sábado, 28 de julho de 2018

Sentimentos

As vezes não sei se é angustia, saudade ou ...
Carência, só sei que se faz uma dor diferente...
Cheia de ausência, da vontade de estar, de ser,
De querer, de gritar ao mundo o que só sei sentir
E...não sei dizer. As lágrimas, como palavras
Mudas mas repletas de sentimentos, vêm
Como se fosse a alma me dizendo baixinho:
Não chora, mas os soluços, como gritos
Sem voz, me saem avulso, num convulsivo
Pranto e choro, não sei o quê. se angustia,
Se saudade, se carência, ou mesmo só essa
Dor que insiste, que fica, machuca, fere,
Como fosse um ponteagudo pedaço de vazio
A ferir a alma. Procuro no tempo um momento
Que até possa ter sido um sonho, um devaneio
Perdido, desses que servem para dizer
Que um dia vivi. para enganar que agora 
Viver é ... apenas chorar.

José João
28/07/2.018

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Pranto... doce água corrente

Quando a dor da saudade dói no peito
E uma lágrima teimosa instiste no rosto
Há de se dizer que não tem um outro jeito
A não ser na face... esse pranto posto

E a vontade de chorar essa saudade! 
Que deixa a alma aflita, pálida e doente!
Fingindo sorrir escondendo a verdade
Mas os olhos choram um chorar demente

E os soluços?! Mesmo sutis saem avulsos
Como se quisessem deixar que o silêncio
Gritasse dexando alma e coração confusos

Mas pranto que é pranto não perde a razão
A mando da alma chora o que ela sente
Como fosse um rio de doce água corrente.

José João
23/07/2.018

Eu, você e o por do sol

A tarde se fez bela, num momento de infinda ternura
Para chorar comigo essa saudade tua que me toma,
Me invade e faz morada dentro da alma, e fica,
E umedece meus olhos que, num olhar silencioso,
Te procura na imagem eterna de um horizonte
Desenhado por mãos divinas que, nele escrevendo
Teu nome, eterniza uma história sem fim.
Tudo se fez tão belo que o sol me sentindo triste
Se fez único para que minhas lágrimas brilhassem
Como se fossem pedaços da tarde e do tempo,
E minha saudade se fez mais bela, apesar de triste.
Sentei no tempo como se ele fosse meu... conversei
Com o por do sol como se fossemos velhos amigos,
Contei de mim, contei de nós, dos nossos momentos,
Por vezes um soluço tomava minha voz, o silêncio...
O silêncio se fazia mais forte, como se quisesse
Me fazer ouvir teu nome sussurrado pela brisa
Que acariciava a tarde e a mim, no embalar essa
Sudade que o por do sol inisistiu em colorir.
Ah! Como a tarde se fez bela, se fez nós!

José João
23/07/2.018

Minha saudade tem um nome

Quem me dera minhas lágrimas aplacassem
Essa tristeza, essa falta que sufoca, angustia,
Que faz a saudade ser maior e mais doída,
Faz o tempo se perder nas horas que, não passam,
Se arrastam lentas para a dor ser ainda mais dor.
A alma, aflita, chora lágrimas que se derramam
Nos olhos tristes, deslizam silenciosas pelo rosto
Escrevendo um nome que se faz uma oração
Que, enquanto houver vida, será rezada sempre.
A casa vazia parece chorar comigo, o silêncio
Grita em desesperado clamor, como se tivese
Pena de mim, como se ele mesmo, o silêncio
Já não deixasse a casa vazia, a alma triste
E essa vontade de chorar, que faço sejam
Sutis soluços na tentativa de, pelo menos,
Ter alguma harmonia ao orar o nome dela
E faça dele uma melodia de uma palavra só

José João
23/07/2.018

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