Há dores que nem se precisa de tanto, outras, são tão poucas?
Saudade! Quem decide o tamanho da saudade para os versos?
Qual o tamanho das palavras? Sílabas por cada lágrima solta?
Serão necessárias dez palavras para contar o que finjo?
Se fingir uma verdade verdadeira de uma mentira fingida?
Estratosférico amor que, infelizmente, imprescindível, se foi
Mas sem lágrimas para chorar, a alma ficou perdida
Meus versos são como as pessoas, magras, altas baixas, gordas
A métrica é do tamanho do que a alma quer dizer,
Versos compridos que, por vezes, ainda ficam incompletos
Outros, curtos, dizem tudo o que queria acontecer
Elegância no poema está no que a poesia diz,
Prender a alma ao que numa linha se escreve
Como se o verso tivesse padrão feito em máquinas frias!
Então, que tristeza! Assim para que a poesia serve?
José João
12/04/2.026