segunda-feira, 13 de julho de 2026

Poesia! A maneira mais bela de fingir.

Poesia! Escreve sonhos como se fossem verdades,
Desenha os prantos da alma como fossem sorrisos,
Sorrir com lágrimas nos olhos dizendo ser alegria,
Inventando outra maneira para chorar suas saudades

Poesia, a maneira mais bela que se tem para fingir,
De mentir sem medo de pecar, de chorar sem temor,
De se mostrar bem maior que qualquer vazio ou dor,
De sentir a dor do mais cruel adeus e... ainda sorrir

Qual beleza é maior que fazer versos rimando pranto
Com solidão, lembranças alegres que agora são tristes?
Qual beleza haveria de ser mais bela que uma lembrança
Que até hoje se faz verdade, se faz vida, se faz encanto?

Só a poesia para fazer do improvável uma verdade crua.
Escreve sem rimas o que a alma chora e no fim do verso...
Completa com um sonho que ninguém nunca sonhou
Costurando neles pedaços de prantos que na alma sobrou 

José João
13/07/2.026

domingo, 12 de julho de 2026

A poesia não quis dizer o que alma e coração sentiam

Hoje, as palavras se foram, se perderam por aí,
Se esconderam no silêncio como fossem mudas,
Não sei o porquê, elas sempre estavam aqui
Sempre disponíveis para contar o que já vivi

Não tinha o fim do verso por não existir poesia
Até as rimas se faziam vazias, de palavras soltas
Como se tudo que fosse dito se fizesse heresia
Gritadas sem ter voz, cerzidas em frases rotas

O pranto se prende nos olhos sem querer chorar
As mãos tremem como se tivessem medo da pena,,
No pensamento, uma saudade que não quis chegar

Não teve poesia, apenas uma vontade de chorar,
Como? Se até as lágrimas, tímidas, se escondiam!?
Então a poesia não disse o que alma e coração sentiam

José João
12/07/2.026

Em qualquer horizonte...

 Brincando de me encantar com o pôr-do-sol,
De inventar sonhos que só a alma pode sonhar,
Caminhar sobre o rastro que o sol deixa no mar
Ir, criando ilusões até onde um sonho pode chegar

Ouvir o canto do vento em melodias sussurradas,
Sentir a brisa como fosse terno carinho do tempo,
Caminhar em qualquer direção, só importa seguir,
Haverá sempre um horizonte onde se queira ir

Vou, ouvindo o vento com se ouvir fosse sentir
E, lá longe, onde nunca fui, o pensamento diz
Que deve haver uma nova história para se viver
É ir, sem medo, lá deve haver um novo acontecer

Assim, vou levando comigo fantasias,. saudades, 
Levo sorrisos novos, desejos que sempre guardei
Levo olhares inocentes, cheios de doce ternura
Quem sabe lá encontre o que até agora sonhei?

José João
12/07/2.022

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Minha alma viajante...

 Minha alma viajante vai por aí de horizonte a horizonte,
Escrevendo poesias no tempo, regando flores com pranto,
Pintando o mundo cor de saudade, esculpindo nas nuvens
Um rosto nunca esquecido, terno, doce, de eterno encanto.

Assim vai minha alma, busca estrelas para enfeitar o dia,
As noites já estão cheias delas, é preciso algo diferente,
Fazer que as flores gorjeiem seu perfume em trinados
Mesmo que só possam ouvi-los os amantes, os carentes

Minha alma viajante vai inventando coisas incoerentes
Precisa mudar o pensar, nem só de saudade se pode viver
Solidão não é companhia, o vazio não tem nada pra se ver
Inventar o que ainda não existe é preciso, é fazer acontecer

Por isso minha alma vai por aí, faz artesanato de nuvens,
Pinta pôr-do-sol com lágrimas que chora ou emprestadas
Faz arranjos de tristezas costuradas com risos fingidos
Até faz canções que a alma, mesmo chorando, grita calada

José João
09/07/2.026

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Mesmo chorando... eu canto.

 Canto minhas poesias, não que goste de cantar,
Apenas finjo uma alegria que estou longe de sentir.
E se a voz se parece canto, mesmo sendo sussurro
É outra maneira de chorar contando o que já vivi.

Canto como fosse o vento cantarolando sem ter voz,
Apenas um gemido ou um murmúrio sem sentido,
Sem palavras, até mesmo sem nada para dizer
Apenas um contar mudo do que a alma tenha vivido

Não há alegria, só há tristeza, dessas quase infinda,
Como fosse um pássaro... sozinho chorando triste
Pousado, pois até o prazer de voar já não existe

Assim, conto minha história num quase cantar mudo
Em que as palavras se perdem perto de uma  mudez
Mas se não cantasse o silêncio seria uma insensatez.

José João
06/07/2.026

Não sei mais...

 Não sei mais brincar com as flores, sentir o perfume,
Não sei mais sentir o pratear do luar sobre os jardins,
Não vejo mais beleza no valsar das sombras no chão
Não sei mais deitar na relva ouvido coisas do coração

Perdi o contar do tempo pelos ontens, hoje a amanhãs,
Ficaram iguais, como se solidão e vazio se fizessem dia,
Perdi o sabor do vento, e assim desaprendi dizer: te amo
Sei, agora, murmurar palavras sem calor, palavras frias.

O horizonte, lá no fim da tarde, já não é mais poesia,
A lentidão das horas, cruzando a solidão, é irritante,
Até a brisa, que antes se fazia doce de terma carícia
Chega em incoerentes volteios num chegar sufocante

A saudade, que faz se sentir o que aconteceu ontem
Parece que perdeu o prazer de ser, o prazer de lembrar
Então, chega uma angustia gritando desde a alma:
É hora de sentar no tempo, mãos na fronte, e chorar

José João
08/07/2.026

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Saudade!! Faz o ontem estar na sua frente.

Dou-me à saudade sem medo do pranto,
Busco momentos na alma para senti-la,
Cuido que estejam vivas as lembranças,
Aí a alma faz que só eu possa ouvi-la

Com o silêncio prazeroso desse encanto
Me entrego a sonhar o que já aconteceu,
Quanto lembrar! Sorrisos, carícias, beijos
Que  fazem sentir de antes o mesmo desejo

Como é bom ter momentos guardados!
Para que um dia se façam de saudade
Gritando que tudo vivido foi verdade

Bendita seja a saudade, faz que vivamos
O que se foi sem nunca se fazer ausente
Como se o passado estivesse bem aí, na frente

José João
05/07/2.026

O som da saudade no silêncio.

 O som da saudade só é ouvido no silêncio,
Quando até o soluço da alma é ouvido,
E o pranto caindo no rosto se faz oração
Aí se ouve a lágrima chorada pelo coração

 Esse silêncio!! Que chora dores e saudades!
Que veste o mundo de mudez por teu respeito,
E fica ali, como se   fosse o dono do tempo
Fazendo que até a dor seja sentida do teu jeito

A saudade não seria saudade sem o silêncio,
Não seria sentida plena se qualquer voz falasse,
Não teria a beleza de uma ternura triste em tua face

Dou-me à saudade, com ela é mais fácil viver,
Faz que momentos possam outra vez acontecer
Faz que a alma guarde o que não se quer esquecer

José João
05/07/2.026