quarta-feira, 26 de junho de 2013

Histórias que só as lágrimas contam

Lágrimas. Tão belas e tão inocentes nos olhos dos amantes,
Rolam no rosto, límpidas, livres, brilhantes e se fazem rastros
Por onde as histórias são contadas, histórias tristes, alegres...
Mas sempre as lágrimas acompanham os amantes. Sempre.
Se é dito um adeus, elas são sempre as primeiras a beijar os olhos,
Se é ouvido um: Eu te amo. Lá estão elas, alegres, sorridentes.
Ah! E quando a saudade chega! Elas brincam, correm, pulam,
As vezes parecem crianças brincando de quem chega primeiro.
Se no horizonte, lá no fim do mar, onde o caminho do sol
Leva os pensamentos, por que lá esconde quem nos disse adeus,
Lá estão elas, as vezes sutis, outras vezes em copioso pranto.
Algumas vezes se escondem dentro da alma, não por timidez,
Mas por se fazerem especiais, para serem derramadas por ela.
Só a alma sabe a dor de um adeus quando o amor é verdadeiro,
Assim, as lágrimas se preparam, ficam com um ar solene,
Se vestem de gala, com o melhor brilho que podem encontrar,
E prazerosamente nos enchem os olhos, que passivamente,
Deixamos que a alma nos tome e deles se faça dona.
Lágrimas, sempre elas, a escrever no rosto dos amantes
As histórias que nem o adeus pode apagar.


José João
26/06/2.013







terça-feira, 25 de junho de 2013

Hoje minha tristeza está mais triste

Hoje, minhas lágrimas estão mais frias do que sempre.
Minha saudade mais triste e minha dor bem mais doída,
Até os sonhos se fizeram lembranças mudas, 
Silenciosos fantasmas que do passado se fizeram sombras,
E vêm vindo reticentes como pensamentos bêbados,
Embriagados como se fosse a solidão seu vinho, e seu fel
Que nas noites, sofregamente, bebo em taças de angustias.
E a voz pastosa de minha alma também embriagada
Grita cânticos em orações perdidas no tempo, como rezas,
Que nem sabe onde aprendeu, que talvez nem sejam divinas.
Ou até mesmo nem sejam rezas, quem sabe até sejam
O grito mais angustiado e doloroso da própria carência
Que em desespero pede ao tempo um momento de ternura.
A solidão me abraça forte, cresce, entra em mim, me sufoca,
E deixa meu peito arfando no desejo de gritar, qualquer coisa...
Um grito de socorro que alguém possa ouvir e se fazer voz,
Se fazer ombro, se fazer ouvidos, se fazer carinhos,
Se fazer...um pedaço importante de minha vida...
Hoje minhas lágrimas estão mais tristes do que sempre,
A saudade bem mais forte, e a dor...bem a dor...
Deixo que dela minhas lágrimas e prantos falem.


José João
25/06/2.013



segunda-feira, 24 de junho de 2013

Com a saudade refaço minha história


De tanto amar  eu só vivi saudades. E se não amasse?
Ainda assim sentiria saudade do amor que não amei
E bem pior, seria uma saudade triste, sem lembranças,
Estaria vazio de mim. Prefiro chorar a saudade do que fui,
Dos amores que amei, das dores que os tantos adeus deixaram,
Dos sonhos que sonhei e nem se fizeram verdades.
Dos olhares que gritavam: TE AMO, TE AMO...
E nem eram ouvidos, mas não importava, estava amando.
Me vesti com a saudade, ou ela se vestiu de mim, não sei,
Mas assim, vivo todos os momentos, refaço minha história,
Reescrevo meus sentimentos antigos com palavras novas,
Dou outras cores ao adeus, outro sabor aos beijos
Encontro outras razões para as lágrimas, para as despedidas,
Encontro até desculpas para os tantos erros, me explico.
Hoje sei, não saberia viver sem a saudade que sinto,
As vezes ela dói, outras vezes me consola, 
As vezes brinca de chorar comigo ao buscar os momentos
Que se fizeram tão completos que não posso reescreve-los,
Aí ela entra até minha alma para que assim doa mais
Para que fique sempre, que se faça impossível esquece-los.


José João
24/06/2.013








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Um amor e um segredo

Em silêncio minha alma chama teu nome, risonha.
Nas estrelas busca o brilho do teu olhar ardente
E se cala se alguém pergunta por quem ela espera
Desejo impossível, que a faz assim tão carente

Te sinto o perfume a perfumar meus momentos
Procuro até respirar o ar que respiras, tão perto
Me deixo cativo aos  sonhos que sonham contigo
E dentro de minha alma sempre te levo comigo

Um segredo e um amor. Qual o maior em mim?
A esse amor, minha alma se entrega toda e plena
O segredo desse amor, guarda passiva e serena

Mas o amor já não cabe  mais em meu segredo
É maior, bem maior de tudo que um dia imaginei
Esse amor! Em segredo, quantas vezes já chorei!


José João
24/06/2.012


terça-feira, 18 de junho de 2013

Você ...meu mais doce e doloroso segredo


Te amo. Te amo, como talvez nunca amei ninguém.
Te guardo dentro do meu mais doloroso silêncio.
És o meu maior bem, meu mais belo sonho impossível,
Meu segredo, que minha alma guarda enfeitado de prantos.
Te fiz o pedaço mais completo de mim, vivo teus momentos
Como se todos eles fossem meus, melhor parte de minha vida.
Choro em silêncio tua falta, e dói mais que todas as que senti.
Das outras, um dia senti o gosto, mas nunca senti o gosto de ti,
Por isso a saudade do que nunca tive, e não posso ter, dói mais,
Muito mais que qualquer dor que tenha me feito chorar.
Te faço dona de todos os meus pensamentos,
Te faço dos meus mais ternos, doces e divinos sonhos,
Te busco na imensidão dessa minha loucura de amar-te,
De me entregar todo e pleno e nos teus sonhos me fazer teu,
Choro a amargura de estar tão perto, e te sentir tão longe,
Choro a amargura de te falar e não poder dizer: Te amo,
Tremer ao olhar teus olhos, neles me ver refletido,
E não estar dentro de ti como tua história ou teu desejo,
Não estar dentro de ti nem mesmo como um sonho.
Não sei o gosto do teu perfume, o sabor de teus beijos,
Não sei a ternura dos teus olhos quando gritam tua vontade,
Não sei o frescor de tua pele nem o calor de teu corpo,
Sei que te amo, mesmo sem saber  nenhuma verdade tua
Ainda assim te entrego minha alma passiva, carente e nua.


José João
17/06/2.013



sábado, 15 de junho de 2013

Passeando pelos sonhos antigos

Ontem estive passeando nas ruas dos meus sonhos,
Dos sonhos antigos. Ruas cheias de jardins,
Botões de flores que pareciam sorrir, brincando de alegria.
Os beijos ficavam nas calçadas esperando os namorados,
Sorridentes, beijos perfumados, só os amantes apaixonados
Sentem o perfume dos beijos. E os ais? Os suspiros!
Pareciam musicas ternas de corações felizes e entregues
À doçura do amor. Eu? Ah! Eu estava lá, sorridente,
Passeando pelas ruas dos meus sonhos antigos.
Os flamboyants floridos ladeavam minha rua dos sonhos,
Dos sonhos antigos, as flores mais velhas deixavam
Suas pétalas caírem e formavam tapetes 
Por onde os namorados passeavam até o horizonte,
Como se flutuassem com a brisa em leves volteios.
E lá estava eu, mãos dadas, sorriso aberto...
Coração, como criança, aos pulos de felicidade,
A alma parecia extasiada, usando meus olhos para brilhar,
E se dizendo livre para gritar, bem alto. Estou amando 
De repente cheguei ao fim da rua dos meus sonhos antigos.
Começou a rua dos meus sonhos de agora, mas... 
Mas era tão diferente, os flamboyants não tinham flores,
E só os via quando olhava para trás, lá bem distante.
Tentei correr para as ruas dos sonhos dos amanhãs
Não existiam. O adeus que ainda hoje escuto,
Não me deixou mais sonhos para depois.


José João
15/06/2.013



sexta-feira, 14 de junho de 2013

Quando a solidão se faz viva

Noites mal dormidas, o sono brincando de se esconder
Entre pensamentos e sonhos que insistem em ficar,
O silêncio se faz eloquente abraçado com a noite fria,
As recordações correm como loucas numa ida e volta
Onde os tantos momentos se perdem, se atropelam,
Cada um querendo se fazer de sempre, querendo ser mais,
Parece que gritam dentro de mim até chegar na alma,
Que confusa, se perde no tempo e se deixa ficar, parada,
A ouvir o que me fala a saudade que há muito queria chegar.
Se misturam lembranças trites, lembranças alegres. Choro.
Algumas lágrimas pela dor que a tristeza deixa ficar,
Outras pela saudade dos momentos que me fizeram sorrir,
Mas agora todos se fazem dor, e a solidão, na voz calada
De um silêncio que só a alma pode ouvir. Irônica grita:
Eu sou a dor fria que fica depois do adeus - risos satíricos -
Eu, agora sou  o brilho lacrimoso de teus olhos, sou teu pranto,
Que por mais que não queiras deixo cair ao meu prazer.
Sou a dor que te fere a alma como espada fria, lancinante
Que te faz jorrar,  pelos teus olhos, o sangue de tua alma,
Com gosto de angustia e lágrimas. Sou, finalmente, tua verdade.
Eu. A solidão que te faço sentir só onde estiveres, 
E a dor desse adeus que até agora choras. Te Juro...
É o meu maior prazer - diz ela sorrindo -


José João
14/06/2.013






quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sei que existes mas... onde estás?

Te esperei ontem quando meus sonhos ainda eram criança,
Colori todos eles com as cores do sentimento que sentia
Nos meus sonhos te fiz perfeita, divina, angelical e pura
Te fiz mais que mulher, que anjo, te fiz minha doce magia

Me vesti com a essência de tua alma, me deixei ser teu
De tua morada me fiz, te deixei plena dentro de mim,
Me permiti até não pensar em nada que não fosse em ti
E assim, te fazendo pra mim a única razão de ser, vivi

Te esperei tanto! Refiz sonhos, até brinquei com o tempo
Assim me ensinaste e aprendi a sentir o prazer de esperar,
Meus olhos te buscavam aflitos ansiosos pra te ver chegar

Depois meus sonhos foram ficando velhos, ficando tristes
Mas ainda assim sabia que existias, não podia te esquecer
Mas que estranho! Te amar para sempre sem te conhecer!


José João
13/06/2.013



quarta-feira, 12 de junho de 2013

Minha alma me convida a chorar


Minha alma, hoje, me manda aos prantos escrever poesias,
Me manda buscar, dores, angustias, sonhos antigos, até caducos,
Grita desesperada que escreva poesias, que ela está cheia de saudades;
Que o vazio dela a está sufocando, que eu grite nas poesias
Todas as suas tristezas, que vá buscar nomes que se fizeram eternos
Que busque, lá dentro dela, todas as suas cicatrizes, que se for preciso
Traga pra dentro de mim todas as suas dores e com ela chore,
Contanto que faça uma poesia. Essa minha alma egoísta!!
Gritando, ela me diz: Faz minha poesia. A quantos amores me entreguei?
Tu o sabes muito bem. Quantos me deixaram tão profundas cicatrizes
Que precisei de teus olho para chorar? Tu és realmente poeta...
Ou só escreves  tuas dores? Por que não choras as minhas?
Não sabes chorar na poesia a dor alheia? Egoísta, só chora tuas dores.
Faz minha poesia - me pede ela em sutis soluços - não sei o que faço.
Minha pobre alma em desespero, esquece que suas dores
São também as minhas, que as cicatrizes são nossas...
Queria fazer uma poesia para consolar minha alma tão angustiada...
Mas não posso, talvez um outro dia, hoje também quero chorar...
Minha alma que grite, se desespere, não vou lhe escrever poesias...
Estou lendo teus pensamentos - grita ela dentro de mim -
Pelo menos podes me emprestar o olhos para que chore?
- Não, mas podemos chorar juntos se você quiser.


José João
12/06/2.013


Pra que colocar título? É apenas dor.

Deixei me queimar pelo fogo ardente da paixão
Me fiz chama, me fiz labareda viva, me fiz brasa
A acender todos os sentimentos que dentro de mim
Se faziam plenos e apenas teus. Me fiz o melhor de mim.
Me fiz de labareda ardente, acendendo dentro de mim
Um amor infinitamente eterno, desses que Deus toma conta
Por admirar uma criação tão perfeita. Um ser humano
Criar um real tão divino, tão santificado, assim como
Essa chama viva que acendia dentro de meu peito
Como se fosses mais que tudo. A essência da própria vida,
Essa minha vida que Deus entregou em tuas mãos,
Essa alma que agora se faz ridícula a esgueirar-se
Entre angustias e solidão para sobreviver de migalhas
Que sobraram dos sonhos que morresram ou se foram ao tempo.
Labaredas vivas, me fiz sim. Me refiz na poesia completa
Cheia de tudo que se pode doar quando o amor...
Essa amor insano que nos faz obedecer sem perguntas.
E sem respostas à loucura que nos toma, 
Quando ele se apossa de nossos coração e alma.
Nunca me fiz mais que não ser apenas teu, todo e pleno,
Me desnudei de mim, me vesti de ti, e por isso vivi.
Mas hoje, a labareda viva, trepidante e cheia de calor 
Se apagou com a frieza dos prantos que eu mesmo chorei.


José João
12/06/2.012 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Muito além até dos sonhos


Lá, muito longe, onde só quem chega é a saudade,
Lá por trás das estrelas, muito além dos sonhos.
Ali onde só o adeus deixa rastros e ninguém vai,
Naquele horizonte onde meus olhos nada vêm...
Estão meus pensamentos, cheios de lágrimas,
Levando meus recados que se fazem orações perdidas.
Pra lá foram todos os meus desejos, ficaram as aflições
Como donas do coração e da alma, chorosa e triste,
Vazia das emoções que a solidão não permite sentir,
Mas repleta das angustias e do medo dos amanhãs.
Lá, muito distante, muito além do além-mar
Onde o vento sopra em rotas perdidas gélidos ais
Como se fossem eco dos meus desesperados gritos
Gritando um nome que, como oração, aprendi a rezar.
Mas o vazio se faz mais que vazio, engole até a voz do vento.
E no mar, faz calmaria para o silêncio se fazer mais forte
E nada mais possa ir, possa passar,  nem mesmo os prantos.
Assim a alma chora incontida, e tenta até mesmo gritar
Mas o silêncio da solidão lhe permite apenas chorar.


José João
11/06/2.013












sábado, 8 de junho de 2013

Nascem flores entre pedras, mas...

Nasceram flores entre as pedras. Frágeis, descoradas,
Assim como lágrimas tristes que insistem em brilhar nos olhos,
Se deitam no rosto mas não escorrem para deixar rastros,
Mesmo como flores que nascem entre pedras, 
Quase sem perfume, quase sem beleza, quase sem cor,
Assim como fosse um amor querendo nascer entre angustias
De dores paridas por saudades que se fizeram para sempre.
Como um sorriso querendo nascer em lábios que balbuciam
Orações que se criam na alma carente e vão ao vento
Enganadas, pensando que um dia chegarão no céu.
Nasceram flores entre as pedras. Frágeis, descoradas,
Raízes expostas, atrofiadas, quase soltas, quase moribundas
Tremulas, pálidas, pelo tanto  medo de qualquer ventania.
Assim como sonhos que se fizeram pequeno fragmentos
De um passado que não permite se sonhar sonhos novos,
E estes, por medo de serem levados ao tempo, ao léu
Se deixam ficar guardados, escondidos dentro do nada,
Assim como se fosse uma saudade que não se quer sentir,
Mas que insiste em ficar, dizendo que é  melhor senti-la
Por que dela a dor já se conhece, mas uma outra poderia...
Nem ser saudade...ser mesmo apenas dor.


José João
08/06/2.010

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Hoje sou a sombra do que fui


Adeus, me disseste um dia, e te foste sem deixar rastros
Mas deixaste tua voz no tempo a lembrar-me de nós
Deixaste teu olhar fito nos meus numa despedida triste
Disseste adeus, mas de dentro de mim ainda não saíste

Me encontrei quando te encontrei, ficaste dentro de mim
Mas...te foste, te perdi, e por te perder também me perdi
Vou indo por outros caminhos, buscando outros sonhos
Mas comigo vem  todos os momentos que contigo vivi

Teu perfume, em mim, ficou como outra roupa e me vestir
O tempo me fez ser devoto de uma oração com teu nome
Te fez minha alma, como se só contigo eu pudesse existir

Te procurei em desespero, percorri estradas, horizontes
Te procurei como se fosses minha essência divina e pura
Hoje me vejo como sombra vivendo essa minha loucura


José João
07/06/2.013










terça-feira, 4 de junho de 2013

Até na saudade existe encantos

Estou só. O amor brincou de me enganar outra vez
Agora não sei como ficamos. Eu e esse meu coração
Que tantas vezes se entregou sem pudor e sem reservas
Viveremos outro amor, ou a loucura de uma outra ilusão?

A alma espreita, temerosa, pelos tantos prantos chorados
Se enche de dúvidas, não diz nada, fica parada no tempo
Ma a solidão se faz forte, ela sente, reclama em silêncio
A solidão dói, mas a dor de um adeus não se vai ao vento

A saudade me busca  momentos que pareceram sonhos
Por eles,metade de mim diz baixinho: Vai, ama outra vez
Mas a outra metade grita: Já esqueceste o que o amor fez?

Te deixou os olhos tristes, a alma vazia, caída entre prantos
Te deixou acordado nas noites, entre angustias e temores,
Vale a pena, diz o coração, até na saudade existe encantos


José João
04/junho/2.013



domingo, 2 de junho de 2013

Ah! Se ainda existissem fadas...

Hoje queria cantar,  mas só fiz chorar meus pecados.
Tantos foram e ainda são que minhas lágrimas faltaram.
Os olhos ficaram vermelhos, a voz emudeceu, me perdi.
Quantos pecados! Até minha alma cobrou de mim,
Me fez cumprir penitências. Braços abertos ao céu
E gritar: Perdoa pelos beijos que te neguei...
Pelas palavras carinhosas que não te disse. Perdoa.
Pelos afagos que não fiz, perdoa pelo olhar que não te dei.
Perdoa o medo de te amar, o medo de sofrer outra vez.
Hoje queria fazer poesias alegres, poesias risonhas...
Esquecer angustias, tristezas, temores, esquecer os pecados,
Queria fazer uma poesia colorida, com palavras vivas,
Soltas no tempo, felizes como final dos contos de fadas,
Cheias de fadas madrinhas, varinhas de condão, 
Com aquela estrela brilhante  fazendo milagres,
Fazendo a ternura invadir o mais duro coração.
Hoje queria fazer versos assim, belos, infinitos, inocentes
Mas não fiz sequer uma poesia, fiz apenas lamentos,
Fiz  um adeus com palavras frias,  chorei meus medos,
Ah! Esses meus tantos pecados! Esses tantos temores!
Ah! se eu soubesse como ser criança outra vez?
Será mesmo que existem fadas? Fadas madrinhas que...


José João
02/06/2.013









Uma canção... e tudo se faz saudade!

Uma canção triste vem com a brisa da noite
Uns acordes como lágrimas, se fazem pranto,
Alguém, como estou, chorando sozinho agora.
É essa dor-saudade que chega sem ter hora

A solidão, escondida na noite, por trás do vazio
Fica imóvel, como se a alma fosse uma presa,
Uma caça indefesa, a entregar-se à triste sorte
De ser só, sentindo uma dor pior que a da morte

A musica continua com suas notas de lamento
A se fazerem desesperados gritos de carência
Que pulam livres do coração em triste demência.

Os olhos buscam sonhos que já não podem sonhar
A tristeza lhes fechou a porta , agora só a saudade,
As dores, angustias e prantos podem na alma chegar


José João
31/05/2.013




sexta-feira, 31 de maio de 2013

Muito além dos prantos

Teu perfume passou furtivo em meus pensamentos,
Não sei quem o trouxe, se a saudade ou a carência,
Não aquela carência desesperada de tua presença
Mas a carência louca de viver, o que não consigo
Se não estás perto, pelo menos, dentro de minha saudade.
As horas se arrastam lentas e cada uma com um pedaço de ti
Umas com o gosto de teus beijos, outras com o calor dos abraços...
Algumas com a ternura do teu olhar, mas todas elas cheias de ti.
Até meu silêncio te chama em constante ansiedade...
Minha alma se abraça comigo murmurando teu nome
Como se fosse uma oração completa,  fosse um milagre de viver.
As paredes!? Fazem lembrar de ti, guardaram o eco de tua voz,
Ficam imóveis, como se o menor movimento os fizesse fugir,
Correr com o vento entre cercas e quintais a procura de ti,
O travesseiro! Esse coitado, se desmancha nas fronhas...
Que até já perderam a cor por tantas lágrimas, 
Choram abraçados tentando lembrar os sonhos que sonhaste.
Eu, vou buscar os sonhos que ainda não sonhei contigo.
Sonhos impossíveis de sonhar, desses que nos faz a tristeza
Ir além, muito além de apenas lágrimas e prantos, muito além.


José João
31/05/2.013




Estranha ... essa minha saudade!

Saudade estranha é essa saudade que sinto de ti!
Quando me olhas, me falas, me vês e não sabes
Quando tão perto que até teu perfume fala comigo
Estranha essa saudade, essa vontade, esse castigo

Meus olhos gritam desesperados e não percebes
Meu coração pulsa chamando teu  nome, não ouves
Minhas mãos procuram desculpas para tocar as tuas 
Ficam tremulas, suadas, inocentes, carentes e nuas

Saudade estranha  que sinto, mesmo se estás perto
Se nossos olhares se cruzam meus olhos desmaiam
Ficam crianças perdidas que sonham e nada falam

Vontade, carência, saudade, essa vontade de estar!
Essa vontade de ser, pelo menos, um teu pensamento
Mesmo breve ...num piscar de olhos...e me contento


José João
31/05/2.013




quarta-feira, 29 de maio de 2013

Meus versos, minhas lágrimas

Cada lágrima que meu coração chora é um verso na poesia,
Nas poesias inacabadas as lágrimas se fizeram prantos,
Os olhos buscaram sonhos perdidos entre meus restos,
Não pude termina-las eram tristes não tinham encantos

Cada olhar que vai e se perde no vazio é um grito da alma
Que alucinada, grita desesperada, um nome que aprendeu
Desde quando dele se fez amante, numa entrega toda e plena
E agora chora chamando em vão o nome que nunca esqueceu

Cada poesia é um pedaço de minha saudade que vai por aí,
Um história perdida no tempo, história que ninguém quer ler
Afinal, é só um pedaço de mim, a quem interessa saber?

Assim escrevo versos completos, inacabados, sem rimas
Escrevo adeus,  escrevo minhas angustias, escrevo saudades
Escrevo minhas dores fingidas, mentiras e minhas verdades


José João
29/05/2.012





terça-feira, 28 de maio de 2013

O crepúsculo é um adeus diferente

Quando um amor se vai  é como se fosse o crepúsculo,
Melancólico, indo lento e triste como se fosse lágrimas
A se prenderem no rosto do céu  querendo não ir
É um adeus que dói na alma, mas amanhã...amanhã...
Outro crepúsculo chega, chora outra vez...e vai
Nunca são iguais, sempre se pensa que cada um é mais belo,
Quem se lembra do primeiro por-do-sol que viu?
Mas quem esquece o primeiro amor que viveu?
A diferença é que os crepúsculos, apesar de belos,
Se fazem assim, comuns. Por se fazerem tantos, 
Se renovarem a cada dia,  e o amor custa tanto a passar, 
Se faz tristeza, se faz dor, se faz angustia para depois 
Se fazer saudade, uma saudade dolorosa que até a alma chora, 
Depois, vem uma saudade amena, terna, se consegue até sorrir.
Esse por-do-sol foi mais belo que o de ontem - se diz -
Apesar de tristes, melancólicos sempre queremos ver,
Mas o amor! As vezes vem o medo de se amar outra vez,
Tudo volta, as recordações das lágrimas, dos sonhos...
Custa tanto passar  dor de um adeus de um amor verdadeiro.
Quem dera a tristeza de um adeus fosse a tristeza
Melancólica de um crepúsculo! Que amanhã será mais belo.


José João
28/05/2.013






segunda-feira, 27 de maio de 2013

Quando os ontens não passam

Ah! O passado! As vezes, até parece, que não passou!
Quantos ontens se queria  fossem tantos amanhãs!
Quantos momentos parecem que foram sonhos,
Desses sonhos que se precisa viver sempre.
Ah! Esses ontens que chegam  em momentos,
Em fragmentos, em fotografias presas no tempo.
Ah! Esses ontens que agora escondem sorrisos
Que não se viu, que escondem palavras que não se disse,
Que guardam as lágrimas que neles não foram choradas
Por que o destino quis assim, e só hoje permite o pranto.
Esses ontens! Que permanecem na lembrança, como relíquias!
Esses ontens que se misturam com saudades e remorsos,
Com ansiedades e medos, incompreensível até, mas...
Se misturam com ternura, saudade e angustias.
Quantos beijos, abraços, vontades e desejos ficaram
Lá dentro, escondidos nos ontens e hoje fazem  falta?!
Tanto que até  a alma as vezes sente o gosto dos beijos
E faz lembrar, entre sorrisos tristes, que os amanhãs
Começaram ontem, e o que ficou, volta em saudades
Que  faz reviver o que se viveu  e chorar o que perdeu.


José João
27/05/2.013








Perdoa se meus olhos te mentem.

Perdoa se meus olhos choram, se minha voz emudece.
Quando todas as minhas horas são vividas contigo.
Perdoa se minha alma só grita teu nome em silêncio,
Se todos os meus pensamentos são teus e não sabes.
Perdoa se não sei dizer: Te amo. Se não sei gritar teu nome,
Só sei chama-lo baixinho nos meus sonhos impossíveis.
Perdoa se só meu travesseiro sabe de minha maior verdade.
Se só nas noites, sozinho em meu quarto, te falo de amor.
Perdoa. Perdoa se de joelhos teu nome é minha oração,
A mais fervorosa oração que um dia aprendi  rezar.
Perdoa se me calo dentro de mim, se me deixo ficar assim,
Parado na frente do tempo te olhando passar, ti olhando ir.
Perdoa se só nos meus sonhos te afago os cabelos,
Te olho nos olhos e sem nada dizer. Digo: Te amo...
Se só nos meus sonhos tuas mãos me percorrem o rosto
Buscando os detalhes, e em silêncio, sentindo o gosto de mim.
Perdoa se meus beijos ficam na imagem que tenho de ti
Quando minha alma carente te busca em meus segredos.
 Perdoa por ti amar assim, por ti querer assim...me perdoa
Por esse nosso tão meu segredo. Segredo que nem sabes...
...Se existe. Enfim, perdoa se meus olhos te mentem,
Perto de ti eles fingem, não dizem o que sentem.



José João
27/05/2.012





sexta-feira, 24 de maio de 2013

De onde vem minha saudade?

Não sei os caminhos por onde chega a saudade
Nem sei se neles ela deixa perfumes ou rastros
Talvez nem sejam caminhos, sejam rotas no tempo
Ou quem sabe ela venha em volteios com o vento

Não sei como ela se faz, tanto passageiro e estrada,
Partida e chegada, se faz sonhos, cantos e prantos
Se faz dona da alma, das lágrimas, dos pensamentos
Se faz dona de sorrisos tristes, dona dos tormentos

Se faz noite caminhando preguiçosa sem querer passar
Se faz dor, angustia, se faz gritos que não se quer gritar
Se faz de escandaloso silêncio, de vontade de chorar

A saudade se faz viva, entra na alma e se deixa ficar
Lembrando baixinho um adeus que não se quis dizer
Mas é essa saudade que embora doída me ajuda viver


José João
24/05/2,013






segunda-feira, 20 de maio de 2013

Os versos de minha história

Minha história, minha tão simples e estranha história,
Contada em versos inacabados e por lágrimas molhados,
Por versos completos mas que não contam todas as dores
Por gritos da alma chorando, desesperada, seus temores

Contada por palavras que nem em sonhos aprendi dizer
Mas invento outras, conto minha história, digo o que sinto
Conto minha vida em canções com versos pobres, sem rima
Mas verdadeiros, falando dores que dizem ser minha sina

Talvez um dia essa poesia nem faça mais sentido pra mim
Ou, quem sabe, fique como uma oração na alma guardada
 E eu esperando um milagre... que essa dor tenha um fim

Minha história, as vezes conto pra mim mesmo em silêncio
Me mostro cicatrizes que os tantos adeus na alma deixou
Me mostro a tristeza que, como a saudade, comigo ficou


José João
20/05/2.012








sexta-feira, 17 de maio de 2013

A dor de ser sozinho

Choro sozinho minhas alegrias e tristezas, minhas angustias,
Decepções. Choro sozinho todas as minhas dores.
Não tenho com quem dividir, ou entregar todo, um meu sorriso.
Meu amigo é o meu ombro que se encosta no travesseiro
E passivamente me deixa descansar...ou até chorar.
Minhas mãos se entrelaçam nas noites, qualquer noite,
E finjo que uma é  a mão de um amigo qualquer,
A me dizer: Coragem. Estou aqui. Assim engano a alma.
Aprendi a conversar com a solidão. Aprendi a ser meu amigo, 
Canto pra mim, faço confidências de mim a mim mesmo,
Como se elas fossem de outro, até troco meu nome!
Aprendi a ser só, aprendi a fazer tudo sozinho, mas a dor
Essa que qualquer solidão traz...não choro só, não posso,
Busco a alma para chorar comigo, e juntos choramos.
Sorrir! É muito difícil, e sorrir pra que? Ninguém vê?
Até mesmo desaprendi  sorrir, sei cantar, poucas canções,
Aprendi mais aquelas que falam de adeus, de lágrimas,
Quando converso comigo contando os sonhos que sonhei,
Contando das dores que ainda sinto pelas tantas perdas,
Quando converso comigo e me ouço atentamente, percebo.
Talvez eu esteja ficando louco. falar sozinho! É loucura!
Então choro, aí não me sinto louco, me sinto apenas triste...
E sozinho como sou.


José João
17/05/2.013





Hoje, a dor doeu mais que sempre

Hoje, mais que nunca, minha alma grita em desespero incontido
Enche meus olhos de lágrimas, o coração de angustias, e chora,
Desesperadamente, chora uma dor que não sabe de onde vem
Uma saudade dolorida que chega, e a alma não sabe de quem

O mundo em volta fica denso, sem cor, os olhos ficam sem brilho
A voz emudece em suspiros perdidos que nada querem dizer,
Ou pelo menos não se entende o que dizem, é uma falta de tudo
Sem nada faltar, a alma querendo gritar e a dor mandando parar

E eu... querendo chorar como nunca ainda chorei e... nem sei
Se teria tantas lágrimas, para chorar tanto como preciso agora
É uma dor que me toma até os sonhos e... os manda embora

Não sei se é dor, angustia ou saudade, nem sei o que sinto
Mas sei que dói, sinto na carne essa dor como nunca doeu, 
Tomara o tempo diga pra a alma o que hoje me aconteceu


José João
17/05/2.013



quarta-feira, 15 de maio de 2013

Minha alma faz e os olhos pagam

Revendo velhos guardados, desses que se fazem relíquias,
Que se escondem na alma e lá ficam como se esquecidos,
Encontrei um olhar que pensava perdido, um olhar triste
E uma lágrima que ainda chorava o adeus de quanto partiste

Bem escondido, num canto da alma, bem perto do coração
Encontrei um pedaço da saudade de um sorriso que não dei,
Mais atrás um pouquinho, a saudade do gosto de um beijo...
E num outro canto, vazio, lá ficavam as lágrimas que chorei

Essa minha alma e esse seu hábito de guardar coisas antigas!
De sempre dar um jeitinho de me fazer busca-las no tempo
E fazer que sinta como se fossem de ontem as dores vividas

Minha alma faz um mistura de dores, dores antigas, novas
Todas misturadas, e quando vêm, vêm todas de uma vez
E são os olhos que pagam em lágrimas tudo que a alma fez


José João
15/05/2.013



terça-feira, 14 de maio de 2013

Enquanto houver estrelas vou te amar

Não sei se minhas noites em claro foram noites perdidas.
Não sei se  dormir seria melhor que chorar tua saudade
Ver as estrelas se esconderem, tímidas, na madrugada
Levando os sonhos que agora se fizeram apenas nada

Talvez seja melhor que dormir. Pode parecer loucura...
Quem sabe pela dor minha alma em delírio demente
Te busque entre os momentos que um dia existiram?
Melhor assim, deixar vivo o que meus olhos já viram

Dormindo me esqueço que o mundo era só eu e você
Esqueço até que a vida era vivida e valia a pena viver
Acordado sinto na alma essa saudade gostosa de ser

Me proponho sentir, em cada noite, essa vontade de ti
Brincar com as estrelas e em cada uma ver teu olhar
Assim consigo, nessa doce loucura, sempre te amar


José João
14/05/2,013




domingo, 12 de maio de 2013

Uma dor diferentre

Há uma dor dentro de mim que ainda não sei nomear,
Não sei se é dor de dor, dor de saudade, dor de chorar
Nem mesmo sei se é dor, carência talvez, quem sabe?
Uma coisa que explode, que dentro de mim já não cabe

Não sei se é dor de tristeza dessas que consome a gente
Traz lágrimas, leva sonhos, traz lembranças e tormentos
Que sufoca, maltrata, nos faz criança chorando confusa
Dor que fica no cio e sem nenhum pudor, da alma abusa

Na verdade não sei o que sinto, é essa vontade de chorar
É uma tristeza tão triste que não sei nem de onde vem
Só sei que ela chega, fica e faz que me sinta  ninguém

Não sei como pode a alma sentir dor assim! Tão descabida,
Dor sem ter nome, sem saber do começo nem até onde vai
Nem sei se é dor, sei que fica presa na alma e dela não sai


José João
12/05/2.013


Minha alma não sabe esquecer

Não queria sonhar mais nada, e nem recordar momentos,
Gostaria  que estivessem bem além do tempo e de mim,
Além de todas as recordações que se possa viver ou sentir,
Que estivessem além até do próprio esquecimento.
Como queria que nada parecesse de ontem! Nada.
Que os costumes e hábitos se fizessem coisas perdidas 
Que os sussurros,  os olhares inocentes  e os maliciosos também
Se fizessem perdas sem deixar saudades, sem deixar nem restos,
Esses que ficam como fragmentos, mas se fazem completos
Quando a solidão trazendo consigo a angustia instem em ficar
Lembrando que tudo foi verdadeiro, que existiram em verdades,
Em verdades vivas, no calor dos corpos, no gosto dos lábios...
No prazer da alma. Os dias se farão meses, se farão anos 
Mas sempre a dor vai parecer dor de uma saudade de ontem.
Não queria mais sentir nada, nem vontade de lembrar,
Talvez se tudo se fizesse apenas vazio a alma chorasse menos,
Mas não. Tudo  está preenchido com lembranças, tristezas...
Até o vazio se encheu de solidão, os olhos de lágrimas,
A alma de cicatrizes...e a vida...essa se encheu de incertezas
E  alma se treme toda por pensar que a dor de ontem
Cruelmente e por prazer se fará a dor de sempre.


José João
12/05/2.012

sábado, 11 de maio de 2013

De tanto sonhar...

O amor que hei de encontrar um dia
Será belo, terna luz divina a brilhar
Será lindo como o céu...a brisa...o mar
De voz doce e meiga...celestial melodia

O amor que um dia hei de encontrar
Povoa meus sonhos...me faz sempre sonhar
Cabelos cor da noite, da noite mais luzidia
Perfume da aurora brincando de acordar o dia

Ah! Amor,  que me faz sonhar mais que existir
Me faz parar o tempo esperando acontecer
Me faz sonhar a maneira mais linda de viver

Deus. Meu bom Deus. Quanto mais vou esperar?
- Filho, vês aquela sombra no horizonte a esvair-se?
Sonhaste tanto e ela passou sem que a visses


José João
08/03/2.011
Reedicão

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O prazer de ter amado um dia

...Se um dia, de mim perder-se a luz, na escuridão
Das noites frias, e a solidão tatear-me o rosto,
A procura talvez das rugas novas que nasceram,
Criadas pelas dores que ficaram desde muito,
Ou de lágrimas que dos olhos transbordaram,
Vou atentar-me ao momento de ver chegar
A tênue claridade madrugal e nela esconder-me.
Não por medo dos fantasmas, que nas noites,
Entre sonhos mortos e carências vivas, se fazem
Sombras a vagar entre os vazios que enchem a alma,
Vazia, que ficou, pela perda ou por doloridos adeus
Gritados com os olhos fitos nos lábios trêmulos,
De onde as palavras  lívidas, quase desmaiadas,
Se permitiam apenas balbuciar o que só a alma podia ouvir.
Se um dia, de mim perder-se a luz, na escuridão
Das noites frias, e a angustia cariciar-me o rosto
Com sutis beijos molhados por tristeza infinda,
Vou buscar, lá dentro de mim e ainda vivo, o prazer
Por ter  loucamente amado um dia.


José João
09/05/2.013



quarta-feira, 8 de maio de 2013

Minhas estrelas.

Roubaram minhas estrelas, todas as minhas estrelas
Agora minhas noites ficaram escuras, longas e tristes
Não tenho mais estrelas para brincar de nomear
Não tenho mais as estrelas que me ajudavam chorar

Agora, nas noites fico só, sem ter amigos pra falar
Não tenho quem me ouça como as estrelas ouviam
Não posso mais ver minhas lágrimas nelas refletidas
Roubaram de mim minhas estrelas, velhas amigas

O que faria para te-las comigo! Todas aqui, de volta
As vezes me vem um raio de luar com recado delas
E a ele pergunto triste: Que foi que fizeram com elas?

Ele me responde que elas estão lá, no mesmo lugar
E que posso, mesmo nas noites frias, outra vez te-las
Que basta me afastar das solidão para voltar a vê-las


José João
07/05/2.012






terça-feira, 7 de maio de 2013

Meus olhos

Meus olhos risonhos um dia brincaram com as estrelas,
Buscaram o brilho delas para refletir um outro olhar
Que como raio de luar brincava entre jardins floridos
E me olhava, e sorria, e corria dentro de minha alma
Em doces sonhos alegres, como arco iris colorido.
Meus olhos já brincaram de ir buscar desenhos,
Nas mais belas nuvens que brincavam de brincar,
Indo ao sabor do vento se fazendo desenhos novos,
Leves, soltos, com gosto de liberdade, de inocência
A enfeitar o céu e trazendo sonhos distantes,
Sonhos que os olhos preferiam ver, tão perfeitos eram,
Ou tão real era a beleza que pareciam mesmo sonhos.
Meus olhos! Viram as flores invejarem um perfume
Que vestia o vento como se fosse magia, e o vento...
Orgulhoso, volteava em serenos volteios lentos,
Para perfumar todas as flores com o perfume dela.
Meus olhos! Já viram o mar a chorar em seus pés
Querendo beijá-los, e a areia se fazia orgulhoso caminho
Como se pedisse em doce sussurro: Por favor me pisa.
Ah! Esses meus olhos que um dia viram tanta beleza!
Esses meus olhos que um dia lhe falaram de amor!
Esses mesmos olhos agora choram tristes...por que
Toda essa beleza se fez saudade, se fez essa dor.


José João
07/05/2.012



O que a alma guardou

Vazios,  todos vazios, momentos, coração e alma.
Se abraçam na imensidão do nada em que ficaram
E juntos se deixam ficar dentro do mesmo tormento
Só os momentos não choram, brincam com o tempo

Os sonhos se perderam entre os deboches da vida
Que sorri irônica das tantas perdas, hoje saudades
Fazendo o tempo passar lento entre todas as dores
Que foram ficando trocadas pelos perdidos amores

A solidão se perde aflita sem saber nem quem é
As vezes se vê uma angustia, outras vezes carência
As vezes se perde no olhar vazio própria demência

Até a poesia se perde nos versos tristes, molhados
Feitos entre prantos caídos que com ela se deitam
Entre as dores que alma deixa como seus guardados


José João



segunda-feira, 6 de maio de 2013

Ridículo é não saber chorar

Minhas lágrimas! Quem por elas vai se interessar? Quem?
Sei que a ninguém interessa, mas essas lágrimas tristes
Que choro agora, é minha alma que aflita chora uma dor
Que talvez tantos já sentiram mas por vergonha a alma colou

Não me escondo pelo ridículo medo de me acharem ridículo
Por que estou chorando. Deixo minhas lágrimas voarem nuas
Indo ao mundo sem  pudor, volteando entre tristezas e poesias
Que se façam orações inocentes, livres podem até ser heresias

Não vou castrar minha alma pelo que acham que não devo,
Não vou suprimir dos meus olhos a vontade que agora têm
Se querem chorar, que chorem ... choro com eles também

Ridículo seria sentir essa dor sem chorar, sem a alma gritar,
Ridículo eu seria, se ouvisse de ridículo alguém me chamar
E por isso não me permitir chorar. Ridículo é não saber amar.


José João
06/05/2.012
                                                                     



sábado, 4 de maio de 2013

De onde vem a tristeza que sinto

Acho que sei agora de onde vem a tristeza que sinto
Talvez da saudade de um mundo que nunca existiu
Talvez da saudade daquele sorriso que não pude ver
Ou saudade de um amor que morreu antes de nascer

Saudade dos que nasceram para amar e não deixaram
Dos adeus que em silêncio foram dados antes do tempo
Saudade de um mundo que só existe em minhas poesias
Saudade dos que queriam sentir o amor e não amaram

Saudade de minhas tristezas que agora se fazem alegres
Por que o adeus dito foi só até a alma amar outra vez
Não esse adeus que se faz sempre, que de eterno se fez

Saudade das vidas que muitos queriam e não puderam ter
Saudade dos que nem sei se ainda existem, dos que amam
Tristeza por todos aqueles que não podem e querem viver


José João
04/05/2.013
(reedição)


quinta-feira, 2 de maio de 2013

A vida como ela é

Um dia amei, muito, era jovem e o amor! Ah! O amor!
Era aquele vulcão em erupção constante, queimando...
Se o amor tivesse cor, seria vermelho cor de sangue.
Era uma paixão avassaladora tomando o pensamento
Fazendo uma saudade a cada minuto. Ah! o amor
O jovem amor, pulsando forte num coração ousado,
Desafiando tristezas, desafiando solidão...até o tempo
Mas um dia o amor acabou... logo outro renasceu..
Não dava tempo de chorar, nem de saber ...
Se toda aquela volúpia da alma era mesmo amor,
Um dia amei, muito, era um rapaz de meia idade...
E o amor...ah! O amor, as vezes se fazia tão sublime
Era um calor suave que se fazia vontade, desejos
Um amor que se fazia por momento, nem tão calmo
Nem tão ousado, como vulcões em erupção,
Era um amor terno, não era aquele amor cor de sangue
Era um amor forte, mas já temia o tempo ...a solidão
O adeus já doía mais, mas tinha sempre a quem amar,
Mas as vezes ficava dúvidas...teria sido mesmo o amor?
As vezes os hábitos nos confunde.
Um dia amei, muito, já era um senhor e o amor!
Ah! Esse amor, tão doce, tão terno, até mesmo sublime,
Não era esse vulcão em erupção, nem ousado...
Se cor tivesse seria da cor de um sonho, desses sonhos
Que só a idade sabe colorir. Mas esse amor! Esse amor!
Que era mesmo amor, que deu tempo de sentir,
Se fez adeus e se foi. A solidão deixou de ser temor
Para se fazer verdade, e o senhor que foi jovem,
Que foi rapaz de meia idade vai buscar esses momentos
Para lembrar que um dia foi feliz e...sonhar


José João
02/05/2.013
..








quarta-feira, 1 de maio de 2013

Meu coração é quem chora.

Cala coração, por favor cala, se teu pulsar são lágrimas...
Chora baixinho, chora sem que ouçam, sem que vejam,
A Ninguém importa tua dor de agora, de que vale gritar?
Ninguém quer saber dos teus prantos, nem te ver chorar

Acalma tua ansiedade e espera, aprende a sofrer calado
Sufoca tuas dores, te faz de vaidoso, chora escondido,
Confere com a alma as tantas lágrimas que vão precisar
Eu? Eu apenas empresto os olhos para poderem chorar

Mas, coração, não é justo. Desde quando não és meu?
Desde quando te entregaste todo, pobre e tolo coração.
Agora contigo aos prantos acham que quem chora sou eu!

Eu, que me escondo das dores fingindo sorrisos fingidos
Fazendo todas as minhas verdades mentiras verdadeiras
Me usas agora para chorar pelos teus amores perdidos?!


José João
27/04/2.013

O poeta chora e dizem que sou eu

Se um dia alguém disser que me viu chorando - É  MENTIRA -
Nunca choro, não tenho tempo nem olhos para isso. Chorar! Eu!!
Não fabrico lágrimas, nem prantos, até acho que chorar é ridículo
Eu não acredito. Um homem chorar! Será que isso já aconteceu?

Não sei o que são lágrimas, dizem ser coisa da alma que fica triste,
Que o pranto é um terço desses que se reza, sozinho e contrito,
Dizem que cada lágrima é uma Ave Maria que se chora por perdão
Orações, pedidos de perdão, lágrimas? Um homem? Não acredito

Nunca chorei e nunca hei de chorar. Lágrimas! Nem sei o que são
Até achava que fossem o suor dos olhos quando estavam cansados
Por tanto estarem abertos, ficavam assim... pelo suor, molhados

Duvido que alguém já me viu chorar. Não tenho tempo para isso
- Mas já vi você chorando. Pra chorar você tem até a hora certa
Eu? Eu não. Aquele  não era eu. Era o outro eu, era... o poeta.


José João
27/04/2.013