quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Chorar por amor é diferente

Não sei se é tristeza o que sinto
Mas sei que chorar não é preciso
E, se por acaso, apenas minto
Por ser meu pranto tão indeciso?

Talvez seja meu mal, a solidão,
Ou quem sabe seja só a saudade
Fazendo que eu viva uma ilusão
Me fazendo sorrir por caridade

Entre essas tantas dores me perdi
Mas será que chorar não é preciso?
Foi só o que fiz dizendo que vivi

Chorei sorrisos, lágrimas e prantos
Chorei em versos, em poesias e cantos
Mas por amor, foi o meu maior encanto

José João
23/10/2.019

sábado, 19 de outubro de 2019

Minha alma e eu

Oh alma minha que de tão triste chora,
Porque te perdes nesse doloro pranto?
Finge não ser dor, a dor que sentes agora
Mente pra mim, faz-me que seja canto.

- Fiz-me voz e por te gritei ao tempo
Sonhei os sonhos que querias ter sonhado
A voz se perdeu em eco levado pelo vento
E dos sonhos não resta um a ser lembrado

Alma minha não me culpe pelo que sentes
Olhei com teus olhos o que me permitiste
Agora a dor é a mesma, não são diferentes

Meus olhos choram a dor que sentimos
É o mesmo, o pranto que nós choramos
É a mesma angustia que tu e eu gritamos.

José João
19/10/2.019

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Coisas de um velho poeta!!

Ah! O velho poeta! 
Chorou a dor de tantos adeus ouvidos...
Uns ditos em silêncio, outros em lágrimas...
Alguns em acenos, outros, os mais doídos,
Chorados com a alma. Quanto pranto!
Quantas palavras mudas ficaram presas
Em soluços que deram som ao pranto!
Quantas noites a luz para a escuridão
Era feita apenas pelo brilho da tristeza
Nos olhos... tristes, vazios, escondidos
Na solidão de um pranto gritando momentos
Que desde muito eram apenas saudade... 
Ah! Mas o velho poeta sorria chorando
Nos versos onde ele bem sabia fingir...
Escrevia saudades risonhas nas poesias,
Brincava com as palavras em rimas soltas,
Em alegrias rotas, em angustias loucas
E... tecia uma história fingida com...
Gosto de tristeza na boca.

José João
14/10/2.019

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Sem medo de amar

Todos os dias eu amo, sempre mais e mais.
Todos os diss quero ser livre para isso,
Para me entregar sem medos e sem reservas,
Correr entre meus sonhos, alegres, tristes...
Mas quero a liberdade de sonhar, chorar...
Se for preciso, chorar é apenas um detalhe
Mas é quando sou eu mesmo, é quando
Toda a verdade da alma florece nos olhos
E me faz único, quando sou lágrimas
Sou minha maior verdade, sou eu brincando
De me dizer as coisas que ninguém diz...
De me ouvir em silêncio como se fosse
Uma confissão de mim pra mim mesmo.
Mas quero ser livre para amar, para dar
O melhor de mim, mesmo que me custe
Alguns amanhãs cheios das titezas
Dos ontens que, por ventura, vivi.

José João
10/10/2.019
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