-los (a alma não gosta).
Tenho tanto, só não tenho versos alegres... esses
Estão em falta...até quando ... não sei

José João
30/09/2.018

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Por um instante apenas

Onde estás que não te ouço a voz?
Corro no tempo a procurar por ti
Carregando no peito dor tão atroz
Buscando o que contigo um dia vivi

Que mais posso fazer senão sonhar-te?
Fazer que os olhos chorem essa saudade
Que aflige desde a alma ainda a adorar-te
A te fazer minha toda e maior verdade

Dou-me a te nessa saudade que sinto
Nesse pranto que me vem e tanto choro
E nele, como oração, ao tempo imploro

Um instante, tão breve quanto terno
Não maior que um pulsar do coração
E ainda assim te juro, dele faria eterno

José João
28/09/2.018

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Uma história perdida

Me pego ao sonho de me buscar no tempo
E assim me vejo naquilo que já foi vida
E soletrando letras que aprendi a esmo
Me leio em páginas nunca antes lidas

Me vem a saudade num cantar tristonho
E dentro das páginas nunca antes lidas
Chorar, por mim mesmo então me ponho
Como se eu fosse a históra de mim perdida

Escuto a solidão me falando e eu nem sei
Se o que ela diz são coisas que já vivi
Ou vontade de sentir o que eu nunca senti

Se na noite, vier acariciar meu rosto o pranto
Ou brincar de nele esrever saudades idas
Vou fingir que sou eu essas páginas relidas

José João
13/09/2.018

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Sei chorar sozinho

Que dos olhos caiam as mais doídas lágrimas,
Como fossem farpas ponteagudas de saudade
Que se façam dores os gritos na alma gritado
Que se faça história todo meu pranto chorado

Se hei de chorar o silêncio de quem nada diz
No calar da voz a negar palavras não ditas
Que me seja a dor do adeus minha verdade
Não me incomoda chorar a dor da saudade

Que passa, quando o tempo se fizer maior
Quando outro acontecer brincar de chegar
Quando de outra voz se fizer ouvir o cantar

Tenho muitos prantos, sempre soube guardar
E se hei de chorar esse silêncio por imposição
É melhor chorar só, brincando de solidão.

José João
04/09/2.018






Lágrimas... uma poesia viva.

Minha tristeza sempre conversa comigo a sós,
Num silêncio tão difícl de ouvir, mas uma dor
Tão fácil de chorar! Ausências... sonhos que agora
Se fazem tão dificeis de sonhar! Gritos e angustias,
Medo que a solidão seja mais forte que viver...
Lembranças de palavras ditas, outras ouvidas
Que vão se fazendo distantes, vão indo ao nada
Como não precisassem terem sido ditas, nem ouvidas.
Me percebo na solidão de dentro de mim...paro...
Me procuro, corro por entre os ontens... buscando
O que nem sei. Me sento na noite com a insônia
Me  deixando desperto e contando histórias 
Que sei de cor, e o tempo, lento, como se o amanhã
Não fosse preciso chegar, me deixa só, ouvindo
Apenas a noite me contando coisas de mim.
Meus olhos, na ansiedade de gritar o que sinto,
Vão, lentamente, em soluços de lágrimas,
Escrevendo versos tristes em meu rosto,
Como se eu apenas precisasse chorar para
Fazer uma poesia viva... chorando comigo

José João
04/08/2.018