quinta-feira, 31 de julho de 2025

São as minhas verdades... alguém duvida?

Pasmem! Mas já caminhei entre estrelas, desde o sol,
Fui até onde ficam as estrelas cadentes, é muito bonito,
São tantas e tantos os pedidos, uns até já caducos
Mas sempre dizendo que um dia serão atendidos

Mas tenho uma casa, fica no pôr-do-sol mais bonito,
Um jardim com flores que aqui na terra não tem.
Á única, um pé de flamboyant que levei daqui
Até um querubim pediu uma muda, coisas do além.

Tenho uma rede tecida com nuvens de todas as cores
Não quis ponto de tricô, muito simples, são apenas dois
Fiz de crochê que só pontos básicos são cinco, imagine!
O artesão foi o tecelão-de-taveta, Foi uma obra perfeita.

Para conversar, levei alguns dos mais belos peixes
O mandarim, o palhaço, o leão, todos voando soltos 
 Aqui, tenho a fivela do cinturão de Orion, toda em ouro
E um laço de Carina, ficou bela com cabelos revoltos.

Tenho uma bela coleção. Tenho até um anel de Saturno
Por isso se vê seis e não são pedras de gelo são diamantes
Minha coleção é completa, tenho até pérolas de Alnilan
Se quiserem  posso lhes mostrar, mas só pode ser amanhã.

Como podem ver eu... DO QUE VOCÊ ME CHAMOU?
VOCÊ ESTÁ DIZENDO QUE É TUDO MENTIRA?
NÃO MINTO, MINHA VIDA SEMPRE FOI CORRETA
APENAS CONTO MINHAS VERDADES... SOU POETA


José João
31/07/2.025

A culpa é da poesia!

 Ao som de um silêncio onde ouço apenas a voz da alma,
Como fosse um chorar baixinho chorando um lamento
De uma dor que nem sei de quando. Sou tantos comigo
Que quando me chega o pranto nem sei a quem é o castigo

Quantos caminhos, que hoje nem sei, devo ter percorrido!!
Sonhos que não sonhei, misturados com sonhos esquecidos,
Momentos perdidos no tempo, agora como vagas lembranças,
Daí o lamento da alma, o não saber se por mim foram vividos

Como posso ter me perdido em tão pequeno espaço de mim?!
Em tão pequeno espaço de tempo?! Ainda sinto o ontem,
Dele, nem tive tempo ainda de sentir saudade, tão perto está.
Como é difícil para minha alma! Ter tanto do que lembrar!

Nem sei se todos os prantos que chorei foram prantos tristes,
Não sei se hoje... hoje... sou o mesmo eu dos outros dias
Sei apenas que brinco de fazer versos... gosto dessa fantasia
Brincar com as palavras, de mentir e dizer: a culpa  é dá poesia

José João
31/07/2.025

terça-feira, 29 de julho de 2025

Quando não existe culpa

 As vezes nem é dor...  a dor que a gente sente,
Mas fica a marca como tatuagem feita aa alma
Quantas vezes apenas palavras machucam tanto
E a dor é tanta que se chora sem derramar pranto

Um dizer tão difícil de ouvir, mas quando dito
Apagam sentimentos, desfazem o que se sonha
Se fazem dor que não se apaga com desculpas
Que não tiram das palavras o peso de toda culpa

Triste é o pensar de que o tempo a tudo apaga
Que o ontem se desfaz assim como faz o vento
Ledo engano! Fica a cicatriz como um lamento

Quanta dor doída quando a culpa não é da gente!
Aí se ouve em silêncio o veneno das palavras
Quanta angustia se faz! Só mesmo a alma sente

José João
29/07/2.025

O mar e meu pranto

...  fico em frente ao mar a buscar sonhos,
E nessa busca me vem da alma inocente pranto
A salgar-me os lábios, como dor que a alma chora
E o mar, também salgado, leva meu pranto embora

E vão os dois, minhas lágrimas e um brando mar
Talvez até conversem o porque do meu chorar
E quem diria! O mar levando minhas lágrimas!!
É como se levasse minha história para contar

Muito além, em qualquer porto, e quem sabe?
O meu pranto, cansado, não queira mais seguir
Mas foi ele que salgou o mar, agora vai ter que ir

É muito comum,, quando sento ao por do sol
Vem o mar, molha meus pés e se põe a lamentar
Me clamando pranto para suas águas ele salgar.

José João
29/07/2.025
 

Eu?! Sou o mundo que habita em mim

 A mim, já disseram que não sou nada, ouvi calado,
 Ninguém sabe os sonhos que em mim fecundo
Só eu sei de mim e de tudo que ainda posso ser
Ainda posso sonhar todos os sonhos do mundo

Eu! Eu sou os tantos que habitam uma só alma
Uma criança esperando colo, posso ser um louco
Que pode pintar o tempo... um pedaço de vento
Ser medida certa, nem ser muito nem ser pouco

Se não sou nada!! Ainda penso o que posso ser
Muitos me olham nos olhos sem nem me conhecer
Olham atentos mas não sabem, em mim, o que ver

As vezes, de mim, pensam até mesmo o que não sou
Mas sou uma multidão caminhando entre as multidões
Sou um mundo incompleto cheio de sonhos e ilusões.

José João
29/07/2.025

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Esquecimento!! O bom amigo.

 Eu! O que trago? Trago dentro de mim... saudade.
Quem dera me fosse permitido trazer o esquecimento
A mim, me chamam por um nome feito com letras
Poderia ser meu nome escrito com um sentimento

Esperança, por exemplo, esperando um amanhã!
Gratidão, um bom sentimento pelo que já recebi
Mas me vem alguma coisa, coisa tão fácil de sentir
Essa tal de Solidão, pois bem sei... com ela já vivi

Se meu nome fosse um sonho, chamado de Desejo?
Como seria a contento da alma ser chamado de Amor!!
Mas um nome que não quero é ser chamado de dor

Não me chamo Esperança, nem me chamo Gratidão
Se eu fosse um sorriso? Mas sorriso não é sentimento
Por isso me contento ser chamado de esquecimento

José João
28/07/2.025



domingo, 27 de julho de 2025

Me disseram: amar é... muito mais que viver.

 Emoção estranha a fazer-me tremer o corpo
Como se a sensação de amar fosse maior que viver.
Toma-me uma tão grande letargia que a mim faz
Que o coração bata igual como se fosse gritando,
Dentro de mim, um amor que nunca senti.
Toma-me tanta emoção que fico a ver-me
Como se fosse eu que amasse tanto, mas a quem?
Se me perco na esperança de sentir aquilo que
Não sei sentir? Não me sinto como se fosse 
O amor eternamente, apenas sinto-me estranho,
Apenas sinto a sensação que amar é muito
Mais que viver e me tomo todo a esse pensar
Como se minha vida e o amor fossem apenas um.
Tomo a mim como se fosse eu mesmo aquele que ama
Tanto, que se perde na imensidão de oceanos
Onde a sensação de amar é como fosse num mar
A ficar vendo tudo que a vida te faz,  te fez...
E te quer. Ama-me a mim. como amo a ti
Sem saber nem quem és. Estranho mas, a mim...
Amar é.. muito mais que viver.

José João
27/07/2.025

sábado, 26 de julho de 2025

Saudade... é um momento que não quis ir embora

Já é tarde, já é mais que madrugada. o alvor do dia
Já começa a esconder as estrelas... vão se apagando...
Vão sumindo, talvez até levando sonhos não sonhados
Já é tarde, mas saudades e tristezas ainda estão acordados.

Caem as lágrimas dentro do silêncio de quem chora
O dia em estardalhaço não permite que se ouça o pranto
Quando era noite o pranto era ouvido como lamento
Agora, o dia engole o silêncio que se perde indo ao vento

Se perdeu num pensamento  distante, quase caduco
Que o velho esquecimento se esqueceu de esquecer
Aí chega a saudade, acordando para outra vez se viver

O que já estava a tanto guardado e já quase perdido
Se fazendo na alma uma sombra quase desaparecida
Que volta, não se sabe porque, se arrependeu de ter ido

José João
26/07/2.025

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Para alguns... é mesmo dor.

Bem se sabe que o poeta um dia disse:
"O amor é fogo que arde sem se ver" ...
E mais "É um contentamento descontente"
Que poeta! Como mostra o amor pra gente!!

A mim me basta olhar-me e saber-me inerte
Na definição do que seja esse tal de amor
Ao poeta, talvez lhe fosse de fácil sentir
Mas a mim, coitado, sentir dor é mesmo dor

É um ardor nos olhos, um chorar sem lágrimas
Um olhar turvo, como se esperasse o pranto,
Um mundo cinza que perdeu todo o encanto

"O amor é fogo que arde sem se ver"
Que queima a alma sem nem se perceber
Mas em mim, é dor que... desatina a doer.

José João
25/07/2.025

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Ah! Não fosse essa saudade!!!

 Ah! Não fosse a saudade...  como seria a vida?
Com ela posso sorrir, chorar,  até mesmo sonhar.
Deixo que ela vá além de mim, vá na minha alma
E de lá, traga tudo que me possa fazer lembrar

Caricias que recebi e o tempo... tentou apagar
Lágrimas alegres que chorei ao ouvir: eu te amo,
Verdades que pareciam sonhos, belos e coloridos
Nomes que não esqueci, até hoje lembro e chamo

Essa saudade! Faz viver os mesmos momentos!
Como se o tempo registrasse tudo aquilo que vivi
Só que agora, com uma outra maneira de sentir

Deixo que as tantas emoções me tomem todo
Que me venham as lágrimas alegres ou tristes, 
Que seja da vida, essa terna saudade, meu soldo.

José João
18/07/2.025



domingo, 6 de julho de 2025

Outra vez!!? ... NÃO

 Não sei se ainda tenho lágrimas para chorar
Foram tantas marcas, dores e tantas saudades
Não sei como outra dor a alma pode suportar
Dores cruas de doloridas e perversas verdades

Sentir o tremer da alma como fosse um frio
Desses que nem o céu serve mais de cobertor
Um sentir insano, cala o que não se sabe dizer
E chorar, talvez seja, o que resta à alma fazer

Ouvir, no silêncio do vazio, uma voz sem razão
Dizendo o que não se precisa nem se quer ouvir
Porque nada é maior que, naquele instante, sentir

Gritar, em desesperado clamor, qualquer oração
Que talvez nem reza seja, seja apenas um grito
Saindo como ladainha de um coração aflito.

José João
06/07/2.025

sábado, 7 de junho de 2025

A juventude... também passa.

 Alguns pensam assim, coitados!
Pensam que nunca vão envelhecer
Pensamento de jovens atordoados
Que nem chegam a velhice viver

Mas é assim mesmo, vocês têm razão
Mas cuidado jovens, a vida dá e tira
Graças a Deus tenho mãos amigas
Já pensou se a vida a costa te vira?

Olha os tantos rastros que deixas 
Não te iludas, a sorte é mesquinha
Hoje ostentas esse tanto orgulho
Amanhã podes estar na  esquina

Te cuida, só se colhe o que se planta
Isso é a vida que dá e ainda ensina
Amanhã, quem sabe te falhe a garganta
Ou as pernas falhem, quem te levanta?

Hoje, depois de tantos anos passados,
Ainda estou aqui, lucro que a vida dá
Ainda revirando meus tantos guardados
E você, jovem, sabe até onde vai chegar?

José João
05/06/2.025


sábado, 31 de maio de 2025

Como o ontem, o hoje e o amanhã são ...

 Como posso, amanhã, sentir qualquer  saudade
Se ontem não me entreguei ao que seria amar?
Não me permiti uma entrega plena, sem razão, 
Apenas entregando de mim o mais doce sonhar

Se doar, se preciso, chorar sem nenhuma culpa
Deixar a alma sentir-se nua, mesmo inocente
Sentindo o calor do mais intenso sentimento
Gritado pelos olhos com um olhar incoerente

Como posso, amanhã, sentir qualquer saudade
Se ontem não aprendi o que é chorar um adeus?
Confundi as fantasias com o que seria verdade

Tomara que o amanhã não me seja tão vazio,
Tão sem sentido que não possa nem chorar
Mas ainda tem o hoje pra tudo isso me ensinar

José João
31/05/2.025

Aos loucos solitários que não sentem solidão

 Minha loucura me permite andar entre as estrelas
Minha solidão me permite admira-las, uma a uma
Só a loucura e a solidão não modificam o tempo,
Não existem ontens, nem amanhãs e nem tormentos

A loucura me permite pintar o mundo a meu contento,
Escrever poesias nas asas do vento com apenas a voz
A solidão, paciente, calada, na lentidão do movimento
Não se apressa, não deixa que o tempo lhe seja algoz

Na minha loucura, invento cantos que nem existem
Invento ladainhas que nunca foram vistas ou rezadas
Mas, por minha solidão, silenciosamente são cantadas

Não me preocupo se as roupas são novas ou cerzidas
Nem me preocupa viver como rei ou mesmo mendigo
O que não sabem é sobre a paz que sempre está comigo 

José João
31/05/2.025


sexta-feira, 30 de maio de 2025

Meus guardados

Sou um escrevedor de versos muito cuidadoso,
Tudo que preciso para a poesia, guardo muito bem
Tudo separado em envelopes invisíveis, com cuidado
Tristezas, em envelope cor de lágrimas e... lacrado.

Lágrimas, em um belo envelope sem cor, transparente,
Saudades, em envelopes coloridos. pintados de adeus
A solidão e o silêncio, são guardados em sacos vazios
Como os envelopes também invisíveis mas diferentes

Versos incompletos, rimas soltas, essas guardo juntas
Com as palavras que não cabem no fim dos versos
Não são tantas assim, não são poucas e nem muitas

Tudo isso é bem guardado num velho baú desbotado
Fica num canto do tempo, bem perto do pôr-do-sol
Num horizonte colorido que pelo amor foi moldado.

José João
30/05/2.025

Acreditem... Deus toca na gente

Há quem não acredite que Deus toca na gente
E, as vezes, creiam, não é assim tão suavemente
Só Ele sabe a necessidade de cada um despertar
Porque despertar é muito mais que apenas acordar

As vezes parece um sonho, Deus tocando em mim!
E as perguntas; será que mereço? Porque Ele fez?
E quem sabe das coisas divinas? Ele é sempre assim.
Afinal apenas Ele pode ser o começo, o meio e o fim.

Pedi e vos será dado. Ah! A simplicidade de Deus!!
Sempre atento ao que se precisa, ao que se possa pedir
Toca teu coração, teu peito, sempre pronto para servir

Deus não tem forma, nem cor, se tivesse não seria Deus
Deus está além do tempo, não fosse assim não seria Deus
Deus é começo, o meio, e o fim. Não fosse não seria Deus

José João
30/05/2.025


quinta-feira, 22 de maio de 2025

Eu e o amigo espelho

 

- Caro amigo. como desenhas fielmente meu rosto!
Até os detalhes que o tempo vai fazendo e deixando!
As marcas feitas no rosto como se contassem histórias
Meu amigo fiel, cada detalhe de mim, vai mostrando

- Ainda bem que você me sabe com um seu fiel amigo.
Afinal, amigo é aquele que lhe diz o que não quer ouvir
Que mostra os detalhes de quem você é, sem esconder
Que está com você te olhando no rosto, sempre contigo

Sou aquele que, calado, quantas vezes te viu chorando, 
Te olhou bem nos olhos, te fez sentir tua própria alma.
Sou aquele a quem perguntastes tanta vezes... Porquê?
Quando choravas um adeus e perguntavas: O que fazer?

- Sabes realmente muito de mim. Pra te não há segredos
Mas diz-me fiel retrato do meu rosto, com me vês agora?
- Como és, embora digam que sou apenas um reflexo 
Mas de dentro de te quando te vês em mim, achas só isso?

José João
22/05/2.025

Ilusão! Quando acorda faz chorar

 Ei. Você! Você aí, amigo, que está chorando, me ajuda.
Pode me emprestar algumas lágrimas? Estou precisando.
Quero fazer uma poesia, mas meus olhos não choram
E você... com tantas lágrimas! Porque está chorando?

Se você me emprestar algumas lágrimas, uma saudade...
Um pedaço de tristeza, faço uma poesia com seu nome
Afinal, o pranto é seu, coisa, infelizmente, que não tenho
Já tive, mas chorei tanto. Como é triste essa minha verdade!

Sei plagiar lágrimas. Há quem ache impossível, se admire.
Plagiar lágrimas! Sim, sou um grande fingidor, sou poeta,
Você me empresta as lágrimas, finjo ser minha sua história
Se quiser posso dizer que são minhas as lágrimas que chora

Como é seu nome? Ilusão! Pensei que você não chorasse.
Afinal, você sabe inventar momentos. sonhos coloridos,
-Sempre fui assim, um inventor, inventava coisas diferentes
Mas chega um dia que a verdade chega e acorda a gente.

José João
22/05/2.025

O escrevedor de versos

Quem me dera fosse eu um poeta... um poeta
Desses que escrevem as poesias com prantos
Nas pétalas de flores como fossem pergaminho,
Fazer que o perfume seja, da poesia, o caminho

Quem me dera fosse eu um poeta... poeta assim
De escrever  versos num idioma único e divino
E que só a alma amante entendesse o que diz,
Que fizesse do amor poesia perfeita, doce hino

Mas coitado! Sou apenas escrevedor de versos,
Desses que se perdem em versos de rimas rotas
Rasgadas, atiradas como fossem palavras soltas

Alinhavando o pranto  em pedaços de solidão,
Costurando tristezas em bordados de saudades
Remendando fragmentos de sonhos com ilusão

José João
22/05/2.025

Meu medo... um poema sem poesia.

 As vezes me pego sozinho perguntando por mim
Aí chegam as palavras voando soltas como loucas
Até gritam alto: queremos ser versos, ser poemas
Mas lhes respondo, vocês ainda são muito poucas

São tantos os gritos que passo a junta-las em versos
Vou buscando rimas com as palavras mais indiscretas
Finalmente, um poema se forma, mesmo sem métrica
O silêncio dos versos fala com as palavras mais incertas

Mas onde está a poesia? A que traduz os sentimentos?
A que faz a alma ajoelhar-se, faz o olhar ir buscando,
Em qualquer horizonte, qualquer saudade, um momento?

Ah! Esses poemas sem poesia! São tão sem sentido!
Coitados! Tão poucos, apenas se fazem versos perdidos
O poema fica sem alma, calado, frio, cheio de vazios

José João
                                                                          22/05/2.025

A ternura de sentir saudade.

Chamam-me de louco por dar boas gargalhadas,
Por rir de sair lágrimas dos olhos, mesmo sozinho
Aí riem de mim, me dizem maluco e... apenas rio
E vou, como é bom com risos colorir o caminho!

Chamam-me  louco ao chorar como faz uma criança
Choro e nos meus olhos o pranto se faz reza, oração 
Aí riem de mim, me dizem louco por chorar sozinho
Como se o pranto precisasse de aplauso, de carinho.

Rir sozinho por uma alegria só minha, é loucura?
É loucura chorar sozinho por uma tristeza só minha?
A mim, minha alma diz: não sabem o que é ternura.

Como não rir ao sentir uma terna saudade ainda viva!?
Como não chorar uma saudade de um doloroso adeus?!
Que sorte! Ter amado tanto e deixado a alma tão cativa!

José João
21/05/2.025

terça-feira, 20 de maio de 2025

Existem palavras que são mais belas na poesia

 Havia guardado  algumas palavras de poesia
(há palavras que são mais belas nas poesias).
Dentro de mim, guardei lágrimas e sonhos
Guardei (o poeta pode) guardar risos tristonhos

Saudades, por si só, se fazem poesias prontas
Contam em silêncio uma história que é nossa
Do pranto faz rosário, cada lágrima uma conta
As vezes, para enganar, se finge contar em prosa

Da tristeza, essa que sai aos gritos pelo olhar
Que vai fazendo eco nos pedaços de solidão
Que faz das lágrimas copioso perdido de perdão

Como se amar fosse um pecado, algo sem razão
Que as palavras, coitadas, são poucas para explicar
As palavras de poesia explicam e até fazem chorar

José João
20/05/2.025

segunda-feira, 19 de maio de 2025

O lírio e a tulipa

 Ah! Esse amor!! Dá razão às loucuras mais loucas!
Não se preocupa com o tempo nem com distâncias
Apenas se faz sentir, entra nos corações e ali fica
O silêncio eloquente do amar deixa as palavras rotas

História impossiveis acontecem, até as flores sentem
O lírio e a tulipa, no mesmo jardim se apaixonaram
O lírio confessava seu amor com o grito do perfume
A tulipa se deitava em risos, os dois assim ficavam

Beijavam-se quando seus perfumes se encontravam
Se acenavam quando a brisa lhes banlançava as pétalas
O lírio e tulipa, amor perene, sem se tocar se amavam

Se fizeram, do jardim, os mais perfeitos dos amantes
Dizem até que se eternizaram pelo tão doce perfume 
E que agora  parece um canto de amor e de queixume

José João
11/05/2.025

quinta-feira, 1 de maio de 2025

... e se forem mentirosas as minhas mentiras?

 Quantos sonhos sonhei!!! Sonhos coloridos!!
Sonhos em preto e branco, perdidos no tempo.
Sonhei acordado quando a insônia me tomava
Sonhei, em sono profundo, e até já não lembro

Foram tantos os sonhos, alguns, não esqueci.
Rosário de estrelas douradas dourando o céu,
Barcos voadores em estranhas rotas, isso vivi
Duas luas azuis e sol transparente, isso eu vi

Naveguei por rios que levavam  flores a chorar
Chorando, pediam: rio, não me leva para o mar
Caudaloso, extenso e sem paradas nem ouvia
Continuava indo, indiferente, sem nem escutar

Sonhei em palácios de elegantes e belas damas
Leques de seda, fios dourados em ouro trançados
Lenços finos, bordados e em lavanda perfumados
Não sei porque sonhei mas ainda são lembrados

Meus sonhos, quem sabe, sejam minhas loucuras?
Loucuras que só pode se dizer apenas em prosas.
Quem sabe se são mentiras as mentiras que conto
Ou são verdadeiras minhas mentiras mentirosas?

José João
01/05/2.025

quarta-feira, 30 de abril de 2025

A eternidade de um... para sempre

Para sempre, poderia ser um beijo? Sim, um beijo!
Um beijo que continuaria vivo até além do tempo?
Ou seria um: eu te amo...  a ecoar até o infinito?
Para sempre!  O que seria esse... para sempre?
Seria levar um nome, como oração, muito além
Dos amanhãs? Será que seria um sonhar acordado?
Mesmo nas noites, na noite de amanhã, na de depois...
Todas as noites até ... chegar na eternidade...
Não nessa eternidade que nem reconhece o tempo,
Mas na eternidade de cada momento... de cada
Segundo que ficaria como marca eterna de vida!
Finalmente, alguém sabe o que seria: para sempre?
Seria um pedaço completo de vida que se vive
Num segundo infinito, quando se ouve: te amo?

José João
30/04/2.025

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Quem somos nós no espaço?

Não sei. Mas que existe um Deus, disso eu sei.
Há quem diga que somos poeira de estrelas,
Estrelas gigantes, imensas, que explodiram 
Pedaços de nós que... podemos ver ao vê-las?

Há quem diga que viemos de toscas amebas
Despejadas no tempo, hoje postas em altares.
Me ponho a pensar, finalmente quem somos?
 Com certeza, ainda assim, fruto de milagres

Acredito que somos um milagre mais perfeito.
Seria mais fácil para Deus, apenas transformar
Os homens dizem? Na natureza nada se cria...
Tudo se transforma, isso é apenas mudar, trocar

Deus é muito para fazer tão pequeno milagre!
O pó, se for das estrela, foram por ele criadas
A vida, em apenas um sopro!! Que maravilha!
Ele pode dar vida, criar, fazer crescer do nada. 

O que os faz desprezar tanto os feitos de Deus?
Se perderem em pensamento pobres e dispersos?
Em fazer der Deus, um simples transformador?
Eu acredito... é Deus, o arquiteto  do Universo

José João
23/04/2.025

Agora... lembro quem sou eu.

 Um outro dia esqueci quem sou, não fosse a poesia,
Até hoje, juro, ainda não teria lembrado de mim
Ela que se lembrou quem sou, disse o que eu fazia
Falou tão ternamente, disse mais ou menos assim,

Tu és aquele da gaveta mágica, que guarda as flores
Que guarda também saudades, pensamentos, ilusões
A gaveta do poeta, Lembra? Onde guarda estrelas,
Versos inacabados, tristezas, dores, cantos e orações

Onde guardas o tempo, o vento os sonhos doirados
Aquelas palavras em desordem, nem parecem poesias
A gaveta que só você sabe abrir com o toque do coração?
Onde estão guardados os beijos que nunca foram dados?

Você é aquele que pinta horizontes com a cor do pranto
Que se a dor é forte ri com os olhos... sorrisos fingidos.
Faz que a noite, se você quiser, componha versos e cantos
És esse poeta que deixa sonhos e solidão no tempo cerzido.

José João
22/04/2.025

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Senhoras palavras, hoje... se enganaram

 
As palavras saíram correndo loucas, alucinadas
Por acharem que ia escrever uma poesia triste
Correram e levaram com elas todos os sorrisos
Deixaram lágrimas, um adeus dito e mais nada

Mas coitadas delas, não havia tristeza em mim
Só um olhar triste lembrando uma saudade alegre
Uma saudade que logo logo se faria riso festivo
Iluminando rosto e alma em uma poesia assim

Escondi as lágrimas que as palavras deixaram,
Busquei sorrisos que ainda estavam guardados,
Um olhar risonho desses que trazem os recados

Vindos da alma dizendo: hoje não tem tristeza
Assim a poesia se fez, os versos não choraram
Então senhoras palavras, hoje... se enganaram

José João
17/04/2.025

terça-feira, 15 de abril de 2025

Confidências dos Flamboyants

 
Não sei porque os flamboyants falam comigo
Me mostram  suas flores vermelhas e alegres,
Falam da beleza natural em eloquente silêncio
Parece que há muito tempo já somos amigos

Suas folhas verdes e leves dançam ao vento
Num valsar sutil e solto como fossem plumas,
As flores parecem rir em contagiante alegria
Embalam-se com a brisa em terno movimento

Porque são tão meus amigos os flamboyants?
A ponto de me fazerem íntimas confidências?
E dizem que aos outros escondem as evidências.

Disseram que, como eu. gostam de estrelas cadentes
Se dizem parecidos nas suas fortes cores vibrantes
Até afirmam que por isso os chamam de flamejantes

José João
15/04/2.025


segunda-feira, 14 de abril de 2025

Bya tristeza ... tchau!

 Tristeza, o que você disse?! Que eu não posso ir?!
Pobre tristeza! Tão prepotente!, Fria e ridícula.
O sol vem vindo, o alvor do dia está chegando,
Os pássaros, despertos, batem as asas em alvoroço,
A brisa leve da madrugada balança os galhos
E as flores começam a ficar luzidias com o sol,
Balançam o orvalho das pétalas ao se espreguiçar,
A estrada, por elas perfumadas, convidam a ir
Até o horizonte, por sobre caminhos que o sol
Deixa sobre a água do rio que canta, num murmurar
Quase inaudível, mas cheio de ternura na voz,
Tudo pronto para uma poesia e tu, tristeza, a dizer
Que não posso ir e fazer versos cheios de mim? 
Deixar o pensamento voar nas asas do vento
Brincando de contar o tempo nos versos que faço?
De neles gritar o gosto da liberdade que tenho?
Caminhando leve, sem o teu peso, tristeza, e ir
Sem me preocupar com prantos, nem saudades,
Apenas fazendo versos que o tempo deixou ficar.

José João
14/04/2.025

Meus olhos podem chorar, sorrir, fingir ...

 As vezes... riem de mim quando minha voz cala
E deixa que os olhos gritem em fervoroso pranto
Toda a dor que a alma sente. As vezes riem de mim
Se digo que saudade, tem começo mas não tem fim

Não me importo, as vezes até eu mesmo rio de mim
Quando é muito a dor que o tempo me faz sentir
Tanta que a fonte do pranto seca, os olhos emudecem
Aí busco sorrisos desses que só existem no fingir

As vezes, coitados, riem comigo ao me verem sorrir
Dizem que é minha alma cantando versos de amor,
Contando momentos que ficaram e que nunca esqueci

Rio-me, um triste sorrir, pelo que só eu sei sentir
Mas os olhos sabem chorar, emudecer ou sorrir
Com um, choro de verdade, com o outro é só fingir

José João
11/04/2.025

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Como lidar com a saudade?!

 Como lidar com a saudade?! É tão simples,
Acreditem, eu a chamo, desde muito aprendi
Sentamos juntos e me entrego todo pleno a ela
Como velhos amigos, ela me conta o que vivi

Quando aprendi a senti-la, fabriquei lágrimas
Assim, como fossem rios a nascerem nos olhos
Procurei pintar o rosto com alegria e tristeza
A saudade que vem... não se tem tanta certeza

Na verdade. é muito melhor guardar o pranto
Uma vez, queria sentir saudade de só um beijo
Me vieram o beijo, um eu te amo, e um adeus
Aí o pranto se fez farto, aproveitando o ensejo

Não tivesse eu guardado o pranto, o que faria?
Onde teria lágrimas para buscar ou para pedir?
Como poderia desenhar no rosto tantas saudades?
Mas guarde um sorriso, as vezes é preciso fingir

José João
03/04/2.025

Saudade... é uma história que fica dentro da gente

Nas poesias que minha alma, tão carente, grita
Sempre me perco nas palavras e até nas rimas
Nunca sei como falar, como  escrever o pranto
Esse, que vem lágrima e depois se faz encanto

Minha alma chora as tantas saudades antigas
Algumas já incompletas, no tempo esquecidas
Me perco em busca-las sem nem saber onde ir
Não verdade, saudades, só sei chorar e sentir

Como escrever no papel o que só a alma sente?
Mostrar no rosto o que não tem forma nem cor?
Saudade é uma história que fica dentro da gente

É como viver outra vez o que se gostou de viver
É como se o tempo voltasse sem nunca ter ido
É fazer presente o que não pode ser esquecido

José João
03/04/2.025

terça-feira, 1 de abril de 2025

Que o mundo "ouça" os versos que escrevo

Minhas poesias, que bom! Vão soltas ao tempo
Embalando corações, indo por tantas páginas,
Por tantas vidas, usam-nas sem precisar pedir
Ah! Minha poesia, vai, o mundo precisa sentir

O canto do silêncio que já não sabem  ouvir
Outro dia, me escreveram com pedaços de mim
Muitos, alguns com prantos, outros com saudades
Expõem meus versos, talvez sejam suas verdades

Mas os versos vão por aí, nem se importarem mais
Se são lidos com a alma ou só escritos no papel
É de mim que saem como orações indo para o céu

Nas páginas que não são minhas, os versos tímidos,
Esses que escrevo com minhas dores e meus prantos
Se fazem vivos, ardentes, por minha alma paridos

José João
01/04/2.025

quinta-feira, 27 de março de 2025

Até o vento sente ciúmes!

 Acho que perdi uma poesia, ela estava bem aqui
Na minha frente, parte dela estava deitada no papel
Havia versos já completos, rima no fim dos versos
Haviam um que, por inspiração, rimei sonho com céu

Não sei para onde foi, se o vento que levou o papel
E com ele a poesia, a folha branca se deitava passiva
E o lápis lhe percorria como se escrever fosse carícias
Não sei como, até penei que a poesia estivesse cativa

O lápis caiu, quebrou a ponta, acho que por raiva
Não tive culpa, como pode o papel ter desaparecido
Só fui ali enxugar os olhos que estavam umedecidos!!

Vou procurar a poesia, ela não pode assim ter sumido!
Ah! Lá está ela, vou fazer a ponta do lápis e termina-la
Foi o vento que, por ciúme, correu com ela... o atrevido.

José João
27/03/2.025



É tua, a colheita do que plantaste

Um dia, e não longe, as palavras cairão por terra
Como se fossem lágrimas gritando por perdão,
Não serão ouvidas... mas serão sacrificadas,
Serão pisadas com simples lixo rolando no chão

Gritarão como... se quisessem rezar ladainhas
Mas suas vozes serão mudas, roucas, sem som
Apenas lamúrias sussurradas sem nenhum valor
E os lábios, em frenesi, tentarão gritar ao Senhor

Esse mesmo Senhor que agora é ridicularizado
Nos indecentes carnavais, é arrastado nas avenidas
Sob os olhares extasiados de quem nem sabe quem é
De quem se perdeu, de quem jogou fora a própria fé

Não serão poucos os joelho feridos em vã tentativa
De apagar os pecados, com as mão postas ao céus
Como histérico e incoerente pedido de clemência
Verdadeiras mostras de uma humanidade em falência

Aos gritos dirão: Senhor, profetizamos em teu nome.
Em teu nome expulsamos demônios e bem o sabes,
Mas ouvirão: Nunca os conheci apartai-vos de mim
Muitos ouvirão, e o ranger de dentes, não será o fim

O amor esfriou nos corações a verdade desapareceu
Mas o Senhor está bem aí, bem perto de te e não vês
Não permites que Ele entre, tome conta do teu coração
É tua a escolha, mas lembra, o produto da colheita, é teu.

José João
27/03/2.025

segunda-feira, 24 de março de 2025

Ah! Se pudesse voltar no tempo!


Ah! Se pudesse voltar no tempo! Se pudesse!
Não perderia os recomeços que deixei passar,
Não deixaria de dar os sorrisos que não dei
Não diria, por apenas desprezo. um: não sei

Ah! Quem me dera pudesse voltar no tempo!
Não negaria sorrisos, nem um estender de mão
Não negaria palavras que eram fáceis de dizer
Que fariam pulsar alegre o mais triste coração

Diria: te amo, como maior verdade da alma
Faria que fosse belo todo e qualquer sonhar
Ensinaria meu coração a doce arte de amar

Ah! Se pudesse voltar no tempo! Se pudesse!
Deixaria saudades guardadas pelos caminhos
Com elas não estaria, agora, chorando tão sozinho

José João
24/03/2.025