Sentia com elas a dor de ver seus galhos caírem no chão,
Ficavam tristes como se perguntando em silêncio, porquê?
Porque é preciso, dizia a mim mesmo, como única razão.
Parecia ser tanta dor, flores caídas, os galhos pendidos,
O vento passava por elas como não estivessem mais ali
Não havia flores para perfumar o jardim, tudo era triste
Era tanta falta de beleza que se perguntava se ela existe
Mas passava o tempo (perfeito bálsamo para as dores)
E elas foram se fazendo mais elegantes, até mais belas,
Um dia, se fizeram tanto que parecia plena primavera
O perfume doce perfumou a brisa e fez sorrir as flores
Aprendi não ter mais medo das podas que a vida faz,
Ela apenas tira de nós aquilo que não se precisa mais,
Aí vêm os sonhos novos, novas alegrias e conquistas
Horizontes coloridos e um novo encanto que a vida traz
Cruz Filho
11//09/2.026
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