Nem sei mais quem são aqueles que vêm os amanhãs!
Vate, é do que chamam aos dois, será que são os poetas
Irmãos gêmeos dos que vêm os amanhãs? Dos profetas?
Existiria o poema sem sua alma? Qual a alma do poema?
É o que lhe dá o sentido divino de se fazer sentir, a poesia.
Fala dos ontens e, no hoje, vai buscar coisas do amanhã
Mas falar das coisas do depois do hoje não seria profecia?
Poetas e profetas, na história, chamados do mesmo nome,
Tão santificada, com certeza, são a poesias e a profecias
Que na loucura de caos tão organizado como é o universo
Profecia e poesia, ou poetas e profetas rimam num só verso
Que são poetas e profetas para que os façam de apenas um?
Vate, quem escreve poemas com coisas de além do amanhã
Vate, quem escreve profecias buscando-as de além do tempo
Poetas e profetas, mesmo coração e ao mundo sempre atentos.
Cruz Filho
02/08/2,026
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