quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Cada amanhã começa ontem

Quantos sorrisos deixei de sorrir... 
Quantas palavras deixei de dizer, de ouvir...
Quantas vezes, talvez até por medo, deixei
De dizer te amo, de olhar dentro dos olhos
Pra que não lessem o que a alma dizia!!
Quantas vezes deixei de dar o melhor de mim e...
Perdi! Hoje, deito num vazio de angustias esperando
Aquele eu que ficou lá pra trás, perdido no tempo
Sem perceber que a vida tem pressa e não pára.
Ah! Quantas vezes desviei o olhar para não ouvir
Com a alma o que me queriam dizer...
Quantas vezes fugi do que a vida me dava,
Das palavras que me queriam dizer... hoje
Só sei que muitos sorrisos perdi, agora...
Olhos úmidos, peço ao tempo um pouco
Mais tempo, ele passa e... vai zombando de mim
Dizendo que a culpa é minh por estar assim.

José João
06/12/2.018

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Meus sonhos de brinquedo...

Quase sempre meus sonhos são de brinquedo...
Verdadeiras são minhas lágrimas... mas finjo...
Sorrio entre os prantos, canto em versos vazios,
Dou gargalhas com a solidão, lhe conto segredos
Para que se faça menos solidão... menos triste,
Para que seja mais amiga e deixe a saudade
Me contar coisas antigas que se fazem de hoje
E... fico horas vivendo o que vivi a tanto tempo.
Mas os sonhos... os sonhos... esses se perdem
Nos amanhãs passam sem se fazerem história,
Sem se fazerem verdades, parecem pedaços
Pedidos de mim vagando sem nunca acontecer.
Não sei quantos sonhos ainda posso sonhar...
Brincar de sonhar, mas mesmo que não aconteçam
É melhor tê-los... sonhar é ter alguma coisa
Para esperar do amanhã e...

José João
04/12/2.018

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Para fingir ... sou poeta.

Quedo-me aos teus desejos, ao teus anseios
Dispo-me de mim para vestir-me de ti
Dou-me ao tempo a me levar em devaneios
Como de costume... desde que te conheci

Como fosse um habito de todas as horas
Te amar sem que peças e até me proponho
A fazer-me teu e fazer-te santa e senhora
E permitir-me até fazer meu o teu sonho

Mas se houver um dia de dizer-se adeus
Se for eu a dizer ainda mesmo chorando
Direi e farei que a alma me pense bincando

Dou-me o direito de chorar e fingindo
Vou sorrir sorrisos largos... sou poeta
De fingir tenho a medida toda e certa

José João
01/12/2.018


As vezes chorar é preciso.

As vezes chorar é preciso, é como fosse um grito
Que a alma não consegue conter, não consegue calar,
Chorar é um grito agudo que não precisa de palavras,
Não precisa de voz, só precisa mesmo de solidão...
Não a solidão de se estar só, mas a de se estar triste...
Quando a saudade fica perdida entre as angustias,
Quando o tempo faz a noite uma extensão do nada
E tudo fica vivo dentro de um doloroso não esquecer 
Aí o pranto escorre livre e faz chorar ser uma oração
Que se reza em murmuros e só a alma ouve e entende.
Mas há de chegar um dia em que chorar seja um verso,
Um verso alegre, que as lágrimas sejam livres e risonhas
E o poema seja repleto de sonhos para fazer dos amanhãs
Muito mais que apenas tempo, muito mais que apenas vontades
Mas verdades... tão vivas que viver será preciso.

José João
01/12/2.018

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Amo porque... amo

Qual razão existiria para esse tanto amar!?
Te amo por apenas e simplesmente te amar
Que me poderia vir mais na alma a te dizer?
Que sem te... não saberia o que é viver?

Mas, se em mim, viver, é amar e... só amar...
Amo porque amo, amar é outra maneira de viver
Quais palavras me permitiriam sobre isso falar?
Palavras são poucas quando se ama por amar.

Faço do amor, um viver, um existir e um sonhar
Faço que seja da alma o melhor que posso dar
Fujo de palavras que ao amor possam acabar

Se me perguntam porque tanto esse entregar?
Essa maneira descabida de amar e não parar?
Porque preparo o amor para o amanhã que vai chegar

José João
19/11/2.018


Poderia ser maior essa dor de agora.

Não me preocupa que a saudade me faça triste,
Que as lágrimas caídas sejam de histórias vividas,
Perdidas mas ainda vivas dentro de mim.
Não me preocupa que a dor se faça viva, forte,
Que aumente minha carência, me faça ajoelhar
E pedir ao tempo um pouco de mim, pra mim mesmo.
Dói, choro, mas poderia ser pior, bem pior que tudo
Que sinto agora, poderia ser a dor do remorso
Por nunca ter sentido o que me faz sentir isso agora,
Não ter histórias, não ter vivido os momentos que vivi,
Não ter ouvido os adeus que ouvi, mesmo dolorosos,
Quanto mais se ama, mais doloroso é o adeus,
Maior é a saudade e, eterna em nós, se faz a história.
Que seria de mim viver com o vazio de nunca
Ter amado? Dos ontens sem alma, sem sonhos,
Sem nada que me fizesse olhar pra trás, sem rastros,
Para que a saudade me encontrasse? Seria pior,
Seria como se não tivesse existido. Pode haver
Dor pior que a de não saber se um dia vivemos?

José João
19/11/2.018


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Agora posso te dizer adeus.

Não me deixes, te pedi, e de mim sorriste,
Chorei prantos que a alma chorou por mim
Te gritei, te chorei, te pedi e não me ouviste
Se falaste, dissete-me apenas: deixa assim

Fui, ombros curvos, passos lentos e o pranto
A molhar-me, a seguir-me em perdidos aís
Tudo, até o horizonte, de frio, perdeu o encanto
Nem chorar podia, prantos já não os tinha mais.

Sentei-me ao pé do tempo, na sombra de um sonho
E me fiz, me refiz, renasci e me fiz outra vez eu
Agora, a pensar em mim, a amar-me eu me ponho

Mas encontrar-te aqui!! A pedir-me que te escute!
A contar-me que erros acontecem e foram teus...
Como me fizeste bem! Agora posso te dizer adeus

José João
15/11/2.018

Esse vazio de mim!!!

Minhas lágrimas, nos versos, são quase alegres,
Fingem mostrando ao mundo o que não sinto
Para que a poesia não se molhe no tanto pranto
Que, em silêncio, minha alma, de joelhos, chora.
Canto, num cantar mudo, em que só eu escuto,
Uma melodia que não sei de onde vem, mas canto,
Como fosse uma oração que não sei até onde vai,
Se vai ser ouvida, ou se perder a esmo no tempo
Sem ir a lugar nenhum além de mim mesmo.
Uma saudade, que não sei de quem, de onde vem 
Mas tão intensa que se faz infinita, fica brincando
Dentro de mim, fazendo as horas passarem lentas,
Fazendo o tempo parar no meio de sonhos
Que há muito foram sonhados ou até vividos,
Não sei ao certo, as vezes, por minha vontade,
Confundo viver e sonhar para assim poder viver.
E no silêncio dos versos que sinto mas não escrevo
Me entrego a um generoso pranto, cheio, repleto
Do vazio de mim... do que agora sou.

José João
15/11/2.018

domingo, 4 de novembro de 2018

Um dia vou sonhar e...viver esse sonho

Sonhos! Quanto custa sonhar! As vezes dói!
Se fazem pedaços perdidos do que se sente
E não se pode viver, perdem-se no tempo e... vão
Deixando um sentimento de perda, de vazio,
Que toma conta da alma e fazem os amanhãs
Ficarem tristes, Uma carência toma conta do tempo,
Uma ausência toma forma, se faz dor, se faz  existência 
E não se sabe porque,.. eram apenas sonhos! Um sonho!
Como sonhar as vezes dói! Queria apenas um sonho,
Que me fizesse ser eu com uma verdade única: Amar,
Que me fizesse ser verdadeira a entrega e o receber,
Que se fizessem eternos os momentos... sonhar...
Quantas vezes sonhei, chorei, perdi, fiquei só,
Mas, meu sonho mais bonito, que fará eterno
Os momentos, que me fará vivo a cada instante...
Ainda vou sonhar, não vou deixar de sonhar esse sonho
Por medo de sentir a dor que outros sonhos causaram.
Ainda há de vir, ainda hei de sonhar esse sonho e...
Vivê-lo. è preciso.

José João
04/11/2.018


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Não sei mais de mim.

Acho que estou doente! Estou sem saudade
Pra sentir, sem lágrimas pra chorar... 
Meus sonhos se fizeram crianças marotas
Brincando de ir e vir, brincado de se esconder
E me deixando perdido, sem nada pra sonhar.
As poesias! Se perderam no tempo, não chegam,
As vczes me espreitam de longe e não vêm,
As palavras se perdem, se acotovelam ocupando
Nos versos, lugares que não são delas, brigam
Nas entrelinhas para expressarem o que não sabem
Mais dizer. O pensamento se perde ao longe,
Indo e vindo sem nenhum lugar pra ficar,
Até histórias que vivi não lembro mais ...
Assim não existe saudade, nem lembranças...
Não existe eu... tão acostumado a sentir
Saudade, a conversar com as lágrimas...
A buscar sonhos de ontens, a chorar nos versos
Os adeus ditos... Tudo isso coube dentro de mim
... agora, não sei onde estão!

José João
02/11/2.018


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Um olhar... bastaria um olhar apenas

Ah! Se teus olhos a mim dissessem: te amo
Buscaria estrelas... iria onde nunca fui
Faria versos gritados ao som do tempo
Em melodias com a própria voz do vento

Ah! Se teus olhos a mim dissessem: te amo
Seria o que nunca fui, seria, te juro, até poeta
Me faria poemas a desmanchar-me a teus pés
Seria todo teu, seria a poesia mais completa

Me bastava apenas um olhar, pra que palavras?
Seriam tão pequenas que não não diriam nada
Deixariam, na verdade, minha alma mais calada

Mas um teu olhar apenas, só um teu olhar
Invadiria minha alma e ela alegre gritaria
Dou-me a ti, me toma, só por ti eu viveria.

José João
15/10/2.018

Um desesperado grito da alma.

Deixa-me, grita minha alma em desespero
Para a tristeza, fria, cheia de poteagudas
Farpas de dor, de arestas afiadas de solidão
Que brincavam de fazer cicatrizes novas,
Doloridas, pelo prazer de apenas causar dor.
As lágrimas correm avulsas no rosto pálido
Que se entrega ao desespero de contocer-se
Para que fingidos sorrisos o enfeitem, mintam
Que a dor não está doendo. A vontade de chorar
Se faz tão forte que um convulsivo tremor
Faz que os soluços se despedaçem no tempo
Como fragmentos de gritos presos na garganta
Porque é tanta dor que até o chorar se faz pouco,
Tão pouco que o pranto, como gritos da alma,
Se alvoroçam em ser mais, mas coitados...
Não passam de pequenas gotas de lágrimas
A gotejarem quase lentamente como se a dor
Lhes tivesse causado, como fez na alma,
Um desmaio cheio de dolorida angustia.

José João
15/10/2.018

Cacrícias de Deus.

Dei-me ao tempo e ao prazer de sentir,
Mesmo em lágrimas, os adeus ditos,
Entrego-me ao pranto por eles causados
Mas ainda assim me faço todo ouvidos

Lhe escuto em silêncio e a ele me entrego
Na ânsia da saudade que sei, vai chegar
Assim faço versos, ainda que tristes
Preparando a alma para um outro chorar

A ausência a se fazer um eterno esperar
Daquilo que se sabe, não vai mais voltar
Como haver saudade sem haver um adeus?

Adeus, grito ao tempo num aceno choroso
E deixo que o pranto me marque meu rosto
Como fossem as lágrimas, ternas carícias de Deus.

José João
15/10/2.018

domingo, 14 de outubro de 2018

Tão distante, mas ...como ser eu... sem ti?

Quem dera houvesse dentro de te um pedaço de mim,
Como dentro de mim existe um pedaço de ti.
Que me leva no valsar da vida em sonhos ternos,
Que não me faz sentir saudade pela falta de mim
Porque sempre estou repleto de ti... quem me dera!
Me entrego que minha alma te carregue no colo,
Que te faça meu alento, meu melhor pedaço de mim.
Não importam saudades ou distâncias... os sonhos
Me permitem estar perto e até me descobrir em ti...
Saber-me contigo, saber-te dentro de mim, rio-me e,
Se perdi sorrisos por saudade de ti, chorei prantos
Por vontade de ti, essa vontade que me faz
Implorar ao tempo que não se faça distante...
Perecebi que esse pedaço de ti, dentro de mim
Me faz que... eu sem você... não seja mais eu.

José João
12/10/2.018


O que só sei sentir

Eu sei que meu canto é triste e minha alma chora
Essa dor que sinto. Sei já não tenho lágrimas
Pra chorar essa dor de agora! Foram tantas dores
Que chorei, foram tantos prantos, que já nem sei
Se ainda tenho como chorar, a não ser nos versos,
Que mesmo tristes, insisto em falar. Não sei...
Se minha alma ainda pode me fazer contar
Essa tanta dor que sinto, mas... sei que se calar,
Tristezas, angustias e o silêncio vão me afogar...
E será bem pior assim, prefiro me sentar no nada,
Sentir saudade, chorar sozinho num sussurrar
Que só eu e a alma escutamos e, deixar... deixar
Que o tempo tome conta do que pode acontecer...
Só sei que essa dor, essa que minha alma chora...
Só sei sentir, chorar e... não sei dizer.

José João
14/10/2.018

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Apenas um instante.

Porque as histórias de amor são... tão tristes?
Porque sempre a saudade insiste em chegar?
Porque a eternidade é tão curta para quem ama?
Ningém escuta a alma quando ela quer chorar!

Parece loucura dizer que a eternidade é curta,
Mas para quem ama, todo tempo é muito pouco
Deixar dentro da gente o que se foi pra sempre
Pra sentir esse "eternamente" se há de ser louco!

Há quem diga, juro, vou te amar por toda vida,
Mas as vezes a vida faz coisas que não se quer
E nunca se está pronto para o que der e vier.

As vezes o tempo diz o que não se quer ouvir
E se há eternidade quando é vedadeiro o amar
Só a saudade se faz eterna num mesmo chorar.

José João
12/10/2.018

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Eu, o tempo e a solidão

Por um momento apenas me deixa
Encostar a cabeça em teu colo e... chorar.
Não precisa que chores comigo...
Não precisa que digas nada, fica em silêncio,
Apenas ouve meus soluços gritando saudades
Que nunca se foram, gritando em palavras
Mudas tudo que a alma sente e... chora.
Deixa-me que te declame meus versos
Obececados pela vontade de contar histórias
De amor, de contar sorrisos, de contar sonhos.
Apenas me ouve, deixa-me falar de saudade,
Esse milagre que faz estar o que já não existe,
O que se foi, o que não volta mais...  mas está
Dentro da gente como pedaço do tempo
Como vontade de viver, de lembrar, chorar,
Sorrir, depende do momento que ela chega. 
Deixa-me, por um momento, te sentir perto,
Como se fosses o que preciso para me ouvir...
Preciso do teu silêncio porque assim, contigo,
Me sinto livre para os prantos...não fosses tu,
Solidão, como eu me ouviria!?

José João
09/10/2.018

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Só sei mentir, não sei ser poeta.

Rio-me as gargalhadas quando me dizem poeta,
Eu! Poeta?! Se nem ao menos sei o que é poesia
O que seria poesia! Um tipo de lágrima, de pranto?
Algum grito da alma, fingindo que é um canto?

Ou poesia seria... uma conversa com a solidão?
Eu? ... talvez eu seja um... contador de histórias
Que escreve com palavras rotas qualquer tristeza,
Que vai buscar saudades perdidas na memória

Mas eu...poeta! Quem me dera eu fosse. Poeta!
De mim as poesias fogem, talvez me achem pouco
Por apenas achar que para amar é preciso ser louco

Não sei o que é poesia, não sei o que é ser poeta
Como se só sei chorar não sei dizer o que sinto?
Os poetas contam sua dor e eu... pra elas eu minto

José João
08/10/2.018

Quem dera me ouvissem!

Vejo o amor como poesia e o escrevo em versos,
Coisa minha, de quem ama, se entrega...
Sou assim mesmo, pleno quando eu amo, mas...
Nem sempre me entendem, algumas vezes,
As poesias que faço nem têm resposta...
Mas até entendo, poesias de amor são "chatas",
As vezes apenas se ouve ... por ouvir, 
E o silêncio do que não é dito fica no tempo,
Marcando a alma, que, atonita, se pergunta:
Não ouviram a poesia que fiz? - Ouviram,
Diz a vontade de ser ouvido, mas como disse,
Poesias de amor são tão "chatas"! Muito.
Assim me calo,  o que sinto declamo em silêncio
Minha verdade fica muda dentro de mim.
Porque não ouvem as poesias com a alma?
Se pelo menos ouvissem e dissessem: ouvi,
Aí a poesia se faria verdade, se faria festa
E a alma saberia que ouviram o que ela disse.
Mas sempre é o silêncio a resposta. Que pena!
Quem dera as almas respondessem as poesias
Que a minha grita, quase em desempero!

José João
08/10/2.018

sábado, 6 de outubro de 2018

Medo de amar outra vez.

É um silêncio dentro de mim! Não me ouço...
É um soluço infantil em lágrimas de desgosto
Um não-sei-o-que de desencanto em roto canto
A molhar-me o rosto com frio e desvairado pranto

Versos molhados, perdidos de rimas, chorando
Saudade infinda, de apenas de ontem, a martirizar
A alma, coitada, perdida no nada a se peguntar
Deus, que fazer se essa dor de agora nunca passar?

O adeus dito ontem com um gosto amargo de sempre
A fazer que a vida se perca em pedidos dementes
Para que essa dor não deixe a infeliz alma doente

Sim, doente. doente porque foi tanto a entrega
Que se fez de criança deitada num colo a sonhar
Agora, quem sabe, lhe deixe essa dor medo de amar!

José João
06/10/2.018

Como não chorar?

Hoje o dia amanheceu triste, cheio de lágrimas,
De saudade e de adeus. Os sonhos se pederam,
A noite se fez vazia, sem ser noite para sonhar
Mas para apenas chorar. As horas se arrastaram,
Ficaram lentas, quase não passavam, e uma angustia,
Dessas que até a alma chora, brincava de espantar
O sono que parecia morto, enquanto a insonia,
Como se estivesse bêbada, gritava no silêncio,
Como louca desvairada, chamando a solidão.
Mais tristezas, provocando prantos e falando
Que chorar é preciso quando se estar assim...só.
O pensamento, como se estivesse lento, pesado,
Não ia além de mim  mesmo, coitado, buscava
Momentos vividos e só encontrava eu... triste,
Sentado no vazio escuro da noite a perguntar-me:
Porquê. Sem respostas, encostava a fronte no adeus
Que ainda me sussurrava e, aos ouvidos da alma.
Para me dizer que os amanhãs... serão ainda...
Bem mais doídos e, sentado no tempo, espero
Apenas que tenha lágrimas para tanto.

José João
06/10/2.018

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Versos vazios ...

As vezes me esqueço de mim, do que fui,
De momentos que vivi, sorrisos, promessas
Que fiz, que ouvi, todas perdidas no tempo,
Menos algumas que me chegam sem pedir
Ou que talvez nunca tenham ido, ficaram
Dentro de mim para não serem esquecidas
E me martirizam, me angustiam, me fazem
Chorar em silêncio, perdido na solidão
Que me escreve no rosto nomes que esqueci,
Mas, em mim, ficaram as dores que nao foram.
Escrevo histórias em poesias tristes, até pensam
Não serem minhas, sejam verdades fingidas
Em sorrisos falsos, mentiras cheias de verdades
Quando fingir é mais que ser... é também viver.
 Deixo que o vazio me tome conta, me faça
repleto do que não sei mais dizer... nem viver.
Corro entre os sonhos que sonhei um dia
Quando eram cheios de mim, de verdades,
Tantas que se faziam poesias completas
Declamadas pela alma... hoje, as tristezas
Se fazem versos cheios de mim... assim...
Vazios.

José João
05/10/2.018

domingo, 30 de setembro de 2018

A solidão não me assusta, mas...

Não é a solidão que me assusta, com ela,
Até converso nos versos que minha alma chora,
O que me assusta, é a falta de saudade...
A saudade que não sentem de mim... não é a solidão
Que me faz sentir só, até conversamos, sorrimos,
Ela me traz coisas que, as vezes, gosto de ouvir,
Vamos juntos passear por caminhos percorridos
Que não se esquece, vamos ver o por do sol,
As vezes até choramos, ela chora com meus olhos,
Nos perdemos em devaneios, em histórias vividas,
Coisas que passei, ela traz quando estamos sós.
Não é a solidão que me assusta mas... a saudade
Que não sentem de mim. Ah! Se eu soubesse
De uma saudade de mim sentida por aí...
Me perderia em fazer-me poesia, em fazer 
Dos amanhãs versos cheios de sorrisos...
Quem dera sentissem por mim a saudade
Que sinto de mim (?) mas... não é a solidão
Que me assusta.

José João
30/09/2.018

A preços módicos.

Hoje, preciso me desfazer de tantas coisas,
Coisas que se criam no tempo, chegam...
Sem que eu pessa, ficam, se guardam em mim,
Mas sempre se fazendo mais e sempre mais,
Por exemplo, minhas lágrimas, quero vendê-las,
Estão em promoção, mas não podem levar
As que chorei por apenas uma saudade,
Se quiserem mais, vendo os prantos, esses,
São de todas as saudades que senti.
Tenho senhos, vendo a preços módicos...
Sonhos antigos, de outro dia, até sonhos
Que ainda não seonhei. As dores... essas,
Não estão a venda é para doação, mas...
Ninguém as quis. Tenho saudades completas,
Pedaços de saudade, as mais doídas que senti,
Mas podem ser negociadas, se comparem
Também as tristezas, essas... foram tantas!!
Estou vendendo-as em singela promoção.
Tenho sorrisos, mas são falsos, os verdadeiros
Há muito se perderam, os falsos são mais caros,
Porque dói sorri-los (a alma não gosta).
Tenho tanto, só não tenho versos alegres... esses
Estão em falta...até quando ... não sei

José João
30/09/2.018

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Por um instante apenas

Onde estás que não te ouço a voz?
Corro no tempo a procurar por ti
Carregando no peito dor tão atroz
Buscando o que contigo um dia vivi

Que mais posso fazer senão sonhar-te?
Fazer que os olhos chorem essa saudade
Que aflige desde a alma ainda a adorar-te
A te fazer minha toda e maior verdade

Dou-me a te nessa saudade que sinto
Nesse pranto que me vem e tanto choro
E nele, como oração, ao tempo imploro

Um instante, tão breve quanto terno
Não maior que um pulsar do coração
E ainda assim te juro, dele faria eterno

José João
28/09/2.018

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Uma história perdida

Me pego ao sonho de me buscar no tempo
E assim me vejo naquilo que já foi vida
E soletrando letras que aprendi a esmo
Me leio em páginas nunca antes lidas

Me vem a saudade num cantar tristonho
E dentro das páginas nunca antes lidas
Chorar, por mim mesmo então me ponho
Como se eu fosse a históra de mim perdida

Escuto a solidão me falando e eu nem sei
Se o que ela diz são coisas que já vivi
Ou vontade de sentir o que eu nunca senti

Se na noite, vier acariciar meu rosto o pranto
Ou brincar de nele esrever saudades idas
Vou fingir que sou eu essas páginas relidas

José João
13/09/2.018

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Sei chorar sozinho

Que dos olhos caiam as mais doídas lágrimas,
Como fossem farpas ponteagudas de saudade
Que se façam dores os gritos na alma gritado
Que se faça história todo meu pranto chorado

Se hei de chorar o silêncio de quem nada diz
No calar da voz a negar palavras não ditas
Que me seja a dor do adeus minha verdade
Não me incomoda chorar a dor da saudade

Que passa, quando o tempo se fizer maior
Quando outro acontecer brincar de chegar
Quando de outra voz se fizer ouvir o cantar

Tenho muitos prantos, sempre soube guardar
E se hei de chorar esse silêncio por imposição
É melhor chorar só, brincando de solidão.

José João
04/09/2.018






Lágrimas... uma poesia viva.

Minha tristeza sempre conversa comigo a sós,
Num silêncio tão difícl de ouvir, mas uma dor
Tão fácil de chorar! Ausências... sonhos que agora
Se fazem tão dificeis de sonhar! Gritos e angustias,
Medo que a solidão seja mais forte que viver...
Lembranças de palavras ditas, outras ouvidas
Que vão se fazendo distantes, vão indo ao nada
Como não precisassem terem sido ditas, nem ouvidas.
Me percebo na solidão de dentro de mim...paro...
Me procuro, corro por entre os ontens... buscando
O que nem sei. Me sento na noite com a insônia
Me  deixando desperto e contando histórias 
Que sei de cor, e o tempo, lento, como se o amanhã
Não fosse preciso chegar, me deixa só, ouvindo
Apenas a noite me contando coisas de mim.
Meus olhos, na ansiedade de gritar o que sinto,
Vão, lentamente, em soluços de lágrimas,
Escrevendo versos tristes em meu rosto,
Como se eu apenas precisasse chorar para
Fazer uma poesia viva... chorando comigo

José João
04/08/2.018


domingo, 26 de agosto de 2018

Hoje...não é de chorar que preciso.

As vezes não é de chorar que eu preciso...
Nem de gritar com a mudez desesperada da angustia,
Nem sempre minha dor precisa de soluços e prantos,
As vezes me bstaria um olhar que dissesse:
Estou te ouvindo, um sorriso que dissesse:
Estou aqui. Nem sempre se precisa de palavras,
Existem dores para as quais elas são tão poucas!!
Não precisaria que me dissessem: eu te amo...
Tenho medo, quando se acredita dói tanto depois...
Queria que minhas mãos segurassem outras...
Como se fossem amigas, amigas íntimas que,
Até no silêncio, se entendem, que a ternura
Dos sentimentos fossem sentidas por elas,
Quando em carícias leves, contassem para o rosto
O tanto sentimento, essa tanta vontade de sentir
E os olhos, com as únicas palavras que conhecem
Para mostrar as emoções da alma se enchessem
De lágrimas alegres, como se chorar fosse...
Apenas rir. Hoje, não é de chorar que preciso.

José João
26/08/2.018

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Essa minha insaciável tristeza!!!

Dou-te a ti, minha tristeza, toda a beleza da saudade,
Dessa minha tanta saudade pintada cor de lágrimas,
Com a beleza do sorriso mais fingido que já sorri
E com os mais belos prantos que só hoje consegui.

Dou-te a voz do meu canto, vão indo alguns soluços
São os melhores que pude haver, como fossem pontos,
Desses que o poeta faz parar o tempo no fim do verso
Ou, quando finge mentindo que não é vida, são contos.

Dou-te, se quiseres, até minha verdade, toda ela, nua,
Inocente e pura, só que não sei onde está, acho que...
Parece que ela ficou perdida em outra tristeza passada

Mas sabes... ora se tanto me conheces de que vale
Verdades de outras dores ou até de outras saudades
Se bem sabes que até minha alma por te já é marcada?

José João
24/08/2.018

Lágrimas... desde muito

Parece que meu pensamento ouve uma musica,
Triste, que não sei de onde vem, talvez do tempo,
Ou, de dentro de mim, como uma melodia sofrida
Que a saudade, ou a angustia, ou mesmo a carência,
Foram buscar ou compor não sei. As notas se perdem
Em acordes mudos para os ouvidos, só a alma escuta,
Os olhos se perdem ao olhar o vazio, quem dera fosse
Apenas o vazio que cerca os tristes, mas é o vazio
Que me invade, me toma e se faz um pedaço de mim.
As lágrimas saem lentas, brincam em meu rosto e...
Depois, num ir suicida, se atiram dos olhos ao chão
E desaparecem, como se quisessem levar com elas
A dor que sinto mas que insiste em ficar, solta, livre, 
Indo entre os sonhos que não sonho mais, as lembranças
Que caducaram e nem sabem se ainda são lembranças
Ou desejos ilusórios que a alma cria para fingir-se
Completa. E eu... buscando nos ontens o que lá deixei,
Como se não tivesse deixado lágrimas também.

José João
24/08/2.018


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Eu... a poesia.

Estão tentando me matar lentamente, como fosse
Pecado minha aexistência. Podam-me, sufocam-me
Como se assim fossem, lentamente, me tirando
A beleza, me fazendo, triste, me fazendo fria...
Eu... que levo aos corações as sensações,
As emoções que alma e coração precisam.
Jamais fui além de ser eu mesma, e sempre
Buscando a beleza, fazendo sentir nos versos
A que me entrego até a magia de sentir
O perfume das flores, de ouvir, nos versos
A que me entrego o cantar do tempo, o gosto
Da saudade, a confissão mais perfeita
De um coração apaaixonado, eu... A POESIA
Talvez, agora, minha inocência seja pecado,
Minha beleza seja arma, dessas que destrói
O frio das almaS ímpias, talvez, por issso,
Tentem  me calar, mas eu... A POESIA...
Enquanto houver beleza, enquanto houver amantes,
Enquanto o mundo for livre... vou sempre
EStar nos corações... como, pobres homens,
Podem matar o que é eterno? EU A POESIA!

José João
17/08/2.018

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

A voz do meu silêncio

As vezes o silêncio, não sei se dentro de mim,
Ou em volta, se faz tão silêncio, que ouço
O tempo gritando saudades esquecidas,
Falando nomes que nem sabia mais, sussurrando
Histórias que já julgava mortas, até fazendo
Sorrisos tristonhos brincarem em meu rosto,
Me ensinando fingir sentir o que não sinto.
É tão grande o silêncio que ouço, sutis,
Os passos da solidão, seu respirar lento,
A se apriximar como fosse um pensamento,
E vem... como sombra, como um pedaço do nada,
Desse vazio que assusta, que toma, que invade,
Sufoca a alma que, submissa, se entrega
Aos prantos, chorando uma angustia tão difícil
De sentir, suportar, calar e não gritar.
As vezes o silêncio se faz tão silencio...
Que não suporto ouvi-lo... dentro ou...
Em volta de mim que grito comigo mesmo,
Fingido ser de outro minha própria voz.

José João
17/08/2.018

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Esperando um amanhã

Existe um pedaço de mim bricando de poesia,
Escrevendo versos cheios de parte de mim
Com rimas perdidas em linhas inacabadas,
Repletos de lágrimas choradas a vulso.
Existe um pedaço de mim cheio de saudade,
Correndo a esmo no tempo como se horizontes
Fossem bem aí, como se o tempo tivesse
Essquinas ou curvas para se voltar nos ontens.
Há um outro pedaço de mim caminhando
Por estradas salpicadas de prantos, chorados
Por quem passou antes e talvez chore uma dor
Como a minha, e caminhante, como eu... vai
Até onde a vontade de voltar se faça forte,
Sem no entanto ter marcas para encontrar
O caminho de volta. Mas há um pedaço de mim
Que está guardado entre os tantos perdidos
E sempre vem em socorro de mim...
É meu pedaço criança, que chora sem medo
De ser ridículo, que grita a dor que sente...
Esse pedaço de mim... é que me faz, paciente,
Esperar os amanhãs, mesmo entre sorrisos e...
Lágrimas.

José João
16/08/2.018

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Preciso, apenas preciso...

Preciso de alguém que possa me ouvir
quando estiver perdido dentro de mim,
Quando minha vontade de sorrir ou chorar
Seja maior qu eu. Preciso de alguém
Que não me permita gritar em silêncio, 
No mustismo dos soluços, mas que me ouça,
Que tenha tempo pra mim, me dê sua voz
Quando eu não puder falar, só chorar...
Que me dê seu sorriso quando a tristeza
Tomar conta do meu rosto, ocupar meus olhos
Com lágrimas e meu olhar se perder no vazio.
Que me dê uma palavra, ainda que só uma,
Mas que me faça ouvir sua voz e senti-la perto...
Saber que não estou sozinho. É tão doído sentir-se só!
Não quero que chorem comigo, preciso apenas
Que me enchuguem as lágrimas. Se também 
Lhe faltar voz, que suas mãos falem com as minhas
Como fossem palavras as carícias que só a alma
Sente. Preciso. 

José João
13/08/2.018

domingo, 12 de agosto de 2018

Essa saudade tua...

Minha vontade de chorar é tanta 
Que as lágrimas rolam soltas no rosto
Com se fosse delas esse tanto querer,
Minha voz se perde no mutismo do silêncio, 
Que grita em eloquente loucura... esse vazio.
Me tomo ao pranto como se fosse palavras
Que a voz não me permite dizer, ou, talvez,
Por serem poucas ou pequenas para essa tanta
Falta de te. Me entrego aos devaneios e sonhos,
Me entrego ao marasmo que me toma...
Olhar fixo no vazio e distante horizonte
Como se lá estivesses e de lá me visses.
Me deixo ficar na beira do tempo, calado,
Lábios trêmulos, rezando uma oração
Com teu nome, como fossem minhas lágrimas
As contas do rosário que minhas mãos, inseguras,
Percorrem na louca tentativa de sentir teu rosto.
Ah! Essa saudade! Essa saudade! Que apesar
De tudo, me deixa vivo e... repleto de ti.

José João
12/08/2.018

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A saudade é ... pranto e poesia.

Ah! Saudade! Não fosse poesia seria uma dor
Tão doída, seria uma dor que o pranto,
Por mais pranto que fosse, não diria dessa 
Tanta dor. Ah! Não fosse poesia a saudade...
Não fossem versos as lágrimas, não fosse a poesia
Um pranto, desses prantos que a alma chora,
Não seria saudade, seria apenas dor,
Seriam lágrimas tristes sem razão de serem
Choradas, seria poesia sem história,
Não faria de sempre cada momento vivido...
Os dias não se fariam eternos, eternizando
A saudade que se sente. Ah! Não fosse
Poesia a saudade! Não fossem lágrimas
Os versos... não fossse pranto a poesia...
Eu seria tão triste, que viver seria viver
Sem...  viver.

José João
06/08/2.018
(Maceió)

sábado, 28 de julho de 2018

Sentimentos

As vezes não sei se é angustia, saudade ou ...
Carência, só sei que se faz uma dor diferente...
Cheia de ausência, da vontade de estar, de ser,
De querer, de gritar ao mundo o que só sei sentir
E...não sei dizer. As lágrimas, como palavras
Mudas mas repletas de sentimentos, vêm
Como se fosse a alma me dizendo baixinho:
Não chora, mas os soluços, como gritos
Sem voz, me saem avulso, num convulsivo
Pranto e choro, não sei o quê. se angustia,
Se saudade, se carência, ou mesmo só essa
Dor que insiste, que fica, machuca, fere,
Como fosse um ponteagudo pedaço de vazio
A ferir a alma. Procuro no tempo um momento
Que até possa ter sido um sonho, um devaneio
Perdido, desses que servem para dizer
Que um dia vivi. para enganar que agora 
Viver é ... apenas chorar.

José João
28/07/2.018

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Pranto... doce água corrente

Quando a dor da saudade dói no peito
E uma lágrima teimosa instiste no rosto
Há de se dizer que não tem um outro jeito
A não ser na face... esse pranto posto

E a vontade de chorar essa saudade! 
Que deixa a alma aflita, pálida e doente!
Fingindo sorrir escondendo a verdade
Mas os olhos choram um chorar demente

E os soluços?! Mesmo sutis saem avulsos
Como se quisessem deixar que o silêncio
Gritasse dexando alma e coração confusos

Mas pranto que é pranto não perde a razão
A mando da alma chora o que ela sente
Como fosse um rio de doce água corrente.

José João
23/07/2.018

Eu, você e o por do sol

A tarde se fez bela, num momento de infinda ternura
Para chorar comigo essa saudade tua que me toma,
Me invade e faz morada dentro da alma, e fica,
E umedece meus olhos que, num olhar silencioso,
Te procura na imagem eterna de um horizonte
Desenhado por mãos divinas que, nele escrevendo
Teu nome, eterniza uma história sem fim.
Tudo se fez tão belo que o sol me sentindo triste
Se fez único para que minhas lágrimas brilhassem
Como se fossem pedaços da tarde e do tempo,
E minha saudade se fez mais bela, apesar de triste.
Sentei no tempo como se ele fosse meu... conversei
Com o por do sol como se fossemos velhos amigos,
Contei de mim, contei de nós, dos nossos momentos,
Por vezes um soluço tomava minha voz, o silêncio...
O silêncio se fazia mais forte, como se quisesse
Me fazer ouvir teu nome sussurrado pela brisa
Que acariciava a tarde e a mim, no embalar essa
Sudade que o por do sol inisistiu em colorir.
Ah! Como a tarde se fez bela, se fez nós!

José João
23/07/2.018

Minha saudade tem um nome

Quem me dera minhas lágrimas aplacassem
Essa tristeza, essa falta que sufoca, angustia,
Que faz a saudade ser maior e mais doída,
Faz o tempo se perder nas horas que, não passam,
Se arrastam lentas para a dor ser ainda mais dor.
A alma, aflita, chora lágrimas que se derramam
Nos olhos tristes, deslizam silenciosas pelo rosto
Escrevendo um nome que se faz uma oração
Que, enquanto houver vida, será rezada sempre.
A casa vazia parece chorar comigo, o silêncio
Grita em desesperado clamor, como se tivese
Pena de mim, como se ele mesmo, o silêncio
Já não deixasse a casa vazia, a alma triste
E essa vontade de chorar, que faço sejam
Sutis soluços na tentativa de, pelo menos,
Ter alguma harmonia ao orar o nome dela
E faça dele uma melodia de uma palavra só

José João
23/07/2.018

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Que mais posso fazer para ...

Quem me dera ouvisses o meu canto,
Poesias que minha alma declama aflita
Que sentiesses de mim todo o encanto
Quando teu nome ao mundo a alma grita

Não sei mais o que fazer, até já me perdi
Rezando orações que não sei como aprendi
Quem sabe se ouvisses a voz do meu pranto!
Essa dor tão doída talvez não doesse tanto.

Que mais posso fazer para ouvires minha voz?
Que mais angustia posso sentir e te contar
Para que possas entender... esse meu clamar?

Rezas, se ainda existem já não sei reza-las.
Que mais ainda pode a mim acontecer?
Que não me faça dor, faça vontade de viver!

José João
08/06/2.018

quarta-feira, 6 de junho de 2018

É melhor sentir saudade

Talvez não devesse mais chorar de saudade,
Talvez nem devesse mais sentir-me dentro dela
Quem sabe, até mesmo eu ficasse menos triste!?
Num vazio de loucura que só aos loucos existe.

Mas me chegam versos perdidos e chorosos
Cheios de lágrimas, de saudades que ainda sinto
Como se fossem pedaços de dor que insistem
Em ficar. Me fazendo que viver seja apenas chorar.

Não sei como fazer-me esquecer, até mesmo de mim,
Deixar as dores perdidas em versos que não escrevi
Como se não fossem meus, esses momentos que vivi

Mas a mim me vem aos gritos o que não sei responder
Se o tempo não mais me permitir sentir essa saudade?
Talvez fique mais triste... e nem consiga mais viver.

José João
06/06/2.018

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Hoje sou...

Não sei quem sou, as vezes, até me pergunto...
Quem sou eu? E sigo em silêncio, sem resposta,
Por caminhos, por estradas que nem eu sei
Gritando em versos as dores que já chorei

Já não me pergunto mais, calo no silêncio,
E, nas entrelinhas da vida que vivo agora,
Nas rimas perdidas, sufocadas pelo chorar
Acaricio minha alma te fazendo meu sonhar

Ora mas... se as dores que choro são minhas,
Todas minhas, me resta senti-las e chora-las,
Me enganando, dizendo: são minhas poesias

Ao ver-me agora, mistério que não sei dizer,
Já fui flor luzidia que tudo mundo queria ver
Hoje sou pétala no chão caída sem nada ser

José João
04/06/2.018


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Porque a saudade dói tanto?

As vezes me pergunto porque a saudade dói tanto?!
Porque ela não se faz de apenas saudade?!
Tem que se fazer também dor? Sufocar a alma,
Fazer o silêncio gritar com palavras mudas
O que só a alma pode ouvir, sentir e chorar?
Fazer o tempo se arrastar lento como se assim
Fizesse a dor doer mais, fazer o soluço calar
A voz como se nada mais fosse preciso dizer,
Como se apenas chorar fosse preciso, fosse o grito
Da alma que se contorce desesperada, em convulsão
Como se viver se fizesse tão difícil?
Porque a saudade sempre traz a angustia
De não se saber onde ir, ou ficar, ou correr,
Ou chorar, gritar, sufucar-se com o vazio
Que fica dentro do peito, da alma e da gente?
As vezes nem se sabe se é saudade ou se é dor,
Se é carência ou se é a solidão, que como arestas
Afiadas sangra a alma. Ah! Se não fosse o sangue
Da alma, o pranto, o que seria de quem sente
Essa dor que chamam de  saudade?

José João
15/05/2.018


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Pelo teu perdão

Perdoa, te diria... se a voz me permitisse,
Diz-me o que fazer para teu perdão conseguir,
Se queres, ajoelho aos teus pés e, sem orgulho,
Te farei bem mais do que possas me pedir

E se ainda for pouco os muitos e os tantos
E se te contenta perdoar-me pelos prantos
Se por copiosos me faltarem, terás meu sangue
E ainda, como lágrimas, terás triste o meu canto

Que queres que te diga? Que te faça? Diz agora
Que este agora farei, se quiseres, para sempre
E atento estarei por toda vida a contentar-te
Que ti farei de oração sempre pronto a rezar-te

Se ainda o que pedires te for pouco a perdoar-me,
Te imploro que imagines o que mais possas querer
Por impossível que pareça, jamais me trará rancor
Se pedires meu coração, se te contenta, eu te dou

Se me fecharem os olhos por tamanha perda vital
Ainda assim, pega-o com carinho e nele presta atenção
Que com certeza logo haverás de me dar o teu perdão
Ao vê-lo tão contente, saltitando alegre em tua mão

José João
07/05/2.018
(reedição)
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