domingo, 7 de junho de 2020

E a saudade se foi...

Deixa-me, saudade, ficar entre os sonhos,
Os sonhos de sempre que me fazes sonhar,
Ou preferes que vás e aqui me dixes
A tentar novos sonhos que nem sei buscar?

Se fores, os sonhos antigos contigo se vão
Aí fico sentado no tempo num lento passar
Vazio, sem ter nenhum qualquer pensamento
Será saudade, que queres minha alma limpar?

Será, por acaso, que não sei o que sabes? 
E baixinho ela diz: Tenho razões pra te dixar
Vou te fazer que viver seja melhor que sonhar

E lá se foi ela, a saudade, gritando sorridente:
-Viva, não há mais motivos para que eu fique
fiquei apenas um tempo... enquanto eras carente.

José João
07/06/2.020

segunda-feira, 4 de maio de 2020

A verdade de viver um sonho

Hoje não me preocupo mais com lágrimas,
As que já chorei ficaram distantes, 
Como saudades antigas de momentos
Que vivi, que ficaram marcando minha alma
Mas não doem mais, são só mesmo lembranças.
Hoje não choro, minhas lágrimas se perderam
Dentro de mim, talvez estejam como crianças,
Escondidas nos cantos do tempo ou brincando
De sonhar em se fazerem sorrisos nos meus olhos.
O tempo brinca comigo, traz sonhos vivos...
Desses que não se quer acordar, só viver,
Estar dentro deles, vivê-los com a certeza
De que é uma história viva, pulsante e pura.
Hoje, se chorasse, com certeza, minhas lágrimas
Seriam coloridas, impulsivamente risonhas,
Marotas, traquinas, enchendo os olhos
 De risos numa alegria contagiante...
Dessas que só chorando alegremente
Mostram a verdade de viver um sonho.

José João
04/05/2.020

terça-feira, 24 de março de 2020

Basta que sejam versos

Se em mim tiver que ser triste meu canto
Em canções chorosas de saudades vivas
Que então me seja dado, na beleza dos prantos,
Fazer versos chorados mesmo sem ter encantos

Que angustias ou solidão sejam ditas sem temor
Em sussurros chorados em poesias sem rimas
E que a alma, por elas, entre lágrimas confesse,
Entre silêcio e gritos de ais a dor de que padece

Talvez, quem sabe, me console uma saudade
Que de há tanto tempo ainda em mim existe
Me fazendo fingir que meu sorriso não é triste?

Ou talvez me fazendo um pedeço de mim mesmo
Que perdido, se faz sombras indo sem querer ir,
Como fosse uma alegria triste brincando de fingir

José João
24/03/2.020


sábado, 21 de março de 2020

Vamos brincar de fazer poesia!!


- Mas... onde estão as lágrimas? Só vejo sorrisos!!
- Que sorrisos vês, se brinco de fazer poesia... sou poeta...
   Se sou poeta não preciso de lágrimas, 
   Choro as lágrimas de qualquer um, até saudades eu busco
   Em outras histórias tristes, momentos que choraram, 
   Sonhos que me contaram... não preciso chorar para ser poeta.
- Mas... também roubas dos outros os sorrisos?
- Claro, principamente se são sorrisos tristes, adoro esses...
  Faço-os mais tristes ainda, invento soluços, suspiros...
  Invento até gritos de ais, como disse... sou poeta
- Como inventas e enganas tantos? Como podes?
- Já disse, sou poeta, o poeta pode mentir, fingir, iludir...rsrsrs
- Não tens consciência? Há quem acredite que seja verdade...
  Há quem acredite nas tuas lágrimas, na tristeza que dizes sentir,
  Na saudade que contas com tanta dor que se pensa ser tua.
- rsrsrs é isso, é assim que se faz poesia, mas o bom do poeta
  é que ele aprende a sentir a dor dos outros e fazer ser sua,
  pode fingir tão verdadeiramente uma mentira...
  que juram ser mentira a verdade que ele sente.
- Isso quer dizer que as vezes a dor que ele chora é dele mesmo?
- Isso quer dizer que são verdades as mentiras que ele mente.

José João
21/03/2.020
  

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Lembranças... apenas lembranças

As vezes paro no tempo, no silêncio de mim,
Para pensar em tudo que não fiz, nos sonhos
Que sonhei e não se fizeram verdade, nos beijos
Que não dei, na saudade que não senti porque pra ela
Não houve adeus, houveram para outras saudades
Mas tudo que foi sentido se fez história menos...
O que passou por mim sem acontecer... me perco
Em vãs devaneios, perguntando ao tempo, 
Como estaria agora se tivesse acontecido o que
Não aconteceu? Será que existiriam essas lágrimas?
Será que seriam mais e bem mais doídas ou...
Quem sabe nem existissem!! Quem sabe teriam
Melhor sabor os beijos que não dei? Só sei que
Esses tantos pensamentos permitem que minha alma,
Atenta ao que sinto, se faça em prantos e deixe
Perdidas as palavras que nada dizem, porque 
Só o pranto tem voz para dizer dessa tanta dor.
Os olhos, cerrados, se desesperam em busca
De momentos quase esquecidos, até de detalhes,
Que agora se tornam pedaços importantes
De mim, da história que, hoje... é só lembrança

José João
29/01/2.020

domingo, 26 de janeiro de 2020

Te amo sem te conhecer

Te busquei entre meus guardados, revirei
As relíquias da alma, corri no tempo,
Desde quando a solidão brinca comigo,
Nas lembranças que guardo, busquei em todas,
Briguei com o esquecimento que zombava
De mim dizendo que sabia onde estavas.
Procurei nas poesias... até nas inacabadas,
Nas que ainda não fiz, procurei... juro...
Até na minha mais coerente locura...
E não te encontrava... lembrava momentos,
Beijos que não te dei, lembrei de detalhes,
Tantos que se fizeram histórias minhas.
Te busquei na minha mais incoerente razão,
Te gritava, te sentia perto, mas... não sabia
Onde estavas, quase desespero... corri
Entre os sonhos que sonhei, e... não te via...
Não estavas neles... de repente, um pedaço
De saudade que nunca havia sentido me diz
Que te procurasse nos sonhos que não sonhei...
Aí... te encontrei (risos) te amo sem te conhecer.
Vem logo...

José João
26/01/2.029

Nem fingir sorrir eu sei mais.


Meus sorrisos?!! Se perderam por aí...
Caíram ao tempo com as lágrimas choradas
Desde que nem fingir a dor que sinto,
Como sempre faço... me foi permitido.
Lágrimas e tristes sorrisos se fizeram
Meu grito de angustia, só assim poderia
Mostrar a tanta saudade que me toma...
O vazio que ficou em mim e, o pranto
Saltando da alma, como oração rezada
Sem fé por não ter mais sentido.
Não é adeus nem ausência, sou eu
A buscar-me, lá de dentro de mim mesmo
O que um dia fui, mas o medo... o medo
De não me encontrar mais, de não estar,
De não ser mais eu, de ter-me perdido
Nessa dor de agora, me deixa aqui,
Escondido, sem saber brincar mais...
Como fazia nas poesias... fingindo
Ser dos outros a dor que sentia.

José João
26/01/2.020

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Pobre alma triste

Minha alma é triste e nasceu chorando
Buscando sonhos que nem eu mesmo sei
Vai a esmo, desvairada, gritando dores
De saudades, de amores que nunca amei

Vai, em volteios lentos, onde nunca fui
Busca, desde muito, o que ainda nem vivi
E se perde toda em devaneios e lágrimas
Por sentimentos distantes que nunca senti

Talvez, quem sabe, sejam apenas de prantos
Os tantos momentos de seu largo existir 
E, por tanto, assim sorrindo, aprendeu fingir

Pobre alma triste que ainda não aprendeu
Viver sua própria e a minha solidão
Assim entre prantos a coitada se escondeu

José João
22/01/2.020

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Sentir, insistir e... sorrir

Não, não estou triste, mas há uma lágrima
Solta em meus olhos querendo sair,
Talvez querendo contar o que só sei sentir.
Talvez seja um sorriso da alma a me insistir
Que cante em silêncio o que ela só quer ouvir.
Não sei mais cantar a saudade do que já vivi
Não sei mais chorar com meu pranto o que já perdi.
Mas sei com um falso sorriso em meu rosto fingir
Fazendo que acreditem que é mesmo um sorrir.
Mas tento nos versos, em soltas palavra unir,
Saudades antigas a beijos não dados que um dia pedi.
Assim, com meus sonhos consigo a mim mesmo trair
Cantando cantos e encantos que na solidão eu pari
E sigo correndo no nada sem saber pra onde ir
Sem rumo, sem estradas sem chão, sem poder fugir.
Sinto as dores das farpas do tempo minha alma ferir
Mas vou, talvez um dia encontre quem me queira seguir.

José João
06/12/2.019

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Pena de quem nunca amou

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Que pena de quem nunca amou!!! É triste!
Sabem apenas que as lágrimas são salgadas
Mas não sabem da beleza que elas contam.
Acham que a saudade é apenas uma dor,
Ridícula, sem sentido, que apenas faz chorar!
Não sabem dos momentos, nem imaginam 
Da importância dos detalhes quando se ama!
Um olhar, as vezes tão simples para alguns,
Para quem ama, é um grito estridente...
Quando ele diz: te amo. O coração dispara,
As mãos trêmem, as lágrimas, eufóricas,
Brincam de brilhar nos olhos num sorrir
Que só quem ama entende. Ah! Esse amor!
Que pena de quem nunca amou!!! É triste!
Faz o ontem ser apenas um dia que passou,
Sem ficar lembranças, faz que hoje seja
Um espaço vazio e... faz do amanhã...
Apenas mais um ontem, só que mais triste.

José João
20/11/2.019

A voz da alma

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Talvez me fosse melhor calar a voz 
E deixar que as lágrimas falem por mim,
Elas falam da alma o que as palavras
Não sabem dizer, as lágrimas são discretas,
Contam baixinho as dores que se sente
E ninguém ouve, não fingem, são inocentes,
Não se prendem, como se prendem os soluços
Na garganta, nunca se fazem reticentes
Como se fazem as palavas, as vezes poucas
Para o que se sente e o que se quer dizer.
Ah! Quem me dera saber escrever poesias
Com prantos! Versos molhados de lágrimas
Choradas pela alma contando saudades
Que só ela sabe sentir! Lágrimas e prantos
São mais sinceros, contam nossa história
No slêncio que precisamos para ouvir e chorar,
Ainda acariciam o rosto como se dissessem
Carinhosamente... sou a voz de tua alma
Te lembrando que estás vivo... 

José João
20/11/2.019

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Histórias do meu jardim

Plantei un pé de estrelas no meu jardim,
Ao pé de uma cerca e ouvia muitas histórias
Das Damas-da-noite que sobre ela se debruçavam
E choravam de saudade com suas lágrimas-de-anjo
Que caiam leves sobre os Beijos-de-moça
Que se faziam florir enfeitando, como tapete, o chão.
Saudade dos Narcisos que se foram com as Rosas
Sob uma Chuva-de-prata, ouvindo os acordes de um Tango.
A bela Emília, se deitava na relva, olhando sonhadora
Para Céu-Estrelado. Quantas recordações e tristezas!!
Onde estaria Alisson que partiu com Gardênia?
Embora tenha jurado Amor-perfeito para Orquídea.
Ah! No meu jardim! Quantas histórias e quanto perfume!!
Saudades... lágrimas ... quem disse que as flores não choram?
Angélica, Verbera e Amarilis, apaixonadas por Mosenhor
Que chorava por Camélia, a deusa única de Cosmos.
Ah! Essas flores!! Como me contam histórias!
Quem diria que Begônia, sempre vaidosa, usando
Um Brinco-de-princesa, amava desesesperadamente Íris
Que fazia versos apaixonados para Gloriosa,
Pedindo que Corda-de-viola lhe ensinasse versos de amor.
Esse meu jardim... me ajuda  chorar minhas tristezas
Com Lágrimas-de-anjos que sobraram das Damas-da-noite.
Amar é lindo, mas a felicidade é uma troca.
Agora, pela Cruz-de-cristo, vou tomar um Copo-de-leite
E sonhar, como com certeza, fazem as flores.

Reedição.


domingo, 10 de novembro de 2019

Como posso saber

As vezes me pergunto o que são minhas lágrimas,
Serão letras avulsas perdidas sem formar palavras?
Será sejam clamores mudos a se perderem no tempo?
Ou são pedaços de poesias que chorando eu invento?

Não sei. Pergunto ao tempo o que seja meu pranto
Não sei se é minha alma inventando um triste canto
Como fosse a angustia de um pássaro preso a gorjear
Fazendo da beleza do gorjeio apenas um triste chorar

Não sei de onde vêm as tantas lágrimas que choro
Se são minhas ou de algum anjo, coitado, perdido 
Que tanto se entregou e agora se sente esquecido.

Ou quem sabe  um anjo poeta solto aí no espaço
Usando meus olhos para chorar suas dores
E até quem sabe, sejam suas as poesias que faço?

José João
10/11/2.019

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Ah! Quando a lua ilumina a solidão!!

Minha vida!!! É cheia de coisas que não sei dizer,
Que não cabem em meus versos, o que sinto
É maior que todas as palavras juntas... as vezes,
Em algumas noites, quando a lua ilumina a solidão,
E vejo lágrimas como sorrisos apagados de mim,
Aí, a saudade, aos gritos, sai desvairada procurando
Histórias que nem sei mais. Corre por entre dores,
(tão fácil de sentir em noites tristes) histérica
Se dizendo minha própria alma buscando abrigo
Em sonhos que nunca mais sonhei, que se foram
Perdidos no tempo, ou trocados por outros que esqueci
De sonhar. Quando, na noite, o tempo pára e se faz
Todo  meu, como se me desse todo ele para eu ter tempo
De chorar todas as dores, todas as saudades, as angustias,
Quando as sombras do que vivi deslizam silenciosamente
Nos olhos de minha alma, sinto uma liberdade estranha,
De chorar sem ser ridículo, de ouvir meus soluços
Como fossem minha voz rezando baixinho orações
Sem palavras, silencioso clamor que, acho, nunca vai
Além de bem ali, onde o eco se perde no nada...
No vazio de dentro mim

José João
08/11/2.019

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Minha alma...fábrica de lágrimas

Ainda hoje, lágrimas que não sei de onde vêm
Enfeitam meus olhos, coitados, ainda tristes
Mas tantos prantos derramei que, juro, não sei
Como ainda tenho prantos pelo tanto que já chorei!

Brinquei de sentir saudade, de escrever a solidão
Tudo em versos secos, tanto era a falta de mim,
Olhos vazios em saudades perdidas, quem diria
Que choraria como se meu pranto não tivesse fim

Chorar, agora parece o brincar de minha alma
Que busca, de onde não sei, momentos que vivi,
Que não lembro, se se perderam por aí no tempo,
Se nessa vida os vivi ou... se mesmo os esqueci

As vezes, nos raros momentos que me encontro
Quando o silêncio me busca lá dentro de mim
Com lembranças quase apagadas vindas de longe
Como se a alma, por vingança fizesse, um motim

Por tê-la deixado sofrer sem que me permitisse
Com ela sofrer também, então vai buscar no tempo
As saudades mais doídas, as dores mais sentidas
E faz que por mim, agora, todas sejam consumidas

Fabrica lágrimas, até mesmo vastos rios de pranto
Deixa que a solidão, como se lhe fosse prazer,
Lhe tome toda para que eu possa senti-la também
E fazer-me apenas dor como eu não fosse ninguém

José João
05/11/2.019

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Tempo para. pelo menos, sonhar

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Ainda ontem, sentado em frente de mim
Parecia ver meu rosto de vinte anos
Quando brincava de parar o tempo...
Fabricar sonhos, de correr entre os dias
Sem me preocupar com os amanhãs...
Me lembro, brincava de amar, de ir e vir
Entre corações sem saber o que era ser.
Podia tudo, parar o tempo, escolher sonhos,
Inventar sentimentos... vinte anos...
Não percebia que o tempo passava...
Enquanto eu brincava ele zombava de mim
E eu não via, ironizava meus sentidos
E eu não percebia... afinal tinha tempo...
Muito tempo...pra tudo... assim pensava...
Mas hoje, sentado em frente de mim
Vejo um senhor buscando o que um dia foi
Quase em desepero pede, implora chorando,
Que o tempo lhe dê tempo ainda de, pelo menos,
Sonhar, sim... sonhar... para acalentar a vida.

José João
01/11/2.019

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Depois que aprendi amar...

As vezes me pergunto quem eu era
Antes de saber amar. Pergunto também
Como eu era antes de chorar saudades,
Não tenho respostas ... não lembro!
Talvez eu fosse um qualquer, sem ontens,
Sem amanhãs, vivendo o vazio do momento.
Andando sem ter onde chegar, indo sem rumo,
Sem chegar a lugar nenhum. Não lembro...
É como se não tivesse vivido antes de amar,
Como se não tivesse histórias pra contar...
Uma lacuna do tempo que nem posso lembrar.
Ah! Mas depois que aprendi amar...
Tudo criou sentido, até a ansiedade da espera,
O adeus passou a ser coerente, único
Em cada história, a saudade se fazia livros
Escritos por cada adeus. As lágrimas
Passaram a ter lógica, razão de ser...
Ah! Depois que aprendi amar, imagine
Chorar passou a ser a voz da alma
Deixou de ser ridículo, ficou uma pintura...
O luzir das lágrimas ...depois que aprendi
Amr, fiquei convencido... agora sei o que é pranto.
O que é viver, o... que é ser história...

José João
31/10/2.019

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Porque é tão salgado meu pranto?

Me vem em lágrimas as poesias que faço
Entre palavras soltas perdidas de mim
Como se elas fossem histórias contadas
Com apenas começo, sem meio e... sem fim

O olhar se perde num tempo distante, onde
Só pensamentos e saudades podem chegar
Grito em silêncio a tanta dor que eu sinto
Mas um mundo surdo não me pode escutar

Caminho sem rumo por onde nunca passei
E me vem aos olhos, em úmidos sorrisos,
Lembranças perdidas mas que até já chorei

Se sabiam que iria chorar mais que tanto 
Porque não me fizeram doces as lágrimas?
Porque me fizeram tão salgado o pranto?

José João
30/10/2.019

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Quem disse que liberdade é apenas poder voar?

Qual pássaro que voa triste ao sabor do vento
Em que o gorjeio nada mais é que triste pranto
Se vai sem rumo... lhe basta qualquer lugar 
Por tão triste nem a primavera lhe alegra o canto

Voa em liberdade mas não vai a lugar nenhum
Sobrevoa  montes, rios, jardins e não vê beleza
Lhe dói no peito a dor da perda da companheira
Que em blafêmia até culpa mesmo a natureza

Que liberdade se tem no sonho para sonhar!
Que liberdade voar na poesia e até poder criar
Uma história e... dentro dela se fazer ficar!

Mas que fazer se for verdade uma história triste?
Como o pássaro que triste voa sem querer pousar?
Ledo engano, dizer que liberdade é apenas poder voar!

José João
24/10/2.019

A alma livre de um poeta triste

Minha alma, mesmo livre, nasceu chorando
Por tantas dores vindas e não sei de onde
Pergunto ao tempo em orações que invento
Clamo em prantos mas ninguém responde

Dou-me ao pensar no vazio de mim mesmo
Busco em sonhos, em momentos que nem sei
Que talvez tenha vivido, que perdi, ou que fui
Pedaços de mim perdidos nas dores que já chorei

Corro por horizontes que minha tristeza inventou
Crio saudades infindas com elas brinco de amor
Faço recortes do tempo para saber quem eu sou

Não quero parir versos nem cantos, só encantos
Assim minha alma em cantar ao mundo, insiste
Mas, como entender o canto livre de uma alma triste?

José João
24/10/2.019

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Chorar por amor é diferente

Não sei se é tristeza o que sinto
Mas sei que chorar não é preciso
E, se por acaso, apenas minto
Por ser meu pranto tão indeciso

Talvez seja meu mal, a solidão,
Ou quem sabe seja só a saudade
Fazendo que eu viva uma ilusão
Me fazendo sorrir por caridade

Entre essas tantas dores me perdi
Mas será que chorar não é preciso?
Foi só o que fiz dizendo que vivi

Chorei sorrisos, lágrimas e prantos
Chorei em versos, em poesias e cantos
Mas por amor, foi o meu maior encanto

José João
23/10/2.019

sábado, 19 de outubro de 2019

Minha alma e eu

Oh alma minha que de tão triste chora,
Porque te perdes nesse doloro pranto?
Finge não ser dor, a dor que sentes agora
Mente pra mim, faz-me que seja canto.

- Fiz-me voz e por te gritei ao tempo
Sonhei os sonhos que querias ter sonhado
A voz se perdeu em eco levado pelo vento
E dos sonhos não resta um a ser lembrado

Alma minha não me culpe pelo que sentes
Olhei com teus olhos o que me permitiste
Agora a dor é a mesma, não são diferentes

Meus olhos choram a dor que sentimos
É o mesmo, o pranto que nós choramos
É a mesma angustia que tu e eu gritamos.

José João
19/10/2.019

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Coisas de um velho poeta!!

Ah! O velho poeta! 
Chorou a dor de tantos adeus ouvidos...
Uns ditos em silêncio, outros em lágrimas...
Alguns em acenos, outros, os mais doídos,
Chorados com a alma. Quanto pranto!
Quantas palavras mudas ficaram presas
Em soluços que deram som ao pranto!
Quantas noites a luz para a escuridão
Era feita apenas pelo brilho da tristeza
Nos olhos... tristes, vazios, escondidos
Na solidão de um pranto gritando momentos
Que desde muito eram apenas saudade... 
Ah! Mas o velho poeta sorria chorando
Nos versos onde ele bem sabia fingir...
Escrevia saudades risonhas nas poesias,
Brincava com as palavras em rimas soltas,
Em alegrias rotas, em angustias loucas
E... tecia uma história fingida com...
Gosto de tristeza na boca.

José João
14/10/2.019

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Sem medo de amar

Todos os dias eu amo, sempre mais e mais.
Todos os diss quero ser livre para isso,
Para me entregar sem medos e sem reservas,
Correr entre meus sonhos, alegres, tristes...
Mas quero a liberdade de sonhar, chorar...
Se for preciso, chorar é apenas um detalhe
Mas é quando sou eu mesmo, é quando
Toda a verdade da alma florece nos olhos
E me faz único, quando sou lágrimas
Sou minha maior verdade, sou eu brincando
De me dizer as coisas que ninguém diz...
De me ouvir em silêncio como se fosse
Uma confissão de mim pra mim mesmo.
Mas quero ser livre para amar, para dar
O melhor de mim, mesmo que me custe
Alguns amanhãs cheios das titezas
Dos ontens que, por ventura, vivi.

José João
10/10/2.019

sábado, 28 de setembro de 2019

Quando a tarde vai indo...

Essa saudade de te quando a tarde vai indo lenta,
Quando o sol, em acenos tristes, vai lentamente,
Lá para o horizonte que, para espantar a tristeza,
Se pinta de tantas cores que os olhos se perdem
Na beleza divina que a saudade faz a alma ver
Como se fosse a própria encarnação do amor,
Nesse momento, sinto o gosto da tarde...
No sabor da saudade que me permites sentir, 
Ouço a voz do vento, sinto o perfume do tempo, 
E me entrego aos devaneios e sonhos e... vou ...
Cheio de reticências, escolhendo palavras leves
Para não quebrar o encanto, respirando suave
Para não espantar o sonho da alma que te busca
Entre os momentos que se fizeram eternos...
Ah! Quando a tarde me convida pra te encontrar
Nessa saudade que sinto! Até as lágrimas vêm...
E brincam de ser palavas, de ser tristeza...
De ser história... minha história de sempre.

José João
28/09/2.019

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Quando te sinto o mundo cala.

...Te beijo, um beijo ardente no louco desejo
Que me toma, te sonho como fosses meu dia
A abrir-se desde o alvor criança da madrugada
Ao por-se o sol na beleza que a saudade cria.

Entrego-me no  melodioso som do silêncio
A ouvir tua voz que a brisa em sinfonia
Divina, se faz canto e me leva em sonhos
Por caminhos que tua presença ilumina

Aquiedo-me no abraço prazeroso da saudade
A sentir o perfume que tua ausência não toma
E dou-me ao prazer de fazer-te minha verdade

Te abraço entre lágrimas que se fazem risos
Como se o momento fosse eterno, fosse tudo
Tanto que até o mundo por respeito fica mudo

José João
03/09/2.019

sábado, 31 de agosto de 2019

Meus sonhos antigos...

Talvez meus sonhos tenham se perdido...
Dentro de mim mesmo. Talvez minhas
Lágrimas se fizeram vivas e, aos gritos,
Contem em profusão, minhas tristezas,
Meus medos, anseios e angustias.
E, no silêncio que a solidão me impõe,
Ouço, nos acordes mudos da aflição 
Que me toma, uma sonata sem melodia,
Sem forma, cheia de desencontros...
Como se fosse meu próprio soluço
Em sintonia com a vontade de chorar.
Paro no fim de um verso para mudar o tom,
Para deixar o som do pranto afogar,
Ainda na garganta, o eco de um suspiro
Triste que insistia em se fazer voz.
E assim, ouço de mim. que os sonhos
Perdidos se fazem reliquias vivas 
Para quem não sabe mais sonhar.

José João
31/08/2.019

sábado, 24 de agosto de 2019

Brinquedos de sonhar.

Ah! Os poetas! Se vestem de solidão e brincam
De chorar. Costuram os trapos da carência
Com pedaços completos de saudade e riem,
Gargalham da própria dor que sentem e fingem,
Com sorrisos, que suas lágrimas não são choradas,
É apenas a alma brincando de fazer dos olhos 
Sua voz (muda) mas eloquente, como se o pranto
Fosse palavras soltas contando histórias vivas
Que ainda não se perderam no tempo.
Brincam de fingir que as verdades são sonhos,
Até que são mentiras e deixam que pensem assim.
Chora sozinho e... se o surpreendem ele...ri
Se quiser, em tão estrondosa gargalhada
Que até mesmo a solidão, a carência, a tristeza
Se surpreendem e não sabem o que fazer, 
E se perdem, e se vão até que o poeta, outra vez
Fique sozinho. Ah! Esses poetas! Até dos versos
Fazem brinquedos de sonhar!

José João
24/08/2.019

terça-feira, 23 de julho de 2019

A solidão em versos

Corro entre as paredes da solidão com versos...
Com meus versos, livres soltos, cheios de mim.
Voam ao tempo levam risos, lágrimas, histórias,
Levam saudades que nunca deixei de sentir e... vão
Estendem-se no eco do meu grito e se perdem...
Buscando um horizonte colorido, histórias novas
Ou, quem sabe, até mesmo outras lágrimas
Que talvez sejam parídas por outras saudades
Que vou aprender a sentir. Tudo é imprevísivel.
As vezes escrevo poemas invisiveis nas asas
Do tempo, outros declamo com a voz do vento,
Alguns escrevo na areia da praia e vem o mar,
Lê e os apaga por egoísmo, apena ele quer ler.
Minhas poesias! Cheias de coisas minhas...
Cheias de risos falsos, de lágrimas alegres...
De palavras perdidas mas...quando digo:
Amo...aí não sou eu... é minha alma que diz.
E ... ela não mente.

José João
23/07/2.019

sexta-feira, 5 de julho de 2019

A saudade é ... uma doce lição...

Não esconda a saudade que sentes, se quiseres, 
Se tua alma achar preciso: chora, não tenha medo
De acharem ridículo. Ridículo é não ter uma saudade
Pra chorar, uma história pra contar e momentos 
Para lembrar. Se as lembraças de comprimem o peito,
Grita, mesmo em silêncio, mas faz que a vida te ouça,
Se for difícil sorrir, se for difícil não chorar, 
Copia o mais bonito sorriso que um dia deste e,
Se ainda assim, for difícil não chorar... chora
Mas com as lágrimas mais bonitas, mais brilhantes,
Iguais aquelas que choraste quando te disseram: te amo.
Mas não esconde tua saudade, nem foge dos momentos
De solidão, as vezes ela é preciso, as vezes nem é solidão
É você com você mesmo, se ouvindo, se dizendo
O que só você pode dizer. Nesse momento ... TE AMA
Lembra os momentos que tiveste, pensa o que viveste
Com certeza tem muitos momentos lindos, só teus
momentos que só tu viveste por seres único e...
Espera... sempre a saudade é uma lição...
Uma doce lição do que é viver.

José João
05/07/2.019

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Eu e o mundo.

"Todos os dias vou bem longe...
lá longe em meus pensamentos.
Tanto pra trás, quanto pra frente.
Pra me perceber entendendo quem de fato sou.
Porém a busca é incessante.
A busca jamais descontinua..."
Vou até o infinito, onde chegam os pensamentos,
Vou me buscando em horizontes, em alguns
Me encontro chorando, em outros rindo.
Vou comigo mesmo fazendo rastros
E deixando outros, as vezes é preciso voltar
Para buscar o que vamos precisar lá na frente.
Me percebo em mim e no que me cerca...
E, nessa percepção, me faço forte...
Levo o que preciso para não me cansar...
Não me sentir fadigada, portanto levo
Sempre comigo, sorrisos, carinhos,
Um abraço amigo, uma mão estendida,
Uma palavra de amor, tudo isso
disponível, é uma carga sem peso,
Fácil de carregar e... doar.
Todos o dias vou longe, muito longe

Maida  Gurgel
José João
28/06/2.019

quarta-feira, 19 de junho de 2019

... a poesia se escondeu de mim

É noite, a insonia não me permitiu sonhar,
O silêncio é gritante, é voraz e a saudade...
Fica gritando um nome que o tempo não apagou.
Levanto, a luz fraca de uma vela apenas diminui
A escuridão. Procuro uma poesia perdida na noite,
Lápis, papel e eu. Sento, olho a chama da vela,
Meus dedos brincam com o lápis, o papel deitado,
Procuro um pedaço de mim, olho para os lados...
Ia começar um verso quando me surpreendo ao ver
Um sorriso triste sobre a mesa, nos olhamos e...
O sorriso...continuou triste, mais para o lado,
Algumas lágrimas abraçadas me chamavam
Para chora-las, mas não queria chorar, queria
Apenas escrever uma poesia, a noite permitia
Mas... o sorriso triste deitado sobre a mesa,
As lágrimas abraçadas pedindo olhos 
Para serem choradas, como se não bastasse,
Um pedaço de angustia pulando e gritando
Estridente que queria ser sentido, o mais
Díficil foi ver a saudade sentada a meu lado,
Olhar triste fixo em mim se sentindo carente
E a solidão,  com um olhar brilhante e devasso,
Como se estivesse no cio se fazia espaço
E tomava o tempo, as palavras e a razão.
Assim, só pude descrever o que eu via
Não pude fazer minha poesia... nessa noite

José João
19/06/2.019

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Um causo de amô.

- Ô cumpade, pra donde ocê vai tão dipressa?
- Ô cumpade, tô indo imbora, nun guento mai
É um furmigamento  nos peito, uma dô qui num dói,
É uma farta de ar, mermo livre no tempo,
Num sei cumpade, vou andá pru mode vê
Se tudo isso passa, num guento mai cumpade,
Os óio é todo tempo moiado, um ardume.
- Cumpade ocê devi de tá muito duente,
Lá na capitá tem um dotô qui pode ajudá,
Cumpade querendo nós vai lá.
- Priciso de dotô não cumpade. U qui vô dizê?
Uma dô qui num dói, um chorá sem chorá,
Um andá sem rumo, sem vuntade de nada,
Uma lerdeza na mente, uma farta de tudo
Sem nada fartá, é uma dô dismiolada
Qui mi tira o tino, é uma tristeeeza, cumpade
Qui inté parece um caminho cumprido, sem fim.
- Cumpade, ocê senti dô nas perna? Nos braço?
Ocê sente dô no corpo todo?
- Num sei não cumpade, que raio de dô é essa,
Cumpade num intende, é uma dô qui num dói
As vês cumpade achu que é arma que dói,
Qui qué chorá cum meus oio, só pode
- Cumpade, a arma da gente num dói i num sente.
- É cumpade pode de sê, num sei não,
Se num sê, cumpade, é uma duença istranha
Qui da vuntade de corrê, de gritá
Tão istranha, cumpade, qui si os outro ri
Num achu graça não, parece tudo bestêra,
As pessoa ri de besta qui são, prá qui ri?
- Ih cumpade, qui qui é isso? As pessoa ri sim.
- Pro mode quê, cumpade? Qui qui é ingraçado?
- A vida, cumpade, a vida.
- Mai qui vida danada, cumpade, danada de tristi,
 Uma vuntade de ficá só... sem dizê nada...
Mas cumpade, o mais pió  é qui num tem um lugá
Onde di eu pudê i i num sinti isso.
Parece qui é dentro deu cumpade, e sabe duma acoisa,
Cum certeza se fosse uma muié chorava.
- Será cumpade?
- Cum certza cumpade, as muié pra isso
É mais macho que nóis.
- Sei não cumpade. mais cumpade vá pra casa,
Dê umas bitoca na cumade Zefinha,
Conte umas prosa pra ela, cumpade qui gosta tanto dela.
- Ah, cumpade, a Zefinha foi imbora, foi imbora, cumpade.

José João
16/06/2.019

domingo, 16 de junho de 2019

Parindo encantos

Quero cavalgar meus sonhos,
Romper fronteiras, sem limites,
Sem portão e sem porteiras.
Quero cavalgar além dos meus pensamentos,
Ir bem longe, sem nunca chegar,
Mas sempre indo, como faz o vento.
Abrir o ventre da história
E escrever meu nome em suaves
Labaredas ardentes... que não queime
Mas que marque e fique sempre.
Não quero ser muito, nem ser mais,
Não quero ser pequeno nem ser pouco,
Quero ser apenas a medida certa
Nas emoçoes que meu sentimento despertar.
Quero preencher os espaços vazios
Sem causar dor nem prantos
Não abortar versos nem cantos
Quero apenas parir encantos
Numa gestação que não seja precoce
Mas que se fecunde a cada instante.
Quero ser uma poesia única
Que ninguém entenda ou decifre...
Que apenas aceite...
E nas poesias que parir
Se confundam e jamais saibam
Se são verdadeiros os meus fingimentos
Ou se são mentiras as minhas mentiras.

AMCL - Academia Mundial de Cultura e Literatura
Cadeira: 28
Patrono: Antero de Quental
Postagem oficial: 18/03/2.024
(16/02/2.019

sábado, 15 de junho de 2019

Cada lágrima tem o perfume dela

Lá vem a solidão como se fosse amiga,
Chega no silêncio de mim e do tempo
Se entrega plena, solta a me festejar
Dói, grito, mas calo, não posso chorar

Vem lentamente e sem nenhum pressa
A saudade, perco a voz num murmurar
Minha alma se agita em tremores lívidos
Mas... outra vez calo... não posso chorar

Não quero mais lembrar que amei um dia
Quero a liberdade de ser livre... ser solto
Não posso chorar, o que minha alma faria?

Se chorar, coitada de minha pobre alma,
Embora saiba que cada lágrima seria bela
Mas cada uma delas traria o perfume dela

José João
15/06/2.019

terça-feira, 11 de junho de 2019

Vale a pena esperar o amanhã

A vida, se fez pra mim uma estrada, longa estrada,
Um caminho sem margens, as vezes até sem chão,
Retas compridas que muitas vezes me cansavam
Os olhos a distância entre mim e o horizonte...
Tão distante que até ficava enfadonho caminhar,
Outras vezes as curvas, tantas, que não me permitiam
Ver o que viria... mas continuava, não se pode parar.
Quantas vezes, nessa estrada, lágrimas e chuva
Se confundiam em meu rosto, se misturavam
Como se tudo fosse pranto que eu precisasse chorar.
Quantas vezes as estrelas e eu nos fizemos amigos
Quando em noites frias a solidão se fazia parte de mim!
Caminhei entre saudades, dores, angustias e sonhos,
Entre carências e, as vezes, perdido... sem rastros
Para seguir por ter perdido a rota e, as estrelas,
Se esconderem dentro de noites vazias que vivi.
Um dia aprendi, a vida se renova a cada dia,
Não se tem que correr, apenas se tem que viver,
Cada dia é um pedaço de estrada, cada amanhã
É uma esperança, que vale se esperar e... viver

José João
11/06/2.019

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Meus sonhos... são como folhas no outono

Meus sonhos... são assim como folhas no outono
Levadas pelo vento, o tempo, como ventania
De verão, os slevou também, para onde? 
Não sei, mas para muito além de mim
Onde só o pensamento chega... onde ...
Só as lágrimas vão. Pra lá foram as folhas,
Histórias, lágrimas... como se o outono
Quisesse esconder da primavera as tristezas
Que não alegram as flores... como é a vida.
Assim fiquei sem hisstórias, sem lágrimas,
Olhos vazios procurando em horizontes perdidos
Poesias inacabadas, poesias sem dono...
Poesias que nunca ninguém esceveu...
E dentro delas me colocar como rima perdida
Ou mesmo como uma opalavra solta, sem sentido,
Ou até mesmo como um folha de outono caída
Rolando na poeira, sem beleza, muda, entdrisstecida,
Chorando sua dor sem ser percebida


José João 
09/06/2.019

sexta-feira, 7 de junho de 2019

A poesia que não fiz

Hoje as palavras correm, fogem dos versos
Estes se perdem sem métrica, sem rimas
Ficam vazios, sem alma, outros inacabados
Como se a dor e solidão os tivessem calados

Eu, calado ou perdido dentro de mim, não sei,
Num silêncio que não gosto de ouvir ou sentir
Brinco com os olhos que inistem em gritar,
Com lágrimas, como se assim pudessem falar

Sinto uma saudade diferente, estranha, doída
Mas as palavras se foram perdidas no tempo
Como se na poesia não encontrassem alento

Sento no meio do nada, a alma nada me diz
Me busco, me procuro, não sei, me perdi...
E fugiu de mim a poesia que chorei e não fiz.

José João
07/06/2.019

sábado, 1 de junho de 2019

Dei tudo... até meus prantos

Que queres ainda de mim? Não te basta a dor?
Essa dor que deixaste, que choro, que sinto.
Que queres ainda? Já são teus os meus prantos,
Saudades e lágrimas, desespero, choro... não minto

O que mais podes querer? Em silêncio pergunto
Respostas me veem a vulso, meus sonhos? Será?
Meus pensamentos?! Que tempo tenho para pensar?
Tudo ficou aí, vim apenas com a tristeza e o vagar

Levo somente pedaços de mim num verso vazio
Desses que as lágrimas nos olhos declamam
Abraçadas com a saudade como se tivessem no cio

O que poderia ainda ter para dar? Prantos... já dei
Sonhos? Ah! Quantos sonhos! Até acordado sonhei 
Mas todos foram tomados, nem com os sonhos fiquei.

José João
01/06/2.019

...culpa da solidão.

As vezes a solidão é tão incoerente! Insiste
Em perguntar o que não se tem resposta...
E um silêncio fica dentro da gente, calando
O tempo, calando a alma, calando o pensamento,
Fazendo um olhar perdido se perder no nada, 
Como se nada mais tivesse para ser visto.
As palavras, que seriam tristes, como se fossem
Lágrimas faladas, se calam e, só sussurros,
Como se fosse a voz do vento, triste, reclamando
Das folhas que não querem leva-lo além, e ali,
Num sonolento bordejar ... sem pressa de ir,
Fica, assim com ficam as lembranças, os prantos
A saudade, a dor da perda, o vazio da ausência.
Aí, lentamente, como se tivesse medo de despertar
Um sono ou espantar um sonho... vem a poesia.
Vestida de palavras tristes, com versos molhados,
E rimas perdidas, sem  presunção de ser bela,
Quer apenas mostrar o que a alma sente...
Culpa da solidão, teimosa e incoerente!

José João
01/06/2.019



sexta-feira, 31 de maio de 2019

Apenas meus versos sabem traduzir-me

Meus versos! O que são meus versos? O que são?
São apenas pedaços de mim, alguns completos,
Outros inacabados, outros contam meus vazios,
Alguns me fazem louco, outros amante do mundo,
Dentro dos versos me perco de mim e, as vezes,
Sou o que nem sei. Na magia dos versos começo
Com um ponto final, páro nuvens no céu e delas
Faço um pássaro,  faço das flores minhas amantes,
Brinco de desenhar a brisa, de cantar com o vento.
Há quem me ache louco! Não me importo...
Sei dar cor à solidão, sei pintar lágrimas, sei até
O que diz o silêncio e a bela silhueta da saudade.
Meus versos são como se o tempo fizesse
Uma cópia da minha alma, buscasse seus segredos
E os entregasse ao mundo em charadas divinas.
Entre louco e demente vou sem pressa de chegar
Vou cantando canções que não sei e rezando
Orações que inventei. Riem de minhas locuras!
.Mas ... apenas meus versos me conhecem e...
 Sabem traduzir-me

José João
31/05/2019