domingo, 30 de agosto de 2026

Sonhar... é o que ainda resta.

 Sempre gostei de voar! Nos sonhos, voo até o horizonte
Na poesia voo muito mais, vou do fim dos versos ao além
Muito além daquele pôr-do-sol que deixa caminhos no mar
Muito além de tudo... vou até onde a alma me faz chegar

Não preciso de estradas para ir, basta apenas uma saudade
Dessas que faz o pensamento correr livre entre os ontens,
Buscar, lá perto do esquecimento, o que não se esqueceu
Que não se sabe como, mas dentro da alma sempre viveu

Vou, entre beijos esquecidos, entre promessas já caducas,
Por entre adeus que não disse mas que se fizeram verdades,
Olhares pecaminosos que alto gritavam suas de vontades

Sempre gostei de voar. Voo por entre  promessas feitas
Que se fizeram perdidas, palavras sem nada mais dizer
Vou por aí tecendo planos... sem nada mais para fazer

Cruz Filho
30/08/2.026

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