Entre tantos que pareço ser. Se vem o pranto, sou um
Se a vida me permite um sorrir alegre, agora sou outro
Mas... não sei quando devo ser um, o outro, ou nenhum
Há momentos que choro nos versos que a vida escreve,
Noutros, grito angustia, sonhos que nunca senti ou sonhei,
As vezes sou artesão, costurando saudades em prantos,
Prantos que choro mas... nem sempre sei por que chorei
Não sei quem sou. As vezes, triste contador de estrelas,
Outras, inocente sonhador, sonhando de colorir o tempo
Até me faço escultor, fazendo em nuvens rostos que amei
As vezes faço esculturas, no vento, de alguém que abracei
Mas, quase sempre vou por aí brincando de lustrar flores,
Ouvindo-lhes os queixumes, mas tudo isso é tão pouco!
Não sei quem sou, vou pelo mundo me fazendo de mim
Fazendo rimas com a vida e ouvindo me gritarem: louco
Cruz Filho
18/08/2.026
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