quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Porque ainda não sei se...

 Ah! Já caminhei por tantos caminhos que nem sei,
Estradas, veredas, em alguns deixei meus rastros
De outros trouxe dores, de poucos, muita saudade
Todos esses momentos parecem ter a mesma idade

Me perdi no tempo, perdi as rotas por onde passei
Sei que em muitos, meus rastros foram de prantos
E se perderam sugados pela marca de outras dores
Alguns, me escreveram na alma verdades e encantos

Hoje percorro outros caminhos, cheios do que vivi
Levo cantos, palavras e versos que ainda não escrevi
Tenho até poesias escritas com o que há muito senti

Guardo como se fossem de ontem, porque ainda não sei
Se serão emoções diferentes das que um dia já senti
Ou serão apenas lágrimas novas chorando o que já chorei

José João
16/09/2.021

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Agora... o tempo é o poeta

Quantas vezes minhas lágrimas molharam as poesias!!
Quantas vezes a solidão, sem cerimônia, se fazia rima!!
Já escrevi versos perdidos de mim, em poesias vazias
Até já fiz do pranto, para meus versos, matéria-prima

Quanto já chorei sentindo a dor sufocante de uma saudade!
Sentindo o peito arfar no desejo de gritar apenas um nome!
Até quis fazer de cada momento um instante de eternidade
Mas apenas consegui prantos, tudo se vai e a dor não some.

Hoje as poesias não são mais minhas, são todas do tempo,
Ele me escreve em contos e versos até desenha meu sonho
E a tudo isso, por tanto que já perdi, deixo, não me oponho

A ele empresto lágrimas, sorrisos tristes, olhares vadios,
Lembranças perdidas, silencio, versos ainda não escritos
Empresto, até a triste perfeição do meu distante olhar vazio.

José João
15/09/2.021

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Amar... por sempre amar

 Não há de ser o medo de amar que me afaste do amor,
Não há de ser o medo de chorar que me faça não amar,
Vou falar sempre, mesmo que minha voz perca o calor
E, se me faltar, ensinarei as lágrimas ao amor se confessar

Se um dia o tempo encher minha voz de reticências,
E as palavras se fizerem sussurros, sem querer sair 
Não calarei meu grito, minha alma saberá como falar.
Falarei como os olhos, ensinarei meu olhar a sorrir

Não há de nada me fazer perder a vontade de ser amante
De me entregar em devaneios puros e inocentes, sem temor
De me deixar servo cativo dessa majestade... o amor

Se depois de tanto, se depois de tudo, me perder no tempo
E, por isso, sem que queira, ele me cercar de solidão
Continuarei amando na saudade que vem morar no coração

José João
10/09/2.021

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Só agora e ...não importa mais

 Tempo!! E eu tive tanto! Tive todo o tempo do mundo
Para dizer, te amo. Nas manhãs, ao nascer do sol...
Nós, juntos, mãos dadas e eu... não disse, calei.
Ao por do sol, nós, sentados na frente do mar...
O sol a fazer caminho sobre a água prateada e reluzente 
E eu... não disse. Te olhava nos olhos, sorria...
Me via nos teus olhos, queria gritar te amo e... não fiz.
Tive todo o tempo do mundo... te dei flores, beijos
Mas... não sei porque nunca disse: te amo.
E hoje, depois que te foste, minha alma, alucinada,
Sente vontade de gritar te amo e... quando essa vontade
Vai além de mim... grito, entre soluços... te amo.
Hoje me vi perdido nas lembranças que deixaste...
E as lágrimas que choro, percebo, não é só saudade
É também remorso por ficar tanto tempo calado, sem dizer
O que agora sei que te faria feliz... pedir perdão...
Peço, mas a mim não perdoo por não dizer o que querias
Ou precisavas ouvir. Tive todo o tempo do mundo...
Agora que não estás aqui... agora que vejo o que perdi,
Agora que sei que não vais me ouvir... digo: Te amo,
Chorando, com gosto do pranto que a alma chora

José João
26/08/2.021

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Soneto da loucura!!??

Sim, sou louco! Amo como se amar fosse viver,
Vivo meus sonhos como fossem todos verdade
Não me importam o velho rosto e novas rugas
Para amar... para amar, quem disse que tem idade?

Dou-me ao prazer de me entregar todo e pleno,
Na minha doce loucura de amante, sou todo eu,
Deixo que a alma faça alarde ao dizer... te amo
Que o gosto de amar se divida, não seja apenas meu

Gosto de dividir risos ternos num pulsar forte
Quando o coração alegre sente em ritmo frenético,
A alma... declamando versos em suspiros poéticos

Aí o tempo para, meu velho jovem rosto se ilumina,
Então corro entre meus sonhos, em plena liberdade
De ser eu, um louco amante, sem medo da idade.

José João
04/08/2.021

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Retalhos de sonhos


Quantas vezes meus sonhos foram rasgados, 
Foram rotos, viraram retalhos de mim! 
Quantos como apenas sombras estão agora 
Caídos num esquecimento quase sem fim. 
 
Vivê-los outra vez é tentar o impossível, 
Apenas como lembranças posso senti-los, 
Lembranças quase apagadas no pensamento 
Que saudades insistem em me fazer ouvi-los 

 Alinhavar meus sonhos rasgados... como? 
Costura-los com a linha do tempo, até tentei 
Mas foram outra vez rebentados os que costurei 

 Busquei pedaços perdidos em detalhes vividos 
Procurei rastros talvez perdidos no tempo 
Nada encontrei, todos já se tinham perdidos 

 José João 
30/07/2.021

quarta-feira, 28 de julho de 2021

O amor... um eterno vício

Hoje, não sei porque, os sonhos e lágrimas se foram,
Ficaram algumas lembranças vazias, quase detalhes,
Desses que se perdem no tempo, se fazem pedaços
E ficam fazendo a alma chorar seu tanto cansaço

De ter se entregado, como se loucuras fossem verdades,
Acreditando no que dizem... que o amor é... eterno,
Que se existisse razão no amar nunca ele seria assim
Para sempre, um sonho que não se quer que tenha fim

Rio-me tanto que até as vezes choro, sim, choro de rir
E até não sei se rio da dor que sinto ou se rio mesmo de mim
Que fiz a alma acreditar, inocente, em uma ilusão assim

Ah! O amor! Apenas uma loucura que mora dentro da gente
E grita, e manda, até a própria alma, calmamente, alicia
E como se fosse um ópio, lentamente, sem pressa ele vicia

José João
28/07/2.021

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Noite, prantos e saudade

As vezes é o brilho do prateado do meu pranto 
Que ilumina o escuro da solidão que toma o tempo.
Sento na noite, sem me importar com o escuro
E o pranto se faz luz, se faz rastro, se faz encanto

Brilha, iluminado, na fresta do portal do vazio
Onde a lua derrama toda sua imensidão de silêncio
Brincando se fazer poesia nas sombras da noite
Parindo mistérios e sonhos como estivesse no cio

Eu, o provedor de prantos, deixo-os livres, soltos
A se fazerem palavras mudas, voando sem rumo
Em poesias com rimas perdidas, de versos rotos

Assim, me vêm sonhos que nem sei se mesmo sonhei
Murmuro palavras, dede muito, no tempo perdidas
E chegam saudades que pensava terem sido esquecidas

José João
21/07/2.021

terça-feira, 20 de julho de 2021

Uma saudade distante

 Um dia, quando a noite ainda namorava no horizonte
E as estrelas, ainda pequenas, pareciam mais longe ainda,
Eu, sentado na beira do rio, vendo as águas correrem mansas
Olhava, desenhado no horizonte, mais um dia que finda

Quando, de repente e não sei de onde, chega uma saudade,
Simplesmente do nada, chegou em silêncio, entrou e ficou,
O pensamento voou longe, buscou nomes e... uma verdade
Senti os momentos tão vivos que pareciam ter pouca idade

Mas, buscando no tempo, sabia que eram momentos caducos
E que a saudade, de cabelos brancos, coitada, se fazia de ontem
E gritava para o pranto: andem, quero ser chorada, se aprontem

Como se quisesse ser chorada outra vez com lágrimas novas
E os olhos... que se perdiam buscando estradas no horizonte
Deixaram duas lágrimas caírem para chorar aquela saudade distante

José João
20/07/2.021

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Agora a saudade ri comigo

Apaguei do tempo as horas tristes, me vesti de mim,
Essas horas não me deixavam sentir uma saudade alegre
Dessas, que os olhos, em lágrimas, fazem dourada festa
E brincam de fazer caminho no rosto salgando o sorriso
Que nasce como criança e cresce como grito da alma.
Quantos sorrisos deixei de sorrir nas tantas horas tristes?!
Quanta angustia já vivi!! Quantas dores sentidas me vinham
Parando o tempo nas noites frias em que tudo era vazio!
Ah! Quantas vezes, sozinho, me vi chorando prantos 
Que saiam soltos e iam molhando os versos perdidos
Que insistiam em se fazer tristes, sem forma e sem rima.
Apaguei o tempo, deixei que tudo isso se fizesse escombros,
Lágrimas, agora, só de encantos que chegam em alarde
Fazendo a voz  declamar versos que a alma dita, e a saudade?!
Só de momentos que se fizeram vivos, que fizeram o peito 
Pulsar no descompasso só acontecido quando a emoção
É maior que a razão e esta se esconde atrás do silêncio.
Hoje tenho saudades alegres, acreditem, de momentos que crio
Até mesmo mesmo sem nunca tê-los vivido.

José João
16/07/2.021

quinta-feira, 15 de julho de 2021

O perfume de tua saudade

 ... me entrego a te recriar na ansiedade de minha alma
Que busca  os momentos, os sonhos que sonhamos juntos,
As histórias que escrevemos, os passos que demos no tempo
Tudo me vem, até beijos que não aconteceram... eu invento.

Vou por caminho que passamos um dia, já não há marcas
Sento no mesmo lugar vendo o horizonte que tanto vimos
E sinto tua falta, tua ausência... quanta angustia me invade!!
Tanto é  que juro sentir até o perfume de tua saudade

Um silêncio diferente me toma desde a voz até a alma,
Que se põe a recitar versos cheios da vontade de te
Eu!! Um provedor de lágrimas choro pelo que vivi

E vou entre as vontades, os sonhos e os tantos detalhes
Que agora, depois de tudo, se fizeram histórias vivas
Onde a alma, em desespero, chora lágrimas já cativas.

José João
15/07/2.02

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Hoje não sou poeta... sou apenas eu.

 
Hoje não. Não vou chorar as dores de ninguém,
Nem vou chorar saudades que não sei sentir...
Não batam em minha porta pedindo poesias assim
Hoje, tenho o direito de chorar apenas por mim.

Sintam suas angustias, chorem suas dores, e daí?
Tenho as minhas e quem por mim vai chora-las?
Quem bate em minha porta e vem chorar comigo?
E ainda dizem: toda essa dor deve ser castigo.

Não vou chorar nos meus versos nenhuma saudade
Nem fazer rimas entre dores, angustias e prantos
Quem quiser que escreva suas tristezas e encantos

Hoje, meus prantos são todos e somente meus
Não me achem para fazer versos com dores alheias
Que suas almas chorem os prantos que são seus.

José João
                                                                         12/07/2.021

Será?! Será que sou poeta??

As vezes procuro inspiração em lágrimas alheias,
Choro saudades que não são minhas, invento prantos,
Sonho sonhos que não são meus... que me contam
Se meus versos riem, são prazeres de outros encantos

Empresto até angustias a quem não sabe senti-las,
Quantas vezes emprestei meus olhos para chorarem!
Doei lágrimas avulso, deixei-as livres para mostrar
Dores vivas daqueles, coitados, que não sabem chorar

Dou-me a isso, a escrever versos de dores emprestadas,
Seria muito egoísmo chorar apenas as dores que sinto
Mas, na poesia, toda as lágrimas são minhas, não minto

Choro a tristeza daqueles que, infelizes, nunca amaram,
Também daqueles que se entregaram e hoje estão só, 
Com a alma encharcada do pranto que nunca choraram.

José João
12/07/2.021

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Nas páginas apagadas vou...

 Meu livro de poesias ficou vazio, páginas em branco,
Ficou mudo, não dizia mais nada, apenas o silêncio
Da falta de palavras que um dia estavam escritas ali,
Página por página se foram, tudo que na vida escrevi

Não sei como, de um livro, todas as páginas se vão,
Por si só se apagam... como não fosse mais preciso,
Como se todas as saudades não tivessem acontecido
Como se as lágrimas ali escritas não tivessem mais sentido.

Um livro sem poesias, sem palavras, sem letras, vazio.
Sem dores para contar, sem mostrar os prantos chorados,
Um livro que, nem ao menos, deixou versos inacabados.

Se foram todas as poesias, de solidão de tristeza, de angustias,
Até beijos antigos, nenhum chorar, nada, nem... um lembrar
Mas... nessas páginas apagadas, vou fazer outro recomeçar.

José João
08/07/2.021

Um rascunho de poesia

Até parece que as poesias fugiram de mim,
Os poemas insistem em não serem escritos,
As rimas se escondem do fim dos versos
E a alma... se agita, triste, em gritos aflitos

Onde estão todas as saudades, os momentos!?
Pergunta ela aos prantos e, cabisbaixa, se cala
Deixa que o silêncio lhe tome e a ela responda
Mas ele, assustado, nada diz, não fala, nada conta.

E os versos, que sempre se fizeram gritos da alma,
Ficaram perdidos no tempo, escondidos entre vazios
Que se multiplicam como se estivessem no cio

Até a brisa, que por vezes sussurrava nomes
Como se me fossem trazidos lá de perto do céu
Calou, e a poesia que não fiz ficou por aí... ao léu

José João
08/07/2.021

sábado, 3 de julho de 2021

A arrogância de uma flor.

Caída ao chão em amargos e doloridos suspiros,
A  flor, que um dia bela, perguntava-se: o que fiz?
Pétalas soltas, perdidas, arrastadas indo ao vento
Agora, em desespero, pede: por favor alguém me diz.

O beija-flor, pairando leve, olha o que agora é a flor,
Se vai sem nada dizer, mas lembra do que dela ouviu.
Um dia, disse: linda flor, se me permites, vou beijar-te, 
Como ousas? Quem és tu pequeno ser pobre e serviu?

Suavemente, brincado ao vento, vem uma borboleta
Alegre em volteios leves, vem como voa a liberdade
Olhando a moribunda flor no chão caída...lhe diz:

Eras bela, todos sabiam, até as outras flores te invejavam
Mas por tua arrogante vaidade todos de te se afastavam,
Agora vês onde estás? A beleza, o tempo lhe contradiz.

José João
03/07/2.021

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Agora... só em sonhos

Hoje, me perdi de mim, flutuei no tempo,
Percorri jardins, corri em quintais... sonhei.
Ah! O pé de flamboyant, viçoso, florido.
Quantas vezes sentado em sua raiz eu chorei!

O rio... que me ouvia acariciando meus pés
Indo lento, sem voltas, me ouvindo calado
Quantas vezes ele bebeu minhas lágrimas!
Levou-as consigo no seu ir quase cansado!

Ah! Meu velho rio... hoje nem existe mais
Onde será que deixou meus tantos prantos?
 E o sabiá? Contando histórias com seu canto!

Até os jardins, que pena, já não existem mais,
As flores que, belas, se miravam nas águas do rio
Morreram, coitadas, afogadas na tristeza do vazio.


José João
02/07/2.021

Para entender as estrelas é preciso...

 Qantos a mim dizem que são mudas as estrelas!!
Eu, em tantas noites, desperto para com elas conversar,
Atento-me a ouvi-las, no divino silêncio dos anjos
Lhes contando, as vezes em lágrimas, a dor de amar.

Quantos a mim dizem que amar não causa dor!!
Calo, me entrego ao tempo, não me dou a responder,
Mesmo com a resposta dentro de mim prefiro me calar
Quem diz: o amor não causa dor, não sabe o que é amar

"Mudas?! As estrelas!!? Quanta tristeza é a isso ouvir
As estrelas, todas serenas, dentro de cotagiante calma
Em voz sublime, divinal, conversam com nossa alma

Só ela tem ouvidos para ouvir o que dizem as estrelas
Só uma alma que se entregou toda ao prazer de amar
Pode entendê-las e nas noites, com carinho, lhes escutar

José João
02/07/2.021

quinta-feira, 17 de junho de 2021

O vazio dói muito mais que a saudade

 Ontem rasguei a saudade, entre raiva e angustia
A fiz de meros pedaços de trapos atirado ao tempo
Atirei, com toda a força da alma, para bem longe
Como fosse folha caída levada a esmo pelo vento

Pendurei nos olhos algumas lágrimas teimosas
Dessas que quase não saem, que quase não caem
E as deixei ficar no desespero de ficarem assim
Perdidas, aparvalhadas pelo vazio de dentro de mim

Ontem, impiedosamente, fiz da saudade... trapos
Rasguei até pedaços de tempos antigos, momentos
Que entre as angustias se faziam também tormentos

Depois, sentei de frente para a tarde, olhando longe,
Escutei, não sei se o pensamento ou o silêncio
Dizendo baixinho: - não tem história sem saudade.

- Também não tem prantos, nem dores, nem tristezas
- Também não tem recordações, suspiros de lembranças...
Vai ficar apenas o vazio, e dói bem mais, essa é a verdade

José João
17/06/2.021

Muito além que apenas viver.

 Vem, fica aqui dentro de mim, dos meus sonhos,
Que minha alma se alegra e canta cantos divinos.
Vem, fica aqui dentro de mim como se fosses
Meu pedaço mais perfeito e mais completo,
Deixo que povoes meus momentos e, deles,
Se faça dona e eu cativo servo a te entregar
O que mais possa te fazer flutuar no tempo...
Como se a vida fosse uma bela poesia para cantar
Ou o mais belo sonho que tua alma possa sonhar.
Vem, deixa que meus olhos te contem histórias
Escritas em lágrimas alegres no meu rosto,
Que meu sorriso seja apenas o reflexo do teu.
 Ah! Essa posse!!! Que mais me liberta...
Que mais me prende na liberdade de amar,
Que me permite gritar, bem alto, no tempo
Que a vida vai muito mais além que apenas viver.

José João
17/06/2.021

terça-feira, 15 de junho de 2021

Que chegue logo a manhã

Solidão, porque não dormes? Porque insistes tanto?
Porque insistes em deixar a noite acordada em mim?
Como se meus olhos, passeando tristes na escuridão,
Nada precisassem ver, apenas sentir e me deixar assim.

Perdido no vazio sem nem poder olhar as estrelas lá fora
Ouvindo o silêncio me contando o que não quero ouvir
E o vagar da alma, nos pensamentos que não sei dizer
Se perdem naquilo que ela, a alma triste, só sabe sentir

Vagueio no escuro do tempo, ávido pelo alvor do dia
Esperando ansioso que chegue, mas até ainda não sei
Se com ele a solidão se vai e me dixa ao que me dei

Com o alvor do dia me darei a buscar sonhos e sonhar,
Me fazer de uma história que só eu sei como contar
E entre as tantas angustias, sorrir como se fosse chorar

José João
15/06/2.021

Te levo sempre comigo

Que bom foi te encontrar entre os tantos desencontros!
Me ver dentro de teus olhos e tu... vendo minha alma.
Quem bom que ela te diga de mim o que não sei dizer,
Que bom é gritar que agora o sentimento me deixa viver

Falar de amor, brincar de pintar fantasias no tempo,
Buscar sonhos e emoções que nunca havia sentido
Cantar versos cheios de ternura com gosto de beijos
E ficar parado no tempo desenhando os desejos

Te levo na alma, dentro de mim, onde quer que esteja.
No tempo, na vida, nos sonhos, só me permito você
Desenho teu rosto nas nuvens para que sempre te veja

Caminho no tempo sem medo, sem pressa nenhuma,
Se te levo comigo cada instante é um... eternamente
E a alma, como crinaça, grita, pula e canta alegremente

José João
15/05/2.021

sábado, 12 de junho de 2021

Tudo ficou para trás

Nunca minhas lágrimas doeram tanto em meus olhos
Como doem agora. Nunca a solidão se fez tão forte
 Minha alma grita em desespero, chora as saudades
E vou por caminhos perdidos, sem rumo e sem norte

Lá de dentro, de sonhos esquecidos... uma recordação
Me chega como uma tempestade impetuosa a ferir-me
Coração e alma, e uma dor lancinante, pior tormento
Me toma todo me deixa inerte, louco, sem pensamento

Grito desesperado um nome e do tempo vem um rosto
Com sorrisos antigos  nos lábios, beijos escondidos
E loucura de ver outra vez os tantos momentos vividos

Entre essa beleza do estar, do sentir, do ser e do amar,
Das entregas, dos momentos onde tudo era sempre mais
Santa  saudade... mas agora vejo, tudo ficou para trás


José João
12/06/2.021

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Não sei responder...mas

Não pergunte. Não saberia responder,
Talvez tenha sido teus olhos,
cheios de alegria, ou teu sorriso,
brincando no teu rosto
com jeito de criança.
Não sei se foi a beleza dos teus cabelos
Acariciando teu rosto! Não sei se foi
o destino marcando corações,
Esses corações que estão sozinho...não sei.
Sei apenas que te senti.
Talvez tenha sido um anjo,
Desses anjos criança, marotos,
Cheios de ternura e, me vendo assim,
Vazio, até de mim, te trouxe.
Talvez tenha sido minha louca
Vontade de ser feliz e fazer alguém feliz...
Não sei...só sei que minha alma
Te viu...sorriu ...e te quis.

José João
10/06/2.021

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Depois que te conheci

Amor depois que te conheci
Descobri que existem jardins, existem flores...
Perfumadas, de pétalas luzidias brilhando ao sol.
Depois que te conheci descobri que as estrelas
Existem, são belas, brilham como teus olhos,
Enfeitam os sonhos e contam histórias de ninar.
Nelas te fazem meu anjo, meu doce anjo mulher.
Depois que te conheci, descobri que os sorrisos
Enfeitam o mundo, enfeitam a vida, brincam
De dizer coisas bonitas, alegres e até aliviam dores...
Minha menina, depois que te conheci me vi
Correndo entre sonhos que agora se deixam sonhar,
Até minha alma, antes tristonha, agora sorridente,
Aprendeu a dizer te amo, sem medo dos amanhãs.
Amor, depois que te conheci, percebi que viver
É isso, é te deixar dentro de mim, brincando,
Como se fosses criança me ensinando ser feliz.
Depois, querida, que te conheci... me sinto vivo.
Como se viver fosse isso, não ter mais medo
De viver os amanhãs

José João
07/06/2.021

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Você ainda está aí?!

Onde você está? Ainda está aí? Apresse-se 
Que estou te esperando, sim, te esperando,
Com todas as folhas novas do outono,
Com flores de todas as primaveras,
Com sonhos novos que me fizeste sonhar,
Tenho até um olhar novo, diferente,
Um olhar só teu, um olhar que nunca olhou ninguém.
Vem, te apressa. Me limpei de todas as saudades,
Desfiz prantos, dei um novo sorriso às lágrimas,
Me fiz canto, me fiz canção...tudo pra ti.
Reinventei rimas em versos completos,
Te escrevi nas linhas, te amei nas entrelinhas,
Apaguei cada um ponto final. Meu verso
Não tem fim, Comecei com teu nome...
No meio do verso gritei te amo, e o verso...
Ah! O verso ficou infinito, cheio de ti.
E entre os tantos sonhos que me fizeste sonhar
Em um, te carreguei no colo, te beijei a fronte,
Te fiz dormir, e busquei um anjo, sim um anjo
Pra embalar teu sono, e eu te ver criança,
A me fazer sorrir...

José João
04/06/2.021

Viver...sem deixar vazios para depois.

A mim, importa viver intensamente todos os dias,
Que a cada hora a intensidade de viver me tome todo,
Que os dias passem se espremendo entre minhas mãos
E eu, sem medo das horas, me entregue a viver amores
Sem temor de chorar, sem temor de prantos ou angustias.
Quero ser intenso a cada momento e sentir o prazer
De olhar nos olhos de quem amo e ver poesia... e ver paz.
Se tiver que correr entre as horas para chegar mais depressa
Ao que me proponho, vou correr com o vento, em suaves volteios, 
Indo sem paradas, por entre jardins, sonhos e quintais... da vida
Não quero deixar espaços vazios enquanto estiver pleno e repleto
De mim para entregar toda a volúpia que minha alma,
Entre vontades, desejos, ânsias e sonhos, se desnuda toda
A mim importa viver intensamente todos os dias...mas
Sem deixar vazios para os outros amanhãs, sem estar completo, 
Ser um ser inacabado para sempre aprender-te mais.

José joão
04/06/2.021


Para sempe

Perdoa amor, se apenas agora te encontrei,
Mas não foi culpa minha, te levava comigo
Por onde eu fosse, sem mesmo te conhecer.
Perdoa amor, por te fazer todos os meus sonhos
Sem que deles soubesses, por te deixar
Dentro de mim, carinhosamente guardada,
Sem que nem soubesses de minha existência.
Perdoa por só agora te encontrar, mas, amor,
Todos os meus amanhãs serão teus, só teus,
Vou deixa-los repletos de amor (só pra ti)
Vou até inventar carinhos para te dar todos,
Sem que nunca ninguém os tenha sentido.
Vou te amar tanto e de tal forma que, acredite,
Até o próprio amor sentirá inveja de ti
E te dirá: Nunca vi ninguém amar tanto!
Perdoa se só agora te encontrei, mas farei,
Querida, que sejam eternos os nossos momentos,
Te amo, eternamente ... te amo.
(sem lágrimas, apenas sorria) 

José João
04/06/2.021

terça-feira, 1 de junho de 2021

Abriram minha caixinha de guardar angústias

 Ontem, numa caixinha de guardar angústias,
Deixei algumas palavras tristes, nela guardadas
Queria fazer uma poesia triste, dessas de prantos
Hoje fui busca-las mas... pra meu tanto espanto

Já não estavam lá, não sei como, mas aconteceu,
As palavras tristes se foram não as encontrei mais
Mesmo com a gaveta de guardar angústias, fechada.
De tristeza e angustia, juro, não encontrei nada

Será teria sido aquele olhar doce e terno que vi?
Será que foi aquele sorriso lindo que me deram?
Não sei, mas que estranho a doçura que senti!

E da gaveta de guardar angustias saíram risos,
Palavras ternas, cheias de vontade de voar
Tudo ficou alegre e eu, sem vontade de chorar

José João
01/06/2.021.

Te amar é tão divertido!!

 A mim não importa apenas dizer... te amo
Quero que vejas, e a isso, sabes, sempre tento
Como aquela flor que te busquei pulando o muro
Ris! Que queda, hem! A te olhar não fiquei atento

Mas não importa... apenas dizer te amo, é pouco
E que loucuras me iluminam ou me inspiram
A fazer-te o que te possa, a meu ver, te agradar?
Correr na chuva rsrs caí... na tentativa de te guardar

Mas que importa? apenas dizer te amo é muito pouco
Não pedes que te prove mas é de mim essa vontade
Que posso fazer se em mim esse querer é louco?

Dou-me ao prazer de te olhar como fosses sonho
E até de sonhar, apenas contigo, a isso me proponho
E na minha loucura, nos teus sonhos, eu me ponho

José João
01/06/2.021

Razão ou loucura?

 
Nunca haverá de ser menor esse amor que sinto
Que mais, eu sei, parece loucura, longe da razão,
Mas que seria a razão para os amantes convictos?
Não seria a loucura, para o amor, outra versão?

Onde não haveria nenhum temor em ser ridículo
E lágrimas e prantos e risos se misturassem no rosto
Que seria ridículo nessa loucura divina de amar?
Nada, pois que ridículo é não ter tido tempo de chorar

Não de chorar esse pranto triste, cheio de nada,
Cheio apenas do vazio inundando a pobre alma
Que nem orações rezadas avulso a ela acalma

Mas a loucura de misturar lágrimas, prantos e risos
Num sorrir alegre e louco, numa beleza completa.
Para a loucura não existe essa de razão e hora certa

José João 
01/06/2.021

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Ah! Esse tanto amar


Quando se ama qualquer lugar serve
Para sentir saudade. Eu te amo... qualquer
Sorriso que dás ilumina minha alma.
Te amo tanto que entre ser a medida certa
E não ser nem menos e nem mais é apenas dizer:
És minha vida. Nunca amei assim, por isso, talvez,
Meus erros, se é que te fazer meu mundo, é um erro.
Me vesti de ti sem medo, sem temor de me fazer teu,
Sem medo do ridículo que, se tiver que chorar
Para que não chores, choro todo meu pranto pra ti.
Te amo, e se a eternidade dos nossos momentos
Se fizer de sempre, ainda assim não saberás
O quanto te amo. Porque até minha alma...
Se faz tua. Nunca haverá um espaço onde não
Possas estar.   

José João
28/05/2.021


Coisas da alma

                                                    A mim não importa que seja doída a saudade 
Quero apenas saber-te ainda dentro de mim
Que tua ausência, possa até ser verdade
Mas que minha alma te seja sempre abrigo assim

Assim como se fosse um terno jardim a abrigar-te
Sempre disponível a fazer-te em mim completa
A te dar meus sonhos e a própria vida entregar-te
Atentando-me a ser, pra te, apenas a medida certa

Dou-me, sem medo, a essa toda saudade de te
Não importando que com ela chegue os prantos
Eles penas me contam uma história que vivi

Todos os meus cantos gritam essa falta tua,
E faço versos, perfumados com teu perfume
Enquanto a alma a te se entrega plena e nua

José João
27/05/2.021

quinta-feira, 27 de maio de 2021

O pranto e o canto

Lá no horizonte, lá longe, o dia começa a acordar,
Espreguiça-se lentamente e começa a  espalhar-se,
As estrelas começam a perder o brilho... escondem-se
Dentro do dia e vão indo, sumindo...sumindo,
Um sabiá chora saudoso, num gorjear triste, uma saudade,
Parece que na noite, estava acordado compondo um canção
Cheia de paixão e tristeza, talvez tenha sonhado uma perda.
Mais e mais o dia vem chegando, preguiçoso, sem pressa...
E bem devagar acorda o tempo que estava deitado na madrugada.
Acordo, ainda sonolento, olhos quase ainda fechados...
E me ponho a tentar lembrar um sonho que nem sei se sonhei.
O sabiá e seu trinado melancólico não me permitem pensar,
Esqueço o sonho (que nem sei se sonhei) e fico atento ao gorjear
Como se quisesse, por pura loucura, traduzir tão triste canto.
Parece que a dor que sente é tão intensa que seu lamento
Mais parece um oração, um oração que gostaria de saber
Rezar. Me entrego ao devaneio, e tento, como o sabiá,
Sentindo uma saudade só minha, cantar um canto que, talvez,
Traduza a tristeza que também sinto, mas não sai um canto,
Sai um soluço cheio de reticências, na verdade, são meus olhos
Que cantam com a voz do pranto, onde cada lágrima 
É um nota triste, como se fosse cada trinado choroso do sabiá .

José João
27/05/2.021


quarta-feira, 19 de maio de 2021

Eu!! Uma história que inventaram

 Sou aquele sozinho que todos acham triste
Aquele que chora desde quando ficou vivo
Sou a própria solidão que tanto insiste
Em me deixar sozinho e a ela ficar cativo

Sou aquele que anda na multidão e não é visto
Que grita a dor da alma e por ninguém é ouvido
Sou o nada, que por nada ser até insiste
Em viver, mesmo já sem ter qualquer sentido

Sou menos que eu mesmo, sou apenas o meu grito
Que sai do peito como louco, procurando aflito,
Qualquer sonho que o faça fazer-se de infinito

Sou, enfim, o mais esquisito sonho que sonharam
O sonho que se sonhou mas que nunca é lembrado
Sou, talvez, apenas uma história triste que inventaram

José João
19/05/2.021

sábado, 15 de maio de 2021

Viver o que nunca vivi

Hoje vejo os amanhãs no teu rosto.
Ah! Meus sonhos, quase nem eram sonhos...
Eram pensamentos perdidos que loucamente
Buscavam no tempo momentos que a alma
Insistia em querer viver. Tudo era tão distante!
Os sorrisos se perdiam em meu rosto triste,
O olhar, perdido em horizontes, como orações
Que se reza e pede que os olhos as leve além,
Onde a vista alcançar, onde se pensa estar 
Mais perto de Deus. Histórias com fins tristes,
Esperanças mortas, angustias e um difícil viver.
Mas um dia minhas orações foram ouvidas,
Hoje meus sorrisos insistem em ser sorrisos,
Alegres, brincando no rosto de iluminar a alma,
Hoje eu tenho dias e não apenas tempo,
Sonhos cheios de verdades, de sentimentos
Que se atropelam para acontecer primeiro,
Hoje vejo os ontens que não soube viver
E não choro mais, vejo os amanhãs que se abrem,
Aí choro pela emoção de viver o que nunca vivi.

José João
15/05/2.021


Somos assim

Até parece que você está dentro de mim
Do nada ouço tua voz, vejo teu sorriso
Como se o tempo se preocupasse apenas 
Em te dar pra mim ou me dar pra ti.
Minha alma parece te procurar em tudo,
Em tudo que é belo, uma flor, e nela te vejo,
No gorjeio do pássaro que insiste em cantar
Na minha janela, ouço tua voz, até a brisa
Voando lenta e carinhosamente no jardim
Me lembra tuas carícias, enfim, tudo de belo
Que me cerca, nele tu estás. Brinco contigo
Nos meus pensamentos, rio contigo
Nas coisas que faço, paro no tempo apenas
Pra te ouvir, pra te sentir, pra sonhar contigo
Mesmo acordado. Ah! Como estás dentro de mim!
Que saudade essa de ti! As quatro de beijo
As seis é uma saudade assustadora de ti, 
Na rua grito teu nome... é a loucura dos amentes 
E se me chamam de louco, rio eles não sabem
O que é amar...rsrsrs

José João
15/05/2.021

Deixei de ser eu para ser... nós

Meu mundo! Era cheio de vazios, era triste,
Corria entre os canteiros mortos, sem flores,
Ou se existiam não as via. Percorria caminhos
Que não levavam a lugar nenhum, mas ia...
Vergado sob peso da solidão, do nada ser...
Nem sonhos tinha e os que sonhei tinham ido,
Perdidos no tempo sem deixar rastros...
Mas os anjos... os anjos existem, risonhos,
Alegres, rindo de nossas loucuras ridículas
E nos ensinam quando dizem: estou aqui...
Toma minha mão e vamos juntos... vem,
Quero te mostrar a beleza de viver... assim
São os anjos, e esse que me tomou pelas mãos,
Um anjo mulher, me leva pelas tardes, agora
Risonhas, por caminhos floridos, por horas
Que se fazem eternas por tanta emoção vivida.
Um outro mundo, onde os olhares se cruzam
Para que não se precise de palavras para dizer
Te amo, elas se fazem poucas para o que somos.
Deixei, prazerosamente de ser eu, para ser nós...

José João
15/05/2.021

Chorar.... pra quê?

   Quantas vezes fui iludido pelos meus próprios sonhos!!
Quantas vezes meus sonhos a mim me mentiram!
Me fizeram chorar perdas do que nunca tive, apenas sonhei.
Foram tantas ilusões criadas por um alma carente
Que, perdida, sonhava suas vontades como se fosse verdade
E delas fazia histórias e a si mesma se fazia ouvir.
As vezes, no silêncio da noite, me deitava no tempo,
No colo da solidão e ali ficava até a madrugada dar bom dia.
As vezes ouvia o grito do silêncio gritando meu desespero
Outras vezes apenas sussurrava nomes que eu nem sabia.
Ah! Quantas vezes chorei com a brisa... se fazendo voz
Para acalentar minha angustia e me fazer ... sonhar...
E... criava os sonhos que precisava para preencher o vazio
Que a alma gritava chorando não poder mais suportar.
Escondida num canto qualquer do tempo... a tristeza
Esperava, ansiosa, pelas lágrimas, e torcia para ser pranto,
Que caísse copioso marcando a face com marcas tristes
Como fossem poemas escrevendo no rosto minha angustia.
Mas... agora, não me preocupam mais os sonhos...
Aprendi que viver é muito melhor que sonhar e... chorar
Pra quê? Não vai mudar o que passou.

José João
15/05/2.021

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Todos os caminhos me levam a ti.

Todos os caminhos, querida, me levam a ti.
Eu, que não os tinha, que andava    
Com passos cansados, sonhos mortos, sorrisos
Sem cor. Rezava orações que inventava,
Gritava nomes que não conhecia... nem sonhos
Tinha mais, perdi o desejo de sonhar, de viver.
Agora, amor. todos os caminhos me levam a ti,
São teus os meus pensamentos, minhas verdades...
Meus momentos, os sonhos (só sei sonhar
contigo), todas as minhas vontades, tudo, só teu.
Minha alma te grita entre feliz e ansiosa...
Te manda beijos pela brisa, pelas estrelas,
Faz de teu nome oração para rezamos juntos,
Sorri com teu sorriso, canta com tua voz...
Se entrega toda à tua vontade, ela é só tua.
Agora não nos perdemos mais, aprendi
Que todos os caminhos me levam a ti.

José João
13/05/2.021

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Como preciso de você!!


Não sei se é de chorar que preciso agora,
Embora as lágrimas insistam em brincar
Nos meus olhos. Não sei se posso gritar
Com meu silêncio toda essa saudade!
Amanhece lá fora, aqui, dentro de mim,
Tu estás como se nunca tivesses ido,
Uma ansiedade incontida, uma vontade
De ir não sei pra onde, de correr,
De não ficar, mas onde eu estiver
Essa falta de ti dói tanto... tanto, que
Tua ausência me sufoca, a falta de ti
Me deixa, sem rumo, inerte, uma dor
Mais dolorida que qualquer dor, me toma,
Te busco e grito dentro de mim,
Fecho os olhos, te sigo nessa tanta distância,
Voo contigo em pensamento, te sigo
Nesse caminho sem chão por onde vais,
Ah! Como te amo!! Te amo!! Te amoo!!
Se visses minha lágrimas agora, saberias
Da saudade que deixaste dentro de mim.

José João
12/05/2.021

Uma poesia que estou aprendendo ler

Sei que as vezes é difícil entender o sentido
Da vida, as coisas que, de repente, ela nos traz
E, sem que se queira, ou pelo medo de se perder
O que só agora a vida permite, vamos além
De um apenas querer. Tudo se faz pra ontem
E a alma voa em sonhos que ela nunca sonhou.
Por vezes, como dizes, vou além de nós, mas...
Coitado de mim, ainda sou um pequeno aprendiz...
Não entendes que tu és a poesia que ainda estou
Aprendendo ler? Que me perco, como todo
Aprendiz, nas entrelinhas da poesia que és?
Que ainda não sei ser a medida certa, nem ser
Muito, nem ser pouco, apenas me entrego
Na leitura de uma poesia (você) que ainda
Estou aprendendo ler. Não sei até quando,
Mas acho que sempre me serás uma poesia
Que tem um começo, um meio mas...
Nunca terá um fim. Por isso meus erros,
Ainda estou aprendendo ler a poesia  que és.
Mas de uma coisa eu sei, mesmo sem te saber
Todos os versos ... te amo.

José João
12/05/2.021

terça-feira, 11 de maio de 2021

Te amo

Te amo, como se fosse um sonho
Como os tantos que sonhei te procurando,
Te buscando em lugares que nunca fui,
Em horizontes que nunca vi... ti procurei,
Te pedi nas orações que rezava, com lágrimas,
Com prantos, no silêncio de dentro de mim
Onde minha alma, sem saber, gritava teu nome.
Te amo mas não sei dizer o quanto, as palavras
Ficam tão poucas quando quero falar de ti,
Ficam pequenas pra dizer tanto, desespero...
Como posso dizer te amo na plenitude
Do que sinto? Talvez meus olhos saibam,
Porque te olham como se fosses luz,
Que ilumina, que me acompanha. Te amo...
Te amo e em cada momento te tenho comigo,
Dentro de mim fazendo eterno cada instante
Que penso em ti... te amo, como nem tu
Sabes o quanto

José João
11/05/2.021

Poesia... pedaços da alma.


Aprendi, sei ler as poesias, nos versos,
Nas entrelinhas. Ela, a poesia, as vezes
Se faz tão difícil de se ler, mas aprendi.
Algumas vezes se faz triste, outras, sorri
Entre os versos, entre as rimas...
Que triste seria se não soubesse ler...
A poesia que grita nos versos sua vontade...
Seus desejos e até carências... a poesia
É viva, é alma, é corpo é até...desejos
Ah! Essas poesias! Poesias que encantam...
Que não se preocupam em fazer chorar
Tanto faz, lágrimas pequenas ou prantos...
São apenas inocentes poesias que voam
Como fazem os pássaros, que perfumam
Como fazem as rosas...poesias!
Que buscam sonhos, saudades perdidas,
Até o sabor de beijos que nunca foram dados.
As vezes trazem remorsos dos tantos nãos
Que dissemos, sem nem saber o  porquê.
Mas, afinal, são poesias, pequenos pedaços
Da alma da gente que estava escondida
... dentro da gente mesmo.

José João
11/05/2.021


Me ensinaste amar.


Tu me ensinaste a amar, na plenitude do amar...
Me ensinaste a sorrir com o sol, gritando te amo.
Me ensinaste a chorar lágrimas alegres quando
De dentro de mim fazes que o pensamento seja só teu,
Me fizeste ver que os detalhes são tão importantes
Que se tornam história. Tu me ensinaste a amar...
A sentir saudade e nela murmurar teu nome, baixinho
Como se fosse um segredo, em mim te fazes ternura,
Te fazes meus sonhos e minhas mais bonitas verdades...
Me ensinaste a amar, a fazer minha alma buscar a tua,
Correr entre as horas com uma alegria de criança...
Me ensinaste a cantar, até versos que invento,
A declamar poesias que parecem orações com teu nome
Se amar é assim, não sei se um dia amei, sei, que agora,
Me ensinaste a amar... 

José João
11/05/2.021

Eu... sem você


Como dói a distância! Sentir tua saudade
É  chorar com a alma, é ter vontade de gritar,
Correr, ir, mas  ir ou ficar é sempre o mesmo,
Não importa o lugar, a saudade é a mesma,
Os momentos se fazem lembranças vivas
A alma grita, os olhos choram e tudo
Se faz tão vivo dentro da mim! Até pensar
Dói, e uma angustia trazida pela distância
Faz o coração bater mais forte e mais triste
Chorando comigo tua ausência. Um buscar
De sonhos, dos momentos, todos eles,
O sentir teu corpo, teu respirar, tua pele
Macia me dizendo vem... tudo agora se faz
Saudade, e dói. Não tem como não sentir
Essa falta de ti,  não tem como não chorar
Tua ausência... não tem como ser eu,
Assim... longe de ti.

José João
11/05/2.021

Te mando eu

A mim dizes: me manda um oi. Como um oi?
Se a ti te mando o mundo em meus versos
E ainda é pouco, te mandaria estrelas se pudesse,
Te mandaria o próprio  tempo a guardar nós dois,
Se todas as palavras com as quais te falo de amor
São tão poucas, tão pequenas, Como te mandar
Um Oi? Apenas um Oi? Ora, se a ti te mando
Todos os meus sonhos, todos, e são muitos...
Mas pra te ainda são poucos, meus pensamentos,
Saem por aí no tempo, na distância, aos gritos
Chamando teu nome, te procurando onde estás,
Mas... ainda são poucos e olha que penso em ti
A todo instante, só não quando estou dormindo
Nessa hora não penso em ti, te sonho por toda noite...
E me pedes que te mande um oi. te mando eu,
Vestido de ternura todo e só pra ti.

José João
10/05/2.021
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