sexta-feira, 1 de maio de 2026

Meu espaço... não sei onde está.

 Meu esspaço!? Faz muito tempo que o perdi,
Até as poesias, por falta dele, se fizeram silêncio
Se esconderam, fugiram de mim, até entendi...
Como sem espaço, poderiam estar comigo, aqui?

Perdido no tempo, me perco ruminando sonhos,
Lembrando momentos que se form, desde muito.
Chorando saudades antigas, as novas não as tive,
Triste, mas sem saudade de otem também se vive

Mas os ontens estão sempre tão perto do hoje,
Onde as saudades estão vivas, e são novos os prantos
E ainda mais brilhante, por serm novas as lágrimas,
Se fazem, pelo brilho, de muito maior encanto

Sem espaço, sinto o que diz a alma, mas não falo
Deixo que o silêncio consuma a mim e ao tempo, 
Que cale poesia dentro do peito, então emudeço
E, triste, a vejo-a indo, num voar pesaroso e lento

José João
01/05/2.026

Palavras que a tristeza diz.

 Ah! essas palavras que a tristeza faz que se diga!
Por vezes, aos gritos o que alma não sabe conter
E vão ao tempo criando ecos que não se sabe dizer
Se vem só da alma essa tristeza que tanto faz doer

Assim um olhar vazio e triste se perde na distância
Marejado de lágrimas mas... chorando em prantos
Como se as palavras molhadas se fizessem vivas
E para alma ficassem, pelo sal, inocentes e cativas

Molhar as palavras com o pranto que a alma chora
É fazer uma poesia que se reza em contrita devoção,
É fazer que cada verso seja, do rosário, divina oração

Assim, as palavras ditas se fazem gritos chorados
Em prantos que se derramam desde o começo da dor
E seguem como perene companhia até onde se for. 

José João
01/05/2.026