sábado, 31 de agosto de 2019

Meus sonhos antigos...

Talvez meus sonhos tenham se perdido...
Dentro de mim mesmo. Talvez minhas
Lágrimas se fizeram vivas e, aos gritos,
Contem em profusão, minhas tristezas,
Meus medos, anseios e angustias.
E, no silêncio que a solidão me impõe,
Ouço, nos acordes mudos da aflição 
Que me toma, uma sonata sem melodia,
Sem forma, cheia de desencontros...
Como se fosse meu próprio soluço
Em sintonia com a vontade de chorar.
Paro no fim de um verso para mudar o tom,
Para deixar o som do pranto afogar,
Ainda na garganta, o eco de um suspiro
Triste que insistia em se fazer voz.
E assim, ouço de mim. que os sonhos
Perdidos se fazem reliquias vivas 
Para quem não sabe mais sonhar.

José João
31/08/2.019

sábado, 24 de agosto de 2019

Brinquedos de sonhar.

Ah! Os poetas! Se vestem de solidão e brincam
De chorar. Costuram os trapos da carência
Com pedaços completos de saudade e riem,
Gargalham da própria dor que sentem e fingem,
Com sorrisos, que suas lágrimas não são choradas,
É apenas a alma brincando de fazer dos olhos 
Sua voz (muda) mas eloquente, como se o pranto
Fosse palavras soltas contando histórias vivas
Que ainda não se perderam no tempo.
Brincam de fingir que as verdades são sonhos,
Até que são mentiras e deixam que pensem assim.
Chora sozinho e... se o surpreendem ele...ri
Se quiser, em tão estrondosa gargalhada
Que até mesmo a solidão, a carência, a tristeza
Se surpreendem e não sabem o que fazer, 
E se perdem, e se vão até que o poeta, outra vez
Fique sozinho. Ah! Esses poetas! Até dos versos
Fazem brinquedos de sonhar!

José João
24/08/2.019
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