sexta-feira, 5 de julho de 2019

A saudade é ... uma doce lição...

Não esconda a saudade que sentes, se quiseres, 
Se tua alma achar preciso: chora, não tenha medo
De acharem ridículo. Ridículo é não ter uma saudade
Pra chorar, uma história pra contar e momentos 
Para lembrar. Se as lembraças de comprimem o peito,
Grita, mesmo em silêncio, mas faz que a vida te ouça,
Se for difícil sorrir, se for difícil não chorar, 
Copia o mais bonito sorriso que um dia deste e,
Se ainda assim, for difícil não chorar... chora
Mas com as lágrimas mais bonitas, mais brilhantes,
Iguais aquelas que choraste quando te disseram: te amo.
Mas não esconde tua saudade, nem foge dos momentos
De solidão, as vezes ela é preciso, as vezes nem é solidão
É você com você mesmo, se ouvindo, se dizendo
O que só você pode dizer. Nesse momento ... TE AMA
Lembra os momentos que tiveste, pensa o que viveste
Com certeza tem muitos momentos lindos, só teus
momentos que só tu viveste por seres único e...
Espera... sempre a saudade é uma lição...
Uma doce lição do que é viver.

José João
05/07/2.019

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Eu e o mundo.

"Todos os dias vou bem longe...
lá longe em meus pensamentos.
Tanto pra trás, quanto pra frente.
Pra me perceber entendendo quem de fato sou.
Porém a busca é incessante.
A busca jamais descontinua..."
Vou até o infinito, onde chegam os pensamentos,
Vou me buscando em horizontes, em alguns
Me encontro chorando, em outros rindo.
Vou comigo mesmo fazendo rastros
E deixando outros, as vezes é preciso voltar
Para buscar o que vamos precisar lá na frente.
Me percebo em mim e no que me cerca...
E, nessa percepção, me faço forte...
Levo o que preciso para não me cansar...
Não me sentir fadigada, portanto levo
Sempre comigo, sorrisos, carinhos,
Um abraço amigo, uma mão estendida,
Uma palavra de amor, tudo isso
disponível, é uma carga sem peso,
Fácil de carregar e... doar.
Todos o dias vou longe, muito longe

Maida  Gurgel
José João
28/06/2.019

quarta-feira, 19 de junho de 2019

... a poesia se escondeu de mim

É noite, a insonia não me permitiu sonhar,
O silêncio é gritante, é voraz e a saudade...
Fica gritando um nome que o tempo não apagou.
Levanto, a luz fraca de uma vela apenas diminui
A escuridão. Procuro uma poesia perdida na noite,
Lápis, papel e eu. Sento, olho a chama da vela,
Meus dedos brincam com o lápis, o papel deitado,
Procuro um pedaço de mim, olho para os lados...
Ia começar um verso quando me surpreendo ao ver
Um sorriso triste sobre a mesa, nos olhamos e...
O sorriso...continuou triste, mais para o lado,
Algumas lágrimas abraçadas me chamavam
Para chora-las, mas não queria chorar, queria
Apenas escrever uma poesia, a noite permitia
Mas... o sorriso triste deitado sobre a mesa,
As lágrimas abraçadas pedindo olhos 
Para serem choradas, como se não bastasse,
Um pedaço de angustia pulando e gritando
Estridente que queria ser sentido, o mais
Díficil foi ver a saudade sentada a meu lado,
Olhar triste fixo em mim se sentindo carente
E a solidão,  com um olhar brilhante e devasso,
Como se estivesse no cio se fazia espaço
E tomava o tempo, as palavras e a razão.
Assim, só pude descrever o que eu via
Não pude fazer minha poesia... nessa noite

José João
19/06/2.019

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Um causo de amô.

- Ô cumpade, pra donde ocê vai tão dipressa?
- Ô cumpade, tô indo imbora, nun guento mai
É um furmigamento  nos peito, uma dô qui num dói,
É uma farta de ar, mermo livre no tempo,
Num sei cumpade, vou andá pru mode vê
Se tudo isso passa, num guento mai cumpade,
Os óio é todo tempo moiado, um ardume.
- Cumpade ocê devi de tá muito duente,
Lá na capitá tem um dotô qui pode ajudá,
Cumpade querendo nós vai lá.
- Priciso de dotô não cumpade. U qui vô dizê?
Uma dô qui num dói, um chorá sem chorá,
Um andá sem rumo, sem vuntade de nada,
Uma lerdeza na mente, uma farta de tudo
Sem nada fartá, é uma dô dismiolada
Qui mi tira o tino, é uma tristeeeza, cumpade
Qui inté parece um caminho cumprido, sem fim.
- Cumpade, ocê senti dô nas perna? Nos braço?
Ocê sente dô no corpo todo?
- Num sei não cumpade, que raio de dô é essa,
Cumpade num intende, é uma dô qui num dói
As vês cumpade achu que é arma que dói,
Qui qué chorá cum meus oio, só pode
- Cumpade, a arma da gente num dói i num sente.
- É cumpade pode de sê, num sei não,
Se num sê, cumpade, é uma duença istranha
Qui da vuntade de corrê, de gritá
Tão istranha, cumpade, qui si os outro ri
Num achu graça não, parece tudo bestêra,
As pessoa ri de besta qui são, prá qui ri?
- Ih cumpade, qui qui é isso? As pessoa ri sim.
- Pro mode quê, cumpade? Qui qui é ingraçado?
- A vida, cumpade, a vida.
- Mai qui vida danada, cumpade, danada de tristi,
 Uma vuntade de ficá só... sem dizê nada...
Mas cumpade, o mais pió  é qui num tem um lugá
Onde di eu pudê i i num sinti isso.
Parece qui é dentro deu cumpade, e sabe duma acoisa,
Cum certeza se fosse uma muié chorava.
- Será cumpade?
- Cum certza cumpade, as muié pra isso
É mais macho que nóis.
- Sei não cumpade. mais cumpade vá pra casa,
Dê umas bitoca na cumade Zefinha,
Conte umas prosa pra ela, cumpade qui gosta tanto dela.
- Ah, cumpade, a Zefinha foi imbora, foi imbora, cumpade.

José João
16/06/2.019

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