domingo, 10 de novembro de 2019

Como posso saber

As vezes me pergunto o que são minhas lágrimas,
Serão letras avulsas perdidas sem formar palavras?
Será sejam clamores mudos a se perderem no tempo?
Ou são pedaços de poesias que chorando eu invento?

Não sei. Pergunto ao tempo o que seja meu pranto
Não sei se é minha alma inventando um triste canto
Como fosse a angustia de um pássaro preso a gorjear
Fazendo da beleza do gorjeio apenas um triste chorar

Não sei de onde vêm as tantas lágrimas que choro
Se são minhas ou de algum anjo, coitado, perdido 
Que tanto se entregou e agora se sente esquecido.

Ou quem sabe  um anjo poeta solto aí no espaço
Usando meus olhos para chorar suas dores
E até quem sabe, sejam suas as poesias que faço?

José João
10/11/2.019

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