domingo, 15 de março de 2026

O que é a poesia? Será que ela é ...

 Um dia me perguntaram o que era uma poesia... e eu...
Foi aí que percebi que não sei o que é uma poesia!
É uma sensação estranha, as vezes se chora sorrindo
Uma dor que é dor mas não dói tanto e não é fantasia.

Outras vezes se chora uma dor que parece não ser dor
O coração bate mais forte, a alma também parece chorar
Mas a poesia diz que não é dor e se faz de palavras soltas
Como se apenas estivesse perdida entre ser, não ser e estar

As vezes é alegria que se sente e a vontade é de chorar,
Aí a poesia não se faz nem alegre e nem triste, só poesia
Sem falar nem de risos nem de lágrimas, só uma história
Que nem se sabe se se conta em versos, prosa ou é só falar

As vezes uma tristeza, dessas que é alegre, não sei como!
Por isso não sei o que seja uma poesia, se é o que se sente,
Se é o que se imagina e diz que sente sem nunca sentir
Se é aquela verdade que você jura mas é só um fingir.

Ora! Vejam! Dizem que poesia é aquilo que a alma sente,
A alma do poeta!? Mas eu acho que as vezes o poeta mente.
Mas o que é poesia se o que o poeta escreve não é poesia?
A poesia é de quem lê, até chora na poesia do poeta ausente

Não sei o que é poesia, se é uma doce e santificada mentira.
Se é uma verdade dita escondida em uma mentira fingida
Se a poesia está na alma de quem por apenas querer, escreveu
Ou se a poesia está dentro da alma de quem chorando... leu?

José João
15/03/2.026

Lágrimas e prantos... choram dores diferentes.

 Minhas lágrimas! Não sei se são a voz do pranto,
Ou quem sabe, a voz eloquente da alma chorando.
Só sei que no rosto, se fazem caminhos brilhantes
Inundando as marcas que, do tempo, são vigilantes

Caem dos olhos, inundam o rosto, chegam aos lábios,
Mudos, por falta de voz, das lágrimas fazem palavras
E num quase sorrir murmura uma prece desconhecida
Como se o pranto lhe fosse um sopro que lhe dá vida.

As lágrimas se fazem letras, o pranto se faz em verso
Se juntam num só sentir, num só chorar, chega a poesia,
Se a dor é pouca se faz de oração, se muita se faz heresia

Alma, lágrima e pranto se mãos tivessem estariam dadas
A alma chora em lágrimas quando a dor é dor de saudade
Mas é com o pranto que chora um adeus, dor de verdade.

José João
15/03/2.026

quinta-feira, 12 de março de 2026

Meu rio de prantos!!

 Ah! Meu rio de prantos! Que vai entre margens coloridas,
Pintadas de flores e saudades, de sonhos e douradas fantasias,
Que me leva a devaneios de ver paisagens que são só minhas
E me despertam para caminhar como se fosse divina romaria

Meu rio de prantos! Vai lento como se o tempo fosse um mar
As vezes com ondas ternas, cálidas, outras tempestuoso e bravo
Aí o rio de pranto se alvora, se faz turbulento, até a alma grita
Reza orações desconhecidas, heresias e fica assim, tão aflita

Meu rio de prantos, vai, corre pelos leitos áridos da solidão,
Segue por entre margens com pedras de tristezas, sempre indo
Pranto e lágrimas se misturam, choram dores de um só coração

Vão, sob horizontes coloridos, em profundos veios até o mar
Chegam, abraçam-se com lágrimas que há muito tempo chorei
O mar e meu rio de prantos juntam as lágrimas em um só chorar.

José João
12/003/2.026   

quinta-feira, 5 de março de 2026

Deus te fez luz... ILUMINA

Um dia, creia, será a luz das tuas orações que brilharão,
O bem que aqui fizeste, que brilhará para que sejas visto.
Foste feito luz, então ilumina para que um dia possas brilhar
Não esse brilho bobo dos homens. Esse, não levam a Cristo

Ouve bem. Não te deixes levar por palavras ditas sem fé,
Segue os ensinamentos deixados pelo Senhor nosso Deus. 
Foi Ele quem te fez luz, Foi Ele quem te fez um dia nascer
Talvez seja difícil, talvez custe, mas tenta, a Ele obedecer

Não te preocupes com risos de escarnio, risos de ironia,
Deixa que o façam e pede por esses coitados em tuas orações
Um dia, todos a tremer, se ajoelharão e o medo lhes tomará
Não temas, brilharão como estrelas, tuas orações e boas ações

Entre uma multidão aflita tu serás visto, pecados perdoados...
Mas começa agora, ainda há tempo, pede a Deus sabedoria
Ele te dará mais do que imaginas, aprende a tê-lo contigo
Muitos gritam seu nome, poucos os que Lhe fazem de abrigo.

José João
05/03/2.026

terça-feira, 3 de março de 2026

As vezes somos lápis ou papel?

 Lápis e papel brigavam pela importância de cada um.
O papel dizia: Não fosse eu onde escreverias tuas palavras?
Dizia o lápis: Pobre de ti, papel, eu sou quem te faz útil
Não fosse eu continuarias mudo, limpo, sem valor nenhum,

Lápis, não te esqueças, não és tu que me riscas, eu te risco
Tanto que ao imprimires em mim o que escreves, te gastas
Te levo nas palavras que escreves, senão serias um esquecido
Ora papel, não seja tolo, para ser o meus transporte, tu bastas

Estavam nessa discursão quando alguém empunha o lápis,
Ajeita o papel e começa a escrever: Hoje amanheci triste e...
Imprimiu com tanta força que a ponta do lápis quebrou,
Depois de ter furado o papel, o escritor, zangado... falou

Mas que lápis fraco e o papel mais ainda, como escrever?
O lápis e o papel se olharam, ficaram sem saber o que falar.
Um sobre o outro como se estivessem abraçados...disseram
E agora? Ele se foi, ficamos inúteis, sem nada para contar!

José João
03/03/2.026

segunda-feira, 2 de março de 2026

A voz do pranto

 Não sei se foram minhas ou da poesia as lágrimas
Que molharam as palavras, que as deixaram mudas,
Pesadas, como se dizer alguma coisa fosse pecado
Foi então que o silêncio se fez divino, se fez sagrado

Nem o sussurrar do tempo pedindo para ir, se ouvia,
De muito longe um rastro de luz se fazia tênue estrada 
Como se por falta de voz só os olhos pudessem falar,
Dizer com prantos o que o silêncio mandou a voz calar

Foi então que a beleza se fez viva, lágrimas límpidas,
Transparentes, pareciam vir de uma milagrosa fonte,
Profanaram o silêncio e se fizeram uma voz diferente

Como se sussurrassem num quase silencioso chorar
As palavras que o peso das lágrimas da poesia, calou
Mas se ouvia o canto triste de um mais triste murmurar 

José João
02/03/2.026