domingo, 2 de agosto de 2026

As dores antigas... são relíquias.

 Não me perguntem se ainda hoje choro dores antigas
Se tenho dores novas para chorar e, chora-las, recuso.
Essas dores de agora ainda não se fizeram saudade
Como as dores antigas que, para alma, são verdades

Dessas que se costuram com pontos feitos em cruz,
As dores de agora são apenas alinhavadas, sem vigor,
Na verdade, ainda são pespontos que todos ainda vêm,
Não dizem daquele adeus que perpetuou essa tanta dor

Um dia, quem sabe, essa dor antiga se perca no tempo!
E a de agora se costure na alma com pontos em cruz,
O certo, é que de dor de saudade a alma tem para sentir,
Pode até, por tanto, chorar de verdade ou mesmo fingir

Mas, coitada, tomara se atente ao perigo que seja mentir,
Por vezes, a dor de verdade, acredite, dói só até bem ali
Fingir que não é dor a dor que se sente, vai muito além
É remorso, tentar apagar da vida quem se quis tanto bem

Cruz filho
02/08/2.026


Vate! Fazem os amanhãs bem aí.

 Não sei o que são esses que brincam com o sentimento!
Nem sei mais quem são aqueles que vêm os amanhãs!
Vate, é do que chamam aos dois, será que são os poetas
Irmãos gêmeos dos que vêm os amanhãs? Dos profetas?

Existiria o poema sem sua alma? Qual a alma do poema?
É o que lhe dá o sentido divino de se fazer sentir, a poesia.
Fala dos ontens e, no hoje, vai buscar coisas do amanhã
Mas  falar das coisas do depois do hoje não seria profecia?

Poetas e profetas, na história, chamados do mesmo nome,
Tão santificada, com certeza, são a poesias e a profecias
Que na loucura de caos tão organizado como é o universo
Profecia e poesia, ou poetas e profetas rimam num só verso

Que são poetas e profetas para que os façam de apenas um?
Vate, quem escreve poemas com coisas de além do amanhã
Vate, quem escreve profecias buscando-as de além do tempo
Poetas e profetas, mesmo coração e ao mundo sempre atentos.

Cruz Filho
02/08/2,026