Não me preocupo em fazer versos bonitos
Nem poesias perfeitas, não me preocupo...
Em agradar almas nem corações, se pra isso
Tiver que não ser eu. Apenas quero e tento,
Escrever o que a alma, as vezes em pranto,
Me sussurra o que devo dizer. Se os versos
São longos ou curtos, secos e sem rimas,
Não importa, apenas dizem meu momento.
Não me importa também se acham rdículas
Minhas lágrimas, as vezes é minha voz
Em reluzentes gritos levando ao mundo
A saudade ou a dor que sinto. Me perco
Dentro de mim, quando o que vivi se faz
Mais do que vivo e, traz para hoje, o que
Talvez tenha sido o que de melhor vivi,
Me preocuparia sim, se meus versos
Tivessem a beleza das flores e, coitados,
A aridez do deserto. Aí não seria eu,
Seria a mentira de mim.
José João
31/05/2.019









































