quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Teu perfume... tão doce quanto ardente.

 Como aquele perfume da primavera, que se eternizou,
Depois que permitiste que as flores a te se igualassem.
Quando as borboletas pousavam em teu rosto, e as flores
Ficavam pálidas, olhos fitos, como se só a te admirassem?!

Como o perfume daquela primavera perfuma a saudade!
Que fez morada na alma sem se importar com o tempo
Ainda hoje, lembro, sinto a carícia na alma, e calo a voz
Aí vou buscando, lá dentro de mim, lembranças de nós

Até hoje, passado tanto tempo, ainda é aquela primavera...
As outras ficaram mesmo só com o perfume das flores,
Primaveras comuns, que lembram apenas as minhas dores

Daquela primavera guardei apenas uma flor, inocente 
Aquela que te dei, deste um beijo, puseste nos cabelos...
Fiquei com ela, ainda guarda teu perfume doce e ardente.

José João
19/02/2.026

Da poesia... eu faço luz.

 Queres que te diga quem sou? Sou quem vai por aí
Declamando saudades, beijando o rosto da solidão
Fazendo rosário de prantos, em ladainhas e oração
Que faz versos cantando amores, até mesmo os daqui

Não sei contar prosas, não sei contar tolas fantasias,
Mas sei gritar no silêncio sem que assuste ninguém
Se são palavras bonitas, não sei. Pode até ser poesia
Que se escreve no coração da alma sem nenhum porém

Quem sou? Que importa? basta apenas que a alma ouça,
Se tiver lágrimas, e a dor contada nos versos, fizer chorar
Sou eu trazendo dores e sonhos, alguns tristes de sonhar

Dou-me a fazer histórias, as vezes, difíceis de contar
Costuro lágrimas na saudade triste, com ponto de cruz
E vou me fazendo estrada e, da poesia... fazendo luz

José João
18/02/2.026

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Conta uma poesia... que eu não ouça mas... sinta

Conta uma história. Pediu a parte mais carente de mim.
Estou precisando ouvir uma história, pode ser uma poesia
Mas não qualquer história, nem as que comecem assim:
Era uma vez... dessas eu não gosto, dessas não sou afim.

Também não quero histórias de tristezas, nem de prantos,
Nem de solidão, nem de silêncio, quero uma que grite,
Que o eco vá, viaje feito um louco, gritando coisas para rir
Que se faça alegre, saltitando no tempo sem saber onde ir

Quero uma história assim, pode ser uma poesia de esperança
Que fale de um eu te quero diferente, de um amor inocente, 
Desses que se ama, que se vive e dele nunca a gente cansa.

Conta uma história assim pra mim, dessas que faz sonhar,
Ou uma poesia, dessas que a alma fica sonhando ao ouvir
Que de tão cheia de amor ela nem ouça, só possa...  sentir

José João
17/02/2.026

A dor que a saudade faz sarar.

 Deixa-me saudade, ficar aqui contigo, só nós dois.
Deixa que me deite em teu colo, deixa-me nele sonhar,
Que me venham os momentos que agora são depois,
Que os viva em teu colo, o que me foi um dia amar.

Vem, minha saudade, me abraça com ternura, preciso.
Preciso desse abraço como fosse na alma uma carícia
Minha saudade, me olha, me afaga, me dá um sorriso
Me dá um beijo, desses inocentes sem nenhuma malícia

Deixe que te conte minhas lembranças cheias de alegria,
Que te fale da beleza de viver em sonhos quase perenes,
De ouvir cantos divinos num leve sussurrar de euforia
Ao se ouvir: eu te amo, aí momento se faz oração solene

Ah! minha saudade! Deixa que o pranto te molhe o colo
Por lembrar silencioso adeus, que foi dito sem palavras
Ainda hoje, entre os mais e os tantos sorrisos ainda choro
Minha saudade, dores da alma, com teu pranto, me saras

José João
17/02/2.026

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Minhas poesias... meus poemas escrevem.

 Não me preocupo em escrever poesias, nem deveria,
Apenas deixo que elas, as poesias, se façam completas,
Que vivam cativas em minha alma, povoem corações,
Que suas linhas sejam mais que a inspiração dos poetas

Se me dizem poemas são poemas, não são a poesias...
Sou um escrevedor de versos, quem dera fosse poeta
Para ouvir a saudade gritando na alma o que ela sente,
Sentir em mim a doce presença de quem está ausente.

O que faz um escrevedor de versos? Sempre perguntam,
É quem copia o que lhe vem, verdades, sonhos, fantasias
Faz rimas com palavras soltas sem nem saber o que diz
Porque são os poemas que fazem os versos para a poesia

Ah! Esses poemas! Buscam na alma as palavras mais certas
 Escrevem a poesia por si só, as vezes com prantos fingidos
Outras vezes com palavras risonhas mas lágrimas nos olhos
Poemas e poesias, um sente a dor, o outro chora, são amigos.

José João
16/02/2.026

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Vem, deita na relva, vamos contar estrelas

 Vem, deita  aqui comigo e vamos contar estrelas.
Deita na relva, deixe que o luar se faça de chão
Pensa que as estrelas brilhem só pra te e estão rindo
Ri com elas, deixa que te acariciem, beijem teu coração

Olha ali uma rindo contigo, cada piscar é um sorriso,
É um aceno terno te ensinando a, mesmo distante, amar
Olha ali uma cadente, anda, faz depressa dois pedidos
Não deixa que ela se vá sem que peça, faz de improviso

Nada nesse mundo, quando se ama, pode ser demais
Tudo é na medida certa, não choras muito nem pouco
Se amas, o amor não conhece a razão, ele quer mais
Por isso dizem que amor é belo por ser assim, louco

Que bela loucura é a falta de lucidez da pobre razão,
Os amantes se perdem a contar estrelas e esquecem
Que amanhã, no alvor do dia, elas se fazem criança
E vão, mas deixam nos pedidos, rastros de esperança

José João
14/02/2.026