sexta-feira, 19 de março de 2021

Quando as lágrimas são sorrisos

Meus olhos sorriram em lágrimas alegres,
Os sorrisos nos lábios brincavam de aparecer
A saudade, aquela saudade triste e sem cor
Foi embora, correndo levando a tristeza e a dor

A angustia gritava escondida pelos cantos
Que a saudade, a saudade triste e sem cor,
Lhe levasse com ela...não a deixasse ali
E dizia: olhos com lágrimas alegres, nunca vi

A solidão, essa, acabrunhada, se escondia
Em versos inacabados que ninguém escrevia
Eu, meus olhos até o pranto éramos só alegria

A solidão, a angustia e a saudade triste sem cor
Se foram tristonhas por caminhos que nem sei
E eu, com lágrimas alegres, alegre também fiquei

José João
19/03/2.021

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Hoje, não escrevi tristezas, nem lágrimas ...

Hoje não escrevi angustias... nem lágrias...
Nem saudades, nem tristezas, escrevi a esmo
Nem tive sonhos para neles buscar palavras
Apenas escrevi... é ... escrevi a mim mesmo

Sentei na beira do tempo, num canto do mundo,
De um mundo só meu, e vi o tempo passar...
Como se quisesse me lembrar tudo que fui
Como se quisesse buscar histórias e me contar

Mas não escrevi lágrimas, embora elas passassem
Também não escrevi saudades, nem angustias
Embora todas elas passando lentas me acenassem

Apenas escrevi, como disse antes, escrevi a esmo
Mas engraçado! As lágrimas, as saudades, todas ...
Que passavam e acenavam, acreditem, era eu  mesmo

José João
27/01/2.021

sábado, 2 de janeiro de 2021

Passou teu tempo... agora sei sorrir

 - Oi. Você aqui?!! Posso saber o que quer?
- Estava passeando na noite ...vim te visitar
- Vai ... não temos mais nada o que conversar
  Melhor ir embora, tenho sonhos para sonhar

- Mas é que... nos conhecemos a tanto tempo... 
  Lembra das nossas noites juntos? Você e eu?
- Isso foi há muito tempo, nem me lembro mais
  Até mesmo tudo que conversamos se perdeu.

- Você está sendo ingrato, já choraste comigo
   Te pus no colo em noites frias, vi teu pranto,
   Foi meu ombro que tiveste como abrigo

- Nunca  foste abrigo, apenas e, sem remorso,
  Me invadias a alma mas,,,estou amando agora...
  Tristeza, pega teus trapos de pranto e vai embora

José João
02/01;2.021
  

sábado, 21 de novembro de 2020

Eu, o plágio de mim

 
                                                  Hoje resolvi plagiar a mim mesmo, os sonhos
Que já sonhei, as lágrimas, a saudade, tudo...
Me enganar plagiando as mesmas poesias
Até o canto que não cantei... me fiz de mudo

Hoje vou plagiar meus contos e cantos, todos...
Escrever em linhas tristes o que um dia escrevi
Buscar momentos que o esquecer deixou ficar
E chorar as mesmas dores que um dia já senti

Buscar poemas incompletos e perdidos por aí
Poesias inacabadas escritas em qualquer papel,
Sorrisos fingidos com gosto de tristeza e solidão 
Dos tantos momentos que, com certeza ... eu vivi

Hoje vou me plagiar, me sentir nas antigas poesias
E nelas contar o que hoje sinto como fosse ontem
Chorar com letras molhadas os mesmos prantos
Repletos de nada, sem rimas, risos e nem encantos

Sou hoje, o plágio de mim, dos velhos tempos idos
Das tantas coisas que me permitiam a pouca idade
Ah! Velhos tempos idos onde o amanhã eram detalhes
E hoje o que me resta é o prazer de sentir saudade.

José João
21/11/2.020


domingo, 15 de novembro de 2020

Minhas lágrimas

Ah! Essas minha lágrimas! Tão efusivas!
Não gostam de ficar escondidas nos olhos,
Saem como se fossem pedaços de mim
Contando histórias cheias de saudades, 
Falando dos ontens que passaram
Sem passar, que apenas ficaram 
Como fossem tatuagens vivas marcando
O tempo, marcando a alma, me fazendo
Ser a saudade de mim mesmo, do que fui...
Me faço sombra nas noites, contando estrelas,
Cantando versos incompletos, esperando 
O amanhecer para a solidão ficar menos
Doída, brincar de ver o sol nascendo,
Buscando até mesmo mentiras para enganar
A tristeza. Minhas lágrimas aprenderam fingir
E brilham nos olhos como fossem sorrisos
Alegres de uma alma que também finge
Sorrir escondendo a tristeza em que vive.

José João
15/11/2.020

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

A perda

Calei na alma um grito com teu nome
Corri entre as saudades que deixaste
Me perdi entre os caminhos te buscando
E me vi, entre minhas sobras, chorando

Não essas lágrimas que todos choram
Mas pedaços de mim como pranto
E me fiz sombra... assim, me fiz nada
E chorava uma poesia sem encanto

Senti no tempo a solidão por tua perda
A angustia, louca, gritava dentro de mim
Palavras soltas sem começo e nem fim

Como se fosse um soluço, coitado, doente
Desses que se perdem e ficam na garganta
Sufocando, a voz, espremendo a alma da gente

José João 
26/10/2.020

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

O sonho do pôr do sol

 
Não me envergonho de dizer que fujo da razão
Quando a saudade chega sem nada dizer, apenas chega...
Trazendo momentos que vivi, que sonhei, que se foram.
Deixo que o por do sol me acalente a alma, me abrace,
Me faça sonhar, me faça caminhos de luz sobre a água
E me leve para portos distantes, onde o mar brinca
De cantar em dueto com a brisa, fabrica sonhos
Inocentes para que a alma se alegre brincando de sonhar.
Ah! O mar! O por do sol! O silêncio, a beleza do tempo!!!
Até as lágrimas respeitam, não se fazem tão frias,
Nem tão tristes, os soluços se fazem pedaços de canção
Cantadas no silêncio da alma, só o pensamento escuta
E voa solto como fosse pássaro brincando de voar,
Cheia de belezas que só a poesia sabe dizer...
Quando estou triste, o por do sol me acalenta, me leva
Para lugares que só ele sabe onde é, para horizontes
Distantes, cheios de histórias que ninguém sabe contar
Porque são todas minhas... só minhas.

José João
21/09/2.020

Só as vezes (rsrsrs)


      As vezes me sento na beira do tempo,
                                                     Esse tempo que não passa, que se faz rede         
                                                         Quando a tristeza é maior que viver                                          
Quando as palavras gritam em desespero,
Quando a saudade mais doída insiste
Em trazer para a alma o que ainda é dor,
Quando isso acontece, fico buscando em mim
Sonhos, sorrisos, invento histórias que nunca vivi.
Desenho horizontes distantes que, talvez, nem existam,
Até finjo ouvir da brisa cantos que nem ela,
A brisa, sabe que canta. Ah! Como se voa longe!!!
Aí a poesia se faz viva, se faz versos molhados
Em prantos que os olhos deixam cair sem pudor,
Sem medo de chorar, sem medo de ser poesia,
Sem medo de contar o que a alma sente.
 
 José João
                                                                          21/09/2.020

 

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Hoje, estou ocupado comigo

                                           Ontem, as flores do meu jardim choravam comigo,
O sol parecia turvo, como se não interessasse mostrar seu brilho,
Os pássaros, em acordes tristes, pareciam chorar nos gorjeios
Que mais pareciam soluços. O rio, lá longe, ia sem sussurros,
Sem som, sem melodia, como se quisesse passar despercebido...
Tudo isso eu percebi, uma dia bom para fazer poesia, mas...
Ninguém me pediu uma, ninguém veio a mim pedindo que
Contasse sua história, que emprestasse minha dor para falar
Da sua. Ninguém bateu em minha porta, apesar da poesia
Estar no tempo, desperta pedindo para ser vivida...
E ninguém me pediu para fazer uma... ontem que estava
Desperto para emprestar a alma para qualquer dor alheia.
Hoje que as flores sorriem louvando minha saudade...
Que o sol brilha para lustrar minhas lágrimas por uma dor
Que é só minha, que os pássaros traduzem em seus cantos
Uma tirsteza que é só minha... veem me pedir poesia...
Voltem amanhã... hoje estou ocupado comigo mesmo...
Hoje é o dia de chorar minha saudade. Voltem amanhã.

José João
11/09/2.020


quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Os prantos não são encantos?


                                         Dizem que nunca escrevi encantos mas...  e os prantos!
Os prantos não são encantos? Não são palavras, as vezes
silenciosas, outras gritadas, algumas no desespero da alma? 
Outras na beleza triste de sentir uma saudade que não passa?
Por acaso as lágrimas não contam histórias verdadeiras?
Alegres, tristes,, por vezea quase perdidas no tempo
Mas que voltam como se ele não tivesse havido?
Por acaso os prantos não fazem caminhos nos rostos tristes
Como fossem poesias contando o que palavras não dizem?
Os prantos!!! São encantos tão sutis que é preciso a alma
Para vê-los, mas sentir é a beleza maior, é sentir-se vivo.
Se achan que prantos não são encantos... não me importo,
Há quem diga que saudade é a ausência do que se quis,
Eu, já acho que a saudade é a presença de quem foi
Mas nunca saiu de dentro de nós, da nossa alma.
José João
10/09/2.020

terça-feira, 28 de julho de 2020

Eu, depois dos ontens.

Acho que deixei pedaços de mim no tempo,
Por onde passei, por tudo que dei de mim,
Pelas dores que senti, pelas tristezas que chorei,
Pelas saudades que senti, em cada um desses
Momentos ficou um pedaço de mim e,
Deles, trouxe comigo suas lembranças, muitas.
Algumas, ainda hoje, me fazem prantos, outras,
Me fazem risos e tantas me fazem saudade...
Saudade de mim mesmo. Mas não lamento,
Cada dor foi uma história, cada lágrima
Um verso e o pranto... se fez poesia que a alma
Declama no silêncio que aprendi a ouvir.
Tudo em mim ficou como fossem cicatrizes
Marcando o tempo, lembrando momentos...
Falando as verdades de tudo que vivi.
O que para muitos seria o que dizem: padecer
Pra mim me ensinaram a viver... viver

José João
28/07/2.020

terça-feira, 23 de junho de 2020

Amar... as vezes dói

É tão doce a canção que a saudade canta...
Que fico horas sentado no nada, ouvindo,
Eu e a solidão juntos num silêncio só nosso
E a alma chorando triste... mesmo sorrindo

Me atento a ouvir o que me diz a canção
Mas só os acordes como se fossem voz
Povoam meus pensamentos, tanto encanto
Que os olhos fazem poesia com meu pranto

Dou-me a sussurrar o que nem mesmo sei
Palavras que não ouço, que se vão perdidas
Como fossem histórias de há muito vencidas

Mas de muito longe me chega um pensar
Que até pensava tivesse ido num esquecer
Dizendo que amar, amar também é chorar

José João
23/06/2.020

domingo, 14 de junho de 2020

Quem sabe ... eu aprenda...

Ah! Como queria estar em teus sonhos!!
Até mesmo cantar pra te ver dormir,
Te fazer flutuar no mais belo horizonte,
Te fazer sonhar e embalar teu sono.
Ah! Quem me dera te fazer uma canção...
Dessas que se ouve com a alma!
Te fazer criança brincando de ser feliz.
Te levar em jardins coloridos, floridos,
Te fazer ouvir a voz da brisa em gemidos
Dadivosos de ternura, de amor, de tudo
Que faz o coração pulsar mais forte.
Mas sou tão pequeno! Sou ainda
Quem quer aprender a ser mais...
Não ser muito, nem ser pouco... ser
A medida certa, ter o sorriso mais cativo,
Ter o olhar que te faça entender sem falar
Ah! Como queria ser teu pensamento, teu rio
Onde pudesses banhar teu corpo e tua alma...
Mas sou tão pouco!! Mas um dia... um dia
Quem sabe... eu aprenda ...

José João
14/06/2.020

domingo, 7 de junho de 2020

... sou apenas um poeta

Dobrei o vento que não sei pra onde ia
No fim do verso, pus um ponto final
No vôo da gaivota que brincava de voar
Busquei uma nuvem para nela me deitar

Parei o rio e acomodei minhas lágrimas
Fiz que as levasse com carinho para o mar
Fiz uma estrada de flores até o por-do-sol
E brinquei de declamar versos... sem falar

Com raios de luar que se deitavam no chão
Teci uma trança e guardei numa caixa de amor
Em cima de um sorriso, um sorriso já senhor

Surpresos? Mas juro, isso ainda é pouco
Afinal, pra tudo eu tenho a medida certa
Não sou louco, rsrsrs sou apenas um poeta

José João
07/06/2.020

Eu e a flor

Oh? Flor de tão doce encanto que calada está!
Diz-me dessa tristeza, desse quase desmaiar
O que te fez oh bela flor essa tanta palidez
Tu, que todas as manhãs acorda com altivez?

Pendente no forte caule que novo ainda está
Tuas pétalas ainda novas não estão a reluzir
Causa-me dor essa tua tanta e cruel tristeza,
Bela flor, altiva, das flores a nata da realeza!

- Triste vida! Essa dor não sei como suportar
Não me alegra a brisa, nem o doce orvalhar
Meu beija-flor nunca mais veio aqui me beijar

Minha doce e triste flor, entendo teu padecer
A vida é mesmo assim, não te posso consolar
É essa a mema dor que também  me faz chorar

José João
07/06/2.020

O valsar dos poemas

Os poemas parecem uma valsa, são sublimes,
Flutuam como acordes angelicais e divinos
Voam entre corações, acalentam amantes
Se fazem encanto, sonhos, se fazem hinos

Esses poemas! Melodia escrita em versos
Contando histórias, saudades e ... amores
Contam lágrimas, contam sorrisos tristes
Mas são belos mesmo quando cantam dores

Poemas! Onde a alma flutua e nele se perde
Num valsar leve, num flutuar cheio de encanto
Onde até a mudez do tempo se faz de canto

Os versos se fazem acordes no tom das rimas
As letras são notas musicais que beijam a alma
Aí os anjos poetas, referenciam e batem palma

José João
07/06/2.020

E a saudade se foi...

Deixa-me, saudade, ficar entre os sonhos,
Os sonhos de sempre que me fazes sonhar,
Ou preferes que vás e aqui me dixes
A tentar novos sonhos que nem sei buscar?

Se fores, os sonhos antigos contigo se vão
Aí fico sentado no tempo num lento passar
Vazio, sem ter nenhum qualquer pensamento
Será saudade, que queres minha alma limpar?

Será, por acaso, que não sei o que sabes? 
E baixinho ela diz: Tenho razões pra te dixar
Vou te fazer que viver seja melhor que sonhar

E lá se foi ela, a saudade, gritando sorridente:
-Viva, não há mais motivos para que eu fique
fiquei apenas um tempo... enquanto eras carente.

José João
07/06/2.020

segunda-feira, 4 de maio de 2020

A verdade de viver um sonho

Hoje não me preocupo mais com lágrimas,
As que já chorei ficaram distantes, 
Como saudades antigas de momentos
Que vivi, que ficaram marcando minha alma
Mas não doem mais, são só mesmo lembranças.
Hoje não choro, minhas lágrimas se perderam
Dentro de mim, talvez estejam como crianças,
Escondidas nos cantos do tempo ou brincando
De sonhar em se fazerem sorrisos nos meus olhos.
O tempo brinca comigo, traz sonhos vivos...
Desses que não se quer acordar, só viver,
Estar dentro deles, vivê-los com a certeza
De que é uma história viva, pulsante e pura.
Hoje, se chorasse, com certeza, minhas lágrimas
Seriam coloridas, impulsivamente risonhas,
Marotas, traquinas, enchendo os olhos
 De risos numa alegria contagiante...
Dessas que só chorando alegremente
Mostram a verdade de viver um sonho.

José João
04/05/2.020

terça-feira, 24 de março de 2020

Basta que sejam versos

Se em mim tiver que ser triste meu canto
Em canções chorosas de saudades vivas
Que então me seja dado, na beleza dos prantos,
Fazer versos chorados mesmo sem ter encantos

Que angustias ou solidão sejam ditas sem temor
Em sussurros chorados em poesias sem rimas
E que a alma, por elas, entre lágrimas confesse,
Entre silêcio e gritos de ais a dor de que padece

Talvez, quem sabe, me console uma saudade
Que de há tanto tempo ainda em mim existe
Me fazendo fingir que meu sorriso não é triste?

Ou talvez me fazendo um pedeço de mim mesmo
Que perdido, se faz sombras indo sem querer ir,
Como fosse uma alegria triste brincando de fingir

José João
24/03/2.020


sábado, 21 de março de 2020

Vamos brincar de fazer poesia!!


- Mas... onde estão as lágrimas? Só vejo sorrisos!!
- Que sorrisos vês, se brinco de fazer poesia... sou poeta...
   Se sou poeta não preciso de lágrimas, 
   Choro as lágrimas de qualquer um, até saudades eu busco
   Em outras histórias tristes, momentos que choraram, 
   Sonhos que me contaram... não preciso chorar para ser poeta.
- Mas... também roubas dos outros os sorrisos?
- Claro, principamente se são sorrisos tristes, adoro esses...
  Faço-os mais tristes ainda, invento soluços, suspiros...
  Invento até gritos de ais, como disse... sou poeta
- Como inventas e enganas tantos? Como podes?
- Já disse, sou poeta, o poeta pode mentir, fingir, iludir...rsrsrs
- Não tens consciência? Há quem acredite que seja verdade...
  Há quem acredite nas tuas lágrimas, na tristeza que dizes sentir,
  Na saudade que contas com tanta dor que se pensa ser tua.
- rsrsrs é isso, é assim que se faz poesia, mas o bom do poeta
  é que ele aprende a sentir a dor dos outros e fazer ser sua,
  pode fingir tão verdadeiramente uma mentira...
  que juram ser mentira a verdade que ele sente.
- Isso quer dizer que as vezes a dor que ele chora é dele mesmo?
- Isso quer dizer que são verdades as mentiras que ele mente.

José João
21/03/2.020
  

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Lembranças... apenas lembranças

As vezes paro no tempo, no silêncio de mim,
Para pensar em tudo que não fiz, nos sonhos
Que sonhei e não se fizeram verdade, nos beijos
Que não dei, na saudade que não senti porque pra ela
Não houve adeus, houveram para outras saudades
Mas tudo que foi sentido se fez história menos...
O que passou por mim sem acontecer... me perco
Em vãs devaneios, perguntando ao tempo, 
Como estaria agora se tivesse acontecido o que
Não aconteceu? Será que existiriam essas lágrimas?
Será que seriam mais e bem mais doídas ou...
Quem sabe nem existissem!! Quem sabe teriam
Melhor sabor os beijos que não dei? Só sei que
Esses tantos pensamentos permitem que minha alma,
Atenta ao que sinto, se faça em prantos e deixe
Perdidas as palavras que nada dizem, porque 
Só o pranto tem voz para dizer dessa tanta dor.
Os olhos, cerrados, se desesperam em busca
De momentos quase esquecidos, até de detalhes,
Que agora se tornam pedaços importantes
De mim, da história que, hoje... é só lembrança

José João
29/01/2.020

domingo, 26 de janeiro de 2020

Te amo sem te conhecer

Te busquei entre meus guardados, revirei
As relíquias da alma, corri no tempo,
Desde quando a solidão brinca comigo,
Nas lembranças que guardo, busquei em todas,
Briguei com o esquecimento que zombava
De mim dizendo que sabia onde estavas.
Procurei nas poesias... até nas inacabadas,
Nas que ainda não fiz, procurei... juro...
Até na minha mais coerente locura...
E não te encontrava... lembrava momentos,
Beijos que não te dei, lembrei de detalhes,
Tantos que se fizeram histórias minhas.
Te busquei na minha mais incoerente razão,
Te gritava, te sentia perto, mas... não sabia
Onde estavas, quase desespero... corri
Entre os sonhos que sonhei, e... não te via...
Não estavas neles... de repente, um pedaço
De saudade que nunca havia sentido me diz
Que te procurasse nos sonhos que não sonhei...
Aí... te encontrei (risos) te amo sem te conhecer.
Vem logo...

José João
26/01/2.029

Nem fingir sorrir eu sei mais.


Meus sorrisos?!! Se perderam por aí...
Caíram ao tempo com as lágrimas choradas
Desde que nem fingir a dor que sinto,
Como sempre faço... me foi permitido.
Lágrimas e tristes sorrisos se fizeram
Meu grito de angustia, só assim poderia
Mostrar a tanta saudade que me toma...
O vazio que ficou em mim e, o pranto
Saltando da alma, como oração rezada
Sem fé por não ter mais sentido.
Não é adeus nem ausência, sou eu
A buscar-me, lá de dentro de mim mesmo
O que um dia fui, mas o medo... o medo
De não me encontrar mais, de não estar,
De não ser mais eu, de ter-me perdido
Nessa dor de agora, me deixa aqui,
Escondido, sem saber brincar mais...
Como fazia nas poesias... fingindo
Ser dos outros a dor que sentia.

José João
26/01/2.020

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Pobre alma triste

Minha alma é triste e nasceu chorando
Buscando sonhos que nem eu mesmo sei
Vai a esmo, desvairada, gritando dores
De saudades, de amores que nunca amei

Vai, em volteios lentos, onde nunca fui
Busca, desde muito, o que ainda nem vivi
E se perde toda em devaneios e lágrimas
Por sentimentos distantes que nunca senti

Talvez, quem sabe, sejam apenas de prantos
Os tantos momentos de seu largo existir 
E, por tanto, assim sorrindo, aprendeu fingir

Pobre alma triste que ainda não aprendeu
Viver sua própria e a minha solidão
Assim entre prantos a coitada se escondeu

José João
22/01/2.020

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Sentir, insistir e... sorrir

Não, não estou triste, mas há uma lágrima
Solta em meus olhos querendo sair,
Talvez querendo contar o que só sei sentir.
Talvez seja um sorriso da alma a me insistir
Que cante em silêncio o que ela só quer ouvir.
Não sei mais cantar a saudade do que já vivi
Não sei mais chorar com meu pranto o que já perdi.
Mas sei com um falso sorriso em meu rosto fingir
Fazendo que acreditem que é mesmo um sorrir.
Mas tento nos versos, em soltas palavra unir,
Saudades antigas a beijos não dados que um dia pedi.
Assim, com meus sonhos consigo a mim mesmo trair
Cantando cantos e encantos que na solidão eu pari
E sigo correndo no nada sem saber pra onde ir
Sem rumo, sem estradas sem chão, sem poder fugir.
Sinto as dores das farpas do tempo minha alma ferir
Mas vou, talvez um dia encontre quem me queira seguir.

José João
06/12/2.019

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Pena de quem nunca amou

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Que pena de quem nunca amou!!! É triste!
Sabem apenas que as lágrimas são salgadas
Mas não sabem da beleza que elas contam.
Acham que a saudade é apenas uma dor,
Ridícula, sem sentido, que apenas faz chorar!
Não sabem dos momentos, nem imaginam 
Da importância dos detalhes quando se ama!
Um olhar, as vezes tão simples para alguns,
Para quem ama, é um grito estridente...
Quando ele diz: te amo. O coração dispara,
As mãos trêmem, as lágrimas, eufóricas,
Brincam de brilhar nos olhos num sorrir
Que só quem ama entende. Ah! Esse amor!
Que pena de quem nunca amou!!! É triste!
Faz o ontem ser apenas um dia que passou,
Sem ficar lembranças, faz que hoje seja
Um espaço vazio e... faz do amanhã...
Apenas mais um ontem, só que mais triste.

José João
20/11/2.019

A voz da alma

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Talvez me fosse melhor calar a voz 
E deixar que as lágrimas falem por mim,
Elas falam da alma o que as palavras
Não sabem dizer, as lágrimas são discretas,
Contam baixinho as dores que se sente
E ninguém ouve, não fingem, são inocentes,
Não se prendem, como se prendem os soluços
Na garganta, nunca se fazem reticentes
Como se fazem as palavas, as vezes poucas
Para o que se sente e o que se quer dizer.
Ah! Quem me dera saber escrever poesias
Com prantos! Versos molhados de lágrimas
Choradas pela alma contando saudades
Que só ela sabe sentir! Lágrimas e prantos
São mais sinceros, contam nossa história
No slêncio que precisamos para ouvir e chorar,
Ainda acariciam o rosto como se dissessem
Carinhosamente... sou a voz de tua alma
Te lembrando que estás vivo... 

José João
20/11/2.019

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Histórias do meu jardim

Plantei un pé de estrelas no meu jardim,
Ao pé de uma cerca e ouvia muitas histórias
Das Damas-da-noite que sobre ela se debruçavam
E choravam de saudade com suas lágrimas-de-anjo
Que caiam leves sobre os Beijos-de-moça
Que se faziam florir enfeitando, como tapete, o chão.
Saudade dos Narcisos que se foram com as Rosas
Sob uma Chuva-de-prata, ouvindo os acordes de um Tango.
A bela Emília, se deitava na relva, olhando sonhadora
Para Céu-Estrelado. Quantas recordações e tristezas!!
Onde estaria Alisson que partiu com Gardênia?
Embora tenha jurado Amor-perfeito para Orquídea.
Ah! No meu jardim! Quantas histórias e quanto perfume!!
Saudades... lágrimas ... quem disse que as flores não choram?
Angélica, Verbera e Amarilis, apaixonadas por Mosenhor
Que chorava por Camélia, a deusa única de Cosmos.
Ah! Essas flores!! Como me contam histórias!
Quem diria que Begônia, sempre vaidosa, usando
Um Brinco-de-princesa, amava desesesperadamente Íris
Que fazia versos apaixonados para Gloriosa,
Pedindo que Corda-de-viola lhe ensinasse versos de amor.
Esse meu jardim... me ajuda  chorar minhas tristezas
Com Lágrimas-de-anjos que sobraram das Damas-da-noite.
Amar é lindo, mas a felicidade é uma troca.
Agora, pela Cruz-de-cristo, vou tomar um Copo-de-leite
E sonhar, como com certeza, fazem as flores.

Reedição.


domingo, 10 de novembro de 2019

Como posso saber

As vezes me pergunto o que são minhas lágrimas,
Serão letras avulsas perdidas sem formar palavras?
Será sejam clamores mudos a se perderem no tempo?
Ou são pedaços de poesias que chorando eu invento?

Não sei. Pergunto ao tempo o que seja meu pranto
Não sei se é minha alma inventando um triste canto
Como fosse a angustia de um pássaro preso a gorjear
Fazendo da beleza do gorjeio apenas um triste chorar

Não sei de onde vêm as tantas lágrimas que choro
Se são minhas ou de algum anjo, coitado, perdido 
Que tanto se entregou e agora se sente esquecido.

Ou quem sabe  um anjo poeta solto aí no espaço
Usando meus olhos para chorar suas dores
E até quem sabe, sejam suas as poesias que faço?

José João
10/11/2.019

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Ah! Quando a lua ilumina a solidão!!

Minha vida!!! É cheia de coisas que não sei dizer,
Que não cabem em meus versos, o que sinto
É maior que todas as palavras juntas... as vezes,
Em algumas noites, quando a lua ilumina a solidão,
E vejo lágrimas como sorrisos apagados de mim,
Aí, a saudade, aos gritos, sai desvairada procurando
Histórias que nem sei mais. Corre por entre dores,
(tão fácil de sentir em noites tristes) histérica
Se dizendo minha própria alma buscando abrigo
Em sonhos que nunca mais sonhei, que se foram
Perdidos no tempo, ou trocados por outros que esqueci
De sonhar. Quando, na noite, o tempo pára e se faz
Todo  meu, como se me desse todo ele para eu ter tempo
De chorar todas as dores, todas as saudades, as angustias,
Quando as sombras do que vivi deslizam silenciosamente
Nos olhos de minha alma, sinto uma liberdade estranha,
De chorar sem ser ridículo, de ouvir meus soluços
Como fossem minha voz rezando baixinho orações
Sem palavras, silencioso clamor que, acho, nunca vai
Além de bem ali, onde o eco se perde no nada...
No vazio de dentro mim

José João
08/11/2.019

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Minha alma...fábrica de lágrimas

Ainda hoje, lágrimas que não sei de onde vêm
Enfeitam meus olhos, coitados, ainda tristes
Mas tantos prantos derramei que, juro, não sei
Como ainda tenho prantos pelo tanto que já chorei!

Brinquei de sentir saudade, de escrever a solidão
Tudo em versos secos, tanto era a falta de mim,
Olhos vazios em saudades perdidas, quem diria
Que choraria como se meu pranto não tivesse fim

Chorar, agora parece o brincar de minha alma
Que busca, de onde não sei, momentos que vivi,
Que não lembro, se se perderam por aí no tempo,
Se nessa vida os vivi ou... se mesmo os esqueci

As vezes, nos raros momentos que me encontro
Quando o silêncio me busca lá dentro de mim
Com lembranças quase apagadas vindas de longe
Como se a alma, por vingança fizesse, um motim

Por tê-la deixado sofrer sem que me permitisse
Com ela sofrer também, então vai buscar no tempo
As saudades mais doídas, as dores mais sentidas
E faz que por mim, agora, todas sejam consumidas

Fabrica lágrimas, até mesmo vastos rios de pranto
Deixa que a solidão, como se lhe fosse prazer,
Lhe tome toda para que eu possa senti-la também
E fazer-me apenas dor como eu não fosse ninguém

José João
05/11/2.019

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Tempo para. pelo menos, sonhar

Resultado de imagem para sonhando com o amor

Ainda ontem, sentado em frente de mim
Parecia ver meu rosto de vinte anos
Quando brincava de parar o tempo...
Fabricar sonhos, de correr entre os dias
Sem me preocupar com os amanhãs...
Me lembro, brincava de amar, de ir e vir
Entre corações sem saber o que era ser.
Podia tudo, parar o tempo, escolher sonhos,
Inventar sentimentos... vinte anos...
Não percebia que o tempo passava...
Enquanto eu brincava ele zombava de mim
E eu não via, ironizava meus sentidos
E eu não percebia... afinal tinha tempo...
Muito tempo...pra tudo... assim pensava...
Mas hoje, sentado em frente de mim
Vejo um senhor buscando o que um dia foi
Quase em desepero pede, implora chorando,
Que o tempo lhe dê tempo ainda de, pelo menos,
Sonhar, sim... sonhar... para acalentar a vida.

José João
01/11/2.019

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Depois que aprendi amar...

As vezes me pergunto quem eu era
Antes de saber amar. Pergunto também
Como eu era antes de chorar saudades,
Não tenho respostas ... não lembro!
Talvez eu fosse um qualquer, sem ontens,
Sem amanhãs, vivendo o vazio do momento.
Andando sem ter onde chegar, indo sem rumo,
Sem chegar a lugar nenhum. Não lembro...
É como se não tivesse vivido antes de amar,
Como se não tivesse histórias pra contar...
Uma lacuna do tempo que nem posso lembrar.
Ah! Mas depois que aprendi amar...
Tudo criou sentido, até a ansiedade da espera,
O adeus passou a ser coerente, único
Em cada história, a saudade se fazia livros
Escritos por cada adeus. As lágrimas
Passaram a ter lógica, razão de ser...
Ah! Depois que aprendi amar, imagine
Chorar passou a ser a voz da alma
Deixou de ser ridículo, ficou uma pintura...
O luzir das lágrimas ...depois que aprendi
Amr, fiquei convencido... agora sei o que é pranto.
O que é viver, o... que é ser história...

José João
31/10/2.019

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Porque é tão salgado meu pranto?

Me vem em lágrimas as poesias que faço
Entre palavras soltas perdidas de mim
Como se elas fossem histórias contadas
Com apenas começo, sem meio e... sem fim

O olhar se perde num tempo distante, onde
Só pensamentos e saudades podem chegar
Grito em silêncio a tanta dor que eu sinto
Mas um mundo surdo não me pode escutar

Caminho sem rumo por onde nunca passei
E me vem aos olhos, em úmidos sorrisos,
Lembranças perdidas mas que até já chorei

Se sabiam que iria chorar mais que tanto 
Porque não me fizeram doces as lágrimas?
Porque me fizeram tão salgado o pranto?

José João
30/10/2.019

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Quem disse que liberdade é apenas poder voar?

Qual pássaro que voa triste ao sabor do vento
Em que o gorjeio nada mais é que triste pranto
Se vai sem rumo... lhe basta qualquer lugar 
Por tão triste nem a primavera lhe alegra o canto

Voa em liberdade mas não vai a lugar nenhum
Sobrevoa  montes, rios, jardins e não vê beleza
Lhe dói no peito a dor da perda da companheira
Que em blafêmia até culpa mesmo a natureza

Que liberdade se tem no sonho para sonhar!
Que liberdade voar na poesia e até poder criar
Uma história e... dentro dela se fazer ficar!

Mas que fazer se for verdade uma história triste?
Como o pássaro que triste voa sem querer pousar?
Ledo engano, dizer que liberdade é apenas poder voar!

José João
24/10/2.019

A alma livre de um poeta triste

Minha alma, mesmo livre, nasceu chorando
Por tantas dores vindas e não sei de onde
Pergunto ao tempo em orações que invento
Clamo em prantos mas ninguém responde

Dou-me ao pensar no vazio de mim mesmo
Busco em sonhos, em momentos que nem sei
Que talvez tenha vivido, que perdi, ou que fui
Pedaços de mim perdidos nas dores que já chorei

Corro por horizontes que minha tristeza inventou
Crio saudades infindas com elas brinco de amor
Faço recortes do tempo para saber quem eu sou

Não quero parir versos nem cantos, só encantos
Assim minha alma em cantar ao mundo, insiste
Mas, como entender o canto livre de uma alma triste?

José João
24/10/2.019

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Chorar por amor é diferente

Não sei se é tristeza o que sinto
Mas sei que chorar não é preciso
E, se por acaso, apenas minto
Por ser meu pranto tão indeciso

Talvez seja meu mal, a solidão,
Ou quem sabe seja só a saudade
Fazendo que eu viva uma ilusão
Me fazendo sorrir por caridade

Entre essas tantas dores me perdi
Mas será que chorar não é preciso?
Foi só o que fiz dizendo que vivi

Chorei sorrisos, lágrimas e prantos
Chorei em versos, em poesias e cantos
Mas por amor, foi o meu maior encanto

José João
23/10/2.019

sábado, 19 de outubro de 2019

Minha alma e eu

Oh alma minha que de tão triste chora,
Porque te perdes nesse doloro pranto?
Finge não ser dor, a dor que sentes agora
Mente pra mim, faz-me que seja canto.

- Fiz-me voz e por te gritei ao tempo
Sonhei os sonhos que querias ter sonhado
A voz se perdeu em eco levado pelo vento
E dos sonhos não resta um a ser lembrado

Alma minha não me culpe pelo que sentes
Olhei com teus olhos o que me permitiste
Agora a dor é a mesma, não são diferentes

Meus olhos choram a dor que sentimos
É o mesmo, o pranto que nós choramos
É a mesma angustia que tu e eu gritamos.

José João
19/10/2.019

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Coisas de um velho poeta!!

Ah! O velho poeta! 
Chorou a dor de tantos adeus ouvidos...
Uns ditos em silêncio, outros em lágrimas...
Alguns em acenos, outros, os mais doídos,
Chorados com a alma. Quanto pranto!
Quantas palavras mudas ficaram presas
Em soluços que deram som ao pranto!
Quantas noites a luz para a escuridão
Era feita apenas pelo brilho da tristeza
Nos olhos... tristes, vazios, escondidos
Na solidão de um pranto gritando momentos
Que desde muito eram apenas saudade... 
Ah! Mas o velho poeta sorria chorando
Nos versos onde ele bem sabia fingir...
Escrevia saudades risonhas nas poesias,
Brincava com as palavras em rimas soltas,
Em alegrias rotas, em angustias loucas
E... tecia uma história fingida com...
Gosto de tristeza na boca.

José João
14/10/2.019