sábado, 15 de agosto de 2026

O mar

O mar! Ondas brancas como nuvens que nele caíram,
Lá, no horizonte, se confunde com o céu todo azul,
Suas águas dançam ao som de canção desconhecida,
Como fosse uma oração sussurrada e por ele vivida

O mar! De inocente e terna beleza, rota sem rumo
Por onde navegam sonhos sem ter porto para chegar.
Levam saudades que deixaram a vida sem prumo,
Que gritam dentro da alma esse legado por amar

Por vezes ,bravio, talvez chorando uma dor sentida
Que só ele sabe sentir! Suas ondas, como prantos,
Correm como fossem corcéis ligeiros em louca ida,
Aí não importa em ser belo, ser divino e ter encantos

Quantas vezes serviu, inocente, de majestoso túmulo!?
Quantas vezes se fez história na história de cada um
Que, por destino, lhe abriu o ventre e nele se escondeu
E se faz poesia, se eternizando no que a vida escreveu.

Esse mar! Esse majestoso manto só menor que o céu,
Que tanto serve de inspiração para contar saudades
Que guarda histórias que nunca ninguém esqueceu,
Mas... quem lhe deu o sabor salgado do pranto... fui eu.

Cruz Filho
15/08/2.026

Nenhum comentário:

Postar um comentário