quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Que me seja dado esse prazer

 Conversar com o tempo confessando coisas que nunca disse,
Olhando o horizonte como fosse o céu a escutar minha voz
Confessar em silêncio arrependimento por ter ou não ter feito
E pedir oportunidade para consertar meus erros e defeitos

Amar como nunca amei, segurar mãos frágeis e servir de guia,
Ouvir tristezas e alegrias e saber dizer as palavras mais certas,
Fazer sorrir ou até dividir lágrimas se por acaso isso for preciso
Ser presente para quem precisa, ser o amigo nas horas incertas

Fazer buquês de poesias inocentes, entrega-los a quem quiser,
Cantar em versos cantigas que encham de alegria os corações,
Pedir que me façam ser aquele que sabe ouvir, calar ou falar,
Que saiba olhar nos olhos e juntos rezarmos nossas orações.

Sentado no tardar do dia, ver o que mundo tem para se fazer...
E ir, levando alegrias completas, sonhos de amor verdadeiro,
Palavras risonhas, enxugar lágrimas com lenços de poesia,
Inventar caminhos floridos e fazer da vida uma doce magia.

Cruz Filho
30/09/2.026

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Obrigado, Deus, obrigadooooooo.

 Dou-me a Te como se só isso na vida, fosse preciso,
Que gritem, que falem tudo o que quiserem falar,
Mas a mim, importa apenas o que dizes que se faça
Porque a luz és Tu, único que sabe o que é amar

Pois, que dor sentiste como pai para só me proteger??
Deste Teu filho, Jesus, em troca dos meus pecados
Deus, o que faço para que saiba honrar esse sacrifício?
Dá-me, Deus, luz, dá-me vida e me enche do seu saber.

Que grite Teu nome onde estiver, que saiba te louvar,
Que aprenda a fazer do mundo a casa que me deste
Que de cada um, aprenda a fazer de irmão, sem troca
E me mostre os caminhos por onde Contigo caminhar

Que minha voz, seja a de tantos no te pedir misericórdia,
Que minhas mãos tenham força a guiar os que precisam
Que meus olhos tenham a luz divina que me ensinem ver
As Tuas obras e mostra-las, Deus, Isso é um meu dever

Deus, obrigado por tudo que me dás, e sei, ainda darás,
Obrigado pelas tantas lições que me fortificam a alma,
Deus, sei que me ouves nesse grito de contentamento
Por te saber perto, a me dar em todas as horas, esse alento

Cruz Filho
28/09/2.026

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Seja como o girassol.

Que a vida floresça como florescem os belos girassóis,
Que sejamos como eles, sempre a procura do rei sol,
Luz divina que fará de cada um de nós uma história
Em que sejamos fortes e sempre prontos para a vitória

Que as dificuldades nos deixem mais fortes, mais ativos,
Que o colorido da vida nos tome todos e nos faça vivos
Para fazer das decepções degraus novas conquistas
E ser, se preciso, inventores de nós mesmos sermos artistas,

Escrever nossa história com sorrisos em vez de lágrimas,
Mas, se for preciso chorar que elas sirvam de incentivo
Para nos fazer mais fortes, com mais certeza de vencer,
De olhar para frente e fazer de cada dia um novo renascer

Gritar, se for preciso: Sou forte, não estou só, ELE está aqui
E te veste com a beleza das flores, te perfuma de primavera
Imita o girassol, faz que sempre estejas de frente para o sol
Faz que essa luz te ilumine a vida, faz dela teu divino farol.

Vai, não estás só, segue teu caminho de mãos dadas contigo,
Aprende a te fazer forte, fazer de te mesmo teu grande amigo,
Mas sempre olhe para os lados, muitos te estendem as mãos
Quantos não gostariam de ter em você um verdadeiro irmão?

Cruz Filho
24/09/2.026

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Como me sinto? Como se fosse um...

 A vida conta histórias que quase ninguém acredita,
A minha, desde muito, foi não sentir a dor do pranto,
Me acostumei a brincar de chorar e sempre sorrir
Como fosse um zombar do destino num simples fingir

Me fiz mais que lembranças nas coisas que já vivi,
Se era dor que sentia fazia de conta que era um sonhar
Desses que se acorda rezando, dizendo que vai passar
Preparando os olhos para fingir sorrindo ouro chorar

Dos meus nomes não sei qual o melhor de chamar
Se José , se Francisco qualquer um eu sabia escutar
E até atendia, me fazendo de tantos, melhor é viver
Como se fosse tantos, melhor ser assim que nada ser

Ainda hoje minha vida é uma história difícil de contar
Não me importa o que digam o que importa é quem sou
Há quem diga que seja mentira as coisas que já passei
Me sinto como poucos se sabem sentir, me sinto um rei

Cruz Filho
23/09/2.026

domingo, 20 de setembro de 2026

Um dia a dor será a mesma que...

 Ao som do canto mudo da solidão, vejo o tempo,
Como fosse pedaços, momentos que vêm e vão,
Por vezes se repetem com fosse preciso lembrar
Que ninguém pode viver sem nunca ter que chorar

O pranto não vem apenas quando a alma está triste
Quantas vezes, em risos alegres, os olhos choram!
Até gritam o contentamento da alma com lágrimas
Quando nela os tantos prazeres vivos lhes chegam

Mas, ao som do canto mudo que a solidão grita
Não é de alegria o eloquente cantar do pranto
Mas da angustia que a alma, coitada, chora e sente
Cativa, chora como se a vida lhe estivesse ausente

Assim se faz o viver, alguns em alegres momentos
Choram sorrindo os presentes que a vida lhes dá
Outros, num doentio chorar por qualquer temor
Mas, todos um dia, choraram, sentindo a mesma dor

Cruz Filho
20/09/2.026

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Há de haver algum lugar...

Há de haver algum lugar, para se sorrir e ainda sonhar,
Há de haver algum lugar em que o sorriso seja verdade,
Que os olhos não mintam, que digam o que seja amar
Há de haver algum lugar que saibam o que é liberdade

Um lugar sem vaidades em que nele mentir seja pecado,
Que se saiba dizer te amo como uma oração verdadeira,
Que saia um grito do coração, sem medo e sem cuidados
Onde todas as confissões de amor se fizessem a primeira

Mãos dadas. caminhar lento, indo sem conferir o tempo
Porque os ontens e amanhãs se farão apenas momentos
De ternura, embalados pelo harmonioso canto  do vento
E o ser ou o estar se confundam entre razão e... loucura

Há de haver um lugar assim, a beleza dentro de cada um
Como cada um fosse uma poesia declamada pela vida
E, nos versos, as rimas fossem feitas entre sorrir e amar
E cada voz e fizesse um canto, que só a alma sabe escutar

Cruz Filho
17/09/2.026

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Saudade não tem cor, mas tem o...

 Sempre quis saber a cor que teria a saudade,
Busquei poesias que falavam de despedidas,
Que choravam os doloridos adeus já sentidos,
De amores que se foram no tempo perdidos

Mas a cor da saudade! Parece não ter sentido
Fui atrás das lágrimas choradas pelos poetas,
De suas angustias contadas em prosa e versos
Busquei até nas poesia tristes e mais completas

Perguntei aos poetas, alguns até riram de mim,
Cor da saudade!? Cor dos olhos de quem a sente
Assim disseram. Então a saudade não tem cor!?
Mas como pode? Logo ela que eterniza o amor!!

Saudade! Será apenas a alma que pode senti-la?
Não, se fosse assim, em nós, qual seria o encanto?
Realmente a saudade não tem cor, seria tão pouco
Ela é santificada... tem o gosto do sal do pranto 

Cruz Filho
15/09/2.026

Eternidade? Só a saudade lhe traduz.

Quantas maneiras de dizer: te amo. A beleza de viver:
Que importa a voz? Somos parecidos, dizes e eu entendo
I love you. Ah! Lindo! Tremo ao ouvir dizer que me amas
Entendo, os olhos também dizem, a tua alma, estou vendo.

Esse mundo! Brinca de dizer o que cada um sabe ouvir,
Tudo se faz lindo, até quase se faz uma poesia completa
Je t'aime. Oh! Escuta como bate meu coração acelerado
Como sabes o momento de dizer-me a palavra mais certa?

Amar! Acho que o amor se faz único em cada coração
Não importa como o digas, importa o que alma sente.
Ti voglio bene. Assim me fazes chorar, que posso dizer
Olha minhas mãos, tremem, só tu, amor, se faz presente

Como seria se não tivesse tantas formas de dizer te amo?
Expressar um sentimento que vem de dentro da gente?
Te quiero. Um querer divino, o mundo é só de nós dois
Temos todo o tempo, somos o agora, o hoje e o depois

Mas um dia o I love you, o Je t'aime,  Ti voglio bene
E até o Te quiero, se perderão depois de um... adeus 
Assim, como dirão desse amor que se faz eternidade?
Como falarão de amor eterno sem saber dizer... saudade?

Cruz Filho
15/09/2.026

MEU GRITO...

 Gritos, impropérios, carros passando rápidos, atropelos
Eu!? Fujo de tudo isso, procuro jardins calmos e floridos...
Brinco de conversar com as flores, lhes ouvir as histórias
Até faço poesias, confidências de mim, perco os sentidos

Tiros, latido de cães raivosos que gritam palavras duras,
Assaltos, bárbaros crimes. Vou conversar com o mar,
Molhar os pés em suas ondas como se me purificassem,
Até conto meus pecados num inocente... me confessar

Crianças famintas, andando nuas em miseráveis lixões,
Violentadas, como se fossem nada, por cretinos vilões.
Eu! Saio por aí passeando por os entre verdes prados
Imaginando o que faço amanhã, coisas do meu agrado.

...De repente me sinto inútil, vendo as belezas mortas
Grito: CHEGA, DEEM-ME UMA AFIADA ESPADA
Que agora me fiz guerreiro, vou à luta, não posso calar
Que venham esses covardes, a vida me ensinou lutar

Não tenho mais medo desses covardes engravatados,
Vis assassinos que não precisam de armas para matar
Usam suas canetas como fuzis e matam sem pudor
Covardes, míseros insetos provedores de tanta dor

Que venham com suas falsas leis e moral decadente,
Um dia sentirão a força do braço da justiça sobre si
Minha vontade, empunhar a espada e fazer-me ouvir
Mas uso a caneta, arma dos fortes. Covardes, estou aqui

Não existem mais flores, nem prado, mar ou jardins
O que existe é a revolta, mas poucos sabem senti-la
Alguns por medo, outros apenas por serem cúmplices
De desgarradas almas... um dia a justiça vai destruí-las

Somos nós os juízes, o martelo de carvalho quebrou,
As togas se romperam em rotos e fedorentos trapos,
O verde, coitado, se desbotou como se por vergonha
O que resta? Criar outro verde e por fora esses farrapos

Cruz Filho
15/09/2.026

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Momento perfeito para sentir saudade

 O mar, o horizonte colorido, o sol, sonolento a ir-se,
A brisa acariciando o rosto, sussurrando uma oração
As ondas brancas brincando com se fossem crianças,
Indo e vindo ao seu prazer em volteios como uma dança

A palmeiras atiçavam suas folhas como mãos acenando
Em súplica a um céu que pouco a pouco mudava de cor
E, lá longe, parecia juntar-se ao mar, num doar-se pleno
Numa doação de beleza infinda, quando se pinta de amor

Ao longe, uma musica, bela mas de notas desconhecidas
Parecia uma sinfonia inspirada pela melancolia da tarde
E o mar, num lento ir e vir, murmurando o que nem sei
Se faz caminho até o sol, mesmo com ondas adormecidas

Perfeito cenário para a saudade chegar sem que se peça,
Invadir a alma, buscar momentos até quase já perdidos,
Marejar os olhos de lágrimas, relembrar íntimos detalhes
Que a alma guardou e, por ela, nunca foram esquecidos

Cruz Filho
14/09/2.026

domingo, 13 de setembro de 2026

Essa noite será... linda

Ah! Esta noite! Será linda! Vou me encontrar com ela.
Preparei flores, perfumei o tempo, agora é só esperar...
Me vesti de ternura, até tomei uma taça champanhe,
Enfeitei o tempo, lustrei estrelas... agora é só sonhar

Sim, sonhar! Cansei de encontrar com ela na saudade...
Todos os dias são assim, ela vem, com ela traz o pranto,
Sento na borda de uma tristeza, é assim que a encontro
Conversamos em silêncio, falo da dor dessa verdade

Hoje. Hoje vou encontra-la num sonho que preparei,
Preparei os momentos mais belos, os tantos detalhes...
Os que se eternizaram quando a dor do adeus assentou,
Quando me permiti ouvir o que minha alma calou

Hoje é uma noite de gala, até já estou vendo ela vindo
Preparei, para este sonho, o mais belo buquê  flores
Finalmente ...tê-la! Quanta ansiedade para vê-la chegar
Mas, porque essa tanta dificuldade em dormir e sonhar?

Cruz Filho
13/09/2.026

Maior beleza ... existe?

Qual sonho mais belo teria que sonhar contigo?
Como se fosses flor e a primavera o teu perfume,
Como fosse dos teus olhos o brilho das estrelas.
Ouvir tua voz, faz que a do vento seja queixume.

Além dos horizontes vão meus sonhos te levando
Como fosses pedaços de mim se fazendo poesia
Como se cada verso se fizesse ladainha, oração
Mostrando que existe o belo, que existe perfeição

Não há como te falar em palavras, são pequenas,
Quem sabe com o silencioso sussurrar das ondas?
Talvez, com o doce canto do pássaro no amanhecer?
Aí diriam, exagero. Assim diriam por não te conhecer.

Porque lírios em tua frente escondem o perfume?
Porque as orquídeas, tão belas, se encolhem tristes?
No madrugar, o orvalho pergunta: ela ou as flores?
O sol, lá do começo do dia diz: maior beleza existe?

Cruz Filho
13/09/2.026

Desculpa.

 Talvez não tenha falado as palavras mais certas,
Talvez tenha me perdido sem encontrar o momento
Para dizer o que deveria ser dito nas horas incertas,
Quando duvidavas de mim e dos meus sentimentos

Não soube mostrar todo o amor que contigo vivia,
Não soube fazer dos detalhes coisas de nós dois
Para mostrar tudo que em minha alma eu sentia...
Não aprendi  te fazer meu agora, nem meu depois

Não aprendi  mostrar que você pra mim era tudo,
Não aprendi sonhar por nós dois. Agora esse adeus,
Sem palavras, olhos vazios, tristes e lábios mudos
Mas  todos os meus pensamentos eram só teus

Desculpa pelo silêncio do não saber dizer, te amo,
Desculpa pelos momentos de solidão que  causei
Mas acredite, por onde for é teu nome que  chamo
E na alma está escrito que para sempre te amarei

Cruz Filho
12/09/2.026

AMCL - Academia Mundial de Cultura e Literatura
Acadêmico: J J Cruz
Cadeira: 28
Patrono: Antero de Quental
Postagem oficial: 14/09/2.026


sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Sempre é preciso renascer

 Um dia chorei com as plantas do meu jardim ao poda-las,
Sentia com elas a dor de ver seus galhos caírem no chão,
Ficavam tristes como se perguntando em silêncio, porquê?
Porque é preciso, dizia a mim mesmo, como única razão.

Parecia ser tanta dor, flores caídas, os galhos pendidos,
O vento passava por elas como não estivessem mais ali
Não havia flores para perfumar o jardim, tudo era triste
Era tanta falta de beleza que se perguntava se ela existe

Mas passava o tempo (perfeito bálsamo para as dores)
E elas foram se fazendo mais elegantes, até mais belas,
Um dia, se fizeram tanto que parecia plena primavera
O perfume doce perfumou a brisa e fez sorrir as flores

Aprendi não ter mais medo das podas que a vida faz,
Ela apenas tira de nós aquilo que não se precisa mais,
Aí vêm os sonhos novos, novas alegrias e conquistas
Horizontes coloridos e um novo encanto que a vida traz

Cruz Filho
11//09/2.026

... e se a alegria chegar!!

 
Uma vez, e apenas uma vez, meus olhos choraram,
Não lembro bem quando, acho que numa primavera
Desde então, como um vício, nunca mais pararam
É como se já soubessem que na vida tudo se espera

Mas aprendi, nem sempre é por tristeza que se chora
Também pelo prazer de sentir a alma gritar de alegria
Como se as palavras, todas, se fizessem tão poucas
Que é preciso lágrimas risonhas como fossem poesia

A se fazerem sublime e silenciosa voz de suave gritar
Como se cada lágrima fosse uma história, um contar
E assim a história se faz completa, contada em prantos
Para que se faça plena, se faça verdadeiro encanto

Assim só chorei uma vez, mas da vida tudo se espera,
Na verdade, nem sempre é por tristeza que se chora
Então, por tanto chorar angustias, dores e saudades,
Guardei lágrimas alegres, pode a alegria chegar agora...

Cruz Filho
11/09/2.026

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Os versos que a alma grita

Deixa-me dizer-te nos versos que minha alma grita,
Que, de dentro dela, saem como pedaços de luar,
Que ouço tua voz até no silêncio que cala o tempo
Que te vejo nas estrelas que brilham com teu olhar

Exagero??!! Acham aqueles que não sabem amar,
Que não sabem o que seja o pulsar de um coração
Que grita desde o eu te amo, até, tu és minha vida,
Que santifica o teu nome e dele faz divina oração

A quem daria os versos mais lindos que na vida fiz?
De quem poderia ser o canto da mais divinal ternura
Que faz até dos beijos não trocados histórias puras?
Beijos apenas sonhados, com gosto de infinita doçura

Mas, dentro da alma, há um verso que ainda não fiz,
Por serem poucas as palavras, não se fazem tanto,
Seria preciso pedaços de horizontes ao pôr-do-sol,
E que o perfume das flores, perfumassem o pranto

Cruz Filho
10/09/2.026

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

O fazedor de versos

 Faço versos porque só assim sei calar o grito do silêncio,
Só neles, sei contar de mim, dos caminhos que percorri, 
Faço versos porque só sei chorar lembrando de saudades.
Tantas que a alma, ainda hoje, escreve o que um dia vivi

Faço versos, por apenas não ter outra coisa que saiba fazer,
Neles, invento histórias, conto dores que nem são minhas
Só assim sei contar a beleza do pranto de uma alma carente
Que se deita no tempo chorando com um soluço diferente

Como se fossem as palavras gritando baixinho, sem alarde
A dor da angustia que a alma, por tanto vazio, se deixa tomar
Faço versos porque só com eles minha voz se vai ao tempo
Porque só assim, faço que os olhos possam, sorrindo chorar

Faço versos como se neles buscasse respostas ao que não sei,
Como fossem caminhos levando até aos sonhos mais distantes,
É o que sei fazer, como se cada um fosse um pedaço de mim,
De um simples fazedor de versos que de cada rima se faz amante


Cruz Filho
09/08/2.026

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Como poderia fazer de minha história um sonho?

 Meus sonhos, indo, deixam rastros no mar pintado de pôr-do-sol
Sobre um caminho prateado que até parece estrada para o infinito,
As mansas ondas brancas parecem carícias que o mar aprendeu
Como fossem inocentes bordados, poesias que o tempo escreveu

Lá longe, o sol se faz o centro de um quadro emoldurado de luz
Em que as nuvens se pintam de tantas cores, nem se sabe a cor,
Um quadro divino, em que o artista escultor, emocionado, parou
E foi tanta beleza a sua criação que, sentado no tempo ... chorou

E meus sonhos!! Que deixavam rastros sobre o caminho prateado
Se fizeram tão pouco, que se perderam, se foram, onde não sei
Assim, sentado num pedaço de tempo, até me pergunto se sonhei!

O mar, a deitar-se sereno, como se a brisa lhe embalasse o sono!
Um pôr-do-sol brincando de, lá longe, colorir todo o horizonte!
Com tanta poesia, como poderia  fazer de história um meu sonho?!

Cruz Filho
02/09/2.026