quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Como poderia fazer de minha história um sonho?

 Meus sonhos, indo, deixam rastros no mar pintado de pôr-do-sol
Sobre um caminho prateado que até parece estrada para o infinito,
As mansas ondas brancas parecem carícias que o mar aprendeu
Como fossem inocentes bordados, poesias que o tempo escreveu

Lá longe, o sol se faz o centro de um quadro emoldurado de luz
Em que as nuvens se pintam de tantas cores, nem se sabe a cor,
Um quadro divino, em que o artista escultor, emocionado, parou
E foi tanta beleza a sua criação que, sentado no tempo ... chorou

E meus sonhos!! Que deixavam rastros sobre o caminho prateado
Se fizeram tão pouco, que se perderam, se foram, onde não sei
Assim, sentado num pedaço de tempo, até me pergunto se sonhei!

O mar, a deitar-se sereno, como se a brisa lhe embalasse o sono!
Um pôr-do-sol brincando de, lá longe, colorir todo o horizonte!
Com tanta poesia, como poderia  fazer de história um meu sonho?!

Cruz Filho
02/09/2.026