Até as poesias, por falta dele, se fizeram silêncio
Se esconderam, fugiram de mim, até entendi...
Como sem espaço, poderiam estar comigo, aqui?
Perdido no tempo, me perco ruminando sonhos,
Lembrando momentos que se form, desde muito.
Chorando saudades antigas, as novas não as tive,
Triste, mas sem saudade de otem também se vive
Mas os ontens estão sempre tão perto do hoje,
Onde as saudades estão vivas, e são novos os prantos
E ainda mais brilhante, por serm novas as lágrimas,
Se fazem, pelo brilho, de muito maior encanto
Sem espaço, sinto o que diz a alma, mas não falo
Deixo que o silêncio consuma a mim e ao tempo,
Que cale poesia dentro do peito, então emudeço
E, triste, a vejo-a indo, num voar pesaroso e lento
José João
01/05/2.026