sexta-feira, 28 de maio de 2021

Ah! Esse tanto amar


Quando se ama qualquer lugar serve
Para sentir saudade. Eu te amo... qualquer
Sorriso que dás ilumina minha alma.
Te amo tanto que entre ser a medida certa
E não ser nem menos e nem mais é apenas dizer:
És minha vida. Nunca amei assim, por isso, talvez,
Meus erros, se é que te fazer meu mundo, é um erro.
Me vesti de ti sem medo, sem temor de me fazer teu,
Sem medo do ridículo que, se tiver que chorar
Para que não chores, choro todo meu pranto pra ti.
Te amo, e se a eternidade dos nossos momentos
Se fizer de sempre, ainda assim não saberás
O quanto te amo. Porque até minha alma...
Se faz tua. Nunca haverá um espaço onde não
Possas estar.   

José João
28/05/2.021


Coisas da alma

                                                    A mim não importa que seja doída a saudade 
Quero apenas saber-te ainda dentro de mim
Que tua ausência, possa até ser verdade
Mas que minha alma te seja sempre abrigo assim

Assim como se fosse um terno jardim a abrigar-te
Sempre disponível a fazer-te em mim completa
A te dar meus sonhos e a própria vida entregar-te
Atentando-me a ser, pra te, apenas a medida certa

Dou-me, sem medo, a essa toda saudade de te
Não importando que com ela chegue os prantos
Eles penas me contam uma história que vivi

Todos os meus cantos gritam essa falta tua,
E faço versos, perfumados com teu perfume
Enquanto a alma a te se entrega plena e nua

José João
27/05/2.021

quinta-feira, 27 de maio de 2021

O pranto e o canto

Lá no horizonte, lá longe, o dia começa a acordar,
Espreguiça-se lentamente e começa a  espalhar-se,
As estrelas começam a perder o brilho... escondem-se
Dentro do dia e vão indo, sumindo...sumindo,
Um sabiá chora saudoso, num gorjear triste, uma saudade,
Parece que na noite, estava acordado compondo um canção
Cheia de paixão e tristeza, talvez tenha sonhado uma perda.
Mais e mais o dia vem chegando, preguiçoso, sem pressa...
E bem devagar acorda o tempo que estava deitado na madrugada.
Acordo, ainda sonolento, olhos quase ainda fechados...
E me ponho a tentar lembrar um sonho que nem sei se sonhei.
O sabiá e seu trinado melancólico não me permitem pensar,
Esqueço o sonho (que nem sei se sonhei) e fico atento ao gorjear
Como se quisesse, por pura loucura, traduzir tão triste canto.
Parece que a dor que sente é tão intensa que seu lamento
Mais parece um oração, um oração que gostaria de saber
Rezar. Me entrego ao devaneio, e tento, como o sabiá,
Sentindo uma saudade só minha, cantar um canto que, talvez,
Traduza a tristeza que também sinto, mas não sai um canto,
Sai um soluço cheio de reticências, na verdade, são meus olhos
Que cantam com a voz do pranto, onde cada lágrima 
É um nota triste, como se fosse cada trinado choroso do sabiá .

José João
27/05/2.021


quarta-feira, 19 de maio de 2021

Eu!! Uma história que inventaram

 Sou aquele sozinho que todos acham triste
Aquele que chora desde quando ficou vivo
Sou a própria solidão que tanto insiste
Em me deixar sozinho e a ela ficar cativo

Sou aquele que anda na multidão e não é visto
Que grita a dor da alma e por ninguém é ouvido
Sou o nada, que por nada ser até insiste
Em viver, mesmo já sem ter qualquer sentido

Sou menos que eu mesmo, sou apenas o meu grito
Que sai do peito como louco, procurando aflito,
Qualquer sonho que o faça fazer-se de infinito

Sou, enfim, o mais esquisito sonho que sonharam
O sonho que se sonhou mas que nunca é lembrado
Sou, talvez, apenas uma história triste que inventaram

José João
19/05/2.021

sábado, 15 de maio de 2021

Viver o que nunca vivi

Hoje vejo os amanhãs no teu rosto.
Ah! Meus sonhos, quase nem eram sonhos...
Eram pensamentos perdidos que loucamente
Buscavam no tempo momentos que a alma
Insistia em querer viver. Tudo era tão distante!
Os sorrisos se perdiam em meu rosto triste,
O olhar, perdido em horizontes, como orações
Que se reza e pede que os olhos as leve além,
Onde a vista alcançar, onde se pensa estar 
Mais perto de Deus. Histórias com fins tristes,
Esperanças mortas, angustias e um difícil viver.
Mas um dia minhas orações foram ouvidas,
Hoje meus sorrisos insistem em ser sorrisos,
Alegres, brincando no rosto de iluminar a alma,
Hoje eu tenho dias e não apenas tempo,
Sonhos cheios de verdades, de sentimentos
Que se atropelam para acontecer primeiro,
Hoje vejo os ontens que não soube viver
E não choro mais, vejo os amanhãs que se abrem,
Aí choro pela emoção de viver o que nunca vivi.

José João
15/05/2.021


Somos assim

Até parece que você está dentro de mim
Do nada ouço tua voz, vejo teu sorriso
Como se o tempo se preocupasse apenas 
Em te dar pra mim ou me dar pra ti.
Minha alma parece te procurar em tudo,
Em tudo que é belo, uma flor, e nela te vejo,
No gorjeio do pássaro que insiste em cantar
Na minha janela, ouço tua voz, até a brisa
Voando lenta e carinhosamente no jardim
Me lembra tuas carícias, enfim, tudo de belo
Que me cerca, nele tu estás. Brinco contigo
Nos meus pensamentos, rio contigo
Nas coisas que faço, paro no tempo apenas
Pra te ouvir, pra te sentir, pra sonhar contigo
Mesmo acordado. Ah! Como estás dentro de mim!
Que saudade essa de ti! As quatro de beijo
As seis é uma saudade assustadora de ti, 
Na rua grito teu nome... é a loucura dos amentes 
E se me chamam de louco, rio eles não sabem
O que é amar...rsrsrs

José João
15/05/2.021

Deixei de ser eu para ser... nós

Meu mundo! Era cheio de vazios, era triste,
Corria entre os canteiros mortos, sem flores,
Ou se existiam não as via. Percorria caminhos
Que não levavam a lugar nenhum, mas ia...
Vergado sob peso da solidão, do nada ser...
Nem sonhos tinha e os que sonhei tinham ido,
Perdidos no tempo sem deixar rastros...
Mas os anjos... os anjos existem, risonhos,
Alegres, rindo de nossas loucuras ridículas
E nos ensinam quando dizem: estou aqui...
Toma minha mão e vamos juntos... vem,
Quero te mostrar a beleza de viver... assim
São os anjos, e esse que me tomou pelas mãos,
Um anjo mulher, me leva pelas tardes, agora
Risonhas, por caminhos floridos, por horas
Que se fazem eternas por tanta emoção vivida.
Um outro mundo, onde os olhares se cruzam
Para que não se precise de palavras para dizer
Te amo, elas se fazem poucas para o que somos.
Deixei, prazerosamente de ser eu, para ser nós...

José João
15/05/2.021

Chorar.... pra quê?

   Quantas vezes fui iludido pelos meus próprios sonhos!!
Quantas vezes meus sonhos a mim me mentiram!
Me fizeram chorar perdas do que nunca tive, apenas sonhei.
Foram tantas ilusões criadas por um alma carente
Que, perdida, sonhava suas vontades como se fosse verdade
E delas fazia histórias e a si mesma se fazia ouvir.
As vezes, no silêncio da noite, me deitava no tempo,
No colo da solidão e ali ficava até a madrugada dar bom dia.
As vezes ouvia o grito do silêncio gritando meu desespero
Outras vezes apenas sussurrava nomes que eu nem sabia.
Ah! Quantas vezes chorei com a brisa... se fazendo voz
Para acalentar minha angustia e me fazer ... sonhar...
E... criava os sonhos que precisava para preencher o vazio
Que a alma gritava chorando não poder mais suportar.
Escondida num canto qualquer do tempo... a tristeza
Esperava, ansiosa, pelas lágrimas, e torcia para ser pranto,
Que caísse copioso marcando a face com marcas tristes
Como fossem poemas escrevendo no rosto minha angustia.
Mas... agora, não me preocupam mais os sonhos...
Aprendi que viver é muito melhor que sonhar e... chorar
Pra quê? Não vai mudar o que passou.

José João
15/05/2.021

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Todos os caminhos me levam a ti.

Todos os caminhos, querida, me levam a ti.
Eu, que não os tinha, que andava    
Com passos cansados, sonhos mortos, sorrisos
Sem cor. Rezava orações que inventava,
Gritava nomes que não conhecia... nem sonhos
Tinha mais, perdi o desejo de sonhar, de viver.
Agora, amor. todos os caminhos me levam a ti,
São teus os meus pensamentos, minhas verdades...
Meus momentos, os sonhos (só sei sonhar
contigo), todas as minhas vontades, tudo, só teu.
Minha alma te grita entre feliz e ansiosa...
Te manda beijos pela brisa, pelas estrelas,
Faz de teu nome oração para rezamos juntos,
Sorri com teu sorriso, canta com tua voz...
Se entrega toda à tua vontade, ela é só tua.
Agora não nos perdemos mais, aprendi
Que todos os caminhos me levam a ti.

José João
13/05/2.021

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Como preciso de você!!


Não sei se é de chorar que preciso agora,
Embora as lágrimas insistam em brincar
Nos meus olhos. Não sei se posso gritar
Com meu silêncio toda essa saudade!
Amanhece lá fora, aqui, dentro de mim,
Tu estás como se nunca tivesses ido,
Uma ansiedade incontida, uma vontade
De ir não sei pra onde, de correr,
De não ficar, mas onde eu estiver
Essa falta de ti dói tanto... tanto, que
Tua ausência me sufoca, a falta de ti
Me deixa, sem rumo, inerte, uma dor
Mais dolorida que qualquer dor, me toma,
Te busco e grito dentro de mim,
Fecho os olhos, te sigo nessa tanta distância,
Voo contigo em pensamento, te sigo
Nesse caminho sem chão por onde vais,
Ah! Como te amo!! Te amo!! Te amoo!!
Se visses minha lágrimas agora, saberias
Da saudade que deixaste dentro de mim.

José João
12/05/2.021

Uma poesia que estou aprendendo ler

Sei que as vezes é difícil entender o sentido
Da vida, as coisas que, de repente, ela nos traz
E, sem que se queira, ou pelo medo de se perder
O que só agora a vida permite, vamos além
De um apenas querer. Tudo se faz pra ontem
E a alma voa em sonhos que ela nunca sonhou.
Por vezes, como dizes, vou além de nós, mas...
Coitado de mim, ainda sou um pequeno aprendiz...
Não entendes que tu és a poesia que ainda estou
Aprendendo ler? Que me perco, como todo
Aprendiz, nas entrelinhas da poesia que és?
Que ainda não sei ser a medida certa, nem ser
Muito, nem ser pouco, apenas me entrego
Na leitura de uma poesia (você) que ainda
Estou aprendendo ler. Não sei até quando,
Mas acho que sempre me serás uma poesia
Que tem um começo, um meio mas...
Nunca terá um fim. Por isso meus erros,
Ainda estou aprendendo ler a poesia  que és.
Mas de uma coisa eu sei, mesmo sem te saber
Todos os versos ... te amo.

José João
12/05/2.021

terça-feira, 11 de maio de 2021

Te amo

Te amo, como se fosse um sonho
Como os tantos que sonhei te procurando,
Te buscando em lugares que nunca fui,
Em horizontes que nunca vi... ti procurei,
Te pedi nas orações que rezava, com lágrimas,
Com prantos, no silêncio de dentro de mim
Onde minha alma, sem saber, gritava teu nome.
Te amo mas não sei dizer o quanto, as palavras
Ficam tão poucas quando quero falar de ti,
Ficam pequenas pra dizer tanto, desespero...
Como posso dizer te amo na plenitude
Do que sinto? Talvez meus olhos saibam,
Porque te olham como se fosses luz,
Que ilumina, que me acompanha. Te amo...
Te amo e em cada momento te tenho comigo,
Dentro de mim fazendo eterno cada instante
Que penso em ti... te amo, como nem tu
Sabes o quanto

José João
11/05/2.021

Poesia... pedaços da alma.


Aprendi, sei ler as poesias, nos versos,
Nas entrelinhas. Ela, a poesia, as vezes
Se faz tão difícil de se ler, mas aprendi.
Algumas vezes se faz triste, outras, sorri
Entre os versos, entre as rimas...
Que triste seria se não soubesse ler...
A poesia que grita nos versos sua vontade...
Seus desejos e até carências... a poesia
É viva, é alma, é corpo é até...desejos
Ah! Essas poesias! Poesias que encantam...
Que não se preocupam em fazer chorar
Tanto faz, lágrimas pequenas ou prantos...
São apenas inocentes poesias que voam
Como fazem os pássaros, que perfumam
Como fazem as rosas...poesias!
Que buscam sonhos, saudades perdidas,
Até o sabor de beijos que nunca foram dados.
As vezes trazem remorsos dos tantos nãos
Que dissemos, sem nem saber o  porquê.
Mas, afinal, são poesias, pequenos pedaços
Da alma da gente que estava escondida
... dentro da gente mesmo.

José João
11/05/2.021


Me ensinaste amar.


Tu me ensinaste a amar, na plenitude do amar...
Me ensinaste a sorrir com o sol, gritando te amo.
Me ensinaste a chorar lágrimas alegres quando
De dentro de mim fazes que o pensamento seja só teu,
Me fizeste ver que os detalhes são tão importantes
Que se tornam história. Tu me ensinaste a amar...
A sentir saudade e nela murmurar teu nome, baixinho
Como se fosse um segredo, em mim te fazes ternura,
Te fazes meus sonhos e minhas mais bonitas verdades...
Me ensinaste a amar, a fazer minha alma buscar a tua,
Correr entre as horas com uma alegria de criança...
Me ensinaste a cantar, até versos que invento,
A declamar poesias que parecem orações com teu nome
Se amar é assim, não sei se um dia amei, sei, que agora,
Me ensinaste a amar... 

José João
11/05/2.021

Eu... sem você


Como dói a distância! Sentir tua saudade
É  chorar com a alma, é ter vontade de gritar,
Correr, ir, mas  ir ou ficar é sempre o mesmo,
Não importa o lugar, a saudade é a mesma,
Os momentos se fazem lembranças vivas
A alma grita, os olhos choram e tudo
Se faz tão vivo dentro da mim! Até pensar
Dói, e uma angustia trazida pela distância
Faz o coração bater mais forte e mais triste
Chorando comigo tua ausência. Um buscar
De sonhos, dos momentos, todos eles,
O sentir teu corpo, teu respirar, tua pele
Macia me dizendo vem... tudo agora se faz
Saudade, e dói. Não tem como não sentir
Essa falta de ti,  não tem como não chorar
Tua ausência... não tem como ser eu,
Assim... longe de ti.

José João
11/05/2.021

Te mando eu

A mim dizes: me manda um oi. Como um oi?
Se a ti te mando o mundo em meus versos
E ainda é pouco, te mandaria estrelas se pudesse,
Te mandaria o próprio  tempo a guardar nós dois,
Se todas as palavras com as quais te falo de amor
São tão poucas, tão pequenas, Como te mandar
Um Oi? Apenas um Oi? Ora, se a ti te mando
Todos os meus sonhos, todos, e são muitos...
Mas pra te ainda são poucos, meus pensamentos,
Saem por aí no tempo, na distância, aos gritos
Chamando teu nome, te procurando onde estás,
Mas... ainda são poucos e olha que penso em ti
A todo instante, só não quando estou dormindo
Nessa hora não penso em ti, te sonho por toda noite...
E me pedes que te mande um oi. te mando eu,
Vestido de ternura todo e só pra ti.

José João
10/05/2.021

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Chorando ou sorrindo a poesia...

 


Meus versos, por vezes, faço brincando,
Outras vezes faço sorrindo, mesmo sorrisos
tristes. Também escrevo versos chorando
Com as lágrimas nos olhos se derramando.

Meus versos são histórias de vida ardente
Histórias que jamais poderiam ser esquecidas
Versos que, por vezes, mostram algum encanto
Ou... chorados, sem que haja razão de pranto

Tantas foram as saudades velhas e esquecidas!
Tantas são as saudades ainda vivas e sadias!
Que me perco chorando em confissão sentida...
Todas fizeram ou fazem parte de minha vida 

Em versos costurados com angustias alucinantes
Deixo que o som rouco da poesia triste se faça voz
E em desespero, corro sempre com passos bêbados 
Buscando sorrisos que me escondam dessa aflição atroz

José João
10/05/2.021

sábado, 8 de maio de 2021

Hoje e ontem

Ontem... ontem eu cantei poemas sem rimas,
Poemas alegres, despreocupados de mim,
Poemas de palavras perfumadas, inocentes
Na doce inocência de uma beleza sem fim.

Todas as poesias que escrevi ontem, acreditem,
Eram da cor da luz, tinham leveza do beija- flor
Os versos, de tão sorridentes, até se faziam ouvir
E, de alegria, as lágrimas se punham a sorrir

Hoje, os versos preocupados e sem perfume
Com uma louca e irreverente vontade de gritar
Se punham em agonia... sem nada para contar

Me senti entre sonhos e saudades perdidas
Me vi nos momentos que estavam esquecidos
E as lágrimas tristes, choravam no chão caídas

  José João
08/05/2.021

sábado, 17 de abril de 2021

... e o triste era eu

 
Ah! Quantas vezes a tristeza tentou calar minha voz!!
Tentou matar meus sonhos antes de serem sonhados!!
Quantas vezes chorei saudades que nem eram minhas
No silêncio da noite onde eu, sozinho, ficava acordado.

Quantas vezes o alvor do dia me encontrava desperto,
Escrevendo versos incompletos e vazios de mim
Cheios de histórias inacabadas quase sem sentido
Como se o destino, para mim, me houvesse mentido

As vezes os dias pareciam tão tristes, opacos, sem cor
Os jardins descoloridos, os pássaros mudos... silêncio
Parecia que o mundo, por raiva, esta cheio de rancor

Um dia, sentado na beira do nada, passou um sonho
Desses que não se sabe de onde veio, como aconteceu...
Me despertou e percebi... tudo era belo, o triste... era eu

José João
17/04/2,021

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Hoje eu queria cantar...

 Hoje eu queria cantar a beleza do dia
Mas ninguém ia escutar, ninguém mais vê o sol,
As flores morreram nos olhos dos homens,
Vivemos vazios daquilo que não temos mais, 
Perdemos o que nos ensinaram, antes era amor
Agora vivemos sua falta e choramos, e sofremos.
Queria cantar uma canção de criança mas...
Elas não ouvem, estão numa máquina jogando
Fora a felicidade de ser criança e aprendendo a ser só,
Viver na solidão sem nem saber o que é solidão.
Queria gritar ao mundo que estamos vivos...
Mas me chamariam de louco, somos zumbis
E nem sabemos, nossas vontades não são mais nossas,
Mas não percebemos. Perdemos o que aprendemos ontem,
Cantar, chorar uma saudade, hoje as lágrimas se foram,
Os olhos agora cintilam ódio, perderam a candura,
São amargos, opacos, frios, nem sabemos mais olhar.
Nem sei se ainda somos humanos... que triste...
Até as mentiras, hoje, se fazem falsas verdades...
Querem matar Deus... Daquele Homem crucificado,
Não lhe querem enxugar o sangue, a sanha humana,
Mas fazê-lo sangrar mais para vê-lo morrer
Dentro do coração de... cada homem... 
Um dia, haverá de se pedir perdão.

José João
14/04/2.021


sexta-feira, 19 de março de 2021

Quando as lágrimas são sorrisos

Meus olhos sorriram em lágrimas alegres,
Os sorrisos nos lábios brincavam de aparecer
A saudade, aquela saudade triste e sem cor
Foi embora, correndo levando a tristeza e a dor

A angustia gritava escondida pelos cantos
Que a saudade, a saudade triste e sem cor,
Lhe levasse com ela...não a deixasse ali
E dizia: olhos com lágrimas alegres, nunca vi

A solidão, essa, acabrunhada, se escondia
Em versos inacabados que ninguém escrevia
Eu, meus olhos até o pranto éramos só alegria

A solidão, a angustia e a saudade triste sem cor
Se foram tristonhas por caminhos que nem sei
E eu, com lágrimas alegres, alegre também fiquei

José João
19/03/2.021

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Hoje, não escrevi tristezas, nem lágrimas ...

Hoje não escrevi angustias... nem lágrias...
Nem saudades, nem tristezas, escrevi a esmo
Nem tive sonhos para neles buscar palavras
Apenas escrevi... é ... escrevi a mim mesmo

Sentei na beira do tempo, num canto do mundo,
De um mundo só meu, e vi o tempo passar...
Como se quisesse me lembrar tudo que fui
Como se quisesse buscar histórias e me contar

Mas não escrevi lágrimas, embora elas passassem
Também não escrevi saudades, nem angustias
Embora todas elas passando lentas me acenassem

Apenas escrevi, como disse antes, escrevi a esmo
Mas engraçado! As lágrimas, as saudades, todas ...
Que passavam e acenavam, acreditem, era eu  mesmo

José João
27/01/2.021

sábado, 2 de janeiro de 2021

Passou teu tempo... agora sei sorrir

 - Oi. Você aqui?!! Posso saber o que quer?
- Estava passeando na noite ...vim te visitar
- Vai ... não temos mais nada o que conversar
  Melhor ir embora, tenho sonhos para sonhar

- Mas é que... nos conhecemos a tanto tempo... 
  Lembra das nossas noites juntos? Você e eu?
- Isso foi há muito tempo, nem me lembro mais
  Até mesmo tudo que conversamos se perdeu.

- Você está sendo ingrato, já choraste comigo
   Te pus no colo em noites frias, vi teu pranto,
   Foi meu ombro que tiveste como abrigo

- Nunca  foste abrigo, apenas e, sem remorso,
  Me invadias a alma mas,,,estou amando agora...
  Tristeza, pega teus trapos de pranto e vai embora

José João
02/01;2.021
  

sábado, 21 de novembro de 2020

Eu, o plágio de mim

 
                                                  Hoje resolvi plagiar a mim mesmo, os sonhos
Que já sonhei, as lágrimas, a saudade, tudo...
Me enganar plagiando as mesmas poesias
Até o canto que não cantei... me fiz de mudo

Hoje vou plagiar meus contos e cantos, todos...
Escrever em linhas tristes o que um dia escrevi
Buscar momentos que o esquecer deixou ficar
E chorar as mesmas dores que um dia já senti

Buscar poemas incompletos e perdidos por aí
Poesias inacabadas escritas em qualquer papel,
Sorrisos fingidos com gosto de tristeza e solidão 
Dos tantos momentos que, com certeza ... eu vivi

Hoje vou me plagiar, me sentir nas antigas poesias
E nelas contar o que hoje sinto como fosse ontem
Chorar com letras molhadas os mesmos prantos
Repletos de nada, sem rimas, risos e nem encantos

Sou hoje, o plágio de mim, dos velhos tempos idos
Das tantas coisas que me permitiam a pouca idade
Ah! Velhos tempos idos onde o amanhã eram detalhes
E hoje o que me resta é o prazer de sentir saudade.

José João
21/11/2.020


domingo, 15 de novembro de 2020

Minhas lágrimas

Ah! Essas minha lágrimas! Tão efusivas!
Não gostam de ficar escondidas nos olhos,
Saem como se fossem pedaços de mim
Contando histórias cheias de saudades, 
Falando dos ontens que passaram
Sem passar, que apenas ficaram 
Como fossem tatuagens vivas marcando
O tempo, marcando a alma, me fazendo
Ser a saudade de mim mesmo, do que fui...
Me faço sombra nas noites, contando estrelas,
Cantando versos incompletos, esperando 
O amanhecer para a solidão ficar menos
Doída, brincar de ver o sol nascendo,
Buscando até mesmo mentiras para enganar
A tristeza. Minhas lágrimas aprenderam fingir
E brilham nos olhos como fossem sorrisos
Alegres de uma alma que também finge
Sorrir escondendo a tristeza em que vive.

José João
15/11/2.020

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

A perda

Calei na alma um grito com teu nome
Corri entre as saudades que deixaste
Me perdi entre os caminhos te buscando
E me vi, entre minhas sobras, chorando

Não essas lágrimas que todos choram
Mas pedaços de mim como pranto
E me fiz sombra... assim, me fiz nada
E chorava uma poesia sem encanto

Senti no tempo a solidão por tua perda
A angustia, louca, gritava dentro de mim
Palavras soltas sem começo e nem fim

Como se fosse um soluço, coitado, doente
Desses que se perdem e ficam na garganta
Sufocando, a voz, espremendo a alma da gente

José João 
26/10/2.020

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

O sonho do pôr do sol

 
Não me envergonho de dizer que fujo da razão
Quando a saudade chega sem nada dizer, apenas chega...
Trazendo momentos que vivi, que sonhei, que se foram.
Deixo que o por do sol me acalente a alma, me abrace,
Me faça sonhar, me faça caminhos de luz sobre a água
E me leve para portos distantes, onde o mar brinca
De cantar em dueto com a brisa, fabrica sonhos
Inocentes para que a alma se alegre brincando de sonhar.
Ah! O mar! O por do sol! O silêncio, a beleza do tempo!!!
Até as lágrimas respeitam, não se fazem tão frias,
Nem tão tristes, os soluços se fazem pedaços de canção
Cantadas no silêncio da alma, só o pensamento escuta
E voa solto como fosse pássaro brincando de voar,
Cheia de belezas que só a poesia sabe dizer...
Quando estou triste, o por do sol me acalenta, me leva
Para lugares que só ele sabe onde é, para horizontes
Distantes, cheios de histórias que ninguém sabe contar
Porque são todas minhas... só minhas.

José João
21/09/2.020

Só as vezes (rsrsrs)


      As vezes me sento na beira do tempo,
                                                     Esse tempo que não passa, que se faz rede         
                                                         Quando a tristeza é maior que viver                                          
Quando as palavras gritam em desespero,
Quando a saudade mais doída insiste
Em trazer para a alma o que ainda é dor,
Quando isso acontece, fico buscando em mim
Sonhos, sorrisos, invento histórias que nunca vivi.
Desenho horizontes distantes que, talvez, nem existam,
Até finjo ouvir da brisa cantos que nem ela,
A brisa, sabe que canta. Ah! Como se voa longe!!!
Aí a poesia se faz viva, se faz versos molhados
Em prantos que os olhos deixam cair sem pudor,
Sem medo de chorar, sem medo de ser poesia,
Sem medo de contar o que a alma sente.
 
 José João
                                                                          21/09/2.020

 

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Hoje, estou ocupado comigo

                                           Ontem, as flores do meu jardim choravam comigo,
O sol parecia turvo, como se não interessasse mostrar seu brilho,
Os pássaros, em acordes tristes, pareciam chorar nos gorjeios
Que mais pareciam soluços. O rio, lá longe, ia sem sussurros,
Sem som, sem melodia, como se quisesse passar despercebido...
Tudo isso eu percebi, uma dia bom para fazer poesia, mas...
Ninguém me pediu uma, ninguém veio a mim pedindo que
Contasse sua história, que emprestasse minha dor para falar
Da sua. Ninguém bateu em minha porta, apesar da poesia
Estar no tempo, desperta pedindo para ser vivida...
E ninguém me pediu para fazer uma... ontem que estava
Desperto para emprestar a alma para qualquer dor alheia.
Hoje que as flores sorriem louvando minha saudade...
Que o sol brilha para lustrar minhas lágrimas por uma dor
Que é só minha, que os pássaros traduzem em seus cantos
Uma tirsteza que é só minha... veem me pedir poesia...
Voltem amanhã... hoje estou ocupado comigo mesmo...
Hoje é o dia de chorar minha saudade. Voltem amanhã.

José João
11/09/2.020


quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Os prantos não são encantos?


                                         Dizem que nunca escrevi encantos mas...  e os prantos!
Os prantos não são encantos? Não são palavras, as vezes
silenciosas, outras gritadas, algumas no desespero da alma? 
Outras na beleza triste de sentir uma saudade que não passa?
Por acaso as lágrimas não contam histórias verdadeiras?
Alegres, tristes,, por vezea quase perdidas no tempo
Mas que voltam como se ele não tivesse havido?
Por acaso os prantos não fazem caminhos nos rostos tristes
Como fossem poesias contando o que palavras não dizem?
Os prantos!!! São encantos tão sutis que é preciso a alma
Para vê-los, mas sentir é a beleza maior, é sentir-se vivo.
Se achan que prantos não são encantos... não me importo,
Há quem diga que saudade é a ausência do que se quis,
Eu, já acho que a saudade é a presença de quem foi
Mas nunca saiu de dentro de nós, da nossa alma.
José João
10/09/2.020

terça-feira, 28 de julho de 2020

Eu, depois dos ontens.

Acho que deixei pedaços de mim no tempo,
Por onde passei, por tudo que dei de mim,
Pelas dores que senti, pelas tristezas que chorei,
Pelas saudades que senti, em cada um desses
Momentos ficou um pedaço de mim e,
Deles, trouxe comigo suas lembranças, muitas.
Algumas, ainda hoje, me fazem prantos, outras,
Me fazem risos e tantas me fazem saudade...
Saudade de mim mesmo. Mas não lamento,
Cada dor foi uma história, cada lágrima
Um verso e o pranto... se fez poesia que a alma
Declama no silêncio que aprendi a ouvir.
Tudo em mim ficou como fossem cicatrizes
Marcando o tempo, lembrando momentos...
Falando as verdades de tudo que vivi.
O que para muitos seria o que dizem: padecer
Pra mim me ensinaram a viver... viver

José João
28/07/2.020

terça-feira, 23 de junho de 2020

Amar... as vezes dói

É tão doce a canção que a saudade canta...
Que fico horas sentado no nada, ouvindo,
Eu e a solidão juntos num silêncio só nosso
E a alma chorando triste... mesmo sorrindo

Me atento a ouvir o que me diz a canção
Mas só os acordes como se fossem voz
Povoam meus pensamentos, tanto encanto
Que os olhos fazem poesia com meu pranto

Dou-me a sussurrar o que nem mesmo sei
Palavras que não ouço, que se vão perdidas
Como fossem histórias de há muito vencidas

Mas de muito longe me chega um pensar
Que até pensava tivesse ido num esquecer
Dizendo que amar, amar também é chorar

José João
23/06/2.020

domingo, 14 de junho de 2020

Quem sabe ... eu aprenda...

Ah! Como queria estar em teus sonhos!!
Até mesmo cantar pra te ver dormir,
Te fazer flutuar no mais belo horizonte,
Te fazer sonhar e embalar teu sono.
Ah! Quem me dera te fazer uma canção...
Dessas que se ouve com a alma!
Te fazer criança brincando de ser feliz.
Te levar em jardins coloridos, floridos,
Te fazer ouvir a voz da brisa em gemidos
Dadivosos de ternura, de amor, de tudo
Que faz o coração pulsar mais forte.
Mas sou tão pequeno! Sou ainda
Quem quer aprender a ser mais...
Não ser muito, nem ser pouco... ser
A medida certa, ter o sorriso mais cativo,
Ter o olhar que te faça entender sem falar
Ah! Como queria ser teu pensamento, teu rio
Onde pudesses banhar teu corpo e tua alma...
Mas sou tão pouco!! Mas um dia... um dia
Quem sabe... eu aprenda ...

José João
14/06/2.020

domingo, 7 de junho de 2020

... sou apenas um poeta

Dobrei o vento que não sei pra onde ia
No fim do verso, pus um ponto final
No vôo da gaivota que brincava de voar
Busquei uma nuvem para nela me deitar

Parei o rio e acomodei minhas lágrimas
Fiz que as levasse com carinho para o mar
Fiz uma estrada de flores até o por-do-sol
E brinquei de declamar versos... sem falar

Com raios de luar que se deitavam no chão
Teci uma trança e guardei numa caixa de amor
Em cima de um sorriso, um sorriso já senhor

Surpresos? Mas juro, isso ainda é pouco
Afinal, pra tudo eu tenho a medida certa
Não sou louco, rsrsrs sou apenas um poeta

José João
07/06/2.020

Eu e a flor

Oh? Flor de tão doce encanto que calada está!
Diz-me dessa tristeza, desse quase desmaiar
O que te fez oh bela flor essa tanta palidez
Tu, que todas as manhãs acorda com altivez?

Pendente no forte caule que novo ainda está
Tuas pétalas ainda novas não estão a reluzir
Causa-me dor essa tua tanta e cruel tristeza,
Bela flor, altiva, das flores a nata da realeza!

- Triste vida! Essa dor não sei como suportar
Não me alegra a brisa, nem o doce orvalhar
Meu beija-flor nunca mais veio aqui me beijar

Minha doce e triste flor, entendo teu padecer
A vida é mesmo assim, não te posso consolar
É essa a mema dor que também  me faz chorar

José João
07/06/2.020

O valsar dos poemas

Os poemas parecem uma valsa, são sublimes,
Flutuam como acordes angelicais e divinos
Voam entre corações, acalentam amantes
Se fazem encanto, sonhos, se fazem hinos

Esses poemas! Melodia escrita em versos
Contando histórias, saudades e ... amores
Contam lágrimas, contam sorrisos tristes
Mas são belos mesmo quando cantam dores

Poemas! Onde a alma flutua e nele se perde
Num valsar leve, num flutuar cheio de encanto
Onde até a mudez do tempo se faz de canto

Os versos se fazem acordes no tom das rimas
As letras são notas musicais que beijam a alma
Aí os anjos poetas, referenciam e batem palma

José João
07/06/2.020

E a saudade se foi...

Deixa-me, saudade, ficar entre os sonhos,
Os sonhos de sempre que me fazes sonhar,
Ou preferes que vás e aqui me dixes
A tentar novos sonhos que nem sei buscar?

Se fores, os sonhos antigos contigo se vão
Aí fico sentado no tempo num lento passar
Vazio, sem ter nenhum qualquer pensamento
Será saudade, que queres minha alma limpar?

Será, por acaso, que não sei o que sabes? 
E baixinho ela diz: Tenho razões pra te dixar
Vou te fazer que viver seja melhor que sonhar

E lá se foi ela, a saudade, gritando sorridente:
-Viva, não há mais motivos para que eu fique
fiquei apenas um tempo... enquanto eras carente.

José João
07/06/2.020

segunda-feira, 4 de maio de 2020

A verdade de viver um sonho

Hoje não me preocupo mais com lágrimas,
As que já chorei ficaram distantes, 
Como saudades antigas de momentos
Que vivi, que ficaram marcando minha alma
Mas não doem mais, são só mesmo lembranças.
Hoje não choro, minhas lágrimas se perderam
Dentro de mim, talvez estejam como crianças,
Escondidas nos cantos do tempo ou brincando
De sonhar em se fazerem sorrisos nos meus olhos.
O tempo brinca comigo, traz sonhos vivos...
Desses que não se quer acordar, só viver,
Estar dentro deles, vivê-los com a certeza
De que é uma história viva, pulsante e pura.
Hoje, se chorasse, com certeza, minhas lágrimas
Seriam coloridas, impulsivamente risonhas,
Marotas, traquinas, enchendo os olhos
 De risos numa alegria contagiante...
Dessas que só chorando alegremente
Mostram a verdade de viver um sonho.

José João
04/05/2.020

terça-feira, 24 de março de 2020

Basta que sejam versos

Se em mim tiver que ser triste meu canto
Em canções chorosas de saudades vivas
Que então me seja dado, na beleza dos prantos,
Fazer versos chorados mesmo sem ter encantos

Que angustias ou solidão sejam ditas sem temor
Em sussurros chorados em poesias sem rimas
E que a alma, por elas, entre lágrimas confesse,
Entre silêcio e gritos de ais a dor de que padece

Talvez, quem sabe, me console uma saudade
Que de há tanto tempo ainda em mim existe
Me fazendo fingir que meu sorriso não é triste?

Ou talvez me fazendo um pedeço de mim mesmo
Que perdido, se faz sombras indo sem querer ir,
Como fosse uma alegria triste brincando de fingir

José João
24/03/2.020


sábado, 21 de março de 2020

Vamos brincar de fazer poesia!!


- Mas... onde estão as lágrimas? Só vejo sorrisos!!
- Que sorrisos vês, se brinco de fazer poesia... sou poeta...
   Se sou poeta não preciso de lágrimas, 
   Choro as lágrimas de qualquer um, até saudades eu busco
   Em outras histórias tristes, momentos que choraram, 
   Sonhos que me contaram... não preciso chorar para ser poeta.
- Mas... também roubas dos outros os sorrisos?
- Claro, principamente se são sorrisos tristes, adoro esses...
  Faço-os mais tristes ainda, invento soluços, suspiros...
  Invento até gritos de ais, como disse... sou poeta
- Como inventas e enganas tantos? Como podes?
- Já disse, sou poeta, o poeta pode mentir, fingir, iludir...rsrsrs
- Não tens consciência? Há quem acredite que seja verdade...
  Há quem acredite nas tuas lágrimas, na tristeza que dizes sentir,
  Na saudade que contas com tanta dor que se pensa ser tua.
- rsrsrs é isso, é assim que se faz poesia, mas o bom do poeta
  é que ele aprende a sentir a dor dos outros e fazer ser sua,
  pode fingir tão verdadeiramente uma mentira...
  que juram ser mentira a verdade que ele sente.
- Isso quer dizer que as vezes a dor que ele chora é dele mesmo?
- Isso quer dizer que são verdades as mentiras que ele mente.

José João
21/03/2.020