A minha, desde muito, foi não sentir a dor do pranto,
Me acostumei a brincar de chorar e sempre sorrir
Como fosse um zombar do destino num simples fingir
Me fiz mais que lembranças nas coisas que já vivi,
Se era dor que sentia fazia de conta que era um sonhar
Desses que se acorda rezando, dizendo que vai passar
Preparando os olhos para fingir sorrindo ouro chorar
Dos meus nomes não sei qual o melhor de chamar
Se José , se Francisco qualquer um eu sabia escutar
E até atendia, me fazendo de tantos, melhor é viver
Como se fosse tantos, melhor ser assim que nada ser
Ainda hoje minha vida é uma história difícil de contar
Não me importa o que digam o que importa é quem sou
Há quem diga que seja mentira as coisas que já passei
Me sinto como poucos se sabem sentir, me sinto um rei
Cruz Filho
23/09/2.026
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