Que fosse o melhor de minha vida, que fosse divino,
Por isso, a cada amanhã, tinha sempre mais para dar
Entregava, à minha alma, a maneira mais pura de amar
Até lustrava minhas lágrimas, fazia delas diamantes
Para quando minha alma dissesse: te amo, e eu chorasse
Que os olhos deixassem que elas falassem toda a emoção
Que faz pulsar um coração, que faz do amor terna oração
Em cada hoje sempre quis amar muito mais que ontem
Em cada amanhã, muito mais que hoje, que fosse eterno,
Que fosse infinito, até que esse amanhã se fizesse hoje
E viesse outro, e outro cada um mais doce, mais terno
Agora vejo quanto amei, amo e quanto ainda vou amar
Não sei quantos amanhãs restam, mas não serão iguais
A cada amanhã amarei tanto que se farão de eternidade
E assim farei que, para o amar nunca exista um jamais
Cruz Filho
18/08/2.026
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