segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Minhas poesias... meus poemas escrevem.

 Não me preocupo em escrever poesias, nem deveria,
Apenas deixo que elas, as poesias, se façam completas,
Que vivam cativas em minha alma, povoem corações,
Que suas linhas sejam mais que a inspiração dos poetas

Se me dizem poemas são poemas, não são a poesias...
Sou um escrevedor de versos, quem dera fosse poeta
Para ouvir a saudade gritando na alma o que ela sente,
Sentir em mim a doce presença de quem está ausente.

O que faz um escrevedor de versos? Sempre perguntam,
É quem copia o que lhe vem, verdades, sonhos, fantasias
Faz rimas com palavras soltas sem nem saber o que diz
Porque são os poemas que fazem os versos para a poesia

Ah! Esses poemas! Buscam na alma as palavras mais certas
 Escrevem a poesia por si só, as vezes com prantos fingidos
Outras vezes com palavras risonhas mas lágrimas nos olhos
Poemas e poesias, um sente a dor o outro chora, são amigos.

José João
16/02/2.026

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Vem, deita na relva, vamos contar estrelas

 Vem, deita  aqui comigo e vamos contar estrelas.
Deita na relva, deixe que o luar se faça de chão
Pensa que as estrelas brilhem só pra te e estão rindo
Ri com elas, deixa que te acariciem, beijem teu coração

Olha ali uma rindo contigo, cada piscar é um sorriso,
É um aceno terno te ensinando a, mesmo distante, amar
Olha ali uma cadente, anda, faz depressa dois pedidos
Não deixa que ela se vá sem que peça, faz de improviso

Nada nesse mundo, quando se ama, pode ser demais
Tudo é na medida certa, não choras muito nem pouco
Se amas, o amor não conhece a razão, ele quer mais
Por isso dizem que amor é belo por ser assim, louco

Que bela loucura é a falta de lucidez da pobre razão,
Os amantes se perdem a contar estrelas e esquecem
Que amanhã, no alvor do dia, elas se fazem criança
E vão, mas deixam nos pedidos, rastros de esperança

José João
14/02/2.026

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Prantos e saudades... sem segredo

 Entrego-me a devanear, sol poente e eu sozinho
A buscar-me desde meus sonhos, até minhas saudades,
Venho de além mar, visitando portos cheios de adeus,
De idas e vinhas de acenos, lágrimas e tristes verdades

De lá do horizonte, um sorriso do sol alegra o tempo
A brisa escorrega mansa, voando sobre flores e jardins,
Então, me ponho  a quase sonhar comigo e a buscar-me
Dentro de mim mesmo e fazer-me todo um só sentimento

Não esses que se explica, mas aquele que a alma sente,
Fazer-me de poesia muda que ninguém saiba declamar,
De versos escritos apenas com lágrimas, sem palavras
Que sejam versos que se completem, mesmo sem rimar

Dou-me aos braços da fé de ser eu mesmo, sem medo,
Deixar que de dentro de mim um grito espante o mundo
E se vá em pedaços como se fosse do grito um forte eco
A contar amores, prantos e saudades sem nenhum segredo.

José João
14/02/2.026

... Já não tenho mais pranto

 Um dia me disseram; Que bom que o tempo passou,
Não sinto mais saudade de você e... nem de mim.
Ora pensei, vou também conseguir não sentir saudade
Nem de mim e muito menos de você, bom viver assim.

O tempo passando, eu esquecendo de mim, dos ontens, 
Momentos passados, fui esquecendo  e pronto, esqueci.
Não tinha mais o que lembrar, a tudo o passado tomou
Não lembrava nada, para que lembrar o que um dia vivi?

O tempo passou... um dia me vi vazio, sem lembranças
Tudo havia ficado esquecido, perdido no tempo, vazio.
Aí percebi, me perdi do que fui, então a vida doeu mais
Solidão e tristeza aumentavam como se estivessem no cio

Não vou mais seguir o que dizem os outros... me perdi
Fiquei aqui, sem ontens para lembrar, para sentir saudade
Tudo triste, sem razão, a própria vida perdeu o encanto
Fiquei perdido de mim que nem para chorar eu tenho pranto

José João
14/02/2.026

Saudade e prantos ausentes...

Rascunhos de poesia, mais outro e outro... Ah! DEUS!
Onde estão essas benditas poesias?!! Perderam-se?
Onde estão as palavras, mesmo soltas, sem sentido?
Onde estão as rimas, saudades, lagrimas, foram-se??!!

Mas para onde? O pranto sempre foi propriedade minha
A saudade sempre foi uma inseparável companheira
Os sonhos, sim os sonhos, sempre foram pedaços de mim
Todos se foram, fiquei só, como fazer poesia assim?

Aí dirão: mas se estás só, escreve sobre a solidão!!
O que dizer sobre ela? Ela é a solidão... sempre vazia
Sem versos, sem palavras, ela é apenas cheia de nada
Até dizem que não tem cor, que é doída, calada e fria

Essas poesias! As vezes se escondem dentro da gente,
Dentro da gente! Se fazem surdas, não ouvem a alma,
Outras vezes fazem conluio com as palavras e rimas
Levam, prantos saudades e nos deixam assim... carentes.

José João
14/02/2.026

Deixa a tristeza ir embora

 Se você quiser um dia ouvir coisas lindas de ouvir,
Vai num pôr do sol, em frente ao mar e ouve...
A canção do vento embalando ternamente tua alma
Ou o murmurar das ondas cheias de paz e calma.

Aguça bem teu sentir, fecha os olhos, ouve o tempo
Te contando histórias de te e ouvirás teu coração
Pulsando tranquilo te falando que ainda podes amar
E a brisa mansa te cantará, suave, uma terna canção...
 
Se quiseres sonhar! Vai num pôr do sol, frente ao mar
Verás um brilhante caminho sobre as águas a te levar
E vai... deixa teu pensamento livre ir onde quiseres
Sentirás a leveza do tempo, e sonhando poderás voar

Voa, e busca os melhores momentos que já viveste,
Trás de volta, faz que sejam tua verdade de agora,
Fecha os olhos, sente a carícia da brisa, deixa-te ficar
Sorri... sorri outra vez e... deixa a tristeza ir embora.

José João
14/02/2.026