sábado, 31 de janeiro de 2015

Inventei uma oração com teu nome

Essa saudade de ti, esse vazio de tua ausência,
Esse meu sufocar por não encontrar palavras
Que possam contar minha dor, essa tanta tristeza,
Tudo isso me faz inventar versos molhados,
Cheios de lágrimas, banhados de tristeza. Essa tristeza
Cheia de ilusões perdidas, restos de sonhos moribundos,
Caducos, que se arrastam lentos no tempo 
Sem contarem mais nada, sem serem mais nada,
Nem mesmo recordações, apenas fragmentos, 
Pedaços de mim que ficaram como passageiros
Que insistem em ficar por não terem pra onde ir.
Gemidos que minha alma chora se fazem vivos,
Orações desesperadas que nunca ninguém rezou,
São rezadas sem fé, por talvez serem apenas desespero
Que a alma faz de oração na esperança de ser ouvida.
Ontem rezei uma Ave Maria que começava com teu nome,
Oração que inventei, assim como se fosse um verso
Cheio de ti, mas é tão pouco o que os versos dizem...
E se as orações se fazem eternas..orei o teu nome 


José João
31/01/2.014

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Entre a solidão e a saudade

É noite, as horas se arrastam lentas, vagarosas,
Ridiculamente preguiçosas, como se estivessem
Com medo da madrugada, que ainda se esconde
No horizonte, mas vem chicoteando a escuridão,
Iluminando sutilmente caminhos e jardins,
Acordando pássaros, beijando as flores.
As horas ainda insistem em se fazerem lentas,
Passam arranhando lembranças e saudades,
Se arrastando dentro do nada, que habita,
Com a solidão, a noite, que quase se faz eterna
Em cada momento. Por que se existe dor
Que  não passa...é a dor da ausência,
Que a cada instante se eterniza, como se ela
Fosse a própria eternidade, e eu sentia 
Essa ausência como se faltasse um pedaço de mim,
Um pedaço de minha alma, que se sufoca
Em dolorido pranto, perguntando demente:
Porque essa tanta dor!? E a madrugada...
Segue empurrando a noite, que resiste...
Que insiste em ficar, como se apenas com ela
Eu sentisse essa toda solidão e saudade.

José João
28/01/2.015

Hoje meus olhos preferiram te procurar

Engraçado! Hoje meus olhos esqueceram
De chorar. Ficaram perdidos na distância,
Brincavam tentando ver uma estrada
Que meu pensamento insistia em criar,
Uma estrada cor de saudade, margeada
Por sonhos tristes, cheia de flores caídas,
Pareciam lágrimas de alguém que chorou ali...
E ficaram a toa, perdidas, sem serem mais flor,
Só resto (parecidas comigo). Os olhos corriam
Com olhares ansiosos a procura de tua imagem,
Coitados, se espremiam, se faziam pequenos
Como pedaços de sentimentos carentes, perdidos,
E a alma...que tudo vê e tudo sente se punha
Deitada sobre o tempo, cheia de lembranças de ti,
Sem precisar voltar nos ontens nem correr
Nos amanhãs. Ela te fez de sempre...
Eterna em cada momento.

José João
28/01/2.015

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ainda estás aqui... rindo do tempo.

Visto-me com teu perfume, e te sinto em mim,
Como se não tivesses deixado em teu lugar, tanta ausência.
Embriago-me com a fragrância da saudade 
Perfumada de ti, e me entrego em devaneios ardentes.
Deixo que a noite se tome por estrelas, por silêncios,
Por mistérios, que até esconda de mim os horizontes,
Onde talvez estejas. Busco em cada brilho da tênue
Claridade do luar, tua imagem, e me vens...
Todas as noites te trazem pra mim, ora em sonhos...
Sonhos que sonhamos juntos, ora em pensamentos,
Mas sempre estás dentro da saudade que se fez de ti,
E que me toma como se tudo em mim fosse tu.
Meus sentimentos se confundem entre nós dois
Mas, eu! Eu sei que te amo mais que a mim mesmo,
E de que adiantaria amar-me se em mim
Não estivesses? Ainda viva, apesar dessa ausência,
Que se faz ridícula, pois és tu que me preenche
O vazio que ela insiste em querer deixar em mim

José João
28/01/2.015




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A alma que chore sozinha...

 Hoje escrevi versos de palavras soltas, sem rimas,
Pedaços de poesias que se perdiam no tempo,
Palavras misturadas, sem sentido, algumas blasfemavam,
Outras gritavam em angustia, desesperadas, um adeus...
Um adeus que não passou, ficou guardado na ausência
Dolorida de um vazio demente com gosto de versos tristes,
Cheios de lágrimas chorando saudades. 
Um sorriso ridículo, de uma quase triste e descabida alegria,
Impedia os lábios de chorar com os tremores
Com que o rosto se contorcia na ânsia de fazer-se alegre
Para enganar a alma, que em silêncio, soluçava
Uma oração como se o nome dela fosse ladainha
A ser rezada em perene contrição. E eu! Ficava alheio
A tudo isso, me escondia dentro dos sonhos.
A alma se quisesse...que chorasse. Foi ela que viveu
Eternamente esse amor (em  mim é minha alma que ama)
Eu apenas lhe empresto os olhos e as lágrimas
Quando o adeus deixa a ausência cheia de saudade triste.

José João
26/01/2.015

Te amo, mesmo sem te conhecer

Não importam a distância, o tempo...onde estejas...
Vou te amar sempre...mesmo em segredo,
Sem que saibas...sem que o mundo saiba.
Só as poesias saberão teu nome, meu sentimentos,
Minha vontade de ti. Serás meu terno e divino
Segredo. Serás a confissão de minha alma
Para o infinito, só ele e eu podem entender
O tamanho desse sentimento...te amo.
Te amo sem que saibas...mas não importa...
Não vou amar por nós dois, isso é impossível,
Vou apenas te amar como sei que posso,
Te dizer palavras de carinho no silêncio do quarto,
Te contar, no silêncio da noite, os sonhos 
Que sonho contigo, em todos eles estás 
Dentro de mim, como se fosses meu pedaço
Mais completo. Não sabes nem que sei teu nome
E com ele faço poesias para alegrar minha alma,
Que diz sorrindo para o mundo, orgulhosa,
Que te amar é o mesmo que viver.

José João
26/01/2.015

sábado, 24 de janeiro de 2015

Poderias ter sido tudo...

Tu poderias ter sido tudo...tudo que quisesses,
Meus sonhos, meus momentos mais divinos,
Poderias ter sido a razão que eu precisava
Para me fazer vivo...me dei a ti, me entreguei
Sem reservas, todo e pleno, me vesti de ti,
Me misturei com teu cheiro, te deixei
Entrar em mim, em minha alma, como se fosses dona,
Aprendi a viver teus momentos, amar teus defeitos,
A respirar contigo e sentir o perfume que sentias.
Me entreguei sem medo do adeus, ou do amanhã.
Em mim, sonhava tudo eterno, sem nenhum depois.
Aprendi a olhar com teus olhos, voar contigo
Nos mais belos horizontes, até sonhar teus sonhos...
Eu aprendi. Te amei tanto que te poria
Dentro de mim, te guardaria dentro da alma,
Como se fosses dela o mais perfeito pedaço.
Aprendi a me ver dentro dos teus olhos,
Rezar teu nome, baixinho, todas as manhãs,
Ensinei meu coração, a cada pulsar,
Dizer, te amo. Te fiz tudo de mim, e poderias
Ter sido...Meu Deus... poderias ter sido tudo
Que quisesses! Mas... preferiste ser saudade!

José João
24/01/2.015

Ah! Essa saudade de ti!

                                     Ontem perdi as horas, a noite insistia 
Em não passar, As estrelas brincavam
De esconder atrás das nuvens,
A madrugada, parecia um horizonte distante...
Sem caminhos para chegar. E o silêncio!
Num demente monólogo sussurrava baixinho
O que nem ele mesmo podia ouvir. 
Mas a solidão! Ah! Essa, atenta, 
Enchia a noite, o espaço, o tempo 
E engolia qualquer emoção que ousasse
Ir além da tristeza. A saudade, como louca, 
Corria em desespero entre os sonhos,
Coitados, já amarelados, como velhos retratos, 
Rotos, aos pedaços, como restos de moribundos
Sentimentos tentava ir contra o tempo 
Para que este não apagasse as lembranças,
Fazendo-a não ter mais sentido...
Era tão angustiante o esforço da saudade
Para se fazer viva em mim. que...se vestia de ti.


José João
21/01/2.015




O tempo também é distância

Minha voz tropeça em reticentes palavras,
Um murmúrio corta sutilmente meu próprio silêncio,
Um devaneio me toma o sentido e te busca
Entre lembranças, pensamentos e sonhos.
Me entrego no vagar das horas, vou me buscar
Nos momentos que um dia vivemos e, de repente,
Sinto em meu rosto a doçura de uma carícia,
Me entrego todo, meu corpo treme,
A alma soletra teu nome, te chama em gritos,
Em sussurros, tropeça nos versos que cada letra
De teu nome compõe, mas depois, triste percebo:
As carícias em meu rosto... são lágrimas, 
São os olhos chorando tua dolorida ausência
Com um brilho triste de saudade, levando o olhar
A buscar no tempo, nos horizontes, até mesmo
Na minha vontade, a lembrança de teu rosto,
Um resto de teu perfume que tenha ficado
No tempo, mas o que vejo é esse mesmo tempo,
Lentamente, te afastando mais, te levando
Na distância num esvanecer tua imagem
Contra um horizonte que não existe.

José João
20/01/2.015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Anjos existem sim!

Dizem que anjos não existem, ou que existem
Apenas em nossa imaginação...mas os anjos...
Eles existem, eu sei. Sutilmente nos ensinam
Amar, sem troca, apenas amar por amar,
Nem a distância lhes apaga a presença,
Parece que estão tão perto que tocam o coração,
Invadem ternamente nossa alma, tiram o vazio
Que existia em nós, e nos permitem sonhar.
Um dia um anjo me ensinou a amar...
Me ensinou a magia da entrega total e plena,
Sem medo do adeus, nem das lágrimas,
Sem medo do amanhã, nem da distância,
Me ensinou sentir a intensidade do momento,
E faze-lo para sempre, como se aquele 
Momento  enchesse todos os amanhãs.
Meu anjo me ensinou amar e...se foi...
Afinal era um anjo, mas nunca esqueci, 
Os anjos nos ensinam amar...se vão,
Mas não nos deixam vazios e nem sós,
Deixam uma saudade gostosa de sentir
Como se a qualquer momento nos dissessem:
Estou aqui. Voltei


José João
22/01/2.015

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A tristeza de uma saudade (triste)

Lembranças que me vêm lá de longe
Trazidas pela saudade, gritando versos tristes
De rimas soltas, como se não precisassem de melodia
Para falar de tristezas e dores. Os momentos se fazem
Orações, contas de um rosário do tamanho da vida,
Onde as Ave-Marias são rezadas pelos olhos
Com as lágrimas choradas pela alma que se derramam
Em versos de clemência, pedidos de perdão...
Pelas blasfêmias  que a angustia faz gritar em desespero
Como se tudo fosse apenas dor. Um vazio se espalha
Pelos sonhos engolidos pelo tempo, como se nada fossem,
Nem mesmo lembranças, talvez só um saudade ...
E não aquela gostosa de sentir, mas uma saudade
Dolorida. Cheia de pedaços perdidos, disformes,
Que não se juntam mais para fazer, pelo menos,
Uma história, mesmo que fosse uma história triste.


José João
20/01/2.015


domingo, 18 de janeiro de 2015

A dor que tua ausência traz.

Estou só, em uma casa vazia, repleta apenas
Com a tua ausência, que se veste de angustia,
Me toma todo, e me faz ficar entre o vazio e o nada.
Choro... e entre um e outro soluço, a tristeza grita
Que chore bem alto, que grite ao mundo a dor que sinto,
Já a solidão, em mudo falar, me diz pra chorar baixinho
Para que minha alma, em cada soluço, ouça teu nome.
Os versos se enchem de lágrimas, as palavras se perdem,
Não contam dos sonhos que sonhei, que não esqueci,
Não contam dos momentos que vivi, cheios de nós, 
Querem apenas falar de tristezas e saudade...
De lembranças que se fragmentam num pensar demente,
Como fossem trapos de pensamentos puídos pelo tempo,
Sem um alinhavo que possa junta-los, faze-los inteiros
Mesmo remendados por lembranças quase mortas
E sonhos caducos que insistem em se fazerem
Pedaços de mim. A casa de se enche de silêncio,
Eu, de angustiante saudade, e a alma...da falta de ti.


José João
18/01/2.015

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Ah! Se fosse apenas solidão!

Quem dera fosse apenas solidão
Essa dor que sinto, que me toma todo,
Me invade como se apenas eu lhe pudesse
Fazer viva e cheia desse mórbido prazer.
Quem dera fosse essa dor apenas de tristeza
Porque a saudade tomou conta de mim,
Se apossou comodamente da alma
E fez-se única habitante, fabricando lágrimas,
Me ocupando os olhos e povoando os sonhos
De lembranças mortas. Ah! Se tudo que sinto
Fosse dor de solidão...dor de saudade...
Ou até mesmo de tristeza! Se fosse, eu ainda
Diria: Amanhã vou ser feliz. Mas essa dor
É diferente, é cheia de tua ausência
Que em mim deixam profundos vazios
E me tomam todo em uma demência incoerente
Como se a razão fosse loucura. Não me permite
Que a existência se faça vida, me permite apenas estar, 
Como se fosse tão incoerente viver. Uma vontade
De chorar (até descabida....estou tão vazio)
Me aflige a alma cheia de solidão...de saudade...
De tristeza...e ainda tua ausência...
A transbordar-me a vida.

José João 
13/01;2.015

Uma tristeza só minha

Lá fora, um silêncio gritante
Como se tudo estivesse triste,
Como se até o tempo estivesse chorando.
A brisa parecia soluçar em triste agonia,
Como se tentasse cantar uma canção
Sem encontrar a melodia. Um trinado
Distante, um gorjeio cheio de saudade
Deixava a tarde mais triste ainda,
E eu, me debruçava sobre minhas lágrimas
Que teimavam em molhar os versos
De uma poesia que insistia em não se fazer,
Se deixar incompleta ou fazer-se apenas
Um verso...com teu nome, e assim
Se fazer uma poesia completa e viva.
Deixei que a saudade tomasse conta de mim,
Me pusesse no colo, afagasse minha alma,
Me trouxesse os sonhos que sonhei contigo,
Trouxesse, pelo menos, pedaços de mim
Repletos, completos de ti, cheios de nós,
Mas foi a solidão quem veio, e trouxe...
Essa tristeza que é só minha.


José João
13/01/2.014




quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Uma história que não sei contar

Dentro de mim deve haver uma história
Que não sei contar por não lembrar de te-la vivido,
Mas tem, eu sinto, há uma história escondida dentro de mim,
Talvez minha alma não queira contar para poupar-me
De uma dor maior, quem sabe de uma saudade, 
Dessas que ninguém suporta! De um adeus que me foi dito!
Essa angustia que não quer passar, essa ansiedade
Descabida, essa ausência que não sei dizer... mas sinto.
As vezes é uma vontade de chorar que não sei de onde vem,
Um sufocar-me no meu próprio silêncio cheio de vazios,
Sem palavras para, pelo menos, me enganar, fingir
Que as tenho e mentir para mim mesmo dizendo coisas
Que nunca ouvi, falar de momentos que parece...
Nunca vivi. Mas há de haver uma história dentro de mim
Talvez até escrita em pedaços, em fragmentos de poesias
Perdidas no tempo e de mim, retalhos de sonhos
Alinhavados por pensamentos dementes em trapos rotos
Dos versos sem rima que ainda não escrevi.
Por não saber da história que sei existir dentro de mim.

José João
)7/01/2.015



sábado, 3 de janeiro de 2015

Um silêncio difícil de entender

Como doem as palavras que não eram
Para serem ditas! Como doem!!
Dói mais ainda as palavras mudas, gritadas
Pela alma, com os olhos frios como vento de inverno,
Com um olhar demente, vazio, sem cor, cheio de nada
Porque os sentimentos secaram, murcharam,
Se fizeram pedaços rotos, trapos de sonhos mortos
Ou de ilusões que nem deviam ter nascido.
Como dói o silêncio de um adeus dito sem palavras!
Perguntas sem respostas, pensamentos descabidos,
A alma se deita em prantos e tudo fica tão pouco!
Os pensamentos se perdem num pensar sem razão,
Se confundem tentando entender o que não
Pode ser entendido. Afinal, palavras não foram ditas!
Apenas o silêncio se fez verbo e a ação se fez dor.
Quem dera tivesse havido um grito de adeus!
Haveria apenas e simplesmente uma pergunta: Porquê?
Mesmo que a resposta fosse ridícula (como é ridícula
a resposta para qualquer adeus) mas pelo menos,
Não seria o silêncio gritando para a alma
O que ela não pode entender.

José João
03/01/2.015

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Se não tivesses ido...

Ah! Se não tivesses ido! Nós teríamos o mundo...
Criaria horizontes para neles escrever nossa história,
Te poria no colo e caminharíamos entre jardins,
Te daria o perfume das flores, brincaríamos entre nuvens,
Gritaria para o universo ouvir, o tanto amor que te daria.
Viajaríamos além mar brincando com o vento...
Voando nas asas de nossa imaginação, fazendo sonhos
Em mundos só nossos, onde apenas nós e nosso sentimento
Habitariam. Me faria teu servo a entregar-me sem medo,
A me vestir de ti, me banhar com teu cheiro, te fazer
Minha estrada e te percorrer em suaves volteios
Até no infinito de nossas vontades, nossos desejos.
Contigo não haveria distância, os horizontes se fariam
Estradas coloridas de luz, o mar se faria caminhos
A nos levar rumo a portos cheios de sonhos
Prontos para serem sonhados e vividos por nós...
Ah! Se não tivesses ido tão depressa! Sinto saudade
De tudo que não fizemos...mas ainda sonho
Por nós dois...

José João
31/12/2.014


Só agora estou sentindo

Não sei o que estou sentindo, se é dor, saudade...
Não sei. Só sei que sufoca como se fosse uma falta,
Uma carência que não sei dizer ...só sei sentir.
Um vazio, como se parte de mim estivesse faltando,
Perdida  em qualquer além que se faça infinito,
É como uma ausência que não se sabe de quem...
Mas machuca, enche a alma de uma fria angustia,
Com gosto de lágrimas, de silêncio, de lembranças
De momentos que nunca foram vividos. Relembrando
Sonhos que nem sei se um dia foram sonhados...
Os olhos, com um olhar demente, vão procurando 
Imagens perdidas, vencidas, desbotadas pelo tempo
Como fossem velhos retratos, amarelados, roídos,
Que ninguém mais se lembra, e nada mais dizem,
Já não se fazem nem mesmo saudade...estou assim,
Não sei se é esse tempo...de alegria e solidão...
Que me faz buscar, sonhar, com o que não sei...
Ou que talvez tenha perdido sem perceber ...
E só agora esteja sentindo essa falta...

José João
31/12/2.014

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Minha alma também sabe fingir

As vezes paro no tempo, sento no nada,
Busco saudades distantes por falta de uma palavra
Que ninguém quer me dizer. Passo noites em claro, 
Solidão fazendo a festa, o tempo sem querer passar,
E uma palavra, apenas uma, me faria sentir a vida
Na plenitude de uma entrega cheia do prazer de viver.
Emudeço, calo minha voz e meu pensamento,
Embora com ele vá buscar momentos que desenho
Nos meus sonhos sem nunca te-los vivido.
As vezes, para enganar minha alma, sussurro nomes
Que não sei de quem é, invento beijos que nunca dei,
Confesso um amor pleno e terno para uma imagem
Que criei nos meus momentos de plena solidão,
Finjo sorrir lembrando um amor que não existe
E minha alma, entre confusa e triste, não sabe
Se é uma lembrança ou uma história inventada,
As vezes, como se estivesse demente, me ajuda
Falando nomes que nem me lembrava mais
Ou que talvez nunca existiram e ela pra me ajudar
A não chorar, finge por nós dois e chora sozinha.

José João
29/12/2.014

A poesia que não queria ter sentido

Vi o sangue de minha alma escorrer
Por saudades doentias, caminhos e destinos,
Cheios de vontades mortas e vazios de mim,
Vi teu nome riscar-se em meu peito,
Lá dentro do coração, que aos pulos,
Te gritava em orações que ficasses,
Ir, seria matar-me entre dores e angustias,
Entre o adeus vermelho do sangue da alma
E das lágrimas, algumas  inocentes pela dor
Outras, profanas, porque a dor as faziam blasfemar.
Te implorei em versos retalhados de mim,
Em poesias cortadas pelo frio desprezo
Das palavras que não queriam chorar,
Que não queriam contar minha história triste,
Por saudade do que fui ou maldizer  a sombra 
Do que agora sou. Não me refiz, fiquei preso,
No adeus que nunca esqueci, que disseste
Friamente num sorriso fingido de tristeza,
E num olhar cheio da pequenez que me fizeste
Sentir. Não faço mais poemas pra essa saudade.


José João
29/12/2.014



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Poderias ter dito adeus

Não vou chorar o adeus que me disseste
Com o doloroso silêncio da falta de palavras,
Minha alma estava se preparando para isso,
Já havia encomendado até lágrimas, muitas delas,
Mas não vou chorar tua ausência, vou te guardar
Dentro de mim com carinho. Tudo que senti,
Que disse, foram tão verdadeiros que esconde-los
Ou nega-los tiraria a beleza do meu sentimento,
Dos momentos que me permitiste sonhar,
Te agradeço por eles, agora fazem parte de mim,
Da minha história, encheu um pedaço do vazio
Que ficaria se não tivesse te conhecido.
Não há mágoas, há apenas um pouco de tristeza,
Mas ser triste, pra mim, já é tão comum...
Vou deixar que habites em mim por muito tempo,
Isso pra me enganar, pois se não deixasse
Estarias dentro de minha alma do mesmo jeito.
Foram momentos maravilhosos, sonhos divinos,
Vou deixá-los ficar, é uma maneira de dizer
Que valeu a pena...

José João
23/12/2.014

Não vivo sem essa saudade tua

Sinto saudade, não essa saudade comum,
Essa saudade fácil de sentir, a minha
É diferente, o coração pulsa mais forte,
As horas se arrastam lentas, tua imagem
Me vem como um sonho, também não é
Desses sonhos que todos sonham,
O meu é um sonho diferente, é contigo.
Sorrio sozinho, imagino mil maneiras
De dizer que te amo, de ti fazer feliz,
Escrevo versos ao tempo, cheios de ti,
Versos alegres, mágicos, cheios do teu
Perfume, repletos de ti...e tu vens,
Sem pedir licença, entra e se apossa de mim,
Me toma os pensamentos e cupas todos eles,
Ficas comodamente dentro de minha alma,
Que te faz festa, se alegra toda em sorrisos,
E calmamente deita em teu colo, te olha
Cheia de carinho, de ternura e diz baixinho:
Não sei mais viver sem essa saudade de ti,
Ainda bem que ela é para sempre.

José João
20/12/2.014

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Feliz natal (desculpem minha tristeza)

Caros amigos, esse blog deseja a todos aqueles que acreditam em Deus, que acreditam na organização do universo por um ser superior e onipotente, que permitiu a morte do filho para que seu sangue lavasse nossos pecados. A todos esses, desejo que o Natal se faça um momento de reflexão, de recomeço e que os corações pulsem pelo amor, pela harmonia e pela paz mundial. Àqueles que não acreditam, no que acreditam os cristãos, rezemos por esses também, para que Deu se apiede de suas almas. Que a luz divina, induza os homens a olharem o futuro com um olhar de esperança, e que aprendam a perdoar, a amar ao próximo, se não como a si mesmo, pelo menos com respeito.
Minha mensagem para este natal, a todos os amigos leitores, tem muito de tristeza. Nós, os cristãos, estamos sendo caçados selvagemente, martirizados, crucificados e mortos impiedosamente, de acordo com dados estatísticos da CECG (Centro de Estudo do Cristianismo Global) do Seminário Teológico Gordon-Conwelem Massachusetts são mortos 100.000 cristãos por ano.
Feliz Natal a todos, é o que desejo, mas que façamos desta data, hoje para alguns, apenas uma festividade lucrativa, um momento de verdadeira entrega dos nossos corações para esse ser maravilhoso que nos guia, e façamos de seus ensinamentos uma nau segura para a travessia que nos é permitida nesse mar que chamamos vida. Que neste natal, no ano novo que vem chegando, façamos um recomeço de nossas vidas, de nossas atitudes e ações que Ele nos dê inteligência, coragem e força suficientes para sabermos ser verdadeiros Cristãos. Um abraço, um beijo no coração de todos, e com uma mistura de alegria e lágrimas: Feliz  Natal e próspero ano novo. Desculpem e...obrigado.

José João
22/12/2.014

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Uma estranha saudade

Madrugada, o silêncio parece engolir a noite,
Que fica parada, muda, sem pressa de passar,
Até as horas se arrastam em passos lentos,
Cansados, como se o vazio lhes fosse peso demais,
Esse vazio que a noite e o silêncio criam 
Onde só a solidão pode se fazer onipotente.
O silêncio é tão silêncio que se faz mórbido,
Pesado, como se alguma coisa de repente pudesse
Acontecer. Tudo pára, até a vontade de pensar.
Uma réstia de luz, que timidamente entra pela fresta
Da janela, como se estivesse com medo lá de fora,
Se deita no chão e se deixa ficar, inerte, demente,
Como se não soubesse onde está. Fito o vazio
Escuro da noite, o pedaço de luz no chão caído,
Sinto uma vontade estranha e descabida de chorar 
Como se alguma coisa muito perto, ou dentro de mim
Gritasse em desespero que sentisse saudade...
E senti...mas de quem ou de que...eu não sei...
Apenas senti.

José João
18/12/2.014






terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ah! Que saudade de mim!

Saudade de mim, as vezes até o cheiro do tempo
Daqueles momentos, parece ainda está em mim,
Ouço, de muito longe, vozes, sorrisos, palavras
Que foram ditas, ouvidas e ficaram para sempre,
E me martirizam. Quando tudo isso me vem, raiva,
Desespero, lágrimas, angustias e a vontade de gritar
Que um dia vivi se fazem tão forte que o pranto,
Como chuva de verão, se faz pouco, se faz nada.
Fecho os olhos num esforço de não ver, mas tudo,
Parece sonhos sonhados ontem, e aquela dor,
Que nasce na alma e vai até o sempre me faz
Ficar na demência de uma loucura cheia de vazios.
Saudade de mim, saudade do tempo, dos momentos,
Choro e me faço restos de mim mesmo, apenas isso,
Resto dos momentos, dos sonhos, resto do homem,
Que agora se prende na saudade para sentir,
Pelo menos, a vontade de chorar pela história
Um dia vivida, onde verdade e ilusão se confundiam.

José João
14/12/2.014



domingo, 14 de dezembro de 2014

...para não dizer que choro só

As vezes algumas lágrimas teimosas insistem
Em chorar saudades que nem sei se estou sentindo,
Parece que meus olhos querem satisfazer minha alma
Chorando dores que nem sei de onde vêm...
Me calo em silêncio, talvez a dor que ela sente,
E até esconde de mim, seja uma dor maior que  minha
Vontade de não chorar. Muitas vezes ela chora dores
Que já havia esquecido, sonha sonhos que não lembro.
Meus olhos marcam meu rosto com lágrimas choradas
Pela alma que nem me pergunta se quero chorar,
Mas solidário, choro com ela, como se fossemos
Um só, mas as vezes finjo, choro sorrindo as minhas.
Algumas vezes conflitamos, ela quer que meus olhos
Chorem suas dores, quando preciso chorar as minhas...
Bom é quando choramos juntos as mesmas dores,
Aí as lágrimas se derramam ao cântaros, à vontade.
Ah! Mas quando choramos dores diferentes
E ela acha que a dor dela é maior que a minha
E por isso tem direito a mais lágrimas...fecho os olhos,
E só permito que ela chore com um deles,
Com o outro choro as minhas...e as lágrimas...
Bem ...as lágrimas...

José João
14/12/2.014




Meu nome é...Esperança

Quantas dores chorei, senti, vivi e me entreguei
Sem forças para dizer não, para não chora-las!
Deixar como passado a se perder no esquecimento...
E seguir, mesmo triste, entre minhas angustias e prantos.
Quantas dores chorei abraçado com a solidão...
Nas noites em que fantasmas me tomavam a razão
Gritando doloridos adeus a fazerem eco na alma!
Meus prantos deslizavam em meu rosto, frios,
Como pedaços gelados de tristeza a se fazerem
Caminhos para os sonhos perdidos, quase mortos,
Que meus olhos insistiam em sonhar, em ver,
Mesmo desbotados pelo tempo ou pela dor!
Chorei como chora uma criança ao perceber-se
Sozinha na noite escura sem ninguém para chamar.
Vivia assim, até que um dia uma saudade diferente,
Dessas saudades que não se sabe de quem, me disse:
Não chora mais, alguém te ama sem que saibas...
Aprende a esperar sorrindo. E... meu nome, querido, 
Não é Saudade...é Esperança

José João
14/12/2.014

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O resumo da minha história.

O tempo continuará passando, como sempre faz,
Os dias seguirão... um após outro, como sempre fazem,
E em mim, vão deixando suas marcas, que talvez
Nem sejam marcas, sejam apenas caricias para aliviar 
A dor do tempo, que também nem sei se é dor.
E um dia, meus cabelos brancos e ralos se farão
Pequenas lembranças de mim. Os ombros curvos...
Voz reticente, passos curtos, incertos pelo peso
Dos anos e da fragilidade de um corpo cansado,
Mãos trêmulas, nervosas, na inquietude demente  
Do esforço de gritar, com um lápis que, teimoso,
Me cairá das mãos...como se o peso das palavras
Fosse tanto quanto o peso dos anos, ou das
Tantas histórias vividas, ou de uma saudade
Que nunca passou e se fez eterna história
Dentro de mim. E o rosto! Fatigado, triste,
Quase já sem expressão, cheio de novas rugas,
Por onde ainda as lágrimas brincarão de fazer
Caminhos, vindas dos olhos, que quase não
Enxergam mais...mas ainda sonham e vêm,
Pelo tempo desbotada, a imagem de um rosto
Que nunca foi esquecido. E a voz muda pelo silêncio
Do não poder falar, deixará que minha alma grite:
Ainda te amo.


José João
09/12/2.014



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Tempo e distância...tão passivos para a saudade!!

Dizem que a distância faz esquecer, não sei porque dizem!
A distância entre os caminhos, a distância do tempo,
Que falam, levam os sonhos, pensamentos, para um lugar
Lá onde o esquecimento lhes cobre de demência,
E tudo fica tão longe que nada pode traze-los de volta.
Assim dizem, mas os meus são diferentes, não passam nunca,
Ficam dentro de mim, como se estivessem no sangue,
Pois se os lembro, todo meu corpo treme ansioso,
Minhas mãos se juntam como se rezassem uma oração
De clemência, meu coração pulsa desesperadamente,
Até minha alma sua aos cântaros, tanto que são meus
Olhos que lhe permite jogar ao tempo seu tanto desespero.
Se a distância e o tempo fizessem realmente esquecer,
De que serviria a saudade? Se é ela a mais bela  mania da alma,
Sentir o que não é mais pra sentir. É permitir a magia
De alguém dentro de nós, levar pra longe um pedaço
De nós mesmo. A saudade me ensinou, que tempo e distância,
(pra ela) são tão menores, que ela o faz de inexistentes 
No coração dos verdadeiro amantes. 


04/12/2.014 




Um lugar chamado Felicidade

Há de haver um lugar onde a felicidade
Não seja uma procura impossível, esteja bem ali,
Na frente dos olhos, ao alcance do coração,
Onde os olhares se cruzem sorridentes, em sintonia
Perfeita com o desejo das duas almas, loucas
Para se fazerem de apenas uma, numa entrega divina.
Há de haver um lugar onde a solidão não existe,
Onde a tristeza se envergonhe de estar...
Que o adeus, não seja adeus, seja apenas um até breve,
E as lágrimas, diamantes paridas pelos olhos alegres,
Que gritam, eu te amo, e se confundem com o sabor
Dos ternos beijos cheios da vontade de serem eternos
Nos lábios dadivosos  e sedentos de paixão.
Há de haver um lugar em que os amantes não tenham
Medo dos amanhãs, porque os dois corações 
Se farão apenas um, em uma  doação infinita 
Do tamanho da eternidade. Há de haver um lugar assim,
Onde a dor da saudade não existe, porque lá...
Não existe adeus.

José João
04/12/2.014

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A poesia que não quis ser minha

Em minha frente, incrivelmente branca e passiva,
Deitada dadivosa em minha frente...uma folha de papel,
Virgem, sem nenhum pecado, esperando por mim,
Talvez por uma poesia que não quer chegar.
Entre meus dedos...um lápis, que parece brincar
De malabarismo, roda, gira, vai de um dedo a outro
Como se a ansiedade de escrever uma poesia
Fosse apenas dele. Uma brisa leve passa pela janela,
Não sei se abraça ou beija a folha inocente,
Imaculada, que parece flutuar, como se irriquieta
Por há tanto tempo deitada sem que nada lhe aconteça,
Sem que lhe marque com uma palavra, com uma letra,
A brisa vai, ela se deita calmamente outra vez...e espera.
A poesia dá volteios em meu pensamento, ora se faz
Começo, ora se faz fim, mas não se escreve em versos,
Em nenhum, fica só brincando de esconde-esconde
E se esconde dentro do vazio das palavras, e eu sei,
Só que não sei como busca-la, e ela sutilmente,
Se esgueirando por dentro do vazio de mim...
Como se tivesse criado asas, vai voando calmamente,
Não sei se com pena ou zombando de mim,
Vai embora. E eu... só disse pra ela, um adeus em silêncio.


José João
03/12/2.014








terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Você ainda é o que eu sou

Guardei minha voz para ouvir o silêncio,
É ele quem te traz pra mim, na suavidade de um sonho,
Um sonho inocente, com apenas a ternura de teu ser
A me invadir a alma  e fazer a vida ficar repleta de ti.
Te deixo ficar em meus dias, ficar dentro de mim,
Como se fosses pedaços vivos do que mais preciso,
Respiro a vontade de ti, me abraço com a saudade
E te sinto pulsar dentro do peito como se fosse teu,
Como se fosse nosso...o meu coração, prazeroso
Por ainda amar tanto. Não pergunto pelos amanhãs
Porque serão iguais aos ontens, que se farão de sempre,
Porque não existirá um antes nem existirá um depois,
Todos eles se farão apenas um dia de eterno amar.
Te sinto flutuar entre meus pensamentos, os mais singelos,
Os mais inocentes, os mais ternos, como fosse uma saudade 
Divina que me enche a alma de ti, e me deixa na sublime
Demência de ser todo...e apenas teu, com a doce certeza
Que você não (é) tudo que tive, mas...é tudo que sou.

José João
02/12/2.014





domingo, 30 de novembro de 2014

O pranto de todas as horas

Tão grande foi a solidão do dia que até a tristeza
Se derreteu em prantos, chorando com meus olhos,
Tudo se fazia lento como se não quisesse passar,
A brisa se escondia entre o vazio e o calor da tarde
Que em soluços esperava a noite que não queria chegar.
O por do sol, num sorriso triste, como se não quisesse sorrir,
Como se não quisesse ser belo, ficava lá longe, no horizonte,
Entre nuvens desbotadas, tímido, como que envergonhado
De não ser o por do sol de sempre, de todas as tardes,
Com a mesma beleza dos outros dias, quando ainda não havia 
Ouvido o adeus que ouvi, sem dizer nada... só ouvir e chorar.
Os pássaros, em raros trinados, como se não fosse gorjeio,
Mas parecido com um chorar em desencontrada sinfonia,
Pareciam embalar os sonhos que me insistiam em ficar.
Tudo ficou parado, vazio, perdido, eu acho,dentro de mim,
Não me lembro de ter chorado, as vezes a dor é tão grande
Que chorar nem vale a pena, é melhor esconder-se
Dentro do silêncio e deixar o tempo fazer-se senhor...
O tempo! Que agora se fazia  lento, como se cada hora
Tivesse que esperar um dia para se fazer passado...
Porque até elas se derramavam em prantos.


José João
30/11/2.014


sábado, 29 de novembro de 2014

O fervor de minhas lágrimas

Não é porque as lágrimas molham meus versos
Que minhas poesias fiquem frias. Elas são vivas, 
Cheias do fogo da paixão, daquele amor infinito
Que, mesmo depois de um adeus, se faz verdade
Nos sonhos dos momentos vividos e na saudade
Que se faz eterna, conferindo o tempo piedosamente
Para que o esquecimento lhe passe ao largo,
Como caminho distante, ou porto sem  rota
Para se chegar. Meus poemas se molham em lágrimas
Quentes, cheias da beleza brilhante dos meus olhos
Quando refletem a  imagem dela na imensidão dos sonhos
Vivos que me deixou como se sonhar fosse viver.
É um pranto pungente, cheio de eloquentes gritos
Que correm dos olho em busca de um horizonte
Para derramar-se como se lá ela estivesse.
Prantos ou lágrimas se deitam em meu rosto,
Nele fazem caminhos, suaves veredas,
Escrevendo um nome que em minha alma, há muito,
Está escrito, como se fosse luz a faze-la viva.


José João
29/11/2.014

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Sou ridículo...ainda choro por amor

A tristeza, em mim é tão real, que nem nome lhe falta,
Ah! A saudade! Essa me toma em prantos quando
Lembranças de momentos cheios de sonhos me vêm,
É ela que verdadeiramente me traz os momentos
Que queria viver outra vez, me faz buscar sorrisos,
Beijos, os mais ternos que até a alma faz questão de lembrar.
O amor! Esse me invade todo em todos os momentos,
Se faz presente até nos adeus que ouvi. E por falar
Em adeus, até eles existem, vivos dentro de mim,
Em recordações, que muitas vezes não posso esquecer...
Ou talvez não queira esquecer, como fossem relíquias,
Aí me dirão louco...um adeus como relíquia!! Porque não?
Amor, saudade, tristeza. Há quem diga que sou ridículo
Por senti-los, que sou ridículo por faze-los vivos, fortes
Nas poesias e naquilo que sinto. Dizem até que as poesias,
Quando nelas falo de saudade, de amor, de tristeza,
Nem são belas, nem tristes, e nem poesias, são apenas pedaços, 
Textos sem forma, abstratos, sem começo e sem fim,
Como se o amor não fosse eterno, a saudade, infinita,
E a tristeza não existisse desde quando existe alma!
Se amar, sentir saudade e chorar um adeus é ser ridículo 
Imaginem como serão o que nunca sentiram isso.


José João
27/11/2.014








terça-feira, 25 de novembro de 2014

Qual dor deveria chorar?

Meus sonhos dementes, sem cor e carentes
Perdidos de mim, como histórias não lidas
Vão ao léu, levando os prantos que chorei
Deixando saudades dos beijos que não dei

Levam versos escritos com gosto de mim
Nas saudades sentidas ainda hoje vividas
Como se as dores não precisassem ter fim
Como se fosse na alma todas essas feridas

Sonhos, versos, saudades se fazem um só
Molhados em prantos que a alma chorou
Com restos de lágrimas da dor que ficou

De um outro adeus que  nem pude chorar
Não por falta de lágrimas, a alma confusa
É que não sabia qual dor deveria...guardar


José João
25/11/2.014






As cartas que não deveria ter escrito

Ontem  escrevi cartas para amores desconhecidos,
Para amores que senti saudade sem nunca te-los sentido,
Senti o sabor de beijos que nunca dei, abraços que não tive,
Ouvi sussurros me dizendo coisas que nunca ouvi,
E escrevi cartas e cartas, e enviei todas elas... todas...
Algumas foram escritas com lágrias e foram com o sonhos,
Outras escrevi com palavras perdidas, palavras soltas,
Que mais pareciam pedaços de pensamento que nem sei
Se pensei um dia. Mandei cartas pedindo perdão,
Por palavras que não disse, quando calei por medo de falar,
Outras iam falando do meu amor eterno, tanto amor...
Mas tanto infinito amor que só se sente em sonhos
Ou em pensamentos e na minha tristeza por não te-los sentido,
Mandei cartas reclamando de adeus que ouvi 
E que até hoje me doem na alma, me fazem prantos,
Mandei cartas para endereços que nem sei se ainda
Existem, aquele do flamboyant dos dois corações, 
Um deles era o meu, o outro...bem o outro deve estar
Em outro lugar que não sei, já talvez vazio de mim.
Não sei se as cartas chegaram, mas não importa...
Na verdade nem devia te-las escrito, voltou a saudade
E ficou essa dor tão doída dentro de mim!

José João
25/11/2.014




segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Minhas poesias não são belas, são...

Sei que minhas poesias não são belas são apenas tristes,
Têm a cara dos meus olhos e o jeito de minha alma,
Mas são verdadeiras e...felizes, porque não mentem,
Seus versos sem rima não têm medo nem do começo
Nem do fim das histórias que contam, se cada verso
É uma lágrima...que seja, mas é um lágrima viva,
Que não se esconde que se derrama em meu rosto,
Fazendo caminhos como se fossem as carícias 
De uma criança que diz: Não chora, estou aqui...
Mas se queres e é preciso, choro contigo, e solidárias
Vêm outras...e outras, até se fazerem prantos.
Minhas poesias são cheias delas e de prantos,
Lágrimas, para minhas poesias, não é só uma palavra
Colocada dentro de um verso, é uma verdadeira
Expressão que minha alma encontra para gritar,
Chorar, orar...rezar orações encharcadas delas,
Como fosse um clamor, um pedido de clemência 
Que minha poesia, longe de ser bela, apenas triste 
Grita para alguém ouça e chore comigo


José João
24/11/2.014

O grito de uma alma sozinha

Tu deixaste que meus olhos gritassem desesperados,
Palavras cheias de lágrimas, que se derramavam em meu rosto
E iam ao tempo, como eco dos gemidos doloridos
De minha alma, num sussurrar de reticente clamor, implorando
Que um adeus não fosse dito. Meus olhos choraram o pranto
Dos abandonados, choraram sentindo aquela dor cortante
Que fica na alma sem querer passar, e só sabe dela 
Quem perdeu tanto, como se fosse seu próprio pedaço
Levado para sempre sem rastros para voltar.
Os sonhos ficaram vazios, escondidos, envergonhados
De serem sonhados, já não eram mais coloridos e nem belos,
Não tinham mais o gosto dos desejos e nem cor de esperança 
Para verdejar os amanhãs como fossem flores na primavera
Se abrindo, já na madrugada, quando o alvor do dia
Começa a pintar de aurora o horizonte dos amantes.
Até hoje meus olhos aflitos te procuram por caminhos
Onde só em pensamentos se pode chegar, mas vai, 
Com um olhar taciturno, perdido no nada, cheio de vazios,
Jurando ainda assim que te olham, coitados, na demência
De uma vontade que a alma nunca deixou de sentir


José João
24/11/2,014