Era dono de mim, minhas perguntas, minhas respostas, pronto!!
Minhas respostas eram minhas verdades e os caminhos a seguir,
As perdas eram coincidências, e eu escolhia para onde queria ir.
Eu, um pobre coitado perdido, ousando precisar apenas de mim,
Indo por estradas perdidas, caminhos que nem mesmo conhecia,
Beijava copos, garrafas, até me orgulhava de ser simples fantasia
Inventando orações rezadas sem fé, verdadeiras e torpes heresias
Um dia, acordei, por vergonha, me sentei no tempo, ouvi dizerem.
Quem pensas que és para dependeres apenas de teu pobre julgar?
Quantos passos serás capaz de andar sem que Deus te permita?
O que achas que seja tua razão se não sabes nem o que é orar?
Despertei. Percebi que era tão pouco, ainda sou, mas agora sei,
Apenas minha percepção não pode me levar a lugar nenhum,
Não há um átomo em mim que, por si só, possa se fazer vivo.
Ouvi Deus dizer: não te dei momentos. A vida, foi o que te dei
Cruz filho
24/08/2.026
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