Como fosse pedaços, momentos que vêm e vão
Por vezes se repetem com fosse preciso lembrar
Que ninguém pode viver sem nunca ter que chorar
O pranto não vem apenas quando a alma está triste
Quantas vezes, em risos alegres, os olhos choram?
Até gritam o contentamento da alma com lágrimas
Quando nela os tantos prazeres vivos lhes chegam
Mas, ao som do canto mudo que a solidão grita
Não é de alegria o eloquente cantar do pranto
Mas da angustia que alma, coitada chora e sente
Cativa, chora como se a vida lhe estivesse ausente
Assim se faz a vida, alguns em alegres momentos
Choram sorrindo os presentes que a vida lhes dá
Outros num doentio chorar por qualquer temor
Mas todos um dia choraram, sentindo mesma dor
Cruz Filho
20/09/2.026
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