sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Sentir, insistir e... sorrir

Não, não estou triste, mas há uma lágrima
Solta em meus olhos querendo sair,
Talvez querendo contar o que só sei sentir.
Talvez seja um sorriso da alma a me insistir
Que cante em silêncio o que ela só quer ouvir.
Não sei mais cantar a saudade do que já vivi
Não sei mais chorar com meu pranto o que já perdi.
Mas sei com um falso sorriso em meu rosto fingir
Fazendo que acreditem que é mesmo um sorrir.
Mas tento nos versos, em soltas palavra unir,
Saudades antigas a beijos não dados que um dia pedi.
Assim, com meus sonhos consigo a mim mesmo trair
Cantando cantos e encantos que na solidão eu pari
E sigo correndo no nada sem saber pra onde ir
Sem rumo, sem estradas sem chão, sem poder fugir.
Sinto as dores das farpas do tempo minha alma ferir
Mas vou, talvez um dia encontre quem me queira seguir.

José João
06/12/2.019
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