quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A magia de amar

 Há alguma coisa de mágico quando se fala, amar,
Lágrimas e sorrisos se misturam no mesmo rosto,
Saudade de um olhar dado a alguns minutos atrás
Um rir sozinho na rua, como se lembrar fosse estar

Um esquecer das coisas que se faz todos os dias...
Uma vontade de gritar, correr, de logo querer chegar!
Essas coisas de amor, de amar, de ficar sonhando
Que os amanhãs serão sempre mais belos para lembrar

Essa magia que toma a alma, que a faz ficar distante...
Numa demência colorida em que apenas ela sabe ficar
Como estivesse numa aquarela dessas que faz sonhar
Tão mágico que chegam as lágrimas sem ela... chorar

Como explicar o que é razão quando se vive num sonho?
Um desses sonhos reais da vida que não se quer acordar,
Caminhar em caminhos coloridos repletos do que somos,
Sentir as nuvens sob os pés e sobre elas, de amor, flutuar

José João
12/02/2.026

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O mar... rota do adeus e da saudade

 A brisa mansa, as ondas murmurando seus segredos
A areia cativa a banhar-se nua apagando os rastros
Brisa e ondas, em gentil dueto, cantam seus enredos
E o mar, calmo, sereno, livre, sem ser água de lastro

Quantas histórias ouvidas de saudade em cada porto!?
Prantos derramadas, olhos carentes chorando um adeus!
Quantas lágrimas choradas lhe salgando ainda mais
Assim vai o mar levando segredos dos outros e o seus 

Rotas sem rumo, horizontes distantes, sonhos perdidos
E uma vela inflada pelo vento matreiro indo ao nada
Levando lembranças sem saber para onde, apenas vai
Assim vão os dois, um a saudade o outro... a estrada!

Para onde irão? Que porto, o mar deixará a vela içada?
Será que ao chegar tem-se então dado o fim de um adeus?
Corações pulsando forte, olhos cantando melodias de amor
Ou será mais distante o encontro das almas ainda separadas?

José João
11/02/2.026

A dor da ausência.

 -Vamos fazer uma poesia! Escrevo um verso e você outro.
O que você diz? Não sei. o que você quiser, vamos diga.
- Ontem passei o dia todo rindo, lembrei quando era criança
-Ontem escrevi poesias, busquei dentro de mim coisa antiga

Pensamentos caducos, sorrisos esquecidos, coisas assim.
-O que ganhas buscando esses momentos já tão vencidos?
É até triste, buscar o que a tanto tempo já é passado!
-Não, você se engana. A saudade não os deixa esquecidos

Vê, lembro de um sorriso que me dizia: que bom você aqui!
- Essa não! Um sorriso que dizia isso??! Ah! Conta outra.
Um sorriso é um sorriso, tem som mas não tem voz, não fala
-Não sabes mas quando os olhos sorriem tudo, tudo se cala

-Estás louco?! Como pode os olhos sorrirem? Que loucura!
-Ah! Entendi! Na verdade, os olhos gritam com eloquência
Lacrimejam quando sentem dentro da alma uma doce ternura
Mas só sente quem já amou, quem sabe a dor de uma ausência.

José João
11/02/2.026

Quando os natais vão passando.

 De repente era natal, de repente um outro natal 
E minha saudade a mesma, até o mesmo pranto.
As lembranças, quase nem pareciam lembranças
Se faziam como de ontem, um verdadeiro ritual

Assim, de repente, meus cabelos embranqueceram,
Meus olhos já não olhavam com nitidez o horizonte
O mesmo horizonte que as cores eu já sabia de cor.
Nem era mais alegre, o antes doce, murmurar da fonte

Desaprendi brincar de mal me quer com  margaridas,
De ver o luar arrastar-se na relva em silenciosa poesia,
De fazer pedidos para estrelas cadentes, não ouviam
Desaprendi tudo, tudo, que em outros natais eu fazia

Mas aprendi, pacientemente, esperar o que nem sei,
Caminhar sem pressa, sem nem saber aonde chegar
Aprendi olhar com as mãos, pensam que são carinhos
Enfim, aprendi muito, hoje, sei até conversar sozinho

José João
11/02/2.026

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Eu!? Quero apenas entrar em teu coração

 Vim de tão longe! Caminhei entre rios, estrelas
Fiz caminhos entre jardins, não deixei marcas...
Apenas trouxe o perfume das flores que beijei
E vou deixando poemas pelos lugares que passei

Já escrevi versos nas nuvens, contando de mim,
No tempo, contando histórias que há muito vivi
Deixei rascunhos nos prateados raios de luar,
Agora escrevo a esmo indo de lugar em lugar

Talvez assim, quem sabe, possa dizer ao mundo
O que ainda tenho para dizer, para fazer acontecer,
Não quero aplausos apenas ser ouvido na leitura
Sim, ouvido, porque ler é escutar a arte de viver

Amei! Amei como um louco ama sem nem saber.
Me entreguei assim como se entregam os amantes
Sem medo dos amanhãs, nem do que seja dor
Amei tanto e chorei que do pranto fiz... diamantes

Hoje, ando sem rumo por aí, entre estrelas e jardins,
Entre sonhos e fantasias, fazendo o que se pode fazer
Indo de coração em coração despertando para vida  
Despertando almas, deixando poesias... dentro de você

José João
10/02/2.026

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Esses meus sonhos!!

 Nos meus sonhos, um rio de luar se deitava no chão
Como mansas águas a se fazerem silenciosa poesia,
Fazendo buscar saudades antigas, nunca esquecidas,
A noite, quase sem ser noite, se fazia iluminada fantasia

Dormir, pela tanta beleza viva, era como fosse heresia
Quão belo era o deitar-se do luar a iluminar o tempo!
E a brisa, a voltear mansa, sussurrando doce melodia
Fazia do mundo um sonho, caminhando em passo lento

As folhas, enquanto as flores dormiam, se faziam vivas
Dançavam, sonolentas, acariciadas pela brisa carinhosa,
Parecia lhes sussurrar no ouvido o que só elas entendiam,
Suas sombras dançavam na relva uma dança tão graciosa!!

No meu sonho, me deitava sobre um curioso raio de luar
Que me perguntava se eu conhecia as estrelas cadentes,
Perguntava quem eu era, o que fazia, até se eu escrevia.
- Se escreves, faz para minha estrela cadente uma poesia

José João
09/02/2.026