quarta-feira, 8 de abril de 2026

Amar... é nunca morrer.

Hoje, vou por aí entre horizontes e sempre só
Quero gritar meu canto mas não tenho voz...
Minhas poesia se perdem no tempo, então choro
Alguém pode me ouvir... a isso agora imploro.

Quero contar dos amores que vivi, que senti
Dos abraços que dei, mas que também recebi
Quero fazer poesias contar o belo que já vi
Estou vivo, ando por aí, amo, ainda não morri

Quem melhor que eu para contar a beleza da vida?
Quem já amou tanto quanto eu amei, me entreguei?
Quem melhor que eu pode falar do que seja amar
Dizer: te amo de verdade, com lágrimas no olhar

Dizer te amo, não com essas palavras bobas, tolas
Dizer te amo é deixar a alma gritar, num silêncio
Que só os amantes ouvem, é um todo se entregar
Sorrindo, tremendo, chorando sem nada trocar.

Eu ando por aí amo quando encontro um coração
Até sei fazer versos, faço poesias, me entrego todo
Sem reservas, segredos, fazer que amar seja viver
Fazer que amar, como é amor, é nunca, nunca morrer.

José João
08/04/2.026

O aprendiz.

 Talvez devesse calar a voz... esconder-me entre sonhos...
Ou gritar minhas verdades? Para quê? O mundo está surdo,
Quem sabe dizer agora: Que o amor seja sempre eterno?
Que a saudade é um presente divino, dado a tantos mudos?

Quem chora uma saudade com a alma em divino pranto?
O amor se fez um brincadeira tão comum, tão sem sentido.
As palavras são tão poucas, tão sem razão... tão pequenas,
Ao amor, dele fizeram apenas um brincar sem mais encanto

Dou-me a ser do mundo, um simples contador de versos
Que fala da inocência das flores, da beleza que é a saudade, 
Que faz versos para o luar, para o alvor do dia quando vem,
Com os pássaros confessando às amadas um amor de verdade

Sou quem se banha com a pureza do orvalho da madrugada,
Que brinca de escrever versos como fosse oração à sua amada
Não sei ser poeta, escrevo o que a vida manda, o que a vida diz
Quem, como eu, sabe o que é ser do mundo, um aprendiz?

José João
08/04/2.026

Revendo velhos guardados... chorei

 Ontem estive revendo, dentro da alma, velhos guardados,
Encontrei sonhos antigos, saudades que nem sei porque senti,
Histórias de amores mal resolvidos, sonhos já esquecidos,
Restos de dores e de prantos chorados, agora tão descabidos!

Também encontrei o que eternamente ficará dentro da alma
Como se fosse preciso estar ali, para sempre estarem vivos,
Revi sorrisos verdadeiros, até vi prantos um dia chorados
E ainda diziam que foi a alma quem os manteve guardados

Revi um olhar que disse adeus como se os olhos gritassem,
Senti o adeus mais doloroso que ninguém nunca ouviu
Tanto, que chorei, e até me pareceu com o mesmo pranto,
As cicatrizes que pareciam saradas se abriram por encanto

Foi um adeus que a alma não queria, não precisava ser dito,
E essa ausência faz que ela até hoje vague por aí incompleta,
Perdida, indo entre vazios, procurando um lugar para ficar
Mas onde vá, com ela vai a tristeza e o pranto para chorar

José João
08?04/2.026

Alma minha... diz-me o que sentes.

Oh! Alma minha! Agora que estamos a sós, diz-me:
O que tanto te aflige que emudeces e calas a voz?
Diz-me o porquê desse silêncio, o que te atormenta?
Por acaso, alma minha, não sabes quem somos nós?

Tu, minha essência de vida, que de imortal me fazes
Eu, teu templo, nos fazemos um, sentes dor, eu choro,
Sou, como bem sabes, teu único provedor de lágrimas,
É o meu pranto, a tua voz. Alma minha diz, te imploro.

Diz-me, preciso saber, por que estás assim tão aflita?!
Dou-me a te fazer que sejas de mim, a outra metade,
Se te entristece um qualquer sentir, me dou ao pranto,
O que quer que sintas, em mim, também será verdade.

Pobre alma minha! Cabisbaixa, até parece tão carente!
Diz-me agora, que estamos a sós, diz-me o que sentes.
- Para ti não tenho segredos, choro com o teu chorar,
Então, chora comigo essa saudade que insiste em ficar.

José João
07/03/2.006

Os amanhãs são... tão imprevisíveis!

 Onde estão meus sonhos? Porque perguntas?
Por acaso não sabes que se foram quando foste?!
Que os levaste contigo e em mim deixaste o pranto!?
Tudo se foi, como passe de mágica, como por encanto!

Em mim, bem sabes que deixaste apenas saudade,
Uma saudade triste, dessas que deixa a alma ferida,
Perdida no tempo, apenas a solidão como companhia
E uma história que mesmo triste, nunca será esquecida

Ainda assim dou-me a te rezar com inocente oração
A adorar-te e, sem orgulho, ser teu cervo mais fiel
Que a mim me digam: coitado quanta humilhação!
Que seja dito, mas a mim, é como perecer no céu

Mas, o que sinto agora é, por destino, o que mereço
Entretanto, não te iludas, o mundo dá muitas voltas
E quem sabe um dia, todos os sonhos por te sonhados,
Em desespero e em prantos, por te serão procurados?

José João
08/04/2.026

terça-feira, 7 de abril de 2026

Um amor profano

 Trazia no peito o gosto de um louco amor insano,
Com ele a dor de um adeus que nunca mais se foi,
Uma saudade, dessas que a alma grita em prantos.
Como pode doer tanto a dor de um amor profano!?

Um amor que nem deveria ter um dia acontecido
Tão pecadores, aqueles que a ele se entregaram
Que pecado incoerente de um dia terem amado!!
Agora, no adeus, perceberam o tanto que pecaram

Se foram as juras, os segredos, agora só saudade
De quem, por tanta culpa, nem merece ser lembrado
Nunca é divino, mesmo belo, viver-se um pecado? 

Agora é um adeus, um vazio, um vago lembrar,
Quem, por justa razão, vai primeiro esquecer?
Dá-se a um amar profano, o castigo é... viver.

José João
07/04/2.026

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Os poetas... fingem na hora certa.

 A quanto tempo!! Quantos outonos! Folhas caídas...
A quanto tempo!! Quantas primaveras! Flores nascem,
Se abrem ao mundo, enfeitam e perfumam o tempo
Mas a saudade continua... das horas amenas vividas

Faz tanto tempo! Quantos verões e invernos passados!!
Quantas noites acordado num impossível contar estrelas.
Ouvindo do vento, vindo de longe, com um terno canto!
Trazendo recordações de momentos e com ela o pranto!

Sentado na beira do tempo, a ouvir meu próprio silêncio
Contar histórias de mim e me confessar inocente pecador,
Sentir na alma, o prazer da saudade e a dor de um adeus
Então, inventar orações, gritar heresias sem nenhum pudor

Há quanto tempo! Desde muito me pus a criar fantasias,
Fabricar ilusões com gosto de verdade, num falso fingir
E assim enganar a mim mesmo, como fazem os poetas
Fica tão verdadeiro o fingir por fingirem nas horas certas 

José João
06/04/2.026

domingo, 5 de abril de 2026

Quando o amor chegar

 Quando o amor chegar
Vou me lavar com o orvalho da madrugada
Me perfumar com o perfume do campo
Vestir roupa nova, começar nova jornada

Vou cantar canções, que ainda nem fiz
Cantigas alegres de alegrar corações
Pintar o mundo com tinta de cor verniz
E ouvir o que voz do amor me diz

Quando o amor chegar
Vou recomeçar no sentido norte
Me vestir de primavera
Me vestir de flores e ficar mais forte. 

Quando o amor chegar
Vou me fazer de jardineiro,
De estrelas plantar um canteiro
Para no brilho delas...sentir teu olhar

Mas... quando o amor se for
Vou pintar o tempo cor de saudade
Vou ir sem pressa, indo devagar
Esperando outro abril chegar

José João
05/04/2.026