Por enquanto são prantos que os olhos fingem sorrir
Escondendo as dores que a alma sente e ainda chora
No silêncio triste que veio e nunca mais foi embora
Ficou na alma como cicatriz que fica para sempre
Lembrando que é impossível esquecer essa dor,
E o tempo, como algoz da alma, se faz mais lento
Faz que horas sejam dias, aumentando o desalento
Que a alma chora como fosse um chorar de criança
E entre sofridos soluços chora a própria inocência
Que se perde em desespero pecando em heresias...
Nas orações que reza as preces se fazem fantasias
Lágrimas e prantos, dores e saudades se misturam
Se fazem um e mais forte, para a dor ser mais doída
Então a alma se senta em qualquer esquina do tempo
Em fervorosa oração, implora, ainda sorrir nessa vida
Cruz Filho
07/08/2.026
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