quinta-feira, 7 de maio de 2026

Minha poesia de muitas cores

 Hoje, quero pintar poesias, isso mesmo, pintar poesias,
Escreve-las é fácil, basta conversar com as palavras...
Pinta-las!! Que cor haveria para pintar uma oração?
As poesias são divinas, mistura de alma e coração.

Vou pintar uma, vou pinta-la com cor de saudade,
Matizar com a cor do pranto, como raios prateados,
Alguns pingos de lágrimas como respingos de chuva
Realçando as rimas dos versos com adornos dourados

Vou pintar alguns versos com a cor de uma tristeza,
Não com qualquer tristeza, só mesmo as mais tristes
Que realce com a cor de um adeus, adeus de verdade
Aquele adeus triste, mistura das cores de dor e saudade

Também, na poesia, pintei a solidão, foi mais difícil
Não encontrava tinta que pudesse com ela realçar
Então, usei tinta cambiante, tem uma cor inconstante
Nunca se sabe se se está só ou se é a solidão que está

Assim, fiz minha poesia colorida, não é tão fácil de ver,
Na verdade, é vista pelos amantes que sentem com a alma,
Aqueles que sabem da cor do pranto, da cor da saudade,
Que não se escondem e, para chorar, a alma tem liberdade.

José João
07/05/2.026

Pedra e flor, no mesmo verso

Pedra e flor são diferentes até que a poesia as encontre,
Encontradas, cada uma têm sua beleza e sua história,
O que as iguala? Apenas a poesia... lhes faz de poesia
Assim não fosse, compara-las seria verdadeira heresia

Coitada, chorando sozinha, presa, sem ir a lugar nenhum
Lhe passam por cima e apenas dizem: sai do caminho.
Posta ao frio, ao calor, coitada, sem voz para reclamar
Ouve tudo calada, triste, nem lágrimas tem para chorar

Já a flor, orgulhosa, vaidosa e bela exala seu perfume,
Nas manhãs, o orvalho lhe deixa mais bela e luzidia
Aumenta o perfume, beijam-lhes borboletas e beija-flores
Balança suave ao vento embalada por tantos amores

Balançam-se nos seus galhos ao sabor de leve brisa,
Parecem valsar como fossem belas damas a dançar
Leves como pedaços de algodão balançando ao vento
Até induzem, com sua beleza e ternura, a se fazerem amar

Assim, pedra e flor se fazem distantes, dureza e ternura
Insensível e generosa, mas... podem viver em harmonia  
Pedras e flores podem, até mesmo chorarem juntas
Podem, por milagre divino, juntas se fazerem poesia

José João
07/05/2.026

O cenário de um adeus

 Foi aqui, tenho certeza, tinha um flamboyant florido.
No segundo galho, na ponta dele, havia um ninho,
Era de um rouxinol, alegre, que cantava doce gorjeio
Como se estivesse, no cantar, fazendo terno carinho

Mais ali, na sombra do flamboyant, tinha uma pedra.
Parecia um banco, presente da natureza para os amantes,
As flores, as mais antigas caiam e enfeitavam o chão
Com elas, o vento vadio desenhava um prfeito coração

Mais na frente, ali onde ainda está aquele ipê amarelo,
Haviam alguns pés de lírio, açucenas e samambaias
Parecia um belo jardim pelas mãos de um anjo cultivado
Tinha até uma orquidéa com a samambaia... abraçados

Hoje, só existem a pedra e o pé de ipê, mas não esqueço,
Era belo! A harmonia da beleza e o perfume do tempo
E foi aqui, está guardado na alma, o que nunca esqueci...
O mais trsite e doloroso adeus que um dia já vouvi

José João
07/05/2.026

Que venha uma qualquer saudade

 Os sonhos que sonhei nunca mais se apagaram
Ficaram gravados na alma como fossem orações,
Dessas que se reza todos os dias pedindo milagres
E a esperança do acontecer se faz fortes emoções

Nos momentos que parecem solidão... o lembrar
Chega com lágrimas, como contas de um rosário
Que a alma, em triste ladainha, ajoelha pra rezar,
Pedir que um sonho, apenas um, possa lhe chegar

Assim são os sonhos que a alma faz de relíquias,
Sonhados nas manhãs nas noites, nas madrugadas
Em desespero e aflita pede um sonho e mais nada

Um sonho de antes de ter acontecido um adeus,
De um olhar em que os olhos falaram a verdade
Que venha, mesmo triste, uma qualquer  saudade

José João
07/05/2.026

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Um quadro que só a alma sabe sentir.

 Indo pela praia, ouvindo a voz do vento,
Sentindo o perfume doce de inocente brisa,
O horizonte desenhando cálido pôr-do- sol
Fazem a alma sonhar, sentir-se viva no tempo

Os passos se perdem num caminhar lento,
Sem pressa de ir, como se a poesia estivesse 
Parada, pronta para ser escrita ou até declamada
Como fosse a beleza de uma terra encantada

Os pássaros, pairavam como fossem nuvens, 
Em volteios que não levavam a nenhum lugar 
Apenas lhes faziam ser parte de um quase sonhar

O sol indo lento, parecia com preguiça de ir
O sombrear do dia chamava, de longe, as estrelas
Um quadro que só a alma pode ver e... sentir

José João
06/05/2.026

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Viver... é deixar amor e saudade no cio.

Chorar por umaa saudade de um amor verdadeiro,
É a forma mais perfeita de contar o que se sente
Que o prantro se derrame como fosse água de rio!
Que belo! Contar uma história de maneira ardente.

Como fosse o coração pulsando e a alma gritando,
O silêncio indo embora, saudade chegando forte,
Lágrimas e prantos nos olhos molhados se cofundindo
E o tempo, de tudo isso se fazendo divino transporte

Levando tudo, até aos amnhãs para ficarem vivos
Não permitir que todos esse sentir se percam um dia
Assim, o que foi belo um dia, jamais se fará de vazio
Como se viver fosse dixar amor e saudade no cio

Como ternos pedaços de vida a se fazerem completos,
Marcando os dias até que a eternidade se faça plena
Como histórias que se perpetuam na alma e no tempo
Como se a vida fosse sempre vivida... doce e serena.

José João
01/05/2.026

Rabiscando prantos... não minto


Rabisco meus prantos com letras tristes e tortas
Eles contam com erros e perfeições aquele que sou
Até o pranto, na poesia, sai com saem as palavras,
Dizem na imperfeição do rabisco o que me sobrou

Não sei de palavras bonitas, que falam de beleza,
De lágrimas luzidias, sei apenas rabiscar o que sinto
Se o fizesse com as letras perfeitas e belas palavras
A tristeza que sinto seria arte, não tristeza, não minto

O encanto que, talvez a poesia diga, seria o sentir
Mas aí não precisa palavras bonitas, basta não fingir.
Pra mim, meus rabiscos falando de tristezas e sonhos
Me bastam, se fazem  história sem que precise mentir

Escrever com a pefeição da escrita é impossível pra mim
Não saberia dizer com palavras bonitas o que é ser triste,
Não saberia contar, sem rabiscos tortos, tudo que sinto
Assim sou verdadeiro, conto a verdade e... não minto.

José João
01/05/2.026

Meu espaço... não sei onde está.

 Meu esspaço!? Faz muito tempo que o perdi,
Até as poesias, por falta dele, se fizeram silêncio
Se esconderam, fugiram de mim, até entendi...
Como sem espaço, poderiam estar comigo, aqui?

Perdido no tempo, me perco ruminando sonhos,
Lembrando momentos que se form, desde muito.
Chorando saudades antigas, as novas não as tive,
Triste, mas sem saudade de otem também se vive

Mas os ontens estão sempre tão perto do hoje,
Onde as saudades estão vivas, e são novos os prantos
E ainda mais brilhante, por serm novas as lágrimas,
Se fazem, pelo brilho, de muito maior encanto

Sem espaço, sinto o que diz a alma, mas não falo
Deixo que o silêncio consuma a mim e ao tempo, 
Que cale poesia dentro do peito, então emudeço
E, triste, a vejo-a indo, num voar pesaroso e lento

José João
01/05/2.026