sábado, 15 de agosto de 2026

Duas almas e um mesmo enredo

 Um dia, as flores florirão, ouvirei o som do perfume
Que, mesmo em silêncio, me dirá: somos nós dois
E sem palavras, diremos o que só a alma pode ouvir
Aí então, nossos olhos mostrarão o que ela pode sentir

Um dia, haverão sonhos que serão sonhados por dois
Como se fosse apenas uma as almas, tanto a sintonia,
Os olhos, sorrindo, olharão para o mesmo horizonte,
Cantarão o mesmo canto em perfeita e doce harmonia

Quando os dias se fizerem um mesmo tempo aos dois
E passarem como fossem tardes de verão ensolarada,
Quando tudo se fizer de sempre, sem haver um depois
Os passos farão marcas iguais indo na mesma estrada

Não haverá contraste e os corações se farão amantes
Cantarão o mesmo canto, pulsarão como apenas um,
Os olhos sorrirão, inocentes,, ternos sorrisos coloridos
E os nãos se farão fantasmas moribundos e esquecidos

As mãos se juntarão como se uma dependesse da outra,
Os desejos se farão de orações rezadas a uma só voz,
Como se as duas almas adivinhassem seus segredos
E se fizessem de poesias vivendo um mesmo enredo.

Cruz Filho
15/08/2.026

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