quarta-feira, 14 de outubro de 2026

A poesia que se cria em mim...

 A poesia que cresce dentro de mim, nem parece comigo,
É como se fosse um rio na enchente, indo sem parar...
Vai rompendo cerca e, sem elas, cultiva os jardins
Nascem flores, mas ela vai num turbulento caminhar

Derruba paredes de tristeza onde o pranto se faz herói,
Caminha por sobre a solidão, inventa sonhos e fantasias,
Se faz de artesã e costura rimas em sonhos coloridos
E pisa forte por cima dos pecados e destrói as heresias

A poesia que se cria em mim, é como um vendaval,
Uma enxurrada que não respeita, nada, nem as pedras
Dessas, faz delicadas esculturas para enfeitar o quintal

A poesia que nasce dentro de mim, se faz sua dona
Vai por entre os corações, voa como estrela cadente
O que me consola é sabê-la assim, viva e tão ardente

Cruz Filho
14/10/2.026

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