sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Versos vazios ...

As vezes me esqueço de mim, do que fui,
De momentos que vivi, sorrisos, promessas
Que fiz, que ouvi, todas perdidas no tempo,
Menos algumas que me chegam sem pedir
Ou que talvez nunca tenham ido, ficaram
Dentro de mim para não serem esquecidas
E me martirizam, me angustiam, me fazem
Chorar em silêncio, perdido na solidão
Que me escreve no rosto nomes que esqueci,
Mas, em mim, ficaram as dores que nao foram.
Escrevo histórias em poesias tristes, até pensam
Não serem minhas, sejam verdades fingidas
Em sorrisos falsos, mentiras cheias de verdades
Quando fingir é mais que ser... é também viver.
 Deixo que o vazio me tome conta, me faça
repleto do que não sei mais dizer... nem viver.
Corro entre os sonhos que sonhei um dia
Quando eram cheios de mim, de verdades,
Tantas que se faziam poesias completas
Declamadas pela alma... hoje, as tristezas
Se fazem versos cheios de mim... assim...
Vazios.

José João
05/10/2.018

domingo, 30 de setembro de 2018

A solidão não me assusta, mas...

Não é a solidão que me assusta, com ela,
Até converso nos versos que minha alma chora,
O que me assusta, é a falta de saudade...
A saudade que não sentem de mim... não é a solidão
Que me faz sentir só, até conversamos, sorrimos,
Ela me traz coisas que, as vezes, gosto de ouvir,
Vamos juntos passear por caminhos percorridos
Que não se esquece, vamos ver o por do sol,
As vezes até choramos, ela chora com meus olhos,
Nos perdemos em devaneios, em histórias vividas,
Coisas que passei, ela traz quando estamos sós.
Não é a solidão que me assusta mas... a saudade
Que não sentem de mim. Ah! Se eu soubesse
De uma saudade de mim sentida por aí...
Me perderia em fazer-me poesia, em fazer 
Dos amanhãs versos cheios de sorrisos...
Quem dera sentissem por mim a saudade
Que sinto de mim (?) mas... não é a solidão
Que me assusta.

José João
30/09/2.018

A preços módicos.

Hoje, preciso me desfazer de tantas coisas,
Coisas que se criam no tempo, chegam...
Sem que eu pessa, ficam, se guardam em mim,
Mas sempre se fazendo mais e sempre mais,
Por exemplo, minhas lágrimas, quero vendê-las,
Estão em promoção, mas não podem levar
As que chorei por apenas uma saudade,
Se quiserem mais, vendo os prantos, esses,
São de todas as saudades que senti.
Tenho senhos, vendo a preços módicos...
Sonhos antigos, de outro dia, até sonhos
Que ainda não seonhei. As dores... essas,
Não estão a venda é para doação, mas...
Ninguém as quis. Tenho saudades completas,
Pedaços de saudade, as mais doídas que senti,
Mas podem ser negociadas, se comparem
Também as tristezas, essas... foram tantas!!
Estou vendendo-as em singela promoção.
Tenho sorrisos, mas são falsos, os verdadeiros
Há muito se perderam, os falsos são mais caros,
Porque dói sorri-los (a alma não gosta).
Tenho tanto, só não tenho versos alegres... esses
Estão em falta...até quando ... não sei

José João
30/09/2.018

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Por um instante apenas

Onde estás que não te ouço a voz?
Corro no tempo a procurar por ti
Carregando no peito dor tão atroz
Buscando o que contigo um dia vivi

Que mais posso fazer senão sonhar-te?
Fazer que os olhos chorem essa saudade
Que aflige desde a alma ainda a adorar-te
A te fazer minha toda e maior verdade

Dou-me a te nessa saudade que sinto
Nesse pranto que me vem e tanto choro
E nele, como oração, ao tempo imploro

Um instante, tão breve quanto terno
Não maior que um pulsar do coração
E ainda assim te juro, dele faria eterno

José João
28/09/2.018

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Uma história perdida

Me pego ao sonho de me buscar no tempo
E assim me vejo naquilo que já foi vida
E soletrando letras que aprendi a esmo
Me leio em páginas nunca antes lidas

Me vem a saudade num cantar tristonho
E dentro das páginas nunca antes lidas
Chorar, por mim mesmo então me ponho
Como se eu fosse a históra de mim perdida

Escuto a solidão me falando e eu nem sei
Se o que ela diz são coisas que já vivi
Ou vontade de sentir o que eu nunca senti

Se na noite, vier acariciar meu rosto o pranto
Ou brincar de nele esrever saudades idas
Vou fingir que sou eu essas páginas relidas

José João
13/09/2.018

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Sei chorar sozinho

Que dos olhos caiam as mais doídas lágrimas,
Como fossem farpas ponteagudas de saudade
Que se façam dores os gritos na alma gritado
Que se faça história todo meu pranto chorado

Se hei de chorar o silêncio de quem nada diz
No calar da voz a negar palavras não ditas
Que me seja a dor do adeus minha verdade
Não me incomoda chorar a dor da saudade

Que passa, quando o tempo se fizer maior
Quando outro acontecer brincar de chegar
Quando de outra voz se fizer ouvir o cantar

Tenho muitos prantos, sempre soube guardar
E se hei de chorar esse silêncio por imposição
É melhor chorar só, brincando de solidão.

José João
04/09/2.018






Lágrimas... uma poesia viva.

Minha tristeza sempre conversa comigo a sós,
Num silêncio tão difícl de ouvir, mas uma dor
Tão fácil de chorar! Ausências... sonhos que agora
Se fazem tão dificeis de sonhar! Gritos e angustias,
Medo que a solidão seja mais forte que viver...
Lembranças de palavras ditas, outras ouvidas
Que vão se fazendo distantes, vão indo ao nada
Como não precisassem terem sido ditas, nem ouvidas.
Me percebo na solidão de dentro de mim...paro...
Me procuro, corro por entre os ontens... buscando
O que nem sei. Me sento na noite com a insônia
Me  deixando desperto e contando histórias 
Que sei de cor, e o tempo, lento, como se o amanhã
Não fosse preciso chegar, me deixa só, ouvindo
Apenas a noite me contando coisas de mim.
Meus olhos, na ansiedade de gritar o que sinto,
Vão, lentamente, em soluços de lágrimas,
Escrevendo versos tristes em meu rosto,
Como se eu apenas precisasse chorar para
Fazer uma poesia viva... chorando comigo

José João
04/08/2.018


domingo, 26 de agosto de 2018

Hoje...não é de chorar que preciso.

As vezes não é de chorar que eu preciso...
Nem de gritar com a mudez desesperada da angustia,
Nem sempre minha dor precisa de soluços e prantos,
As vezes me bstaria um olhar que dissesse:
Estou te ouvindo, um sorriso que dissesse:
Estou aqui. Nem sempre se precisa de palavras,
Existem dores para as quais elas são tão poucas!!
Não precisaria que me dissessem: eu te amo...
Tenho medo, quando se acredita dói tanto depois...
Queria que minhas mãos segurassem outras...
Como se fossem amigas, amigas íntimas que,
Até no silêncio, se entendem, que a ternura
Dos sentimentos fossem sentidas por elas,
Quando em carícias leves, contassem para o rosto
O tanto sentimento, essa tanta vontade de sentir
E os olhos, com as únicas palavras que conhecem
Para mostrar as emoções da alma se enchessem
De lágrimas alegres, como se chorar fosse...
Apenas rir. Hoje, não é de chorar que preciso.

José João
26/08/2.018

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Essa minha insaciável tristeza!!!

Dou-te a ti, minha tristeza, toda a beleza da saudade,
Dessa minha tanta saudade pintada cor de lágrimas,
Com a beleza do sorriso mais fingido que já sorri
E com os mais belos prantos que só hoje consegui.

Dou-te a voz do meu canto, vão indo alguns soluços
São os melhores que pude haver, como fossem pontos,
Desses que o poeta faz parar o tempo no fim do verso
Ou, quando finge mentindo que não é vida, são contos.

Dou-te, se quiseres, até minha verdade, toda ela, nua,
Inocente e pura, só que não sei onde está, acho que...
Parece que ela ficou perdida em outra tristeza passada

Mas sabes... ora se tanto me conheces de que vale
Verdades de outras dores ou até de outras saudades
Se bem sabes que até minha alma por te já é marcada?

José João
24/08/2.018

Lágrimas... desde muito

Parece que meu pensamento ouve uma musica,
Triste, que não sei de onde vem, talvez do tempo,
Ou, de dentro de mim, como uma melodia sofrida
Que a saudade, ou a angustia, ou mesmo a carência,
Foram buscar ou compor não sei. As notas se perdem
Em acordes mudos para os ouvidos, só a alma escuta,
Os olhos se perdem ao olhar o vazio, quem dera fosse
Apenas o vazio que cerca os tristes, mas é o vazio
Que me invade, me toma e se faz um pedaço de mim.
As lágrimas saem lentas, brincam em meu rosto e...
Depois, num ir suicida, se atiram dos olhos ao chão
E desaparecem, como se quisessem levar com elas
A dor que sinto mas que insiste em ficar, solta, livre, 
Indo entre os sonhos que não sonho mais, as lembranças
Que caducaram e nem sabem se ainda são lembranças
Ou desejos ilusórios que a alma cria para fingir-se
Completa. E eu... buscando nos ontens o que lá deixei,
Como se não tivesse deixado lágrimas também.

José João
24/08/2.018


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Eu... a poesia.

Estão tentando me matar lentamente, como fosse
Pecado minha existência. Podam-me, sufocam-me
Como se assim fossem, lentamente, me tirando
A beleza, me fazendo triste, me fazendo fria...
Eu... que levo aos corações as sensações,
As emoções que alma e coração precisam.
Jamais fui além de ser eu mesma, sempre
Buscando a beleza, fazendo sentir nos versos,
A que me entrego, até a magia de sentir
O perfume das flores, de ouvir, nos versos
A que me entrego o cantar do tempo, o gosto
Da saudade, a confissão mais perfeita
De um coração apaixonado, eu... A POESIA.
Talvez, agora, minha inocência seja pecado,
Minha beleza seja arma, dessas que destrói
O frio das almas ímpias, talvez, por isso,
Tentem  me calar, mas eu... A POESIA...
Enquanto houver beleza, enquanto houver amantes,
Enquanto o mundo for livre... vou sempre
Estar nos corações... como, pobres homens,
Podem matar o que é eterno? Matar o belo?
Matar a mais perfeita e resplandecente 
Forma de dizer: te amo, como eu digo?
Eu... a poesia?

José João
17/08/2.018

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

A voz do meu silêncio

As vezes o silêncio, não sei se dentro de mim,
Ou em volta, se faz tão silêncio, que ouço
O tempo gritando saudades esquecidas,
Falando nomes que nem sabia mais, sussurrando
Histórias que já julgava mortas, até fazendo
Sorrisos tristonhos brincarem em meu rosto,
Me ensinando fingir sentir o que não sinto.
É tão grande o silêncio que ouço, sutis,
Os passos da solidão, seu respirar lento,
A se apriximar como fosse um pensamento,
E vem... como sombra, como um pedaço do nada,
Desse vazio que assusta, que toma, que invade,
Sufoca a alma que, submissa, se entrega
Aos prantos, chorando uma angustia tão difícil
De sentir, suportar, calar e não gritar.
As vezes o silêncio se faz tão silencio...
Que não suporto ouvi-lo... dentro ou...
Em volta de mim que grito comigo mesmo,
Fingido ser de outro minha própria voz.

José João
17/08/2.018

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Esperando um amanhã

Existe um pedaço de mim bricando de poesia,
Escrevendo versos cheios de parte de mim
Com rimas perdidas em linhas inacabadas,
Repletos de lágrimas choradas a vulso.
Existe um pedaço de mim cheio de saudade,
Correndo a esmo no tempo como se horizontes
Fossem bem aí, como se o tempo tivesse
Essquinas ou curvas para se voltar nos ontens.
Há um outro pedaço de mim caminhando
Por estradas salpicadas de prantos, chorados
Por quem passou antes e talvez chore uma dor
Como a minha, e caminhante, como eu... vai
Até onde a vontade de voltar se faça forte,
Sem no entanto ter marcas para encontrar
O caminho de volta. Mas há um pedaço de mim
Que está guardado entre os tantos perdidos
E sempre vem em socorro de mim...
É meu pedaço criança, que chora sem medo
De ser ridículo, que grita a dor que sente...
Esse pedaço de mim... é que me faz, paciente,
Esperar os amanhãs, mesmo entre sorrisos e...
Lágrimas.

José João
16/08/2.018

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Preciso, apenas preciso...

Preciso de alguém que possa me ouvir
quando estiver perdido dentro de mim,
Quando minha vontade de sorrir ou chorar
Seja maior qu eu. Preciso de alguém
Que não me permita gritar em silêncio, 
No mustismo dos soluços, mas que me ouça,
Que tenha tempo pra mim, me dê sua voz
Quando eu não puder falar, só chorar...
Que me dê seu sorriso quando a tristeza
Tomar conta do meu rosto, ocupar meus olhos
Com lágrimas e meu olhar se perder no vazio.
Que me dê uma palavra, ainda que só uma,
Mas que me faça ouvir sua voz e senti-la perto...
Saber que não estou sozinho. É tão doído sentir-se só!
Não quero que chorem comigo, preciso apenas
Que me enchuguem as lágrimas. Se também 
Lhe faltar voz, que suas mãos falem com as minhas
Como fossem palavras as carícias que só a alma
Sente. Preciso. 

José João
13/08/2.018

domingo, 12 de agosto de 2018

Essa saudade tua...

Minha vontade de chorar é tanta 
Que as lágrimas rolam soltas no rosto
Com se fosse delas esse tanto querer,
Minha voz se perde no mutismo do silêncio, 
Que grita em eloquente loucura... esse vazio.
Me tomo ao pranto como se fosse palavras
Que a voz não me permite dizer, ou, talvez,
Por serem poucas ou pequenas para essa tanta
Falta de te. Me entrego aos devaneios e sonhos,
Me entrego ao marasmo que me toma...
Olhar fixo no vazio e distante horizonte
Como se lá estivesses e de lá me visses.
Me deixo ficar na beira do tempo, calado,
Lábios trêmulos, rezando uma oração
Com teu nome, como fossem minhas lágrimas
As contas do rosário que minhas mãos, inseguras,
Percorrem na louca tentativa de sentir teu rosto.
Ah! Essa saudade! Essa saudade! Que apesar
De tudo, me deixa vivo e... repleto de ti.

José João
12/08/2.018

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A saudade é ... pranto e poesia.

Ah! Saudade! Não fosse poesia seria uma dor
Tão doída, seria uma dor que o pranto,
Por mais pranto que fosse, não diria dessa 
Tanta dor. Ah! Não fosse poesia a saudade...
Não fossem versos as lágrimas, não fosse a poesia
Um pranto, desses prantos que a alma chora,
Não seria saudade, seria apenas dor,
Seriam lágrimas tristes sem razão de serem
Choradas, seria poesia sem história,
Não faria de sempre cada momento vivido...
Os dias não se fariam eternos, eternizando
A saudade que se sente. Ah! Não fosse
Poesia a saudade! Não fossem lágrimas
Os versos... não fossse pranto a poesia...
Eu seria tão triste, que viver seria viver
Sem...  viver.

José João
06/08/2.018
(Maceió)

sábado, 28 de julho de 2018

Sentimentos

As vezes não sei se é angustia, saudade ou ...
Carência, só sei que se faz uma dor diferente...
Cheia de ausência, da vontade de estar, de ser,
De querer, de gritar ao mundo o que só sei sentir
E...não sei dizer. As lágrimas, como palavras
Mudas mas repletas de sentimentos, vêm
Como se fosse a alma me dizendo baixinho:
Não chora, mas os soluços, como gritos
Sem voz, me saem avulso, num convulsivo
Pranto e choro, não sei o quê. se angustia,
Se saudade, se carência, ou mesmo só essa
Dor que insiste, que fica, machuca, fere,
Como fosse um ponteagudo pedaço de vazio
A ferir a alma. Procuro no tempo um momento
Que até possa ter sido um sonho, um devaneio
Perdido, desses que servem para dizer
Que um dia vivi. para enganar que agora 
Viver é ... apenas chorar.

José João
28/07/2.018

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Pranto... doce água corrente

Quando a dor da saudade dói no peito
E uma lágrima teimosa instiste no rosto
Há de se dizer que não tem um outro jeito
A não ser na face... esse pranto posto

E a vontade de chorar essa saudade! 
Que deixa a alma aflita, pálida e doente!
Fingindo sorrir escondendo a verdade
Mas os olhos choram um chorar demente

E os soluços?! Mesmo sutis saem avulsos
Como se quisessem deixar que o silêncio
Gritasse dexando alma e coração confusos

Mas pranto que é pranto não perde a razão
A mando da alma chora o que ela sente
Como fosse um rio de doce água corrente.

José João
23/07/2.018

Eu, você e o por do sol

A tarde se fez bela, num momento de infinda ternura
Para chorar comigo essa saudade tua que me toma,
Me invade e faz morada dentro da alma, e fica,
E umedece meus olhos que, num olhar silencioso,
Te procura na imagem eterna de um horizonte
Desenhado por mãos divinas que, nele escrevendo
Teu nome, eterniza uma história sem fim.
Tudo se fez tão belo que o sol me sentindo triste
Se fez único para que minhas lágrimas brilhassem
Como se fossem pedaços da tarde e do tempo,
E minha saudade se fez mais bela, apesar de triste.
Sentei no tempo como se ele fosse meu... conversei
Com o por do sol como se fossemos velhos amigos,
Contei de mim, contei de nós, dos nossos momentos,
Por vezes um soluço tomava minha voz, o silêncio...
O silêncio se fazia mais forte, como se quisesse
Me fazer ouvir teu nome sussurrado pela brisa
Que acariciava a tarde e a mim, no embalar essa
Sudade que o por do sol inisistiu em colorir.
Ah! Como a tarde se fez bela, se fez nós!

José João
23/07/2.018

Minha saudade tem um nome

Quem me dera minhas lágrimas aplacassem
Essa tristeza, essa falta que sufoca, angustia,
Que faz a saudade ser maior e mais doída,
Faz o tempo se perder nas horas que, não passam,
Se arrastam lentas para a dor ser ainda mais dor.
A alma, aflita, chora lágrimas que se derramam
Nos olhos tristes, deslizam silenciosas pelo rosto
Escrevendo um nome que se faz uma oração
Que, enquanto houver vida, será rezada sempre.
A casa vazia parece chorar comigo, o silêncio
Grita em desesperado clamor, como se tivese
Pena de mim, como se ele mesmo, o silêncio
Já não deixasse a casa vazia, a alma triste
E essa vontade de chorar, que faço sejam
Sutis soluços na tentativa de, pelo menos,
Ter alguma harmonia ao orar o nome dela
E faça dele uma melodia de uma palavra só

José João
23/07/2.018

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Que mais posso fazer para ...

Quem me dera ouvisses o meu canto,
Poesias que minha alma declama aflita
Que sentiesses de mim todo o encanto
Quando teu nome ao mundo a alma grita

Não sei mais o que fazer, até já me perdi
Rezando orações que não sei como aprendi
Quem sabe se ouvisses a voz do meu pranto!
Essa dor tão doída talvez não doesse tanto.

Que mais posso fazer para ouvires minha voz?
Que mais angustia posso sentir e te contar
Para que possas entender... esse meu clamar?

Rezas, se ainda existem já não sei reza-las.
Que mais ainda pode a mim acontecer?
Que não me faça dor, faça vontade de viver!

José João
08/06/2.018

quarta-feira, 6 de junho de 2018

É melhor sentir saudade

Talvez não devesse mais chorar de saudade,
Talvez nem devesse mais sentir-me dentro dela
Quem sabe, até mesmo eu ficasse menos triste!?
Num vazio de loucura que só aos loucos existe.

Mas me chegam versos perdidos e chorosos
Cheios de lágrimas, de saudades que ainda sinto
Como se fossem pedaços de dor que insistem
Em ficar. Me fazendo que viver seja apenas chorar.

Não sei como fazer-me esquecer, até mesmo de mim,
Deixar as dores perdidas em versos que não escrevi
Como se não fossem meus, esses momentos que vivi

Mas a mim me vem aos gritos o que não sei responder
Se o tempo não mais me permitir sentir essa saudade?
Talvez fique mais triste... e nem consiga mais viver.

José João
06/06/2.018

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Hoje sou...

Não sei quem sou, as vezes, até me pergunto...
Quem sou eu? E sigo em silêncio, sem resposta,
Por caminhos, por estradas que nem eu sei
Gritando em versos as dores que já chorei

Já não me pergunto mais, calo no silêncio,
E, nas entrelinhas da vida que vivo agora,
Nas rimas perdidas, sufocadas pelo chorar
Acaricio minha alma te fazendo meu sonhar

Ora mas... se as dores que choro são minhas,
Todas minhas, me resta senti-las e chora-las,
Me enganando, dizendo: são minhas poesias

Ao ver-me agora, mistério que não sei dizer,
Já fui flor luzidia que tudo mundo queria ver
Hoje sou pétala no chão caída sem nada ser

José João
04/06/2.018


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Tu, minha poesia mais perfeita.

Não canso de gritar que te amo...
Deixo minha alma livre pra rezar teu nome,
Te confessar minha necessidade de ti,
Te contar todos os meus sonhos e desejos,
Me desnudar te contando meus segredos
Que agora também são teus... te amo.
Dou-me a ti por te fazer parte essencial de mim.
Meu pedaço mais completo e mais perfeito.
Onde eu for ou estiver, tu estarás comigo
Ditando meus pensamentos, me fazendo teu
Como se nada mais eu precisasse ser...
Te fiz e te faço meu mais perfeito mundo,
Sem precisar nunca ir além que ser todo teu,
Me vestir de ti, te tomar os teus sorrisos,
Para sorrirmos juntos na mesma alegria.
Te fizeste minha história mais completa,
Minha poesia perfeita em que os versos
Se fizeram infinitos com esse tanto amor
Que te dou, sem medo de ser feliz. Te amo.

José João
13/05/2.021

Porque a saudade dói tanto?

As vezes me pergunto porque a saudade dói tanto?!
Porque ela não se faz de apenas saudade?!
Tem que se fazer também dor? Sufocar a alma,
Fazer o silêncio gritar com palavras mudas
O que só a alma pode ouvir, sentir e chorar?
Fazer o tempo se arrastar lento como se assim
Fizesse a dor doer mais, fazer o soluço calar
A voz como se nada mais fosse preciso dizer,
Como se apenas chorar fosse preciso, fosse o grito
Da alma que se contorce desesperada, em convulsão
Como se viver se fizesse tão difícil?
Porque a saudade sempre traz a angustia
De não se saber onde ir, ou ficar, ou correr,
Ou chorar, gritar, sufucar-se com o vazio
Que fica dentro do peito, da alma e da gente?
As vezes nem se sabe se é saudade ou se é dor,
Se é carência ou se é a solidão, que como arestas
Afiadas sangra a alma. Ah! Se não fosse o sangue
Da alma, o pranto, o que seria de quem sente
Essa dor que chamam de  saudade?

José João
15/05/2.018


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Pelo teu perdão

Perdoa, te diria... se a voz me permitisse,
Diz-me o que fazer para teu perdão conseguir,
Se queres, ajoelho aos teus pés e, sem orgulho,
Te farei bem mais do que possas me pedir

E se ainda for pouco os muitos e os tantos
E se te contenta perdoar-me pelos prantos
Se por copiosos me faltarem, terás meu sangue
E ainda, como lágrimas, terás triste o meu canto

Que queres que te diga? Que te faça? Diz agora
Que este agora farei, se quiseres, para sempre
E atento estarei por toda vida a contentar-te
Que ti farei de oração sempre pronto a rezar-te

Se ainda o que pedires te for pouco a perdoar-me,
Te imploro que imagines o que mais possas querer
Por impossível que pareça, jamais me trará rancor
Se pedires meu coração, se te contenta, eu te dou

Se me fecharem os olhos por tamanha perda vital
Ainda assim, pega-o com carinho e nele presta atenção
Que com certeza logo haverás de me dar o teu perdão
Ao vê-lo tão contente, saltitando alegre em tua mão

José João
07/05/2.018
(reedição)

Essa saudade que sinto!

Ontem estive sonhando com nós dois,
Com tudo que fomos, os momentos que vivemos,
Até os detalhes se fizeram história,  se fizeram vivos,
Se fizeram lágrimas que até agora choro triste.
Me perdi nos sonhos, me perdi no tempo,
Me perdi de ti. As lembranças, em fragmentos,
Me vêm de longe, de horizontes que vimos juntos,
De beijos que não tivemos tempo de trocar,
De palavras que não dissemos, de caricias
Que não fizemos... é o que mais dói em mim,
Lembar o que não fizemos, porque tudo que fizemos
Ficou como saudade, as vezes triste de sentir,
Outras vezes ela me vem em sutis sorrisos,
Ainda assim alegram a alma que não cansa
De chamar teu nome como se fosse oração
Que se reza no silêncio de um sentimento
Que se fez eterno, que faz da saudade...
Mesmo essa saudade que as vezes dói tanto, 
Um terno motivo de viver.

José João
07/05/2.018

sábado, 28 de abril de 2018

As vezes nem é saudade.. é mesmo dor.

As vezes me vem uma saudade descabida,
Prantos, angustias que não não sei dizer...
Só sei sentir. Um vazio me chega aos gritos,
Como se a dor tivesse voz e se repetisse
Em desvairado eco que vai gritando ao tempo
O que não queria ouvir nem dizer, e vai...
Como se fosse minha alma contando segredos
Que não pode mais guardar, num desesperado
Contar ao mundo a tristeza que sente e chora.
Num vagar, entre o nada e a solidão, vão os sonhos,
Se perdendo, se fazendo pedaços de momentos
Que não se apagaram,  que o tempo não conseguiu 
Fazer esquecer e, mesmo incompletos, trazem
Prantos, tantos que o chorar se  faz viver
Como se viver fosse apenas estar em qualquer lugar.
As vezes essa saudade vem fingido ser saudade,
Mas na verdade... é apenas dor que sinto.

José João
28/04/2.018

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Amar... amar eternamente

Quero viver o encantamento de amar sempre,
Sem medo de lágrimas, de dores, de angustias...
Quero apenas amar como sei amar, todo e pleno,
Amo tanto que amo até a saudade do que vivi,
Amo a saudade dos beijos que  dei um dia...
Dos beijos que ainda não dei, quero apenas amar.
Chorar, se for preciso, para contar algum adeus
Que foi dito, por lembrar um olhar que foi trocado.
Quero apenas amar. Que minha alma chore
Em prantos com gosto de saudade, com gosto
De sonhos, mesmo não vividos... mas que tenham
Sido feitos por tanto amar. Amar é ser eterno
Por alguns momentos, é fazer de sempre
Um simples eu te amo. Amar... que venham
As lágrimas, os prantos, não importa...
Ser feliz é tão difícil que se hei de chorar
A vida toda por alguns momentos felizes...
Que seja... depois dos prantos amo outra vez.

José João
19/04/2.018


Desculpa por te amar assim

Desculpa se não consigo calar, se tenho que gritar
Ao mundo que te amo, que sou teu, todo e sempre.
Desculpa se te deixo ocupar todos os meus pensamentos,
Todas as minhas horas. Desculpa se todos os meus
Sonhos são teus, se todos os meus sorrisos são pra ti,
Querida, desculpa se nas orações que rezo só sei
Chamar teu nome, (que ainda nem sei) desculpa... 
Se te canso por tanto sem que nem saibas quem sou.
Dizer te amo!! Não consigo calar, meu coração
Pulsa na ansiedade de te, minha alma se agita toda,
Se faz criança alegre só em pensar um teu sorriso
Dado pra ela. Ah! Querida! Talvez não saibas ainda
Como te levo comigo, te levo dentro de mim,
Numa adoração infinda que só os amantes invisíveis,
Aqueles que amam apenas com a alma, são capazes...
Porque te faço meu caminho e minha chegada,
Te faço meus sonhos e minha maior verdade,
Porque te faço luz, te faço horizonte e... acredite,
Te faço o pedaço mais completo de mim, tudo...
Porque te amo como tu me permites que te ame
Por vezes até chorando essa falta de ti.
Sem saber onde estás ou ... quem és.

José João
19/04/2.018


Amar...as vezes dói tanto!!

Há quem diga que amar é viver eternamente o momento
Que se ama, como se esse eternamente fosse para sempre.
Que amar é fazer sonhos verdadeiros, que o mundo é nosso.
Como se nada mais precisasse para se viver, mas... amar...
Também é uma dor anunciada para não se sabe quando,
É saber-se que ela pode estar bem ali, entre as palavras
Que não deveriam ser ditas, ou de momentos que não
Deveriam ser vividos. Ah! Esse amar que tantos falam!
Que  tantos, talvez por nunca terem amado, juram 
Que é a beleza do existir entre os mais ternos instantes.
Mas nem sempre amar é ternura, nem sempre amar
É fazer-se completo, intenso, repleto de belos sonhos,
Não raro, amar é triste, deixa vazios na alma, na vida,
Faz que se fique sem razão, perdido entre viver e chorar
E a angustia se faz muito maior que a eternidade
Do momemto que se viveu e a solidão grita bem alto,
Dentro da gente: Você está só. Há quem, por isso,
Tenha medo de amar, mas eu ... não, e nem poderia.
Como poderia ter medo de amar se chorar é uma poesia
Que se escreve com a alma e saudade é uma terna canção
Que só se ouve no silêncio de um adeus?

José João
19/04/2.018




segunda-feira, 9 de abril de 2018

Coisas da solidão

As vezes penso que a solidão é um lugar...
Cheio de nada...de onde quase não se pode sair.
Outras vezes, penso que é um caminho que leva
A lugares distantes, um caminho sem marcas,
Por não ter chão, sem margens para não ter paradas,
Em que ir ou vir é o mesmo que estar...outras vezes,
Penso que a solidão é uma história que ningém sabe contar
Porque pra ela as palavras são tão poucas, sem sentido...
Só com lágrimas se conta, porque só elas dizem 
O que a alma sente e quer dizer. Ah! Essa solidão!
Parece ser dona do tempo! As horas se arrastam lentas,
As noites se alongam e o alvor do dia fica distante,
Como se não quisesse chegar, como se ela, a solidão,
Tivesse medo do dia, como se não fosse sempre a mesma.
As vezes, quando a saudade se faz de verdadeira oração,
Quando se busca, mesmo só, mesmo na solidão,
Momentos que se viveu, ainda que seja a saudade
Mais dor que lembranças, mesmo assim, a solidão
Fica menor, e se pode, pelo menos, fingir um sorriso
Que não se tem mais.

José João
09/04/2.018

sábado, 31 de março de 2018

Talvez eu não tenha sido tanto

Talvez eu não tenha sido tanto, mas eu, eu apenas
Sei amar, não sei mais que isso. Talvez eu devesse
Ter sido mais corpo que alma, ter dado mais carne
Que sentimentos. Mas só sei ser completo, 
Todo e intenso, sempre me permiti ser assim,
Nem ser muito, nem ser pouco, ser apenas 
A medida certa para que os momentos não deixassem
Vazios e nem fossem transbordados pelos sentimentos.
Nunca me entreguei sem que a alma fosse primeiro,
Sem que ela se abrisse na plenitude de uma entrega,
Sempre limpei a mim e a ela para outros recomeços,
Nunca me permiti me entregar se, pelo menos houvesse,
Em mim, outro sentimento, que não fosse amar.
Algumas vezes fui até além de mim, sonhei sonhos
Que nem eram meus mas os fiz meus por amar,
Me permiti olhar a vida com outros olhos 
Para que se pudesse a dois, ver a beleza do amor.
Me permiti até ouvir palavras que, como açoites,
Me  feriram tanto que as lágrimas ficaram
Mais tristes do que sempre se fizeram. Ouvi palavras
Que não deviam ser ditas, isso porque talvez...
Tenha me perdido no caminho, a vida não me deu mapas
Assim não pude ser tanto, fui apenas...homem.


José João
31/03/2.018


Ah! Esses meus sonhos

Ah! Meus sonhos! Se perdem por aí, alguns
Ainda dentro de mim, outros perdidos no tempo,
Crescidos em sentimentos, em vontades, esses sonhos!!
Me dou todo, me dou inteiro a sonha-los, me entrego...
Mas se vão como fossem nuvens perdidas, indo...
Desfalecendo sem deixar histórias, deixando apenas
Tristezas, lembranças doídas e a mudez nos lábios,
Que, baixinho, murmuram rezas e nomes num silencioso
Clamor que ninguém escuta. Lágrimas se fazem orações,
Caem pelo rosto escrevendo hostórias que se vão
Ao tempo, contando agora apenas angustias e saudade,
Uma saudade que, tão doída, sufoca até a alma...
Que em mortal desespero grita, alucinada, louca,
Um nome que aprendeu sorrindo e, agora, chorando
Em silenciosa voz reticente, molha em prantos
Cada letra, como se cada uma delas fosse uma dor
Que nao quer passar,  que vai se fazer de sempre...
Ah! Esses meus sonhos!!

José João
30/03/2.018



sábado, 24 de março de 2018

Que os amanhãs sejam como hoje

Não perguntem se ainda tenho lágrimas para chorar...
Nem quando vou derrama-las... estão guardadas
E não sei se vou chora-las por alegria, por saudade,
Ou tristezas, agora não importa. Deixo para depois,
Para os amanhãs. Já chorei tanto que aprendi
A fazer do pranto, poesias, as vezes completas...
Outras vezes inacabadas, mas sempre verdadeiras,
Contando o que sinto ou, quem sabe, apenas
Fingindo sentir o que sinto, pra ninguém perceber.
Amar sem medo de chorar, sem medo de dizer
Ao tempo que tudo é "eterno enquanto dura",
A eternidade é feita de momentos e todos eles
Nos fazem um pedaço dela, um olhar, um beijo,
Um eu te amo se eternizam em nós, ficam em nós
Para sempre, como se fosse preciso pra se viver.
Não sei como serão os amanhãs mas, por mim,
Eles seriam sempre hoje, nessa sensação de ser
O que não sei se fui um dia. Que os amanhãs
Imitem o hoje, que o hoje seja o que  é agora,
Assim, os momentos continuam vivos...
inteiros como se fossem uma vida. Que o amanhãs
Me sejam como hoje.

José João
24/03/2.018

segunda-feira, 12 de março de 2018

Saiba esperar

Não te apresses à procura da felicidade,
 Ela chegará um dia e, quando perceberes,
Talvez até já estejas feliz. Não corre 
Desesperadamente ao que talvez nem seja pra te,
Ou se for, pode ser tão passageiro que não terá
Valido a pena tua pressa. Acalma teu coração
Que a solidão não é eterna, nem a tristeza infinita,
Desesperar é matar um pouco de te a cada dia
E quando a felicidade bater em tua porta
Podes não estar completo para recebe-la,
Aí então ela não será plena como mereces.
Deixa que o tempo amadureça tua espera
Assim estarás preparando teu coração
Para um infinito de emoções que jamais
Ousarias pedir ou esperar um dia. não corre,
Não se desespere, pois se queres chegar
Em algum lugar vai sempre entre o vagar
E a pressa, poi, se errares o caminho terás sempre
As marcas de teus pés pra fazer voltar,
Mas estás no caminho certo, não custarás
Tanto a chegar. Por isso nao te desesperes,
Acalma teu coração e sente o prazer de esperar,
Saber esperar... é também um maneira
De saber ser feliz.

José João
15/01/1.999
publicado a primeira vez em:
12/03/2.018
(soube esperar)

domingo, 4 de março de 2018

A angustia de não saber

Não quero falar dos meus dias na poesia,
Nem os de muito longe, nem mesmo de ontem,
Vem uma saudade que insiste em ficar,
E se aqui falasse dos meus dias, a poesia
Seria escrita em lágrimas, talvez em prantos,
As palavras se perderiam entre sussuros
E doloridos gemidos, reticitentes e estridentes
Gritos do silêncio que me tomam e calam a voz.
Me perco no tempo entre os momentos que vivi,
Outros que apenas sonhei e nunca se fizeram
Verdade, esses deixaram uma saudade maior...
Afinal o que seriam agora se tivessem existido?
Talvez nem seja saudade, seja a angustia
De não ter respostas. Será que esses momentos
Espantariam tristezas, angustias, aflições e dores? 
Será que não me permitiriam sentir essa inquietude
Que me deixa sem espaço para ir... nem vir,
Apenas ficar aqui, dentro de mim?
Ou será que fariam a saudade ser mais doída
E a tristeza ainda mais triste?

José João
04/03/2.018

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Minha saudade é ...

Talvez esse silêncio que escuto, toda sua beleza,
É porque fala de ti, me diz coisas que não sei
Dizer, fala pra minha alma o que queria ouvir,
Fala de ti, fala de nós, do que fomos, sentimos,
E depois fica um silêncio triste, sem voz, perdido
Dentro de mim como se não precisasse mais ouvi-lo.
Um vazio, desses que faz chorar ser pouco, me toma,
Me inivade sem pecisar pedir, e um vagar sem rumo,
Sem estradas, sem caminhos, me leva pra dentro
De uma saudade tão difícil de sentir, de dizer...
Porque vem cheia de tantos momentos vividos
Que lembra-los, sem que o pranto grite em meus
Olhos, é impossível. Toda essa falta de ti.
Todo esse silêncio gritando teu nome ao tempo,
Toda essa tua ausência tomando todos os espaços,
Me fazem que seja triste a saudade que sinto...
Tanto, que agora sei como dize-la no meu silêncio, 
Minha saudade, mesmo triste, é a beleza 
De te ter sempre dentro de mim, todas as horas,
E o martírio que tua ausência me traz.

José João
12/02/2.018

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Alguém quer dividir comigo?

Ontem brinquei de brincar com o mundo,
Fiz caminhos que não queria percorrer...
Deixei para os tantos amanhãs coisas minhas,
Coisas que poderiam ter sido feitas...
Deixei beijos para depois, sorrisos, abraços,
Até alguns eu te amo, deixei para depois,
Me fazia dono do tempo... não contava dias,
Nem horas, tudo podia esperar, hoje, vejo triste,
Como me enganei! O tempo passava, ia embora
Sem que eu percebesse e deixava que ele fosse
Como se pudesse um dia pará-lo por acha-lo meu.
Quantas coisas deixei de dar, de receber, de trocar...
E hoje me vejo assim, caminhando sozinho
Por estradas que não sei, pedindo sorrisos,
Um olhar, restos de beijos, pedaços de abraços
Que talvez tenham ficado por aí. E entre prantos,
Cabisbaixo, voz reticente, pergunto murmurando
Num quase silêncio: Alguém quer dividir 
Minha vida comigo?

José João
08/02/2,016

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Quem sabe?

Antes, lá atrás de mim mesmo, meu universo era só eu.
Corria sozinho dentro dos sonhos que sonhava...
Brincava de chorar sentindo uma solidão só minha,
Corria dentro das horas, e elas sempre tristes
Me faziam fingir sorrisos que não sabia sorrir.
Tudo tão vago, tão vazio, que até a esperança
Se escondia atrás do tempo que não queria passar,
Como se quisesse aumentar meu desespero
De ser só. Minha história, quase nenhuma,
Se escrevia entre pedaços de poesias soltas,
Em versos inacabados, sem rimas e sem razões,
Mas um dia, um anjo, desses que brincam de encantar,
De brincar com alma da gente, de faze-la criança.
Não sei se caiu do céu ou se desceu pela escada
Da minha tanta vontade, apareceu sorridente,
E fazendo cocegas carinhosas na alma fê-la sorrir
E tanto, que até as lágrimas gritavam eufóricas
Nos olhos silenciosas palavras alegres e vivas.
Mas de repente, não sei, se foi um ponto final
No meio da história ou se foram reticências
Para ela continuar, mas é uma saudade...
Gostosa de sentir, quem sabe seja só até...
Amanhã?!

José João
03/02/2.018