quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Que me seja dado esse prazer

 Conversar com o tempo confessando coisas que nunca disse,
Olhando o horizonte como fosse o céu a escutar minha voz
Confessar em silêncio arrependimento por ter ou não ter feito
E pedir oportunidade para consertar meus erros e defeitos

Amar como nunca amei, segurar mãos frágeis e servir de guia,
Ouvir tristezas e alegrias e saber dizer as palavras mais certas,
Fazer sorrir ou até dividir lágrimas se por acaso isso for preciso
Ser presente para quem precisa, ser o amigo nas horas incertas

Fazer buquês de poesias inocentes, entrega-los a quem quiser,
Cantar em versos cantigas que encham de alegria os corações,
Pedir que me façam ser aquele que sabe ouvir, calar ou falar,
Que saiba olhar nos olhos e juntos rezarmos nossas orações.

Sentado no tardar do dia, ver o que mundo tem para se fazer...
E ir, levando alegrias completas, sonhos de amor verdadeiro,
Palavras risonhas, enxugar lágrimas com lenços de poesia,
Inventar caminhos floridos e fazer da vida uma doce magia.

Cruz Filho
30/09/2.026

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