sexta-feira, 27 de março de 2015

Essa estranha saudade de ti.

...Me lembro, nas noites, da suavidade do teu respirar,
Parecia cantando canções de ninar, outras vezes,
Parecia contando histórias de amor, ficava horas,
Vendo teu rosto, como se fosses criança inocente
Brincado de dormir e sonhar. Quantas vezes
Meus olhos se encheram de lágrimas (felizes)
Por poder estar perto, velar teu sono, adivinhar teus sonhos,
E, baixinho, dizer para apenas minha alma ouvir: Te amo.
Hoje choro tua ausência nas noites frias cheias de solidão,
De silêncio, de amargura e da falta de ti. O vazio...denso,
A saudade,  minha quase loucura gritando com a alma,
Com os olhos, em desespero e num angustiante sufocar.
Um soluço me toma a voz e um sussurro como oração
Silenciosa, ou como um chorar demente diz teu nome
Lentamente como se fosse uma reza pedindo piedade
Pela tanta dor de uma saudade mais triste que qualquer
Tristeza que já se tenha sabido. Uma vontade estranha
Toma conta de mim, vontade de correr, sem ter onde ir,
De chorar, de fazer-me todo teu outra vez...
Como se pudesse te buscar no tempo...ou onde estejas.

José João
27/03/2.015

terça-feira, 24 de março de 2015

Acho que é essa falta de ti.

Eu sou feito de saudades, distâncias e sonhos,
Sou feito de poesias tristes que choram lágrimas
Em cada verso como fossem palavras não ditas
Porque solidão e silêncio não permitiram sair a voz
Que, tímida, se escondeu entre os vazios que ficaram
Vivos depois de um adeus que se eternizou na alma,
Se fez história, se fez de sempre, de prantos e dores.
Sinto falta dos momentos que não vivi, todos eles,
Que nem sei por onde hoje estão, falta dos beijos 
Que não dei, dos olhares que esqueci, das palavras
Que nem lembro mais. Ah! Quanta falta de mim!
Também sou feito de silêncio, desse silêncio
Que chora sozinho, se esconde num canto da alma
Como se fosse para lembrar o que precisa dizer
Mas se perde já no desejo de se fazer voz.
Sou feito de pedaços, de ontens quase esquecidos,
De amanhãs que não sei o que trazem, de saudades
Que choro, de saudades  que ainda vou sentir...
Mas acho que sou feito dessa falta de ti.

José João
24/03/2.014






terça-feira, 17 de março de 2015

A teimosia de um sentimento

E tu?! O que ainda fazes dentro de mim?
Não te basta fazer-me escravo da saudade?
Deixar-me entre meus vazios, louco assim!
Como se me fosses o começo do meu fim?

Que ainda queres de mim? Já não roubaste tudo!?
Rompeste minha alma e lhe tiraste os sonhos,
Sangraste meus pensamentos e me fizeste mudo
Dos meus dias fizeste pedaços tristes e bisonhos

Não te basta que o silêncio me grite tormentos?
Que o adeus que até agora escuto me cale a voz?
Essa voz que me sai sem força, tristes lamentos
Chorando em prantos essa dor cruel, tenaz e atroz?

Que queres de mim? A não ser deixar-me louco
Pedindo migalhas, restos de desejos perdidos!
Será que essa tanta solidão perene achas pouco?
Achas pouco esse pranto que choro incontido? 

Está bem. Te confesso, te esquecer eu tentei
Busquei horizontes perdidos em mares bravios,
Fui por mares de sonhos até neles, te juro, nadei
Mas deixaste tantas lembranças que até me afoguei

Foram beijos que se fizeram de ontem, não esqueci
Olhares perdidos em doces encantos feliz eu senti
Vivi teus momentos eternos e ternos, como vivi!
Que hoje percebo, embora não queira, vivo por ti.


José João
17/03/2.015







domingo, 15 de março de 2015

Hoje não foi dia de poesia

Hoje os versos quiseram se deitar no silêncio 
Do meu pensamento e dormir no colo da saudade,
Ficaram dementes, sem palavras e sem vontade
De se fazerem poesia. Ficaram ao léu no vazio de mim,
 No vazio das horas que nem sei se passavam...
Ou brincavam de me fazer buscar sonhos distantes,
Como se o tempo tivesse parado e a história triste,
De tanto tempo, se fizesse de ontem, com a mesma dor.
As palavras se atropelavam, os pensamentos se perdiam,
Se confundiam e a alma perdida por tanta tristeza
Fazia os olhos chorarem com lágrimas novas, dores antigas,
Que já havia chorado tantas vezes entre orações e blasfêmias.
Os adeus ditos se confundiam, trocavam de nome,
De histórias, algumas que nem precisava chorar, chorei,
Porque troquei o nome da dona da saudade.
Hoje não foi dia de fazer versos, nem escrever poesias,
Não foi dia de sonhar, nem de buscar palavras,
Foi apenas um dia de juntar pedaços perdidos
Espalhados entre meus tantos desesperos, medos
E carências...foi um dia triste, sem versos nem poesias.

José João
14/03/2.015


quarta-feira, 4 de março de 2015

Histórias que a solidão me conta

Solidão e saudade todas as noites me contam histórias,
Tristes, de adeus, de ausências, de perdas.
Histórias que nem sei se por mim foram vividas,
Mas doem tanto que até acho que quem as viveu fui eu.
Escuto calado, num silêncio que até a noite cala,
E calada, ouve atenta o que dizem solidão e saudade.
Os sonhos se perdem no vazio da insonia 
Que me enche a noite, me abre os olhos, 
Deixa a tristeza ávida de mim a esgueirar-se entre as horas
Como se apenas fosse uma questão de tempo
Ter-me nos braços brincando com minhas lágrimas
Como pedaços de histórias que choro e não sei contar.
Tudo em mim se faz de muito e de sempre...
Prantos...que até parece nasceram comigo.
Angustias...que deixam a alma mais triste que carente.
Medo...de que seja essa falta de tudo, até falta de mim
Que me deixei ficar dentro da dor daquele adeus
Que parece não querer passar nunca.

José João
04/03/2.015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Hoje nem pude escrever uma poesia

Hoje me faltaram as palavras, a poesia se foi,
Tudo porque minha dor ficou maior que a saudade,
Está do tamanho da tristeza,  daquela tristeza 
Que faz até as  lágrimas se fazerem poucas,
Que faz o mundo ficar pequeno, sem ar e sem cor,
Que por mais que sejam os prantos chorados
A alma não se contenta e quer chorar muito mais.
Hoje, meu pensamento ficou num opaco silêncio,
Minha voz se perdeu na imensidão de tanta mudez
Que nem em murmúrios pude rezar o nome dela,
Tanto que nem os sonhos puderam ser buscados
Para aplacar a tanta solidão que me envolvia, mórbida,
Como se minha carência estivesse em pleno cio.
A poesia passou furtiva por entre as saudades,
(há quem diga que só existe uma saudade),
Livida e trêmula, como se estivesse com medo,
Esgueirou-se para que a solidão não a visse...
E se foi, me deixando se nenhum verso...
E o papel?! Está lá sobre a mesa...vazio de palavras,
Mas cheio, repleto, todo molhado de...lágrimas.

José João
25/02/2.015


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Meus sentimentos e eu

Sentimentos! Os meus são tantos, que nem sei mais,
Uns, sentidos com lágrimas, outros com sonhos,
Outros cheios de saudades risonhas, alguns repletos
De saudades tristes, cheio de prantos e ais,
Mas são meus sentimentos.As vezes blasfemo dizendo: 
Chega,Gritando em desesperada angustia palavras vazias,
Sem sentido, ainda assim não faço por onde esquece-los,
São meus, minha história, cheios de tantos momentos!
Beijos, lembranças, olhares, tudo que vivi, que lembro...
Está cheio de sentimentos. Nunca disse um:
Eu te amo, sem que minha alma não dissesse comigo,
Nunca senti um rosto em minhas mãos sem que elas
Não tremessem pela emoção de se fazerem carícias,
Era como se falassem baixinho e sem palavras...
Como se elas fossem tão poucas que se faziam inúteis
Na voz do toque transbordante de sentimentos puros,
Cheios da verdade da alma que plena se entrega toda
À vontade de se fazer doação dando sua própria
Essência. Nunca meus sentimento foram escondidos...
Deixo-os livres para que possam contar de mim.

José João
19/02/2.015





quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Minha toda liberdade

Minha alma é livre, como livre é o vento a voltear
Sobre jardins, montes, a ir sem cercas, sem fronteiras,
A cariciar folhas, flores e beija-las nas primaveras.
Tenho a liberdade dos sonhos, de voar nas poesias,
De pintar horizontes que nunca ninguém viu...
Colorir o por do sol que nunca nenhum pintor
Encontrou tintas para colorir, eu o pinto com palavras,
Na magia dos poemas que por si só se fazem belos.
Minha liberdade me permite amar, sentir saudade,
Chorar a tristeza que se faz mais triste do que posso sentir.
Ah! Esses poetas! Que brincam de chorar a dor
Que sentem e choram de verdade a dor dos outros,
Fazem poesias com apenas um nome e eternizam
Cada momento sem um ponto final no fim do verso
Brincam de fazer do infinito um pedaço de pensamento
Quando vai em qualquer mundo buscar um sonho
E o traz preso no pensar de uma ilusão que ele cria.
Essa é minha liberdade, tanto que me entrego ao pranto,
(se preciso for) Onde até as lágrimas, minhas lágrimas...
Se quiserem ser alegres chorando uma saudade triste
Têm liberdade, afinal elas são livres, como eu.


José João
19/02/2.015

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Recomeçar...

Não sei se ainda existem marcas no caminho
Que possam me fazer voltar. Não sei também
Se existem razões para meu coração bater mais forte,
Se assanhar com a alma e sonharem sonhos novos,
Não sei. Não sei se meus ais e suspiros mudaram o tom, 
Se se fizeram cantos de esperança a me sorrir nos lábios.
Já nem sei se minha alma, a tanto a toa no marasmo do nada,
Se propõe a abri-se, a se entregar sem medo de dizer que ama,
Se minhas mãos ainda se fazem versos sobre um rosto,
A escreve-lo e descreve-lo em linhas de doces caricias
Dizendo suavemente: Eu te amo, no tremor livido da emoção
Que lhe faz suar como se fossem lágrimas que ela chora feliz.
Se meus olhos se traduzem em olhares cheios de luz
Gritando entre prantos de esperança  um sentimento 
Vivo, intenso, cheio da vontade de ser feliz, de ser pleno
Na confissão da alma silenciosa que nem acredita mais.
Não sei...não sei se ainda sei sonhar, se ainda sei entregar
Meus momentos sem medo de adeus ou saudade,
De dor ou solidão. Não sei...mas se não recomeçar...
A dor do arrependimento de não ter feito...
...Será bem maior.


José João
16/02/2.015






sábado, 14 de fevereiro de 2015

Assim... igual a mim

Qual flor a desmanchar-se ao tempo porque murcharam
As pétalas. A deitar-se moribunda, levada ao vento,
Já sem beleza, e até o perfume lhe foi embora
Ou como folha que, murcha e seca, ao tempo, ao léu,
Vai a lugar nenhum. Assim se fizeram meus sonhos,
Gritos perdidos de ais sem eco, indo aos tropeços
Por silêncios mudos, em torpe angustia por não ser voz.
Ah! Meus sonhos! Pássaros presos no chão caídos,
Lhes cortaram as asas, e sem elas, só lhe resta olhar...
Olhar o céu, lá bem distante e sem poder voar...
Sonhar... mas sem sonhos de lá chegar.
Qual dolorido choro de criança órfã que em lágrimas reza
E não entende porque a vida lhe deixou tão só!
Igual a alma de um andarilho triste rezando rezas
Ao por do sol, caminhando sozinho em veredas finas,
De estreitas margens onde não pode nem descansar.
Igual a mim que em  poesias grito meu pranto 
Num canto, mudo, porque a dor que me tira a voz
Se faz solidão e engole tudo.


José João
14/02/2.015

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Como se tivesse sido ontem

Sinto saudade, até hoje, como se tanto tempo
Passado tivesse sido ontem, lembro momentos, 
Palavras, gestos, até o sorriso brincando em  teus lábios,
Fazendo a alegria estampar-se feliz em teu rosto inocente 
Quase divino. Lembro, com saudade, até dos teus defeitos!
Como te faziam diferentes! Como me conquistavam!
Me faziam te amar mais, te querer mais...
Ainda hoje meus sonhos antigos te fazem viva
E os sonhos novos te criam outra vez...refazem histórias 
Que não passamos, recriam momentos que não vivemos...
Tanto ainda és pra mim que até nos amanhãs tu já estás.
O tempo, em mim, te grita todos o dias, te chama
Nas madrugadas, no por do sol, faz caminhos
Para meus pensamentos te buscarem...
Estás tão viva nos meus momentos, tão dentro
De minha alma que até o esquecimento, talvez por saber
Que é essa saudade tua que me faz estar vivo,
Não se permite fazer-me te esquecer 


José João
13/02/2.015

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Amar...amar...sem medo de chorar

Não me importam os ontens tristes e chorosos,
Não me importam os adeus que ouvi em lágrimas,
Os soluços silenciosos chorados nas noites frias,
A solidão vazia, a ausência doentia e angustiante
De uma perda por um adeus que não queria dizer.
Não importam os passos reticentes dados no tempo,
Quando perdido de mim, lamentava tristonho,
Cheio de cicatrizes na alma, as dores sentidas
Por uma saudade deixada no coração e na alma.
A mim, nada disso importa, porque depois de tudo isso
Ainda estou vivo, coração batendo forte, sonhos...
Ainda a serem sonhados, alma repleta de desejos,
E a vontade de ser feliz, e essa vontade me toma
Do medo de procurar amar outra vez...e outra vez...
Preciso amar, preciso buscar esse momento de vida
Que se faz único a cada instante vivido...vou amar,
Sem medo, sem pensar, me entregar todo e pleno
A um amor que sei, ainda virá, e se chorar amanhã...
Paciência, tenho uma alma feliz em chorar por ter amado,
Melhor chorar pela dor de uma saudade que ser vazio, 
Sem nenhuma saudade pra chorar.

José João
12/02/2.015

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Minha alma e eu

Não vou compor versos que a alma não aceite
Que dentro deles esteja o que nós dois sentimos,
Não vou fazer poemas em que ela não se sinta
Toda dona deles do que choramos e vivemos 

Não vou fazer versos que a alma diga que minto
Não seria justo, nós dois amamos e sofremos
Meus são os olhos, dela as lágrimas que choramos
Minha é a voz, dela a canção que nós cantamos

Sempre que disse amo, apenas a voz foi minha
Vem lá de dentro, vem todo de dentro dela
Que sofre mais que eu se o amor briga com ela

Nunca amei sem que ela comigo não amasse
Sempre me entreguei à sua toda e plena vontade
Amamos, choramos juntos, é ela minha verdade.

José João
11/02/2.014

O que sei de mim.

Não tenho mais como escrever sonhos,
Inventa-los para enganar a alma triste
As poesias ficaram pálidas e nelas ponho
Toda angustia que viver em mim insiste

Procuro, no tempo, cantos escuros, 
Que de mim mesmo me escondam,
Cruel ilusão nem por atrás de muros...
Solidão e saudade sempre me encontram

Corro a ir buscar antigas lembranças
Restos delas que em mim tenham ficado
Mas não me vêm nem restos de esperança

Perdi a voz na confusão de pensamentos
Que ora me deixam mudo, ora demente
Sabendo apenas o que é ser só, ser carente


José João
11/02/2.015









segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Apenas restos do que já fui!

Meus sonhos se recusaram em ser poesias,
Apenas minha saudade se fez versos, tristes
Diz-me a alma que os sonhos seriam heresias
Porque neles apenas angustia agora existe

Diz-me a vida em lacônico e cruel silêncio
Que nada deve ser dito do que um dia vivi
Que foram apenas ilusões essas dores no cio
Dores que a alma não viveu e eu, nunca senti

Não sei poque a vida insiste em mentir-me tanto
Se meus vazios são frutos de perdas vividas!
Tanto que meus olhos falam gritando em prantos
Angustias e tristezas pela própria vida paridas

Como calar-me a alma os tantos adeus ouvidos?
Se  ela a debruçar-se sobre os vazios de agora
Chora prantos que jamais um dia foram sentidos
Tantos que a razão, como louca, se foi embora!

A mim, só me resta essa loucura fria e demente
Que me faz ser apenas escombros do que já fui
E essa dor lancinante de uma alma triste e carente
Que  só me faz ser resto, do que um dia foi gente!!


José João
09/02/2.015




sábado, 7 de fevereiro de 2015

Quem sabe voltes um dia!



Deus! Deus! vê meus joelhos! Feridos, inchados...
Meus ombros curvos, voz reticente, sonhos mortos...
Os versos! Cheios de nada, apenas palavras soltas
Que a alma grita em preces perdidas, velhas e rotas

Como ficaram os pensamentos! Perdidos e dementes
Gritando em alardes dores que não querem passar
Angustia e solidão a colinear como fossem serpentes
Me tomam, e só blasfêmias me fazem, contrito, rezar

Me tomei nos tantos prantos que não queria chorar
Ergui aos céus, mãos postas, as suplicas dementes, 
Os olhares se perderam num muito tristonho vagar
Até os gritos como loucos choravam de tão carentes

Corri, em sonhos, caminhos que nem sei se pisaste
Pobre andarilho, procurava no tempo teu perfume 
Ouvi, do silêncio, canções que nem sei se cantaste 
Talvez fosse minha alma rezando os seus queixumes

Ao cansaço me entrego de tanto a esmo te procurar
Sento na beira da tarde, olhar perdido a te buscar
Quem sabe um dia voltes nas voltas que o mundo dá?
E talvez, surpresa me encontre, ainda a te esperar!


José João
08/02/2.014





sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Que a culpa seja minha

Diz-me que meu olhar é triste, cheio de mim
Como  fossem canção sem nenhuma melodia
Que parecem nuvens de chuva em tarde triste
Diz-me até que dentro de mim mais nada existe

Culpas-me desse vazio que agora me  habita
Mas não falas nada desse tão dolorido adeus
Quem dera essa minha dor fizesse que reflitas
Foram teus lábios que falaram... não os meus

Então deixa que o tempo de mim se faça dono
Nas saudades sentidas nas noites e eu sozinho
Em que tua lembrança de mim me tira o sono

Não me culpes, a culpar-me isso eu já me fiz
Deixa que a alma, a meu fingir, não sofra tanto
Que ela pense que o adeus foi eu quem quis


José João
08/02/2.014






Sei fingir a verdade de ser triste

Grito meus momentos, angustias, saudades, carências.
Minhas poesias, desesperadas, gritam nos versos tristes,
Dores que me doem na alma. Rezo ladainhas em poemas
Cheios de lágrimas que se derramam no rosto
Como fragmentos do tempo, das lembranças e sonhos,
Grito no meio da multidão indiferente, sem tempo,
Outras vezes deixo o silêncio falar por mim, 
Numa demência que me faz ainda mais despercebido...
Não sou ouvido. Minha tristeza, inquilina dos meus olhos
Perdidos em olhares vagos, vazios, sem cor se faz em mim
Uma história, um história que se faz de sempre.
Ah! Essas minha verdades que ninguém vê! Nem ouve!
Nem sente! Dizem até que minha dor não é dor...
E que a tristeza dos versos são fingimentos da alma...
Dizem que sou poeta e não choro minha dor...
Que nos versos que choro apenas poetizo a dor alheia,
E assim, sozinho, fingindo pra mim mesmo 
Que sou feliz, quase acredito, tão bom fingidor eu sou!!


José João
08/02/2.015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Preciso fazer alguém feliz

Não me interessam mais os sonhos deixados para traz,
Nem os que sonharia ainda, não interessam,
Nem os sorrisos perdidos no tempo, lembranças 
Caducas, como risos mortos em retratos amarelos.
Não me interessam mais. Caminhos para horizontes
Distantes, passos deixados na saudade que ficou,
Mas que também não importam mais.
Nada do que ficou para traz, importa mais. Nada.
Momentos, sorrisos, palavras que não queria ouvir,
Promessas que o tempo mostrou ridículas, descabidas,
Fingidas, cheias de nada, que apenas engaram a alma,
Deixando-a aos prantos, ajoelhada, em reza demente,
Cheia de cicatrizes abertas, como se fossem finos cortes
Deixados por lâminas afiadas de uma solidão doentia.
É só o que tenho, o que o passado me deu...
E o que a vida me permitiu viver...até aqui. Chega...
Chega desse resto de mim. Vou seguir caminhos
Que devem me levar a algum lugar, onde alguém
Goste de me ver chegar, de estar perto, me precisar.
 Preciso muito, mais que a mim, fazer alguém feliz...


José João
04/02/2.015



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Hoje só te fiz lágrimas

Hoje não consegui te fazer poesia,
Só consegui te fazer lágrimas,
Escrevi a saudade em versos incompletos,.
Teu nome escrevi nas entrelinhas,
Quando tristeza solidão se juntaram em rimas
Dementes, descabidas, mas me cabendo
Perfeitamente. Tu ausência se encheu
Com teu teu perfume, me tomou os sentidos...
Me embriagou de te num torpor sonolento, sublime,
Quase divino, Gritei teu nome dentro de mim
Com toda força que o silêncio permitiu...
Murmurei teu nome entre soluços
Senti o gosto de teu beijo na lágrima que chorei,
Fui buscar sonhos que sonhamos juntos,
Momentos que ficaram eternos...
Guardados carinhosamente dentro da alma,
Desenhei nuvens e dentro delas escrevi teu nome.
Te guardei dentro do que sobrou de mim...
Quase consigo te ver...tanta era a saudade
Que te trouxe para bem perto. Até fechei o olhos
...E senti tuas mãos no roçar da brisa caridosa
Que se enfeitou de ti... só não consegui
Te fazer poesia...te fiz só lágrimas.

José João
03/02/2.015


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Os beijos com gosto de amanhã

Vou correr pelo tempo, com minha loucura desvairada,
Procurando a mim mesmo. Vou me esconder dos sonhos,
De todos eles, dos momentos que pensei para sempre,
Vou me esconder deles por atrás do esquecimento
Que as saudades insistem em não deixar chegar.
Vou esquecer cor de olhos, sabor de beijos, tudo,
Até de nomes que rezei como oração, que gritei com a alma.
Vou deixar que a demência me tome conta do que um dia
Vivi,  na ilusão de que fosse sempre... fosse eterno
Em cada sonho, e se fizessem plenos nos amanhãs que viriam.
Vou fazer que o esquecimento se faça faminto e os engula,
Sem sentir medo do vazio que deve ficar, mas talvez melhor
Que essa dor tão descabida que insiste em estar em mim 
E que não devia mais sentir. Vou deixar que a loucura
Me tire a razão, me faça inocente num novo recomeçar,
Sentir saudades novas, fabricar jovens e curiosas lágrimas, 
Que deslizem até meus lábios para sentir...o gosto...o gosto
De teus beijos que... apesar de tudo insistiram em ficar
Como se tivessem sido dados a... partir de amanhã.


José João
02/02/2.015



sábado, 31 de janeiro de 2015

Inventei uma oração com teu nome

Essa saudade de ti, esse vazio de tua ausência,
Esse meu sufocar por não encontrar palavras
Que possam contar minha dor, essa tanta tristeza,
Tudo isso me faz inventar versos molhados,
Cheios de lágrimas, banhados de tristeza. Essa tristeza
Cheia de ilusões perdidas, restos de sonhos moribundos,
Caducos, que se arrastam lentos no tempo 
Sem contarem mais nada, sem serem mais nada,
Nem mesmo recordações, apenas fragmentos, 
Pedaços de mim que ficaram como passageiros
Que insistem em ficar por não terem pra onde ir.
Gemidos que minha alma chora se fazem vivos,
Orações desesperadas que nunca ninguém rezou,
São rezadas sem fé, por talvez serem apenas desespero
Que a alma faz de oração na esperança de ser ouvida.
Ontem rezei uma Ave Maria que começava com teu nome,
Oração que inventei, assim como se fosse um verso
Cheio de ti, mas é tão pouco o que os versos dizem...
E se as orações se fazem eternas..orei o teu nome 


José João
31/01/2.014

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Entre a solidão e a saudade

É noite, as horas se arrastam lentas, vagarosas,
Ridiculamente preguiçosas, como se estivessem
Com medo da madrugada, que ainda se esconde
No horizonte, mas vem chicoteando a escuridão,
Iluminando sutilmente caminhos e jardins,
Acordando pássaros, beijando as flores.
As horas ainda insistem em se fazerem lentas,
Passam arranhando lembranças e saudades,
Se arrastando dentro do nada, que habita,
Com a solidão, a noite, que quase se faz eterna
Em cada momento. Por que se existe dor
Que  não passa...é a dor da ausência,
Que a cada instante se eterniza, como se ela
Fosse a própria eternidade, e eu sentia 
Essa ausência como se faltasse um pedaço de mim,
Um pedaço de minha alma, que se sufoca
Em dolorido pranto, perguntando demente:
Porque essa tanta dor!? E a madrugada...
Segue empurrando a noite, que resiste...
Que insiste em ficar, como se apenas com ela
Eu sentisse essa toda solidão e saudade.

José João
28/01/2.015

Hoje meus olhos preferiram te procurar

Engraçado! Hoje meus olhos esqueceram
De chorar. Ficaram perdidos na distância,
Brincavam tentando ver uma estrada
Que meu pensamento insistia em criar,
Uma estrada cor de saudade, margeada
Por sonhos tristes, cheia de flores caídas,
Pareciam lágrimas de alguém que chorou ali...
E ficaram a toa, perdidas, sem serem mais flor,
Só resto (parecidas comigo). Os olhos corriam
Com olhares ansiosos a procura de tua imagem,
Coitados, se espremiam, se faziam pequenos
Como pedaços de sentimentos carentes, perdidos,
E a alma...que tudo vê e tudo sente se punha
Deitada sobre o tempo, cheia de lembranças de ti,
Sem precisar voltar nos ontens nem correr
Nos amanhãs. Ela te fez de sempre...
Eterna em cada momento.

José João
28/01/2.015

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ainda estás aqui... rindo do tempo.

Visto-me com teu perfume, e te sinto em mim,
Como se não tivesses deixado em teu lugar, tanta ausência.
Embriago-me com a fragrância da saudade 
Perfumada de ti, e me entrego em devaneios ardentes.
Deixo que a noite se tome por estrelas, por silêncios,
Por mistérios, que até esconda de mim os horizontes,
Onde talvez estejas. Busco em cada brilho da tênue
Claridade do luar, tua imagem, e me vens...
Todas as noites te trazem pra mim, ora em sonhos...
Sonhos que sonhamos juntos, ora em pensamentos,
Mas sempre estás dentro da saudade que se fez de ti,
E que me toma como se tudo em mim fosse tu.
Meus sentimentos se confundem entre nós dois
Mas, eu! Eu sei que te amo mais que a mim mesmo,
E de que adiantaria amar-me se em mim
Não estivesses? Ainda viva, apesar dessa ausência,
Que se faz ridícula, pois és tu que me preenche
O vazio que ela insiste em querer deixar em mim

José João
28/01/2.015




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A alma que chore sozinha...

 Hoje escrevi versos de palavras soltas, sem rimas,
Pedaços de poesias que se perdiam no tempo,
Palavras misturadas, sem sentido, algumas blasfemavam,
Outras gritavam em angustia, desesperadas, um adeus...
Um adeus que não passou, ficou guardado na ausência
Dolorida de um vazio demente com gosto de versos tristes,
Cheios de lágrimas chorando saudades. 
Um sorriso ridículo, de uma quase triste e descabida alegria,
Impedia os lábios de chorar com os tremores
Com que o rosto se contorcia na ânsia de fazer-se alegre
Para enganar a alma, que em silêncio, soluçava
Uma oração como se o nome dela fosse ladainha
A ser rezada em perene contrição. E eu! Ficava alheio
A tudo isso, me escondia dentro dos sonhos.
A alma se quisesse...que chorasse. Foi ela que viveu
Eternamente esse amor (em  mim é minha alma que ama)
Eu apenas lhe empresto os olhos e as lágrimas
Quando o adeus deixa a ausência cheia de saudade triste.

José João
26/01/2.015

Te amo, mesmo sem te conhecer

Não importam a distância, o tempo...onde estejas...
Vou te amar sempre...mesmo em segredo,
Sem que saibas...sem que o mundo saiba.
Só as poesias saberão teu nome, meu sentimentos,
Minha vontade de ti. Serás meu terno e divino
Segredo. Serás a confissão de minha alma
Para o infinito, só ele e eu podem entender
O tamanho desse sentimento...te amo.
Te amo sem que saibas...mas não importa...
Não vou amar por nós dois, isso é impossível,
Vou apenas te amar como sei que posso,
Te dizer palavras de carinho no silêncio do quarto,
Te contar, no silêncio da noite, os sonhos 
Que sonho contigo, em todos eles estás 
Dentro de mim, como se fosses meu pedaço
Mais completo. Não sabes nem que sei teu nome
E com ele faço poesias para alegrar minha alma,
Que diz sorrindo para o mundo, orgulhosa,
Que te amar é o mesmo que viver.

José João
26/01/2.015

sábado, 24 de janeiro de 2015

Poderias ter sido tudo...

Tu poderias ter sido tudo...tudo que quisesses,
Meus sonhos, meus momentos mais divinos,
Poderias ter sido a razão que eu precisava
Para me fazer vivo...me dei a ti, me entreguei
Sem reservas, todo e pleno, me vesti de ti,
Me misturei com teu cheiro, te deixei
Entrar em mim, em minha alma, como se fosses dona,
Aprendi a viver teus momentos, amar teus defeitos,
A respirar contigo e sentir o perfume que sentias.
Me entreguei sem medo do adeus, ou do amanhã.
Em mim, sonhava tudo eterno, sem nenhum depois.
Aprendi a olhar com teus olhos, voar contigo
Nos mais belos horizontes, até sonhar teus sonhos...
Eu aprendi. Te amei tanto que te poria
Dentro de mim, te guardaria dentro da alma,
Como se fosses dela o mais perfeito pedaço.
Aprendi a me ver dentro dos teus olhos,
Rezar teu nome, baixinho, todas as manhãs,
Ensinei meu coração, a cada pulsar,
Dizer, te amo. Te fiz tudo de mim, e poderias
Ter sido...Meu Deus... poderias ter sido tudo
Que quisesses! Mas... preferiste ser saudade!

José João
24/01/2.015

Ah! Essa saudade de ti!

                                     Ontem perdi as horas, a noite insistia 
Em não passar, As estrelas brincavam
De esconder atrás das nuvens,
A madrugada, parecia um horizonte distante...
Sem caminhos para chegar. E o silêncio!
Num demente monólogo sussurrava baixinho
O que nem ele mesmo podia ouvir. 
Mas a solidão! Ah! Essa, atenta, 
Enchia a noite, o espaço, o tempo 
E engolia qualquer emoção que ousasse
Ir além da tristeza. A saudade, como louca, 
Corria em desespero entre os sonhos,
Coitados, já amarelados, como velhos retratos, 
Rotos, aos pedaços, como restos de moribundos
Sentimentos tentava ir contra o tempo 
Para que este não apagasse as lembranças,
Fazendo-a não ter mais sentido...
Era tão angustiante o esforço da saudade
Para se fazer viva em mim. que...se vestia de ti.


José João
21/01/2.015




O tempo também é distância

Minha voz tropeça em reticentes palavras,
Um murmúrio corta sutilmente meu próprio silêncio,
Um devaneio me toma o sentido e te busca
Entre lembranças, pensamentos e sonhos.
Me entrego no vagar das horas, vou me buscar
Nos momentos que um dia vivemos e, de repente,
Sinto em meu rosto a doçura de uma carícia,
Me entrego todo, meu corpo treme,
A alma soletra teu nome, te chama em gritos,
Em sussurros, tropeça nos versos que cada letra
De teu nome compõe, mas depois, triste percebo:
As carícias em meu rosto... são lágrimas, 
São os olhos chorando tua dolorida ausência
Com um brilho triste de saudade, levando o olhar
A buscar no tempo, nos horizontes, até mesmo
Na minha vontade, a lembrança de teu rosto,
Um resto de teu perfume que tenha ficado
No tempo, mas o que vejo é esse mesmo tempo,
Lentamente, te afastando mais, te levando
Na distância num esvanecer tua imagem
Contra um horizonte que não existe.

José João
20/01/2.015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Anjos existem sim!

Dizem que anjos não existem, ou que existem
Apenas em nossa imaginação...mas os anjos...
Eles existem, eu sei. Sutilmente nos ensinam
Amar, sem troca, apenas amar por amar,
Nem a distância lhes apaga a presença,
Parece que estão tão perto que tocam o coração,
Invadem ternamente nossa alma, tiram o vazio
Que existia em nós, e nos permitem sonhar.
Um dia um anjo me ensinou a amar...
Me ensinou a magia da entrega total e plena,
Sem medo do adeus, nem das lágrimas,
Sem medo do amanhã, nem da distância,
Me ensinou sentir a intensidade do momento,
E faze-lo para sempre, como se aquele 
Momento  enchesse todos os amanhãs.
Meu anjo me ensinou amar e...se foi...
Afinal era um anjo, mas nunca esqueci, 
Os anjos nos ensinam amar...se vão,
Mas não nos deixam vazios e nem sós,
Deixam uma saudade gostosa de sentir
Como se a qualquer momento nos dissessem:
Estou aqui. Voltei


José João
22/01/2.015

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A tristeza de uma saudade (triste)

Lembranças que me vêm lá de longe
Trazidas pela saudade, gritando versos tristes
De rimas soltas, como se não precisassem de melodia
Para falar de tristezas e dores. Os momentos se fazem
Orações, contas de um rosário do tamanho da vida,
Onde as Ave-Marias são rezadas pelos olhos
Com as lágrimas choradas pela alma que se derramam
Em versos de clemência, pedidos de perdão...
Pelas blasfêmias  que a angustia faz gritar em desespero
Como se tudo fosse apenas dor. Um vazio se espalha
Pelos sonhos engolidos pelo tempo, como se nada fossem,
Nem mesmo lembranças, talvez só um saudade ...
E não aquela gostosa de sentir, mas uma saudade
Dolorida. Cheia de pedaços perdidos, disformes,
Que não se juntam mais para fazer, pelo menos,
Uma história, mesmo que fosse uma história triste.


José João
20/01/2.015


domingo, 18 de janeiro de 2015

A dor que tua ausência traz.

Estou só, em uma casa vazia, repleta apenas
Com a tua ausência, que se veste de angustia,
Me toma todo, e me faz ficar entre o vazio e o nada.
Choro... e entre um e outro soluço, a tristeza grita
Que chore bem alto, que grite ao mundo a dor que sinto,
Já a solidão, em mudo falar, me diz pra chorar baixinho
Para que minha alma, em cada soluço, ouça teu nome.
Os versos se enchem de lágrimas, as palavras se perdem,
Não contam dos sonhos que sonhei, que não esqueci,
Não contam dos momentos que vivi, cheios de nós, 
Querem apenas falar de tristezas e saudade...
De lembranças que se fragmentam num pensar demente,
Como fossem trapos de pensamentos puídos pelo tempo,
Sem um alinhavo que possa junta-los, faze-los inteiros
Mesmo remendados por lembranças quase mortas
E sonhos caducos que insistem em se fazerem
Pedaços de mim. A casa de se enche de silêncio,
Eu, de angustiante saudade, e a alma...da falta de ti.


José João
18/01/2.015

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Ah! Se fosse apenas solidão!

Quem dera fosse apenas solidão
Essa dor que sinto, que me toma todo,
Me invade como se apenas eu lhe pudesse
Fazer viva e cheia desse mórbido prazer.
Quem dera fosse essa dor apenas de tristeza
Porque a saudade tomou conta de mim,
Se apossou comodamente da alma
E fez-se única habitante, fabricando lágrimas,
Me ocupando os olhos e povoando os sonhos
De lembranças mortas. Ah! Se tudo que sinto
Fosse dor de solidão...dor de saudade...
Ou até mesmo de tristeza! Se fosse, eu ainda
Diria: Amanhã vou ser feliz. Mas essa dor
É diferente, é cheia de tua ausência
Que em mim deixam profundos vazios
E me tomam todo em uma demência incoerente
Como se a razão fosse loucura. Não me permite
Que a existência se faça vida, me permite apenas estar, 
Como se fosse tão incoerente viver. Uma vontade
De chorar (até descabida....estou tão vazio)
Me aflige a alma cheia de solidão...de saudade...
De tristeza...e ainda tua ausência...
A transbordar-me a vida.

José João 
13/01;2.015

Uma tristeza só minha

Lá fora, um silêncio gritante
Como se tudo estivesse triste,
Como se até o tempo estivesse chorando.
A brisa parecia soluçar em triste agonia,
Como se tentasse cantar uma canção
Sem encontrar a melodia. Um trinado
Distante, um gorjeio cheio de saudade
Deixava a tarde mais triste ainda,
E eu, me debruçava sobre minhas lágrimas
Que teimavam em molhar os versos
De uma poesia que insistia em não se fazer,
Se deixar incompleta ou fazer-se apenas
Um verso...com teu nome, e assim
Se fazer uma poesia completa e viva.
Deixei que a saudade tomasse conta de mim,
Me pusesse no colo, afagasse minha alma,
Me trouxesse os sonhos que sonhei contigo,
Trouxesse, pelo menos, pedaços de mim
Repletos, completos de ti, cheios de nós,
Mas foi a solidão quem veio, e trouxe...
Essa tristeza que é só minha.


José João
13/01/2.014




quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Uma história que não sei contar

Dentro de mim deve haver uma história
Que não sei contar por não lembrar de te-la vivido,
Mas tem, eu sinto, há uma história escondida dentro de mim,
Talvez minha alma não queira contar para poupar-me
De uma dor maior, quem sabe de uma saudade, 
Dessas que ninguém suporta! De um adeus que me foi dito!
Essa angustia que não quer passar, essa ansiedade
Descabida, essa ausência que não sei dizer... mas sinto.
As vezes é uma vontade de chorar que não sei de onde vem,
Um sufocar-me no meu próprio silêncio cheio de vazios,
Sem palavras para, pelo menos, me enganar, fingir
Que as tenho e mentir para mim mesmo dizendo coisas
Que nunca ouvi, falar de momentos que parece...
Nunca vivi. Mas há de haver uma história dentro de mim
Talvez até escrita em pedaços, em fragmentos de poesias
Perdidas no tempo e de mim, retalhos de sonhos
Alinhavados por pensamentos dementes em trapos rotos
Dos versos sem rima que ainda não escrevi.
Por não saber da história que sei existir dentro de mim.

José João
)7/01/2.015



sábado, 3 de janeiro de 2015

Um silêncio difícil de entender

Como doem as palavras que não eram
Para serem ditas! Como doem!!
Dói mais ainda as palavras mudas, gritadas
Pela alma, com os olhos frios como vento de inverno,
Com um olhar demente, vazio, sem cor, cheio de nada
Porque os sentimentos secaram, murcharam,
Se fizeram pedaços rotos, trapos de sonhos mortos
Ou de ilusões que nem deviam ter nascido.
Como dói o silêncio de um adeus dito sem palavras!
Perguntas sem respostas, pensamentos descabidos,
A alma se deita em prantos e tudo fica tão pouco!
Os pensamentos se perdem num pensar sem razão,
Se confundem tentando entender o que não
Pode ser entendido. Afinal, palavras não foram ditas!
Apenas o silêncio se fez verbo e a ação se fez dor.
Quem dera tivesse havido um grito de adeus!
Haveria apenas e simplesmente uma pergunta: Porquê?
Mesmo que a resposta fosse ridícula (como é ridícula
a resposta para qualquer adeus) mas pelo menos,
Não seria o silêncio gritando para a alma
O que ela não pode entender.

José João
03/01/2.015

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Se não tivesses ido...

Ah! Se não tivesses ido! Nós teríamos o mundo...
Criaria horizontes para neles escrever nossa história,
Te poria no colo e caminharíamos entre jardins,
Te daria o perfume das flores, brincaríamos entre nuvens,
Gritaria para o universo ouvir, o tanto amor que te daria.
Viajaríamos além mar brincando com o vento...
Voando nas asas de nossa imaginação, fazendo sonhos
Em mundos só nossos, onde apenas nós e nosso sentimento
Habitariam. Me faria teu servo a entregar-me sem medo,
A me vestir de ti, me banhar com teu cheiro, te fazer
Minha estrada e te percorrer em suaves volteios
Até no infinito de nossas vontades, nossos desejos.
Contigo não haveria distância, os horizontes se fariam
Estradas coloridas de luz, o mar se faria caminhos
A nos levar rumo a portos cheios de sonhos
Prontos para serem sonhados e vividos por nós...
Ah! Se não tivesses ido tão depressa! Sinto saudade
De tudo que não fizemos...mas ainda sonho
Por nós dois...

José João
31/12/2.014


Só agora estou sentindo

Não sei o que estou sentindo, se é dor, saudade...
Não sei. Só sei que sufoca como se fosse uma falta,
Uma carência que não sei dizer ...só sei sentir.
Um vazio, como se parte de mim estivesse faltando,
Perdida  em qualquer além que se faça infinito,
É como uma ausência que não se sabe de quem...
Mas machuca, enche a alma de uma fria angustia,
Com gosto de lágrimas, de silêncio, de lembranças
De momentos que nunca foram vividos. Relembrando
Sonhos que nem sei se um dia foram sonhados...
Os olhos, com um olhar demente, vão procurando 
Imagens perdidas, vencidas, desbotadas pelo tempo
Como fossem velhos retratos, amarelados, roídos,
Que ninguém mais se lembra, e nada mais dizem,
Já não se fazem nem mesmo saudade...estou assim,
Não sei se é esse tempo...de alegria e solidão...
Que me faz buscar, sonhar, com o que não sei...
Ou que talvez tenha perdido sem perceber ...
E só agora esteja sentindo essa falta...

José João
31/12/2.014