quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Chorar por amor é diferente

Não sei se é tristeza o que sinto
Mas sei que chorar não é preciso
E, se por acaso, apenas minto
Por ser meu pranto tão indeciso

Talvez seja meu mal, a solidão,
Ou quem sabe seja só a saudade
Fazendo que eu viva uma ilusão
Me fazendo sorrir por caridade

Entre essas tantas dores me perdi
Mas será que chorar não é preciso?
Foi só o que fiz dizendo que vivi

Chorei sorrisos, lágrimas e prantos
Chorei em versos, em poesias e cantos
Mas por amor, foi o meu maior encanto

José João
23/10/2.019

sábado, 19 de outubro de 2019

Minha alma e eu

Oh alma minha que de tão triste chora,
Porque te perdes nesse doloro pranto?
Finge não ser dor, a dor que sentes agora
Mente pra mim, faz-me que seja canto.

- Fiz-me voz e por te gritei ao tempo
Sonhei os sonhos que querias ter sonhado
A voz se perdeu em eco levado pelo vento
E dos sonhos não resta um a ser lembrado

Alma minha não me culpe pelo que sentes
Olhei com teus olhos o que me permitiste
Agora a dor é a mesma, não são diferentes

Meus olhos choram a dor que sentimos
É o mesmo, o pranto que nós choramos
É a mesma angustia que tu e eu gritamos.

José João
19/10/2.019

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Coisas de um velho poeta!!

Ah! O velho poeta! 
Chorou a dor de tantos adeus ouvidos...
Uns ditos em silêncio, outros em lágrimas...
Alguns em acenos, outros, os mais doídos,
Chorados com a alma. Quanto pranto!
Quantas palavras mudas ficaram presas
Em soluços que deram som ao pranto!
Quantas noites a luz para a escuridão
Era feita apenas pelo brilho da tristeza
Nos olhos... tristes, vazios, escondidos
Na solidão de um pranto gritando momentos
Que desde muito eram apenas saudade... 
Ah! Mas o velho poeta sorria chorando
Nos versos onde ele bem sabia fingir...
Escrevia saudades risonhas nas poesias,
Brincava com as palavras em rimas soltas,
Em alegrias rotas, em angustias loucas
E... tecia uma história fingida com...
Gosto de tristeza na boca.

José João
14/10/2.019

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Sem medo de amar

Todos os dias eu amo, sempre mais e mais.
Todos os diss quero ser livre para isso,
Para me entregar sem medos e sem reservas,
Correr entre meus sonhos, alegres, tristes...
Mas quero a liberdade de sonhar, chorar...
Se for preciso, chorar é apenas um detalhe
Mas é quando sou eu mesmo, é quando
Toda a verdade da alma florece nos olhos
E me faz único, quando sou lágrimas
Sou minha maior verdade, sou eu brincando
De me dizer as coisas que ninguém diz...
De me ouvir em silêncio como se fosse
Uma confissão de mim pra mim mesmo.
Mas quero ser livre para amar, para dar
O melhor de mim, mesmo que me custe
Alguns amanhãs cheios das titezas
Dos ontens que, por ventura, vivi.

José João
10/10/2.019

sábado, 28 de setembro de 2019

Quando a tarde vai indo...

Essa saudade de te quando a tarde vai indo lenta,
Quando o sol, em acenos tristes, vai lentamente,
Lá para o horizonte que, para espantar a tristeza,
Se pinta de tantas cores que os olhos se perdem
Na beleza divina que a saudade faz a alma ver
Como se fosse a própria encarnação do amor,
Nesse momento, sinto o gosto da tarde...
No sabor da saudade que me permites sentir, 
Ouço a voz do vento, sinto o perfume do tempo, 
E me entrego aos devaneios e sonhos e... vou ...
Cheio de reticências, escolhendo palavras leves
Para não quebrar o encanto, respirando suave
Para não espantar o sonho da alma que te busca
Entre os momentos que se fizeram eternos...
Ah! Quando a tarde me convida pra te encontrar
Nessa saudade que sinto! Até as lágrimas vêm...
E brincam de ser palavas, de ser tristeza...
De ser história... minha história de sempre.

José João
28/09/2.019

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Quando te sinto o mundo cala.

...Te beijo, um beijo ardente no louco desejo
Que me toma, te sonho como fosses meu dia
A abrir-se desde o alvor criança da madrugada
Ao por-se o sol na beleza que a saudade cria.

Entrego-me no  melodioso som do silêncio
A ouvir tua voz que a brisa em sinfonia
Divina, se faz canto e me leva em sonhos
Por caminhos que tua presença ilumina

Aquiedo-me no abraço prazeroso da saudade
A sentir o perfume que tua ausência não toma
E dou-me ao prazer de fazer-te minha verdade

Te abraço entre lágrimas que se fazem risos
Como se o momento fosse eterno, fosse tudo
Tanto que até o mundo por respeito fica mudo

José João
03/09/2.019

sábado, 31 de agosto de 2019

Meus sonhos antigos...

Talvez meus sonhos tenham se perdido...
Dentro de mim mesmo. Talvez minhas
Lágrimas se fizeram vivas e, aos gritos,
Contem em profusão, minhas tristezas,
Meus medos, anseios e angustias.
E, no silêncio que a solidão me impõe,
Ouço, nos acordes mudos da aflição 
Que me toma, uma sonata sem melodia,
Sem forma, cheia de desencontros...
Como se fosse meu próprio soluço
Em sintonia com a vontade de chorar.
Paro no fim de um verso para mudar o tom,
Para deixar o som do pranto afogar,
Ainda na garganta, o eco de um suspiro
Triste que insistia em se fazer voz.
E assim, ouço de mim. que os sonhos
Perdidos se fazem reliquias vivas 
Para quem não sabe mais sonhar.

José João
31/08/2.019

sábado, 24 de agosto de 2019

Brinquedos de sonhar.

Ah! Os poetas! Se vestem de solidão e brincam
De chorar. Costuram os trapos da carência
Com pedaços completos de saudade e riem,
Gargalham da própria dor que sentem e fingem,
Com sorrisos, que suas lágrimas não são choradas,
É apenas a alma brincando de fazer dos olhos 
Sua voz (muda) mas eloquente, como se o pranto
Fosse palavras soltas contando histórias vivas
Que ainda não se perderam no tempo.
Brincam de fingir que as verdades são sonhos,
Até que são mentiras e deixam que pensem assim.
Chora sozinho e... se o surpreendem ele...ri
Se quiser, em tão estrondosa gargalhada
Que até mesmo a solidão, a carência, a tristeza
Se surpreendem e não sabem o que fazer, 
E se perdem, e se vão até que o poeta, outra vez
Fique sozinho. Ah! Esses poetas! Até dos versos
Fazem brinquedos de sonhar!

José João
24/08/2.019

terça-feira, 23 de julho de 2019

A solidão em versos

Corro entre as paredes da solidão com versos...
Com meus versos, livres soltos, cheios de mim.
Voam ao tempo levam risos, lágrimas, histórias,
Levam saudades que nunca deixei de sentir e... vão
Estendem-se no eco do meu grito e se perdem...
Buscando um horizonte colorido, histórias novas
Ou, quem sabe, até mesmo outras lágrimas
Que talvez sejam parídas por outras saudades
Que vou aprender a sentir. Tudo é imprevísivel.
As vezes escrevo poemas invisiveis nas asas
Do tempo, outros declamo com a voz do vento,
Alguns escrevo na areia da praia e vem o mar,
Lê e os apaga por egoísmo, apena ele quer ler.
Minhas poesias! Cheias de coisas minhas...
Cheias de risos falsos, de lágrimas alegres...
De palavras perdidas mas...quando digo:
Amo...aí não sou eu... é minha alma que diz.
E ... ela não mente.

José João
23/07/2.019

sexta-feira, 5 de julho de 2019

A saudade é ... uma doce lição...

Não esconda a saudade que sentes, se quiseres, 
Se tua alma achar preciso: chora, não tenha medo
De acharem ridículo. Ridículo é não ter uma saudade
Pra chorar, uma história pra contar e momentos 
Para lembrar. Se as lembraças de comprimem o peito,
Grita, mesmo em silêncio, mas faz que a vida te ouça,
Se for difícil sorrir, se for difícil não chorar, 
Copia o mais bonito sorriso que um dia deste e,
Se ainda assim, for difícil não chorar... chora
Mas com as lágrimas mais bonitas, mais brilhantes,
Iguais aquelas que choraste quando te disseram: te amo.
Mas não esconde tua saudade, nem foge dos momentos
De solidão, as vezes ela é preciso, as vezes nem é solidão
É você com você mesmo, se ouvindo, se dizendo
O que só você pode dizer. Nesse momento ... TE AMA
Lembra os momentos que tiveste, pensa o que viveste
Com certeza tem muitos momentos lindos, só teus
momentos que só tu viveste por seres único e...
Espera... sempre a saudade é uma lição...
Uma doce lição do que é viver.

José João
05/07/2.019

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Eu e o mundo.

"Todos os dias vou bem longe...
lá longe em meus pensamentos.
Tanto pra trás, quanto pra frente.
Pra me perceber entendendo quem de fato sou.
Porém a busca é incessante.
A busca jamais descontinua..."
Vou até o infinito, onde chegam os pensamentos,
Vou me buscando em horizontes, em alguns
Me encontro chorando, em outros rindo.
Vou comigo mesmo fazendo rastros
E deixando outros, as vezes é preciso voltar
Para buscar o que vamos precisar lá na frente.
Me percebo em mim e no que me cerca...
E, nessa percepção, me faço forte...
Levo o que preciso para não me cansar...
Não me sentir fadigada, portanto levo
Sempre comigo, sorrisos, carinhos,
Um abraço amigo, uma mão estendida,
Uma palavra de amor, tudo isso
disponível, é uma carga sem peso,
Fácil de carregar e... doar.
Todos o dias vou longe, muito longe

Maida  Gurgel
José João
28/06/2.019

quarta-feira, 19 de junho de 2019

... a poesia se escondeu de mim

É noite, a insonia não me permitiu sonhar,
O silêncio é gritante, é voraz e a saudade...
Fica gritando um nome que o tempo não apagou.
Levanto, a luz fraca de uma vela apenas diminui
A escuridão. Procuro uma poesia perdida na noite,
Lápis, papel e eu. Sento, olho a chama da vela,
Meus dedos brincam com o lápis, o papel deitado,
Procuro um pedaço de mim, olho para os lados...
Ia começar um verso quando me surpreendo ao ver
Um sorriso triste sobre a mesa, nos olhamos e...
O sorriso...continuou triste, mais para o lado,
Algumas lágrimas abraçadas me chamavam
Para chora-las, mas não queria chorar, queria
Apenas escrever uma poesia, a noite permitia
Mas... o sorriso triste deitado sobre a mesa,
As lágrimas abraçadas pedindo olhos 
Para serem choradas, como se não bastasse,
Um pedaço de angustia pulando e gritando
Estridente que queria ser sentido, o mais
Díficil foi ver a saudade sentada a meu lado,
Olhar triste fixo em mim se sentindo carente
E a solidão,  com um olhar brilhante e devasso,
Como se estivesse no cio se fazia espaço
E tomava o tempo, as palavras e a razão.
Assim, só pude descrever o que eu via
Não pude fazer minha poesia... nessa noite

José João
19/06/2.019

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Um causo de amô.

- Ô cumpade, pra donde ocê vai tão dipressa?
- Ô cumpade, tô indo imbora, nun guento mai
É um furmigamento  nos peito, uma dô qui num dói,
É uma farta de ar, mermo livre no tempo,
Num sei cumpade, vou andá pru mode vê
Se tudo isso passa, num guento mai cumpade,
Os óio é todo tempo moiado, um ardume.
- Cumpade ocê devi de tá muito duente,
Lá na capitá tem um dotô qui pode ajudá,
Cumpade querendo nós vai lá.
- Priciso de dotô não cumpade. U qui vô dizê?
Uma dô qui num dói, um chorá sem chorá,
Um andá sem rumo, sem vuntade de nada,
Uma lerdeza na mente, uma farta de tudo
Sem nada fartá, é uma dô dismiolada
Qui mi tira o tino, é uma tristeeeza, cumpade
Qui inté parece um caminho cumprido, sem fim.
- Cumpade, ocê senti dô nas perna? Nos braço?
Ocê sente dô no corpo todo?
- Num sei não cumpade, que raio de dô é essa,
Cumpade num intende, é uma dô qui num dói
As vês cumpade achu que é arma que dói,
Qui qué chorá cum meus oio, só pode
- Cumpade, a arma da gente num dói i num sente.
- É cumpade pode de sê, num sei não,
Se num sê, cumpade, é uma duença istranha
Qui da vuntade de corrê, de gritá
Tão istranha, cumpade, qui si os outro ri
Num achu graça não, parece tudo bestêra,
As pessoa ri de besta qui são, prá qui ri?
- Ih cumpade, qui qui é isso? As pessoa ri sim.
- Pro mode quê, cumpade? Qui qui é ingraçado?
- A vida, cumpade, a vida.
- Mai qui vida danada, cumpade, danada de tristi,
 Uma vuntade de ficá só... sem dizê nada...
Mas cumpade, o mais pió  é qui num tem um lugá
Onde di eu pudê i i num sinti isso.
Parece qui é dentro deu cumpade, e sabe duma acoisa,
Cum certeza se fosse uma muié chorava.
- Será cumpade?
- Cum certza cumpade, as muié pra isso
É mais macho que nóis.
- Sei não cumpade. mais cumpade vá pra casa,
Dê umas bitoca na cumade Zefinha,
Conte umas prosa pra ela, cumpade qui gosta tanto dela.
- Ah, cumpade, a Zefinha foi imbora, foi imbora, cumpade.

José João
16/06/2.019

domingo, 16 de junho de 2019

Parindo encantos

Quero cavalgar meus sonhos,
Romper fronteiras, sem limites,
Sem portão e sem porteiras.
Quero cavalgar além dos meus pensamentos,
Ir bem longe, sem nunca chegar,
Mas sempre indo, como faz o vento.
Abrir o ventre da história
E escrever meu nome em suaves
Labaredas ardentes... que não queime
Mas que marque e fique sempre.
Não quero ser muito, nem ser mais,
Não quero ser pequeno nem ser pouco,
Quero ser apenas a medida certa
Nas emoçoes que meu sentimento despertar.
Quero preencher os espaços vazios
Sem causar dor nem prantos
Não abortar versos nem cantos
Quero apenas parir encantos
Numa gestação que não seja precoce
Mas que se fecunde a cada instante.
Quero ser uma poesia única
Que ninguém entenda ou decifre...
Que apenas aceite...
E nas poesias que parir
Se confundam e jamais saibam
Se são verdadeiros os meus fingimentos
Ou se são mentiras as minhas mentiras.

AMCL - Academia Mundial de Cultura e Literatura
Cadeira: 28
Patrono: Antero de Quental
Postagem oficial: 18/03/2.024
(16/02/2.019

sábado, 15 de junho de 2019

Cada lágrima tem o perfume dela

Lá vem a solidão como se fosse amiga,
Chega no silêncio de mim e do tempo
Se entrega plena, solta a me festejar
Dói, grito, mas calo, não posso chorar

Vem lentamente e sem nenhum pressa
A saudade, perco a voz num murmurar
Minha alma se agita em tremores lívidos
Mas... outra vez calo... não posso chorar

Não quero mais lembrar que amei um dia
Quero a liberdade de ser livre... ser solto
Não posso chorar, o que minha alma faria?

Se chorar, coitada de minha pobre alma,
Embora saiba que cada lágrima seria bela
Mas cada uma delas traria o perfume dela

José João
15/06/2.019

terça-feira, 11 de junho de 2019

Vale a pena esperar o amanhã

A vida, se fez pra mim uma estrada, longa estrada,
Um caminho sem margens, as vezes até sem chão,
Retas compridas que muitas vezes me cansavam
Os olhos a distância entre mim e o horizonte...
Tão distante que até ficava enfadonho caminhar,
Outras vezes as curvas, tantas, que não me permitiam
Ver o que viria... mas continuava, não se pode parar.
Quantas vezes, nessa estrada, lágrimas e chuva
Se confundiam em meu rosto, se misturavam
Como se tudo fosse pranto que eu precisasse chorar.
Quantas vezes as estrelas e eu nos fizemos amigos
Quando em noites frias a solidão se fazia parte de mim!
Caminhei entre saudades, dores, angustias e sonhos,
Entre carências e, as vezes, perdido... sem rastros
Para seguir por ter perdido a rota e, as estrelas,
Se esconderem dentro de noites vazias que vivi.
Um dia aprendi, a vida se renova a cada dia,
Não se tem que correr, apenas se tem que viver,
Cada dia é um pedaço de estrada, cada amanhã
É uma esperança, que vale se esperar e... viver

José João
11/06/2.019

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Meus sonhos... são como folhas no outono

Meus sonhos... são assim como folhas no outono
Levadas pelo vento, o tempo, como ventania
De verão, os slevou também, para onde? 
Não sei, mas para muito além de mim
Onde só o pensamento chega... onde ...
Só as lágrimas vão. Pra lá foram as folhas,
Histórias, lágrimas... como se o outono
Quisesse esconder da primavera as tristezas
Que não alegram as flores... como é a vida.
Assim fiquei sem hisstórias, sem lágrimas,
Olhos vazios procurando em horizontes perdidos
Poesias inacabadas, poesias sem dono...
Poesias que nunca ninguém esceveu...
E dentro delas me colocar como rima perdida
Ou mesmo como uma opalavra solta, sem sentido,
Ou até mesmo como um folha de outono caída
Rolando na poeira, sem beleza, muda, entdrisstecida,
Chorando sua dor sem ser percebida


José João 
09/06/2.019

sexta-feira, 7 de junho de 2019

A poesia que não fiz

Hoje as palavras correm, fogem dos versos
Estes se perdem sem métrica, sem rimas
Ficam vazios, sem alma, outros inacabados
Como se a dor e solidão os tivessem calados

Eu, calado ou perdido dentro de mim, não sei,
Num silêncio que não gosto de ouvir ou sentir
Brinco com os olhos que inistem em gritar,
Com lágrimas, como se assim pudessem falar

Sinto uma saudade diferente, estranha, doída
Mas as palavras se foram perdidas no tempo
Como se na poesia não encontrassem alento

Sento no meio do nada, a alma nada me diz
Me busco, me procuro, não sei, me perdi...
E fugiu de mim a poesia que chorei e não fiz.

José João
07/06/2.019

sábado, 1 de junho de 2019

Dei tudo... até meus prantos

Que queres ainda de mim? Não te basta a dor?
Essa dor que deixaste, que choro, que sinto.
Que queres ainda? Já são teus os meus prantos,
Saudades e lágrimas, desespero, choro... não minto

O que mais podes querer? Em silêncio pergunto
Respostas me veem a vulso, meus sonhos? Será?
Meus pensamentos?! Que tempo tenho para pensar?
Tudo ficou aí, vim apenas com a tristeza e o vagar

Levo somente pedaços de mim num verso vazio
Desses que as lágrimas nos olhos declamam
Abraçadas com a saudade como se tivessem no cio

O que poderia ainda ter para dar? Prantos... já dei
Sonhos? Ah! Quantos sonhos! Até acordado sonhei 
Mas todos foram tomados, nem com os sonhos fiquei.

José João
01/06/2.019

...culpa da solidão.

As vezes a solidão é tão incoerente! Insiste
Em perguntar o que não se tem resposta...
E um silêncio fica dentro da gente, calando
O tempo, calando a alma, calando o pensamento,
Fazendo um olhar perdido se perder no nada, 
Como se nada mais tivesse para ser visto.
As palavras, que seriam tristes, como se fossem
Lágrimas faladas, se calam e, só sussurros,
Como se fosse a voz do vento, triste, reclamando
Das folhas que não querem leva-lo além, e ali,
Num sonolento bordejar ... sem pressa de ir,
Fica, assim com ficam as lembranças, os prantos
A saudade, a dor da perda, o vazio da ausência.
Aí, lentamente, como se tivesse medo de despertar
Um sono ou espantar um sonho... vem a poesia.
Vestida de palavras tristes, com versos molhados,
E rimas perdidas, sem  presunção de ser bela,
Quer apenas mostrar o que a alma sente...
Culpa da solidão, teimosa e incoerente!

José João
01/06/2.019



sexta-feira, 31 de maio de 2019

Apenas meus versos sabem traduzir-me

Meus versos! O que são meus versos? O que são?
São apenas pedaços de mim, alguns completos,
Outros inacabados, outros contam meus vazios,
Alguns me fazem louco, outros amante do mundo,
Dentro dos versos me perco de mim e, as vezes,
Sou o que nem sei. Na magia dos versos começo
Com um ponto final, páro nuvens no céu e delas
Faço um pássaro,  faço das flores minhas amantes,
Brinco de desenhar a brisa, de cantar com o vento.
Há quem me ache louco! Não me importo...
Sei dar cor à solidão, sei pintar lágrimas, sei até
O que diz o silêncio e a bela silhueta da saudade.
Meus versos são como se o tempo fizesse
Uma cópia da minha alma, buscasse seus segredos
E os entregasse ao mundo em charadas divinas.
Entre louco e demente vou sem pressa de chegar
Vou cantando canções que não sei e rezando
Orações que inventei. Riem de minhas locuras!
.Mas ... apenas meus versos me conhecem e...
 Sabem traduzir-me

José João
31/05/2019

Não escrevo versos bonitos, escrevo...eu

Não me preocupo em fazer versos bonitos
Nem poesias perfeitas, não me preocupo...
Em agradar almas nem corações, se pra isso
Tiver que não ser eu. Apenas quero e tento,
Escrever o que a alma, as vezes em pranto,
Me sussurra o que devo dizer. Se os versos
São longos ou curtos, secos e sem rimas,
Não importa, apenas dizem meu momento.
Não me importa também se acham rdículas
Minhas lágrimas, as vezes é minha voz
Em reluzentes gritos levando ao mundo
A saudade ou a dor que sinto. Me perco
Dentro de mim, quando o que vivi se faz
Mais do que vivo e, traz para hoje, o que
Talvez tenha sido o que de melhor vivi,
Me preocuparia sim, se meus versos
Tivessem a beleza das flores e, coitados,
A aridez do deserto. Aí não seria eu,
Seria a mentira de mim.

José João
31/05/2.019

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Teus rastros

Ainda hoje, vou por caminhos perdidos e até não sei
Onde me levarão, talvez me levem para mais longe
De todas as estradas e horizontes que um dia andei,
Talvez me levem para além dos sonhos que já sonhei

Sigo por ruas, estradas, veredas, labirintos perdidos
Cheios de solidão por mim levada no peito em chama
E a angustia a brincar comigo, insiste e nem mais ligo
Em perguntar se essa dor é oração ou é só castigo

Sol a pino, até sombras no chão se deitam pelo calor
Que queima o tempo, queima a alma que chora a dor
Da ausência tão sentida que nem a morte lhe é temor

Caminhos tem, tantos e tantos mais para poder seguir 
Os rastros que a saudade, por compaixão, deixou ficar
Teu perfume, que o tempo, ao vento, não permitiu levar

José João
24/05/2.019

A eternidade dos momentos

A voz do eco do meu silêncio,
Por ironia, grita apenas o teu nome
E eu, a calar-me por não ter voz
Choro aos prantos essa dor atroz

Dor por saber-me tão vazio
Pois tu me preenchias toda a alma
Como fosse o amor em pleno cio
A faze-la límpida por tão calma

E eu, cativo, em divino estremecer 
Por fazer-me apenas e todo teu
Por toda vida, por todo meu viver

Haverá um dia a dizer-me a saudade
Que tudo foi tão belo e ainda assim será
Porque cada momento se fará eternidade

José João
24/05/2.019

quarta-feira, 22 de maio de 2019

A dor da noite

Lentamente, a noite esvaindo-se... vai
Com ela, uma a uma as estrelas obedientes
Também vão dormir ou esconder-se. Onde?
Talvez em outros sonhos tristes e carentes

Quem dera com a noite se fosse essa dor
Essa minha dor tão doída, forte e solidária
Que me deixa no pensamento feridas cruas
E na alma dolorosas cicatrizes vivas e nuas

Noites em que sonhos são resquícios mortos
De momentos que se foram e... se vividos
Foram meros pedaços de vida no tempo perdidos

São noites em que a solidão toma forma viva
Condensa-se e tão forte que lhe ouço o respirar,
Se aproxima tanto que... lhe sinto o abraçar.

José João
22/05/2.019

terça-feira, 21 de maio de 2019

Hoje posso rir

Hoje posso brincar de fazer risos,  afinal,
Ontem gastei  todas as minhas lágrimas
Brincando de sentir saudade e... chorando,
Não com essas lágrimas que caem dos olhos
Mas com as que veem da alma, essas sim,
Doídas, tristes, mas... não é de prantos
Que quero falar, quero falar de risos... risos,
Hoje posso, a falta de lágrimas me permite,
E eles, os risos, chegaram hoje pela manhã
Tímidos em meu rosto... foram se fazendo
Mais vivos, mais alegres, olhavam os olhos
E não viam vestígios de lágrimas, aí...
Iam ficando mais eufóricos, mais ousados
E me surpreendi rindo, não com gargalhadas,
Mas eram risos que a alma precisava dar
Para se sentir viva, para se sentir alma,
Até fiz poesias risonhas sem me importar
Com rimas, foram versos soltos, livres
Que correram aos tropeções, ainda por medo
Das lágrimas, afinal, nunca se sabe quando
Vem outra saudade,  elas são tão imprevisíveis!!

José João
21/05/2.019


Folha de outono

Dou-me a te total e plenamente, e até juro,
Se preciso, me farei todo em sacrifícios
Como fazem, humildes, as folhas no outono
Caem sem se importarem com o abandono

Deixam que as flores nasçam todas belas
Em pleno gozo do milagre da primavera
Assim me faço follha a ti então permito
Que me sejas da vida, beleza e quimera

A mim, me basta no tempo ademirar-te
Te fazer sonhos, te rezar em orações
Até convencer todos os anjos a venerar-te

Assim te farei poesias, inventarei cantos
E se não contarem tudo por tão pequenos
Desenharei no céu, com minhas lãgrimas...
... os teus encantos.

José João
21/05/2.019

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Uma festa triste

Lustres,. candelabros, luzes e... flores fingindo
Enfeitar, dentro de brilhantes jarros dourados,
Mas frias e, elas, as flores, com sorrisos tristes
Ficavam paradas, inertes porque a brisa
Voava solta lá fora mas aqui... dentro de mim...
Vinhos, sorrisos, guardanapos de linho, bordados,
Taças de reluzente cristal cheias de vinho...
Mas a minha ... cheia de solidão,  que transbordava,
Escorria, entre os dedos trêmulos e... as saudades,
As tantas saudades brincando de fazer lágrimas
E o olhar perdido no tempo não via nenhuma beleza.
Cada lágrima, chegando de repente de dentro da alma,
Parecia gritar nomes que ela (a alma) tremia ao ouvir.
Cada nome uma saudade, cada saudade uma dor,
Cada dor uma lágrima até que o pranto se fez,
Me tomou em soluços (entre os risos da festa)
Em silêncios. Há quem diga que silêncio
Não tem plural...nem saudade, mas... nunca
Sentiram solidão, não como essa que sinto,
Essa minha, só minha, é cheia de silêncios
Que me trazem as saudades, algumas em prantos
Outras em risos. Ah! Essas tantas saudades!!!

José João
25/04/2.019

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Quando a saudade é maior

Não sei porque, as vezes, o tempo me ilude,
Traz coisas de tão longe dizendo que é de ontem,
Me faz pensar que ainda moram dentro de mim,
Que são verdades e me ponho a sentir tanto...
Que até mesmo os detalhes se fazem história,
Revivo os momentos, os sonhos que sonhei...
Até o gosto de beijos que nem sabia mais.
Depois me vem, como se fossem golpes na alma,
O vazio, vejo o que vivi, senti e a dor da perda,
Os adeus que, disse ou ouvi... se fazem gritos,
E um pranto convulsivo me toma. Estou sozinho,
A dor é forte. Mas nem sempre é estar só que dói mais
Por vezes, dói mais saber quem nos deixou só.
O silêncio chega, a saudade grita alucinada, aí ...
Enfeita-se a solidão com o brilho das lágrimas,
Murmúrios chamando nomes que machucam,
Assim, tudo então, a alma permite, até ...
Até a loucura de no silêncio e na mudez do tempo
Se ouvir: te amo... como se fosse... um sonho

José João
22/04/2.019

sábado, 13 de abril de 2019

Viver, é muito mais.

Perdas, sentimentos, momentos, lágrimas,
Saudades, tudo isso é vida, até a solidão.
Há quem fique dentro da gente como vida,
Há quem se perca no tempo, no esquecimento,
Há, quem se faça em nós, eternidade vivida.
Viver é isso, é sentir todos os sentimentos,
Chorar se for preciso, saber sorrir chorando,
Saber fingir que não é dor aquela angustia
Que sufoca até a alma e sorrir um sorriso
De alegria falsa, deixar os olhos em pranto
Fingindo que são lágrimas alegres e cativas
De uma saudade gostosa de sentir... vida!!
Aprendi que dor nunca é para sempre, embora,
Algumas vezes, seja tão doída, que chorar
É pouco e gritar em silêncio é a alma que grita,
Que cai de joelhos sem orações para rezar.
Aprendi que amar nem sempre é ter...
Mas ainda assim vale a pena, afinal, amar,
Também aprendi, é caminhar com você mesmo
Levando, as vezes, alguém dentro de você que...
Nem sabe que você existe... aí você chora sorrindo
Isso... também é viver.

José João
13/04/2.019

terça-feira, 9 de abril de 2019

Momentos e lembranças

Não, não me culpo por agora estar chorando
Nem lamentar essa dor que hoje estou sentindo
Apenas fui em busca, procurando uma história
Que se fizesse de sempre, fazer o eterno ser agora

A cada instante, o amar, se intenso, é sempre eterno
Um amar tão forte que por tanto a vida implora
Tão belo e sereno que faz de infinito cada momento
Tanto que se preciso me disponho chorar a cada hora

Se em mim, um dia, a saudade por prazer vier morar
Se com ela vier o pranto aos meus olhos cativar
Chorarei tantas e quantas lágrimas em minha face
Por solidárias ou por carinho se fizerem tatuar

Me entregarei ao pranto que, talvez por piedade,
Ponha um novo brilho mudando a cor do meu olhar
E a quem vê-lo se confunda sem nunca poder saber
Se  um brilho de sonhos ou um brilho por chorar

Mas passado o tempo quando a angustia se aplacar
Aí então saberei o quanto me fez bem esse amar
Nas noites em que sozinho o sono não quiser chegar
Terei recordações de momentos ainda vivos pra lembrar

José João
09/04/2.019

domingo, 24 de março de 2019

Nenhuma dor é para sempre.

Não há de ser para sempre a dor que se sente,
Ou a dor que se sentiu um dia.
Não há de ser para sempre a mesma saudade,
Tudo passa, as vezes, depois da saudade ir,
Ficam lembranças que não dizem mais nada,
Palavras são esquecidas, os momentos se tornam
Detalhes e, quando isso acontece, há de haver
Outro recomeço, outras promessas, outros sons
Gritados com o coração, e tudo se faz outra vez
Para sempre, até perceber-se mais uma vez
Que nada é para sempre. Mas os momentos
Valem ser vividos, se fazem histórias, 
Depois se fazem fragmentos perdidos na lembrança
Mas... há de ficar a dor para quem mais recebeu,
Assim se faz o mundo, a vida, o existir
Sonhos nascem, crescem e morrem... são sonhos,
Ficam os vazios, mas há de ser passageira a dor
De quem mais deu de si, dor maior, é de quem
Menos deu... pois essea dor um dia... 
Acredite... se fará... remorso.

José João
24/03/2.018


sábado, 23 de março de 2019

Hoje não tem poesia... volte amanhã

Eu aqui, dentro de mim, pensando nos ontens,
Nos sorrisos que não dei, nos adeus que ouvi...
De repente alguém bate em minha porta...
O que é? Pergunto sem muita paciência, afinal,
Estava pensando nos meus ontens... aí gritaram,
- Estou precisando de uma poesia  faça uma pra mim.
- Precisando de quê? pergunto mais irritado, ainda.
- De uma poesia, faça uma pra mim.
Respirei fundo, olhei o tempo pela janela aberta,
O céu cinzento, cor de tristeza, um silêncio!!!
Respondi, sem vontade de responder...
Hoje não é dia de poesia... ontem estava só eu...
Não teve nenhuma saudade que visse me visitar...
E você não veio pedir poesia... ontem, acredite,
Estava inventando novos nomes para as flores e...
Você não veio me pedir poesia, fiz versos avulsos,
Sem lágrimas, cheios de sorrisos e ... você...
Não veio me pedir poesia. Hoje, que não estou só,
Estou com saudade de mim, estou em meu silêncio
Gritando o nome dela entre lágrimas ... vem você
Me pedir poesia?! Não sei escrever poesias hoje...
Volte amanhã

José João
23/03/2.019

Quando a dor é remorso

Chove, aqui dentro... dentro de mim, é um silêncio
Triste, a solidão preencheu tudo, até o vazio
Que ficava entre sonhos, vontades e ilusões...
Lá fora, a chuva parece gritar me chamando,
Dizendo que veio chorar comigo e diz ter
Muitas lágrimas pra nós dois... fecho os olhos,
Sinto a tristeza do tempo contada pela chuva,
A saudade chega, nos abraçamos ternamente
E vamos buscar momentos que nunca foram,
Nunca se fizeran esquecidos, ficaram vivos
Como se tivessem acontecido ontem, e dói, 
Se fazem pontiagudas farpas de remorso
Por te-los deixado sem se fazerem história
Dessas que se diz... para sempre... ficaram
Lembranças apenas, doloridas lembranças
Que acalentam a raiva (quem tem a culpa do
ter perdido, entende)  a tristeza, e a vontade
De gritar; Deus... o que eu fiz...

José João
23/03/2.019

Meus sorrisos!! Apenas lágrimas diferentes

Deixo que minhas lágrimas caiam, saiam de mim
Como fossem pedaços de dor, de tristezas, saudades,
Deixo que contem ao mundo minha solidão,
Meus sonhos perdidos e sorrisos que nunca dei.
E lá vão elas, algumas levadas pela poesia,
Outras pelo eco do meu silêncio, talvez até doentio,
Vão sem paradas, em volteios vadios pelo tempo,
As que vão na poesia talvez façam morada
Em algum coração, mas as que vão vadiando
Triste no tempo, coitadas, essas se perdem
Sem dizer nada, sem serem vistas ou sentidas,
Nunca se fizeram além de lágrimas, assim,
Como eu, que nunca fui além do sentir
A vontade de gritar amores que nunca vi,
De fazer versos coloridos em poesias alegres,
De fabricar sorrisos verdadeiros, sem fingir,
Como sempre faço, aprendi, choro sorrisos, 
Que... enganam a dor que sinto.

José João
23/03/2.019

quinta-feira, 14 de março de 2019

Não é estrela...

Em triste canto a noite chora
Estrelas fogem da bela aurora
Que enfeitada recebe o dia
Enquanto a noite já vai embora...

Mas uma estrela rebelde fica
Quase sem luz do sol se esconde
A noite a chma... gritando aflita
Mas a estrela não lhe responde

Apenas eu que lhe vejo o brilho
Embora aos olhos seja invisível
Minha alma a acompanha sempre
Jamais lhe deixa em mim ausente

As vezes penso lhe ouvir o canto
Ao som de harpas e voz tão bela
Minha alma alerta, me diz baixinho
Não é estrela... são os olhos dela

José João
(reedição)
14/03/2.019

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Minha mais verdadeira lágrima.

Meus sorrisos... até já os esqueci, quase todos,
Foram por aí perdidos, perderam-se no tempo,
Encharcaram-se de prantos. Todos eles se foram,
Menos um que se valeu da arte de fingir
Para se fazer sorriso, esse não se foi...ficou
Aqui, coitado ainda jura que é um sorriso
Mas, na verdade, é lágrima, chorei tanto
Que fingir sorrir era outra meneira de chorar,
Por isso ele ficou, sempre o levo comigo,
Sempre que me faltam lágrios uso esse sorriso,
Uso também no meio da multidão, se choro
E todos pensam que é realmente um sorriso,
Ainda não aprenderam a ver com a alma.
Os outros, aqueles que eram feitos de sonhos,
De momentos, aqueles que nunca ouviram
Um adeus, que nunca sentiram uma saudade,
Aqueles para quem a solidão era invenção
Da alma, esses se foram, talvez se perderam
Por aí sem nunca saberem o que é ser triste,
Mas esse...  é lágrima, minha mais verdadeira
Lágrima, escondida num sorriso fingido.

José João
22/02/2.019

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Obrigado... Deus.

Não sei... sou muito pequeno para saber,
Mas... sempre pergunto: Será que mereço?
Pode parecer ridículo,  mas não busco respostas,
Tenho medo, apenas pergunto para lembrar
A mim mesmo que o universo, que Deus,
Não faz distinção, Por vezes tento saber o que fiz,
O que dei de mim, o que doei, para receber
Risos da vida, carícias da brisa, abraços do sol,
Canções de ninar nas noites frias, até mesmo
Esperando ansioso o amanhã por ter o que fazer,
Sorrisos de quem pensa em mim, me deixa perto,
Cuida para que eu saiba viver, correr entre
Os tantos sonhos que ainda poso sonhar e... realizar.
Palavras para agrdecer não existem, são poucas...
Como falar do universo infinito, e um Deus maior
Com palavras que cabem num livro?
Na minha tão peqeuna consciência humana...
Na minha ignorância do que é o universo...
Roubando a inocência da criança que ainda 
Há em mim... humildemente, digo...
Obrigado... Deus.

José João
14/02/2.018


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Vamos

Me dê a mão, vamos viver, andar na vida
Sem perguntar onde esse caminho vai nos levar,
Vamos seguir e que cada dia seja um novo começar,
Que os sorrisos se façam de palavras mudas...
Que o tempo nos conceda mais tempo para o que
Queremos ser ou, para o que precisamos ser.
Que cada momento se faça eterno dentro de nós...
E sintamos o pulsar de nossos corações
Como o único acorde de uma melodia divina.
Não quero ser mais do que posso ser... nem menos
Mas quero o nosso melhor dia, o mais perfeito,
Me dá a mão e vamos juntos procura-lo,
Pois o melhor dia pra nós ainda não aconteceu,
Assim como o poeta que busca no tempo
Sua melhor poesia, e a melhor, ele jura,
Ainda não escreveu. Que o tempo nos permita
Esquecer as lágrimas que já choramos, esquecer
A dor que já sentimos  e seguir, sem medo,
Façamos da vida um poema que, juntos,
Possamos mais que declamar, possamos ...
Vive-lo.

José João
01/02/2.019



domingo, 27 de janeiro de 2019

É apenas saudade

Saudade, é apenas saudade essa dor que sinto...
Uma dor que não é dor, uma tristeza 
Que não é tristeza, uma vontade de não-sei-o-que...
Ir ou ficar não adianta, é a mesma coisa...
Os olhos se umedecem, a voz se embarga
Em sutis soluços, o tempo pára nos ontens
Cheios de nós, nos sorrisos... nos sonhos...
Nas marcas dos pés na areia úmida da praia,
O gargalhar das ondas brincando de enfeitar
Nossos dias, de criar belezas só pra nós dois.
O nascer do sol no horizonte, de "dentro" do mar,
O brincar das cores no cèu e... nós dois... nós dois.
Onde estiver, sorrindo com lágrimas nos olhos,
Sussurrando teu nome, ou com o olhar perdido,
Lá estarão comigo esses momentos... todos eles.
Corro entre nossas horas (só nossas) e te vejo,
Te sinto em mim... O tempo, ah! O tempo...
Não pára e tomara seja amigo e me faça logo... 
Voltar pra ti.

José João
27/01/2.019

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Saiba esperar

Essa poesia foi feita no dia 15/01/1.999 e nunca tinha sido publicada. Só agora encontrei motivos para faze-lo, as vezes nossa pressa não nos permite esperar e nos perdemos nas vãs tentativas de apressar o que talvez nem fosse pra nós. É preciso saber esperar.
Não te apresses à procura da felicidade
Ela chegará um dia e, quando perceberes,
Talvez até já estejas feliz.
Não corre desesperadamente ao que talvez
Nem seja pra ti, ou se for, pode ser tão passageiro
Que não terá valido a pena tua pressa.
Acalma teu coração que a solidão não é eterna,
Nem a tristeza infinita... desesperar!
É matar um pouco de ti a cada dia
E quando a felicidade bater em tua porta
Podes não estar completo para recebê-la, 
Aí então, ela não será plena como mereces.
Deixa que o tempo amadureça tua espera,
Assim estarás preparando teu coração
Para o infinito de emoções que jamais
Ousarias pedir ou esperar um dia.
Não corre, não te desesperes...
Pois se queres chegar em algum lugar
Vai sempre entre o vagar e a pressa
Pois se errares o caminho terás sempre
As marcas de teus pés para te fazer voltar,
Mas se estás no caminho certo não custarás
Tanto a chegar. Por isso, não te desespere,
Acalma teu coração e sente o prazer de esperar.

José João
24/01/2.019