A brisa acariciando o rosto, sussurrando uma oração
As ondas brancas brincando com se fossem crianças,
Indo e vindo ao seu prazer em volteios como uma dança
A palmeiras atiçavam suas folhas como mãos acenando
Em súplica a um céu que pouco a pouco mudava de cor
E, lá longe, parecia juntar-se ao mar, num doar-se pleno
Numa doação de beleza infinda, quando se pinta de amor
Ao longe, uma musica, bela mas de notas desconhecidas
Parecia uma sinfonia inspirada pela melancolia da tarde
E o mar, num lento ir e vir, murmurando o que nem sei
Se faz caminho até o sol, mesmo com ondas adormecidas
Perfeito cenário para a saudade chegar sem que se peça,
Invadir a alma, buscar momentos até quase já perdidos,
Marejar os olhos de lágrimas, relembrar íntimos detalhes
Que a alma guardou e, por ela, nunca foram esquecidos
Cruz Filho
14/09/2.026
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