Gosto de escrever poesias, nelas sou feliz
Posso ser rei de um reino onde as flores falam
Onde o rei cala e ouve o que um pássaro diz
Onde posso cantar alegre. Coisa que nunca fiz
Na minha poesia brinco de sonhar com as estrelas
Vou voando, sem medo, no mais distante horizonte
Brinco de escorregar nas nuvens como se fosse o vento,
Sou forte, sou mágico, nelas até para o tempo
Minhas poesias, meu mundo infinito e diferente
Onde amo. canto o amor, sou feliz não sou carente
Meu mundo de luz, ternura no ar, sublime perfume
Onde posso ser tudo, posso até mesmo ser gente
Na poesia, sinto, apalpo um amor forte e ardente
Por alguém que sem saber o nome seu nome eu chamo
E me entrego de braços aberto sem medo de amar
Ah! Que sonho! Que despertar! Acho que vou chorar...
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Aprendi
Não sei mais quem sou. Me perdi
Nem sei mais pra onde vou.
Talvez fique aqui, dentro de mim
Como meu começo ou meu fim
Caminhei sem deixar rastros
Não deixei marcas nem sonhos
Se os deixei um dia, esqueci
Nem sei como cheguei aqui
Por vezes o eco do meu pensamento
Quando sóbrio, sussurrando me diz
Coisas desconexas, incoerentes,
Diz baixinho que já fui feliz
Mas um coisa, com certeza, aprendi
A ser só, a ouvir, a calar,
A saber o momento da tristeza chegar
Me abraçar e a saudade comigo chorar.
Nem sei mais pra onde vou.
Talvez fique aqui, dentro de mim
Como meu começo ou meu fim
Caminhei sem deixar rastros
Não deixei marcas nem sonhos
Se os deixei um dia, esqueci
Nem sei como cheguei aqui
Por vezes o eco do meu pensamento
Quando sóbrio, sussurrando me diz
Coisas desconexas, incoerentes,
Diz baixinho que já fui feliz
Mas um coisa, com certeza, aprendi
A ser só, a ouvir, a calar,
A saber o momento da tristeza chegar
Me abraçar e a saudade comigo chorar.
Chega logo, amor!
Canto amor! Canto teu nome que nunca esqueci
Ainda te sinto o perfume, teus beijos ardentes,
Pena querida, que mesmo assim, nunca te vi
Talvez por isso eu e minha alma sejamos carentes
Te chamo, grito teu nome que nunca ouvi
Sinto teu corpo quente e macio bem perto de mim
Que por vezes até juro que contigo vivi.
Quem é você? Que me toma os sonhos e não conheci?
Será que é loucura? Ou será um desejo qualquer?
Será que você é um sonho perdido dentro de mim?
Ou será que você é, na verdade, um anjo-mulher
Voando no espaço procurando por mim? Ou brincando
De me ensinar a sentir o doce prazer de esperar?
Mas vem querida, chega logo, preciso te encontrar.
José João
Essas dores descabidas
Pra que cantar ladainhas ou rezar orações
Que ficarão no tempo sem serem ouvidas
Pra que fazer promessas em solene contrição
Todas ficarão entre os nadas como rezas perdidas
Rezar, me ensinaram um dia, mas até esqueci
Cantei versos sacros, ladainhas, ajoelhado orei
Foram tantas rezas ensinadas que até me perdi
E nenhuma me evitou sofrer as dores que já sofri
Hoje meus cantos são dores sofridas, sentidas
Que na alma se fazem cruéis, dolorosas feridas
Como se tudo fosse preciso pra viver por viver
Como se para viver fosse preciso apenas sofrer
Pra que cantar ladainhas? Serão só rezas perdidas
Para os santos, as dores dos homens são tão descabidas.
Que ficarão no tempo sem serem ouvidas
Pra que fazer promessas em solene contrição
Todas ficarão entre os nadas como rezas perdidas
Rezar, me ensinaram um dia, mas até esqueci
Cantei versos sacros, ladainhas, ajoelhado orei
Foram tantas rezas ensinadas que até me perdi
E nenhuma me evitou sofrer as dores que já sofri
Hoje meus cantos são dores sofridas, sentidas
Que na alma se fazem cruéis, dolorosas feridas
Como se tudo fosse preciso pra viver por viver
Como se para viver fosse preciso apenas sofrer
Pra que cantar ladainhas? Serão só rezas perdidas
Para os santos, as dores dos homens são tão descabidas.
Vem, amor...
Vem, amor, não me faça esperar tanto
Não sei quem és ou onde possas estar
Mas sei que existes. meu coração diz
Te espero. Um dia haverás de chegar
Sinto teu perfume na brisa leve do mar,
Vejo tua silhueta no horizonte desenhada
Como se fosses um anjo, caminhando devagar
Me ensinando o doce prazer de esperar
Á! amor, que bom seria te botar no colo
Te fazer canção, até cantar pra você dormir
Velar teu sono e no teu sonho te ver sorrir
Vem, amor, há quanto tempo te espero tanto!
Gastei todos os sonhos pra sonhar contigo
Agora, amor, me resta apenas te ver comigo
José João
Como até agora vivi?
Meus sonhos ficaram moribundos
A solidão me faz companhia
As lágrimas brilham no rosto
Como purpurinas. como fantasias
Minha lembranças brincam comigo
Como pedaços de sonhos perdidos
Da solidão me faço terno amigo
Da tristeza, perfeito abrigo
Me busco em pequenos pedaços do tempo
Em que fragmentos de mim se esconderam
E nos sonhos, que de sonhar se esqueceram
Assim sou seu, no vazio procurando razão
Dos nadas que sem querer me vesti
Me perguntando como até agora vivi.
A solidão me faz companhia
As lágrimas brilham no rosto
Como purpurinas. como fantasias
Minha lembranças brincam comigo
Como pedaços de sonhos perdidos
Da solidão me faço terno amigo
Da tristeza, perfeito abrigo
Me busco em pequenos pedaços do tempo
Em que fragmentos de mim se esconderam
E nos sonhos, que de sonhar se esqueceram
Assim sou seu, no vazio procurando razão
Dos nadas que sem querer me vesti
Me perguntando como até agora vivi.
Ser só. É assim
Sozinho entre a solidão e a tristeza
Perdido entre saudades e sonhos que sonhei
O amor sempre mentindo, me enganando
Me dando como lembranças as dores que chorei
O silêncio se faz cruelmente vivo em minha volta
Tanto que ouço meus pensamentos soluçando,
Ouço minha alma rezando orações confusas
Como se orar fosse o mesmo que estar chorando
Invento rezas, as antigas estavam já vencidas,
Invento sonhos, que sei, nunca serão vividos
Busco sentimentos que nunca serão sentidos
Na multidão procuro olhares e não sou percebido
Ando, mesmo sabendo onde vou, me sinto perdido
Grito: Estou aquiiii ... mas nunca sou ouvido.
Perdido entre saudades e sonhos que sonhei
O amor sempre mentindo, me enganando
Me dando como lembranças as dores que chorei
O silêncio se faz cruelmente vivo em minha volta
Tanto que ouço meus pensamentos soluçando,
Ouço minha alma rezando orações confusas
Como se orar fosse o mesmo que estar chorando
Invento rezas, as antigas estavam já vencidas,
Invento sonhos, que sei, nunca serão vividos
Busco sentimentos que nunca serão sentidos
Na multidão procuro olhares e não sou percebido
Ando, mesmo sabendo onde vou, me sinto perdido
Grito: Estou aquiiii ... mas nunca sou ouvido.
Eu, uma história que invetaram
Sou aquele sozinho que todos acham triste,
Aquele que chora desde quando ficou vivo
Sou a própria solidão que tanto insiste
Em me deixar sozinho e a ela ficar cativo
Sou aquele que anda na multidão e não é visto
Que grita a dor da alma e por ninguém é ouvido
Sou o nada, que por nada ser até insiste
Em viver, mesmo já sem ter qualquer sentido
Sou menos que eu mesmo, sou apena o meu grito
Que sai do peito como louco procurando aflito
Qualquer sonho que o faça fazer-se de infinito
Sou enfim, o mais esquisito sonho que sonharam
O sonho que se sonhou mas que nunca é lembrado
Sou, talvez, apenas uma história triste que inventaram
Aquele que chora desde quando ficou vivo
Sou a própria solidão que tanto insiste
Em me deixar sozinho e a ela ficar cativo
Sou aquele que anda na multidão e não é visto
Que grita a dor da alma e por ninguém é ouvido
Sou o nada, que por nada ser até insiste
Em viver, mesmo já sem ter qualquer sentido
Sou menos que eu mesmo, sou apena o meu grito
Que sai do peito como louco procurando aflito
Qualquer sonho que o faça fazer-se de infinito
Sou enfim, o mais esquisito sonho que sonharam
O sonho que se sonhou mas que nunca é lembrado
Sou, talvez, apenas uma história triste que inventaram
O infinito das flores
Ah! As flores! Pedaços infinitos de Deus
A meiguice terna e beleza das violetas
Que se fazem inocentes, se fazem criança
E se deixam acariciar pelas frágeis borboletas
Meu Deus! As orquideas! frágeis fadinhas divinas
Coloridos anjos do céu por descuido na terra caidos
Na verdade são pedaços completos de Deus
Pedaços do céu que nunca foram colhidos
Cravos, antúrios, azaléas, margaridas e jasmins
Chegam aqui na terra por um suspiro de Deus
Pois todas elas um dia eram anjos e querubins
Ah! Essas flores que nos dão alegria e calma
Esses maravilhosos pedacinhos infinitos de Deus
Bem mais que os homens elas têm amor e alma
A meiguice terna e beleza das violetas
Que se fazem inocentes, se fazem criança
E se deixam acariciar pelas frágeis borboletas
Meu Deus! As orquideas! frágeis fadinhas divinas
Coloridos anjos do céu por descuido na terra caidos
Na verdade são pedaços completos de Deus
Pedaços do céu que nunca foram colhidos
Cravos, antúrios, azaléas, margaridas e jasmins
Chegam aqui na terra por um suspiro de Deus
Pois todas elas um dia eram anjos e querubins
Ah! Essas flores que nos dão alegria e calma
Esses maravilhosos pedacinhos infinitos de Deus
Bem mais que os homens elas têm amor e alma
Meu deserto
Vivo num deserto povoado de sonho mortos
Por fantasmas de saudades tristes e moribundos
E tudo se faz sem cor, sem som, se faz vazio
Que penso estar a solidão em pleno cio
Meu mundo se fez um pedaço completo do nada
Onde nada entra, nada sai e nada existe
Nem eu, que mudo, canto poesias inacabadas
Sem começo, sem fim mas sempre tristes
Assim vou por caminhos bêbados e tortos
Sem margens que guiem um rumo, um norte
Sem orações ou ladainhas que me dêm sorte
Até as pedras choram por tão triste rota
Nem o eco do meu soluço a elas já não importa
Pois as pegadas que deixei... estão todas mortas
José João
Aos não amados
Esta poesia é para os desventurados
Aqueles que amaram e nunca foram amados,
Choraram dores lacinantes e profundas
Que até as almas se fizeram moribundas
Estes versos, se um dia forem lidos
Por quem com eu à sorte se entregou
Com certeza, não se sentirão surpreendidos
Em saber que nunca viveu quem nunca amoui
Amei como se amar fosse rezar. fosse orar,
Fosse cantar ladainhas com apenas um nome:
Amor, e Amar fosse todo meu sobrenome
Amei, como sei, ninguém no mundo amou
Fiz castelos de sonhos, mas coitado de mim
Castelos em que ninguém nunca me procurou
Aqueles que amaram e nunca foram amados,
Choraram dores lacinantes e profundas
Que até as almas se fizeram moribundas
Estes versos, se um dia forem lidos
Por quem com eu à sorte se entregou
Com certeza, não se sentirão surpreendidos
Em saber que nunca viveu quem nunca amoui
Amei como se amar fosse rezar. fosse orar,
Fosse cantar ladainhas com apenas um nome:
Amor, e Amar fosse todo meu sobrenome
Amei, como sei, ninguém no mundo amou
Fiz castelos de sonhos, mas coitado de mim
Castelos em que ninguém nunca me procurou
Bem aventurados
Bem aventurados os desventurados como eu
Bem aventurados os que choram suas dores
Bem aventurados quem chora o amor que perdeu
Bem aventurados a quem tantos amores se deu
Bem aventurados os que têm uma dor pra chorar
Bem aventurados os que têm uma saudade pra sentir
Bem aventurados os que ainda assim querem amar
Bem aventurados os que choram sua dor sem mentir
Sou um desses a quem as lágrimas permite
Os olhos brilharem como diamantes ao sol
Sou, o que em mágoas, ainda sabe sorrir
Sou quem nas noites faz do céu seu lençol
Para todas suas dores ternamente cobrir
E entre sonhos e pesadelos deitar no chão e dormir
Bem aventurados os que choram suas dores
Bem aventurados quem chora o amor que perdeu
Bem aventurados a quem tantos amores se deu
Bem aventurados os que têm uma dor pra chorar
Bem aventurados os que têm uma saudade pra sentir
Bem aventurados os que ainda assim querem amar
Bem aventurados os que choram sua dor sem mentir
Sou um desses a quem as lágrimas permite
Os olhos brilharem como diamantes ao sol
Sou, o que em mágoas, ainda sabe sorrir
Sou quem nas noites faz do céu seu lençol
Para todas suas dores ternamente cobrir
E entre sonhos e pesadelos deitar no chão e dormir
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A liberdade da poesia
A liberdade me proibiu
Limitar os versos que escrevo
Disse que a métrica é fria,
E os versos agora livres
Voaram tão alto que os perdi
Deixaram se ser meus,
Se entregaram devassamente
Ao mundo e fizeram voz,
Ao mundo e fizeram voz,
Gritavam sua liberdade
Na poesia clara e completa,
E a poesia feita de versos
Curtos ou versos longos
Não deixou de ser poesia.
O pensamento gritava solto
Sem medo do começo
Ou do fim do verso,
E a poesia como se tivesse
Uma roupa nova
Não se preocupou com a elegância
Queria apenas ser verdadeira
E os versos ficaram como as pessoas
Altas, baixas, gordas, magras.
Negras, brancas ficaram assim,
Como o mundo é feito,
Mas sem contradição, sempre sensível,
Doce, terna, assim como o mundo não é feito.
Quem sabe um dia os homens tenham
A liberdade dos versos sem métrica?
E a ternura da poesia completa ?
José João
... desses poetas que amam
Como queria ser poeta!
Escrever versos alegres,
Versos tristes.
Versos de mentiras verdadeiras,
Onde a alma, por doce inocência,
Ri da dor que sente.
Á! Como queria ser poeta!
Desses poetas
Que conquistam a solidão,
Que fazem da lágrima poesia.
Desses poetas que se fazem de mendigo
E deitam com a lua
Em qualquer sarjeta do universo,
Desses poetas que amam tão loucamente
Que se fazem criança e dormem inocente,
E criança seriam
Não fosse dormir na rua
Com a noite pecadora e nua
Lhe oferecendo o ventre
E o poeta, coitado, ainda carente,
No peito uma vontade ardente
Mas a alma sofreu tanto
Que a tudo ficou descrente...
Triste... indiferente.
Escrever versos alegres,
Versos tristes.
Versos de mentiras verdadeiras,
Onde a alma, por doce inocência,
Ri da dor que sente.
Á! Como queria ser poeta!
Desses poetas
Que conquistam a solidão,
Que fazem da lágrima poesia.
Desses poetas que se fazem de mendigo
E deitam com a lua
Em qualquer sarjeta do universo,
Desses poetas que amam tão loucamente
Que se fazem criança e dormem inocente,
E criança seriam
Não fosse dormir na rua
Com a noite pecadora e nua
Lhe oferecendo o ventre
E o poeta, coitado, ainda carente,
No peito uma vontade ardente
Mas a alma sofreu tanto
Que a tudo ficou descrente...
Triste... indiferente.
Um traço traçado na taça
Traçando vagos traçados
Em tranças leves trançadas
Na mão da taça que trago
E na taça a traça traçando
O gosto do vinho que trago
No silêncio do leve traço
Traçado pela traça na taça
Caminho só, rindo ou sorrindo
Beijando a taça que a traça
Em silêncio comigo trançou
E trago o gosto perdido
Da vida que o destino traçou.
Em tranças leves trançadas
Na mão da taça que trago
E na taça a traça traçando
O gosto do vinho que trago
No silêncio do leve traço
Traçado pela traça na taça
Caminho só, rindo ou sorrindo
Beijando a taça que a traça
Em silêncio comigo trançou
E trago o gosto perdido
Da vida que o destino traçou.
Como é bom amar!
Não sei quantas vezes amei,
Amei e sorri, que bom é amar.
Não sei quantas vezes amei,
Amei e sofri, que bom é amar.
Se outra vez tiver que amar
Não importa o que acontecer
Vou me entregar.. é preciso,
Eu preciso viver,
Ainda que depois um adeus
Faça a vida doer,
Mas com a dor se aprende
Que amar é viver
E viver se entende
Entre sorrir e sofrer.
Amei e sorri, que bom é amar.
Não sei quantas vezes amei,
Amei e sofri, que bom é amar.
Se outra vez tiver que amar
Não importa o que acontecer
Vou me entregar.. é preciso,
Eu preciso viver,
Ainda que depois um adeus
Faça a vida doer,
Mas com a dor se aprende
Que amar é viver
E viver se entende
Entre sorrir e sofrer.
Amar? Eu!?
Sentar diante do nada
Olhos cansados de tanto chorar,
Sentir a saudade na alma
Solidão espreitando querendo chegar.
Ficar entre cantar e gritar
E as palavras correndo no tempo
Para a tristeza chegar.
E eu?! Com lembranças perdidas
Que me vêm em pedaços
Por nunca serem esquecidas.
Que fazer de mim agora?
Será que ainda posso sonhar
Com a loucura de um beijo ardente
De alguém que no mundo
Ainda possa me amar?
Olhos cansados de tanto chorar,
Sentir a saudade na alma
Solidão espreitando querendo chegar.
Ficar entre cantar e gritar
E as palavras correndo no tempo
Para a tristeza chegar.
E eu?! Com lembranças perdidas
Que me vêm em pedaços
Por nunca serem esquecidas.
Que fazer de mim agora?
Será que ainda posso sonhar
Com a loucura de um beijo ardente
De alguém que no mundo
Ainda possa me amar?
Á! Quanto já amei!
Sentado na porta da tarde
No meio do tempo, com o nada
Brincando em inocente dizer.
No violão um acorde risonho
Voando com o vento
E querendo viver
Na poesia, de há muito vivida,
Que mesmo querendo não pude esquecer,
Sentindo no rosto molhado
Por lágrimas frias caindo tristonhas
Mostrando que a vida
Também é vivida em pleno sofrer.
Caído no meio da estrada
Com um eco atrevido parido do nada
Correndo entre as dores até me chegar,
Num grito esquisito,
Ou moribundo gemido, até já não sei,
Dizendo num silencioso dizer que:
Me sinta feliz pelo tanto que amei.
No meio do tempo, com o nada
Brincando em inocente dizer.
No violão um acorde risonho
Voando com o vento
E querendo viver
Na poesia, de há muito vivida,
Que mesmo querendo não pude esquecer,
Sentindo no rosto molhado
Por lágrimas frias caindo tristonhas
Mostrando que a vida
Também é vivida em pleno sofrer.
Caído no meio da estrada
Com um eco atrevido parido do nada
Correndo entre as dores até me chegar,
Num grito esquisito,
Ou moribundo gemido, até já não sei,
Dizendo num silencioso dizer que:
Me sinta feliz pelo tanto que amei.
Eu, um pedaço de mim
Já fui feliz, já sonhei, já vivi
Sonhei sonhos lindos ainda acordado
Tremi de amor em ternos braços
Me senti deus por tanto ser amado
Fiz poesias alegres falando de amor
Escrevi contos com prazer, com ternura
Até gritei ao mundo que a tristeza sorria
Por tanto ver em mim tamanha alegria
Depois acordei como pedaço de mim
Com sonhos mortos, caídos, vencidos
Os lindos sonhos morreram enfim
Hoje sou resto do tempo, resto de nada
Resto de mim, resto do que um dia me vi
Hoje apenas grito ao mundo: Viva, morri.
José João
Só nos sonhos te encontro
Lá se vão as estrelas na alvorada
Levando os sonhos que não sonhei
Aqueles sonhos, amor, que eram teus
Dos momentos que foram todos meus
Á! amor, quantos sonhos tenho ainda
Pra sonhar contigo o que não sonhei!!
Sonhos com tudo que me faça lembrar
Dos beijos, querida, que não te dei
Quantas alvoradas haverão de espantar
As estrelas e meus momentos de ilusão
Deixando em mim este gosto de solidão?
Quantas noites ainda não vou dormir
Pela ansiedade de dormir e te sonhar
Se só nos sonhos consigo te encontrar
Levando os sonhos que não sonhei
Aqueles sonhos, amor, que eram teus
Dos momentos que foram todos meus
Á! amor, quantos sonhos tenho ainda
Pra sonhar contigo o que não sonhei!!
Sonhos com tudo que me faça lembrar
Dos beijos, querida, que não te dei
Quantas alvoradas haverão de espantar
As estrelas e meus momentos de ilusão
Deixando em mim este gosto de solidão?
Quantas noites ainda não vou dormir
Pela ansiedade de dormir e te sonhar
Se só nos sonhos consigo te encontrar
Vem logo!
Te amo e te preciso como divina luz
Deixa que sonhe contigo e viva este sonho
Que se fará verdadeiro em minha alma
E seguirá comigo como canto de paz e calma
Deixa que em meus sonhos te tenha toda,
Te carregue entre flores, beijos e desejos
Deixa, querida, que meus sonhos me acalentem
E diz-me que a mim eles não mentem
Vem amor, entre estrelas rios e jasmins
Vem no raio de luar perdido na madrugada
Revive minha alma tão triste e tão calada
Amor onde estás? Te busco até em orações
E sem saber teu nome te chamo loucamente,
Porquê estás vindo assim tão lentamente?
José João
A cor de minha tristeza
Se a tristeza tivesse cor
De que cor seria a minha?
Teria a cor do mendigo
Ou teria a cor da rainha?
Qual é a cor do mendigo?
Que cor teria a rainha?
Então que cor teria a tristeza
Essa tristeza que é só minha?
Teria a cor do tempo?
Ou teria cor de esperança?
Ou seria colorida
Da cor que gosta a criança?
De que cor seria a minha?
Teria a cor do mendigo
Ou teria a cor da rainha?
Qual é a cor do mendigo?
Que cor teria a rainha?
Então que cor teria a tristeza
Essa tristeza que é só minha?
Teria a cor do tempo?
Ou teria cor de esperança?
Ou seria colorida
Da cor que gosta a criança?
Queria saber ...
Queria saber rir, cantar como todos sabem,
Queria saber sonhar belos sonhos, como sonham
Queria ver um por do sol, pelo meno uma vez,
Diferente. Alegre, risonho, sem estar carente
Queria saber andar na direção de um horizonte,
Um horizonte colorido, pintado de arco-iris
Queria andar num caminho bordado, enfeitado,
De flores. Cantando versos de belos amores
Queria saber sonhar belos sonhos, como sonham
Queria ver um por do sol, pelo meno uma vez,
Diferente. Alegre, risonho, sem estar carente
Queria saber andar na direção de um horizonte,
Um horizonte colorido, pintado de arco-iris
Queria andar num caminho bordado, enfeitado,
De flores. Cantando versos de belos amores
Queria saber contar meus sonhos para as estrelas
Saber brincar como vento entre cercas e quintais
Queria saber cantar com os pássaros as canções
Desconhecidas. Essas canções que alegram vidas
Queria ser teu pensamento o mais doce pensamento
Queria ser um teu sorriso, o sorriso mais inocente
Queria ser a paisagem, a mais bela de todas que
Viste. Não posso. Porquê será que sou sempre triste?
Saber brincar como vento entre cercas e quintais
Queria saber cantar com os pássaros as canções
Desconhecidas. Essas canções que alegram vidas
Queria ser teu pensamento o mais doce pensamento
Queria ser um teu sorriso, o sorriso mais inocente
Queria ser a paisagem, a mais bela de todas que
Viste. Não posso. Porquê será que sou sempre triste?
José João
domingo, 11 de setembro de 2011
Gritos da alma
Meus sonhos são meros pedidos da alma
Pedidos que ela, neles chorando, implora
Um momento que seja, de doce ternura
Para que esqueça as tantas vidas que chora
Esse chorar que em lágrimas à alma sufoca
Espasmo sofrido, incontido, por tanto sofrer
Me faz que a alma calada, tímida e triste
Sonhe querendo um belo e novo acontecer
Ah! Pobre alma sonhando a esmo um alvorecer
Uma aurora de cores, de versos, de amores
Um pedaço de tempo que lhe faça viver
Mas o destino irônico, frio, cruel e zombador
Faz que o tempo lhe marque com lágrimas e dor
Fazendo que a alma apenas grite em triste clamor.
Pedidos que ela, neles chorando, implora
Um momento que seja, de doce ternura
Para que esqueça as tantas vidas que chora
Esse chorar que em lágrimas à alma sufoca
Espasmo sofrido, incontido, por tanto sofrer
Me faz que a alma calada, tímida e triste
Sonhe querendo um belo e novo acontecer
Ah! Pobre alma sonhando a esmo um alvorecer
Uma aurora de cores, de versos, de amores
Um pedaço de tempo que lhe faça viver
Mas o destino irônico, frio, cruel e zombador
Faz que o tempo lhe marque com lágrimas e dor
Fazendo que a alma apenas grite em triste clamor.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Onde estás?
Onde estás, ó doce alma de ternura infinda?
Porque te foste ao tempo sem nada me dizer?
Em mim deixaste muito mais que apenas dor
Me tiraste a vontade que ainda restava de viver
Porque tua ausência me impões sem um adeus?
Levando contigo sonhos que me destes a sonhar
Tirando a alegria dos meus olhos que eram teus
Por que só a ti, amor, eles felizes queriam olhar
Agora em desespero, teu nome ao mundo grito
Soluços e lágrimas de meu peito saem aflitos
Como orações rezadas por tristes fiéis contritos
Ó! Dor! Dor atroz, maldita dor dos condenados
Que chega como martírio ou remissão de pecados
Por apenas ousar um dia, loucamente ter amado
José João
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Minhas relíquias
Revirando minha grande e velha gaveta,
Revendo meus guardados, fiquei surpreso
Com o que o tempo me deu para guardar.
Palavras soltas, letras perdidas,
Velhas e poeirentas poesias inacabadas,
Até um beijo, bem velhinho, sozinho,
Sentado no canto da gaveta, um beijo
Que havia esquecido de ter recebido.
Retratos, coitados, sem cor, roídos.
Sorrisos amarelados em rostos apagados.
Até aquela velha saudade de cabelos brancos
Dormindo comodamente sobre aquela história
Que ficou guardada sem que eu soubesse.
E as cartas? Cartas que nunca foram enviadas,
Tantas que se acotovelavam e até discutiam
Na esperança de que fosse manda-las,
Não entendiam que já estavam velhas.
Não que não tivessem mais sentido
Ficaram como registros de momentos
Que também envelheceram e nem aconteceram.
As recordações discutiam acirradamente
Cada uma querendo sem mais jovem que a outra
E como se não bastasse, a mais importante também.
E os sonhos?! Velhos e caducos sonhos
Misturando as histórias ou contando em pedaços
As tão já passadas emoções e sensações.
O que também me chamou a atenção
Foram duas lágrimas tão velhinhas
Que quase nem se punham mais de pé
Embora parecessem lúcidas, diziam contentes
Que eram remanescentes de um sorriso...
Um sorriso em que os olhos choraram.
E um velho soluço conversando com os ais
Da mesma idade, dizia: Coitadas estão caducando,
E eu fiquei sem saber se sorri realmente um dia .
Á! Minha grande e velha gaveta
Cheia de relíquias que o tempo não consome.
Revendo meus guardados, fiquei surpreso
Com o que o tempo me deu para guardar.
Palavras soltas, letras perdidas,
Velhas e poeirentas poesias inacabadas,
Até um beijo, bem velhinho, sozinho,
Sentado no canto da gaveta, um beijo
Que havia esquecido de ter recebido.
Retratos, coitados, sem cor, roídos.
Sorrisos amarelados em rostos apagados.
Até aquela velha saudade de cabelos brancos
Dormindo comodamente sobre aquela história
Que ficou guardada sem que eu soubesse.
E as cartas? Cartas que nunca foram enviadas,
Tantas que se acotovelavam e até discutiam
Na esperança de que fosse manda-las,
Não entendiam que já estavam velhas.
Não que não tivessem mais sentido
Ficaram como registros de momentos
Que também envelheceram e nem aconteceram.
As recordações discutiam acirradamente
Cada uma querendo sem mais jovem que a outra
E como se não bastasse, a mais importante também.
E os sonhos?! Velhos e caducos sonhos
Misturando as histórias ou contando em pedaços
As tão já passadas emoções e sensações.
O que também me chamou a atenção
Foram duas lágrimas tão velhinhas
Que quase nem se punham mais de pé
Embora parecessem lúcidas, diziam contentes
Que eram remanescentes de um sorriso...
Um sorriso em que os olhos choraram.
E um velho soluço conversando com os ais
Da mesma idade, dizia: Coitadas estão caducando,
E eu fiquei sem saber se sorri realmente um dia .
Á! Minha grande e velha gaveta
Cheia de relíquias que o tempo não consome.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Não sei ser poeta
Queria ser poeta, saber escrever versos bonitos,
Saber falar da beleza dos raios de luar
Deitados na praia beijando ternamente a areia.
Saber falar do por do sol, da saudade melancólica
Que vai aumentando enquanto ele vai lentamente
Se escondendo no horizonte entre cores
Que nenhum homem ousou ou imaginaria criar.
Á! Se eu soubesse ser poeta? Falaria
Da beleza das flores, da inocência dos lírios,
Entenderia o cantar terno da brisa ninando
Os miosótis, os jasmins, as dálias, as rosas...
Porquê não nasci poeta para saber falar das belezas?!!
Falar dos pequeninos, belos e irriquietos passarinhos
Cantando lindas sinfonias em notas que ninguém conhece.
Se eu fosse poeta saberia ouvir o canto do vento
Fazendo o mar valsar com suas ondas brancas,
Leves, soltas, como criança brincando na praia.
Se eu fosse poeta saberia falar do amor
De sua beleza terna, doce, envolvente e cheia de vida,
Dos namorados apaixonados trocando beijos
Na sombra de um flamboyant tão risonho de florido.
Saberia escrever versos apaixonados. Parar o tempo
Eternizando momentos de paixão, de entrega
Como a emoção e a beleza do primeiro beijo.
Mas não sou poeta, e triste reconheço isso,
Nunca serei poeta, sou apenas um sonhador
Que sente saudade dos próprios sonhos
Até dos sonhos que, infelizmente, nunca sonhou,
Sou aquele que faz versos tristes por não ser poeta
Que escreve lágrimas tristemente caídas no tempo
Sou quem o mundo fez andarilho... assim como o vento.
Saber falar da beleza dos raios de luar
Deitados na praia beijando ternamente a areia.
Saber falar do por do sol, da saudade melancólica
Que vai aumentando enquanto ele vai lentamente
Se escondendo no horizonte entre cores
Que nenhum homem ousou ou imaginaria criar.
Á! Se eu soubesse ser poeta? Falaria
Da beleza das flores, da inocência dos lírios,
Entenderia o cantar terno da brisa ninando
Os miosótis, os jasmins, as dálias, as rosas...
Porquê não nasci poeta para saber falar das belezas?!!
Falar dos pequeninos, belos e irriquietos passarinhos
Cantando lindas sinfonias em notas que ninguém conhece.
Se eu fosse poeta saberia ouvir o canto do vento
Fazendo o mar valsar com suas ondas brancas,
Leves, soltas, como criança brincando na praia.
Se eu fosse poeta saberia falar do amor
De sua beleza terna, doce, envolvente e cheia de vida,
Dos namorados apaixonados trocando beijos
Na sombra de um flamboyant tão risonho de florido.
Saberia escrever versos apaixonados. Parar o tempo
Eternizando momentos de paixão, de entrega
Como a emoção e a beleza do primeiro beijo.
Mas não sou poeta, e triste reconheço isso,
Nunca serei poeta, sou apenas um sonhador
Que sente saudade dos próprios sonhos
Até dos sonhos que, infelizmente, nunca sonhou,
Sou aquele que faz versos tristes por não ser poeta
Que escreve lágrimas tristemente caídas no tempo
Sou quem o mundo fez andarilho... assim como o vento.
domingo, 4 de setembro de 2011
Brincando de enganar o sofrer
Deus, Deus, Deus. Deus que não ouve minha prece
Que me permite sentir dor tão cruelmente voraz
Deus onde estás? Vê que dor minha alma tanto padece
Oh! Deus me responde: Será que tanto ela merece?
Eu e ela, os dois, andamos como sombras tristes
Indo por estradas que nem no horizonte se curvam
Tão forte é o vazio que do tempo faz um simples nada
E da alma, dela faz, coitada, uma triste alma penada
Meus sonhos se fizeram pesadelos pavorosos
Em que fico a procurar a mim mesmo em outro tempo
Como se eu não existisse em quase nenhum momento
Mas agora que importa? O que ainda posso fazer?
A não ser chorar brincando para enganar o sofrer
Ou então sorrir fingindo que ainda gosto de viver.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Eu, dentro de mim
Já andei sobre pedras pontegudas, afiadas
Dilarecendo pés, alma, coração e pensamentos,
Duras pedras e amorfos fantasmas, vestidos
De pesadelos de perdas que a alma chora.
Caminhei sobre as sombras do que fui,
Caminhei sobre meus próprios escombros
Carregando solidão, dores e lágrimas
Mas ia sempre sem saber se o vazio
Estava dentro de mim, ou no mundo.
Caminhei por dias, por noites, por vidas até,
Sem me importar com a distância do horizonte,
Para mim todos os horizontes estavam bem ali...
Ali, onde ninguém foi, ali em lugar nenhum
Onde só meu pensamento doentio pela dor
Dilacerente que me rompia a alma podia ver.
Deitei com as estrelas me cantando canções
Que não ouvia, com o luar me dando banhos,
Me afagando o corpo e eu não sentia.
Tudo foi ficando ainda mais triste, sem cor...
Minha voz se tornou um sussurrante gemido,
Ou a súplica de uma oração que ninguém ouvia,
Até tentava gritar, mas como num pesadelo
Nem eu mesmo me escutava, mas ia seguindo sempre
Até chegar aqui... aqui onde estou... aqui dentro de mim
José João
sábado, 27 de agosto de 2011
Minha noite
Lá fora a noite brinca de esconder o mundo e mostrar estrelas,
Brinca de fazer silêncio para trazer sonhos e mistérios.
Aqui, comigo, trazida por ela e acomodada dentro de mim
A solidão maliciosamente me chega como se fosse preciso,
Me olha bem dentro dos olhos e apenas diz: Cheguei.
Volto ao tempo em busca de lembranças perdidas
Meu desespero em encontra-las se faz tão forte que a saudade,
Como louca, busca no pensamento até amores que não vivi.
E a noite lá fora continua misteriosamente silenciosa e fria
Como se quizesse me dizer coisas que não quero ouvir,
Como se quizesse me fazer voltar os medos que pensei mortos,
Até as lágrimas se fazem vivas contando histórias antigas
De dores já passadas, de feridas que pensei cicatrizadas,
Tudo fica vazio, sem cor, como se até mesmo a noite
Bincando de macabra magia se fizesse desaparecer.
A solidão se torna viva, cria corpo, se torna densa,
A tristeza, entre as estrelas, brincando de fazer chorar,
Num raio de luar que distraido passava ela se faz passageira
Comodamente deitada sabendo que em mim ela pode morar.
Assim em mim fica a noite, ou na noite eu fico
Olhando para o nada, bucando sonhos que não pude sonhar
Brinca de fazer silêncio para trazer sonhos e mistérios.
Aqui, comigo, trazida por ela e acomodada dentro de mim
A solidão maliciosamente me chega como se fosse preciso,
Me olha bem dentro dos olhos e apenas diz: Cheguei.
Volto ao tempo em busca de lembranças perdidas
Meu desespero em encontra-las se faz tão forte que a saudade,
Como louca, busca no pensamento até amores que não vivi.
E a noite lá fora continua misteriosamente silenciosa e fria
Como se quizesse me dizer coisas que não quero ouvir,
Como se quizesse me fazer voltar os medos que pensei mortos,
Até as lágrimas se fazem vivas contando histórias antigas
De dores já passadas, de feridas que pensei cicatrizadas,
Tudo fica vazio, sem cor, como se até mesmo a noite
Bincando de macabra magia se fizesse desaparecer.
A solidão se torna viva, cria corpo, se torna densa,
A tristeza, entre as estrelas, brincando de fazer chorar,
Num raio de luar que distraido passava ela se faz passageira
Comodamente deitada sabendo que em mim ela pode morar.
Assim em mim fica a noite, ou na noite eu fico
Olhando para o nada, bucando sonhos que não pude sonhar
Minha pobre alma
Meus versos gritam a dor que vem da alma
Por que a voz seria pouco, coitada, nada diria
É tanta dor que o peito arfa no desejo de gritar
Mas permite apenas que os soluços possam falar
Vou ao mundo andando triste, passos bebados
O horizonte, parece, que de mim se escondeu
E a alma louca, alucinada, aos versos pede:
Grita essa dor que em mim nunca não morreu
Os versos fazem das lágrimas tristes gritos
E deles o eco mudo, aflito corre o mundo
Tropeçando no vazio como pobre moribundo
A angustia toma vida e de companheira se faz
Da alma que, coitada, de viver nem pode mais
Mas senta no tempo e vê que nem de morrer é capaz.
Por que a voz seria pouco, coitada, nada diria
É tanta dor que o peito arfa no desejo de gritar
Mas permite apenas que os soluços possam falar
Vou ao mundo andando triste, passos bebados
O horizonte, parece, que de mim se escondeu
E a alma louca, alucinada, aos versos pede:
Grita essa dor que em mim nunca não morreu
Os versos fazem das lágrimas tristes gritos
E deles o eco mudo, aflito corre o mundo
Tropeçando no vazio como pobre moribundo
A angustia toma vida e de companheira se faz
Da alma que, coitada, de viver nem pode mais
Mas senta no tempo e vê que nem de morrer é capaz.
sábado, 20 de agosto de 2011
Sem surpresas, por favor
Não me chegue de surpresa por favor.
Avise quando vai chegar,
Tenho que me preparar, me aprontar,
Tenho que me desfazer, tenho
Que me refazer, tenho que jogar fora
Aquele sorriso esquálido, amarelo e doente,
Tenho que jogar fora aquela saudade
Que ainda não passou.
Tenho que apagar, e calmamente,
Aqueles pensamenetos que insistem em voltar,
Que insistem em ficar.
Tenho que me desnudar de uma grande
Parte de mim, do que fui,
Ou do que, talvez, ainda sou.
Não me faça surpresa podes não me querer
Se me encontrares assim, dividido em mim.
Tenho que me lavar, tenho que procurar
Nos meus guardados aquele sorriso colorído
Que não sei onde guardei, se não encontra-lo
Ser livre para fazer outro. Tenho que reaver
A ansiedade de estar indo e a volupia
De te encontrar, tenho que gritar
Forte com a solidão, fazer-me superior,
Manda-la embora. Tenho até que chorar
Algumas lágrimas tristes, paar que
Só as lágrimas alegres possam te encontrar.
Não me faça surpres, por favor me avise
Quando vai chegar, tenho ainda que encontar
Aquele brilho no olhar para que meus olhos
Alegres te dêm boas vindas. tenho que reaprender
Levantar os braços e abraçar outra vez,
Tenho que limpar os lábios de tantas injúrias
Para poder te beijar e... se me sentires desajeitado
Desculpa, tem calma, é que já faz tanto tempo,
Que beijar é um sonho, como é um sonho estar contigo.
Por favor não me faça surpresa,
Me avise quando vai chegar,
Mas se não fores chegar... não diga nada
Deixe que continue sonhando.
Avise quando vai chegar,
Tenho que me preparar, me aprontar,
Tenho que me desfazer, tenho
Que me refazer, tenho que jogar fora
Aquele sorriso esquálido, amarelo e doente,
Tenho que jogar fora aquela saudade
Que ainda não passou.
Tenho que apagar, e calmamente,
Aqueles pensamenetos que insistem em voltar,
Que insistem em ficar.
Tenho que me desnudar de uma grande
Parte de mim, do que fui,
Ou do que, talvez, ainda sou.
Não me faça surpresa podes não me querer
Se me encontrares assim, dividido em mim.
Tenho que me lavar, tenho que procurar
Nos meus guardados aquele sorriso colorído
Que não sei onde guardei, se não encontra-lo
Ser livre para fazer outro. Tenho que reaver
A ansiedade de estar indo e a volupia
De te encontrar, tenho que gritar
Forte com a solidão, fazer-me superior,
Manda-la embora. Tenho até que chorar
Algumas lágrimas tristes, paar que
Só as lágrimas alegres possam te encontrar.
Não me faça surpres, por favor me avise
Quando vai chegar, tenho ainda que encontar
Aquele brilho no olhar para que meus olhos
Alegres te dêm boas vindas. tenho que reaprender
Levantar os braços e abraçar outra vez,
Tenho que limpar os lábios de tantas injúrias
Para poder te beijar e... se me sentires desajeitado
Desculpa, tem calma, é que já faz tanto tempo,
Que beijar é um sonho, como é um sonho estar contigo.
Por favor não me faça surpresa,
Me avise quando vai chegar,
Mas se não fores chegar... não diga nada
Deixe que continue sonhando.
Viver sem sofrer? Como?
Oh! Saudade que me alivia a dor
Com pequenos pedaços de perdido sonhos
Que de longe me chega cavalgando o tempo
Tímidos. lentos mas sempre risonhos
Que me trazem um tempo ou a ele me levam
Em brigas sutis com o esquecimento
Como se estar vivo fosse sempre lembrar
Assim, como se viver fosse sempre sonhar
Me vêm com o sonhos, pedaços de mim
Um dia arrancados por mero prazer
Agora me chegam como se a vida diessesse
O que até o destino se esqueceu de dizer
Que tudo é preciso e se tem que sentir
Chorar ou sorrir é resumo do próprio viver
Bem alto nos fala e não guarda segredo
Que impossivel é a vida sem ter um sofrer
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
A eternidade dos espinhos
Vidas que se perdem em desvios ou estradas
Levadas por tempestades de dores nascidas
Ou parídas, sem parto, sem sonhos, sem cor,
Quem dera tudo fosse sempre tão bonito
Na ternura de cores singelas, cor de amor
Com o frescor da alvura do lirio no campo nascido.
Ah! Quem dera ser toda beleza eterna!
A brisa cantando valsas desconhecidas
Embalando folhas, flores e sonhos,
Gorjeios em sinfonias desencontradas,
Em sons graves, agudos, mágicos
Como se todos os belos sons do universo
Nascessem de uma orquestra divina!
A beleza do mar cativo deitado na areia
Sussurrando versos que não se sabe onde aprendeu
O nascer do sol, lá no fim dos olhos, brincando de criança.
Quanta beleza! Cada dia um por do sol diferente,
E ele falando sorrindo: Amanhã vou voltar.
Mas que vida e que mundo! Quantas contradições!
Porque tem que existir a solidão? A dor? A saudade?
Mas já que existem por que não são passageiras?
Muitas vezes são eternas dentro da gente.
Sempre penso a vida igual a uma roseira
Como se a flor fosse o amor, a dor os espinhos,
As flores precocemente murcham, secam e caem
Mas os espinhos? Esses parecem não morrer nunca,
Levadas por tempestades de dores nascidas
Ou parídas, sem parto, sem sonhos, sem cor,
Quem dera tudo fosse sempre tão bonito
Na ternura de cores singelas, cor de amor
Com o frescor da alvura do lirio no campo nascido.
Ah! Quem dera ser toda beleza eterna!
A brisa cantando valsas desconhecidas
Embalando folhas, flores e sonhos,
Gorjeios em sinfonias desencontradas,
Em sons graves, agudos, mágicos
Como se todos os belos sons do universo
Nascessem de uma orquestra divina!
A beleza do mar cativo deitado na areia
Sussurrando versos que não se sabe onde aprendeu
O nascer do sol, lá no fim dos olhos, brincando de criança.
Quanta beleza! Cada dia um por do sol diferente,
E ele falando sorrindo: Amanhã vou voltar.
Mas que vida e que mundo! Quantas contradições!
Porque tem que existir a solidão? A dor? A saudade?
Mas já que existem por que não são passageiras?
Muitas vezes são eternas dentro da gente.
Sempre penso a vida igual a uma roseira
Como se a flor fosse o amor, a dor os espinhos,
As flores precocemente murcham, secam e caem
Mas os espinhos? Esses parecem não morrer nunca,
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Almas e vidas
Almas que se encontram, e se desencontram
Que se perdem em idas, em vindas,
Que percorrem caminhos infinitos
Entre tempo e espaço desconhecidos,
Almas que se viram, que viveram momentos,
Que se perderam em tristses desencontros
Como se tudo não tivesse que acontecer,
Será que essas almas na infinitude do tempo
Se lembraram uma da outra? Almas choram?
Não sei. Sei que a minha loucamente procura
Uma outra que deve estar a minha procura,
Não sei como nos perdemos, não sei se vivemos,
Muito menos se nos beijamos, mas com certeza,
Nos amamos, ainda hoje não a esqueci,
Sem mesmo nunca te-la visto.
Onde será que ela está? Em alguma estrela?
Ou bem perto, bem ali, quase chegando?
Ou será que ainda é cedo? Ainda não é tempo.
Ah! Essas vidas que não se pode explicar!
Que não se pode entender! Que as vezes
Nem se pode viver. Ah! Essas vidas tão vidas.
Essa maravilha do amor eterno que não sabemos viver.
Essas lágrimas que choramos por dores tão da gente,
Dores que nossa alma fala e não sabemos entender.
Se pudessemos ver um pouco além de nós!
Se pudessemo ver bem ali onde nossa alma mostra
E não sabemos olhar, muitas dores, quem sabe,
Seriam tão descabidas e muitos amores seriam
Verdadeiramente eternos.
Que se perdem em idas, em vindas,
Que percorrem caminhos infinitos
Entre tempo e espaço desconhecidos,
Almas que se viram, que viveram momentos,
Que se perderam em tristses desencontros
Como se tudo não tivesse que acontecer,
Será que essas almas na infinitude do tempo
Se lembraram uma da outra? Almas choram?
Não sei. Sei que a minha loucamente procura
Uma outra que deve estar a minha procura,
Não sei como nos perdemos, não sei se vivemos,
Muito menos se nos beijamos, mas com certeza,
Nos amamos, ainda hoje não a esqueci,
Sem mesmo nunca te-la visto.
Onde será que ela está? Em alguma estrela?
Ou bem perto, bem ali, quase chegando?
Ou será que ainda é cedo? Ainda não é tempo.
Ah! Essas vidas que não se pode explicar!
Que não se pode entender! Que as vezes
Nem se pode viver. Ah! Essas vidas tão vidas.
Essa maravilha do amor eterno que não sabemos viver.
Essas lágrimas que choramos por dores tão da gente,
Dores que nossa alma fala e não sabemos entender.
Se pudessemos ver um pouco além de nós!
Se pudessemo ver bem ali onde nossa alma mostra
E não sabemos olhar, muitas dores, quem sabe,
Seriam tão descabidas e muitos amores seriam
Verdadeiramente eternos.
Esses meus sonhos!!!
Esses meus sonhos, coitados, se perdem
No vazio deixado pelos nãos, se perdem
Nas promessas vãs de amores que nem existem,
E se vão perdidos entre dores e lágrimas,
Que caem soltas na mais triste das tristezas
Por que é a alma que chora a dor da solidão
Que chega de mansinho sem pressa de chegar.
Á! Esses sonhos que teimam em serem sonhados
Me levando à ilusão de que ser feliz é possivel,
Depois fogem, se perdem, me deixam só
Entre pensamentos perdidos, buscando horizontes
Que se perderam em estradas sem fim,
Sem chão, sem cor, sem luz e sem céu.
Assim os desejos morrem também
E tudo fica como se mais nada fosse preciso.
Perdas que se fazem de sempre na infinitude
Do tempo por ser, a dor, eterna em cada momento
Lembrado, chorado em prantos que só a alma,
Coitada, sabe chorar. Ah! Esses sonhos!
Que sempre me enganaram, me fizeram chorar vidas
E ainda não aprendi, mas que pelo menos,
Minha vontade de ser feliz seja para sempre
No vazio deixado pelos nãos, se perdem
Nas promessas vãs de amores que nem existem,
E se vão perdidos entre dores e lágrimas,
Que caem soltas na mais triste das tristezas
Por que é a alma que chora a dor da solidão
Que chega de mansinho sem pressa de chegar.
Á! Esses sonhos que teimam em serem sonhados
Me levando à ilusão de que ser feliz é possivel,
Depois fogem, se perdem, me deixam só
Entre pensamentos perdidos, buscando horizontes
Que se perderam em estradas sem fim,
Sem chão, sem cor, sem luz e sem céu.
Assim os desejos morrem também
E tudo fica como se mais nada fosse preciso.
Perdas que se fazem de sempre na infinitude
Do tempo por ser, a dor, eterna em cada momento
Lembrado, chorado em prantos que só a alma,
Coitada, sabe chorar. Ah! Esses sonhos!
Que sempre me enganaram, me fizeram chorar vidas
E ainda não aprendi, mas que pelo menos,
Minha vontade de ser feliz seja para sempre
sábado, 23 de julho de 2011
Preciso de ti
Não te quero apenas. Preciso de ti.
Preciso me inundar em teu querer,
Me tomar de mim e todo a ti me entregar,
Me despir e me vestir de ti.
Ousar desnudar minha alma em tua frente,
Desixa-la cativa aos teus sentidos
E meu corpo... cativo aos teus desejos
Como se de mim eu fosse minha menor parte
E tu a melhor e maior parte de mim.
Sentir tuas vontades todas minhas
E ti deixar ficar comodamente dentro de mim.
Não te quero apenas como mulher
Mas como meu universo essencial e único,
Como a melhor essência da vida.
Entraste no meu mais intimo pedaço
E de dentro dele me fizeste homem,
Um homem que fortificaste ao ensina-lo amar.
Tão suavemente soubeste te fazer caminho
E nele me deixas ternamente seguir,
Te fazes de minha estrada e horizonte,
Te percorro para chegar em ti.
Te vejo me guiando, mãos dadas e nós seguindo,
Ao mesmo tempo, te vejo me acenando para chegar,
Não há intervalo entre nós, vencemos a distância,
Me guias com a alma e me acenas com o corpo
O que ainda nos falta é por que agora
Ainda não é preciso, ou por tanto amor
Queiram fazer mais terno, sublime e belo
A doação de nossos corpos um ao outro.
.............. .................... .................. .............
Pena que o tempo não nos tenha permitido
SAUDADES
José João
terça-feira, 12 de julho de 2011
Talvez um dia
Não lamento minha solidão
Embora não a tenha pedido.
Ela simplesmente chegou e fez morada.
Não pude manda-la embora
Por não ter com quem dividir
Meus momentos e meus tormentos.
Choro silenciosamente minhas angústias
E divido comigo mesmo
As esmoções que me fazem triste.
Meu rosto se abre em sorrisos
Que a todos engana facilmente
Mas essa dor, essa dor violenta
Dilacera vagarosamente minha alma.
Choramos juntos, nos abraçamos
Na tentativa de curarmos nossas feridas,
Como se fossemos um o balsamo do outro,
Somos tão parecidos que parecemos apenas um.
Minha alma coitada tão sublime, tão suave
E eu que a aproximei dessa dor,
A culpa é só minha.
Mas ainda me resta um esperança
Que minha alma encontre sua alma gêmea
Para felicidade de nós três.
Aí então eu e ela seremos apenas um
Para felicidade de dois corações
Que se enocontram.
Embora não a tenha pedido.
Ela simplesmente chegou e fez morada.
Não pude manda-la embora
Por não ter com quem dividir
Meus momentos e meus tormentos.
Choro silenciosamente minhas angústias
E divido comigo mesmo
As esmoções que me fazem triste.
Meu rosto se abre em sorrisos
Que a todos engana facilmente
Mas essa dor, essa dor violenta
Dilacera vagarosamente minha alma.
Choramos juntos, nos abraçamos
Na tentativa de curarmos nossas feridas,
Como se fossemos um o balsamo do outro,
Somos tão parecidos que parecemos apenas um.
Minha alma coitada tão sublime, tão suave
E eu que a aproximei dessa dor,
A culpa é só minha.
Mas ainda me resta um esperança
Que minha alma encontre sua alma gêmea
Para felicidade de nós três.
Aí então eu e ela seremos apenas um
Para felicidade de dois corações
Que se enocontram.
Força do hábito
A dor vai amadurecendo
Minha vontade de partir.
Teu silêncio me manda embora,
Me manda tanto
Que estou prestes a deixar
Florescer em mim a vontade,
Mesmo triste, de ir.
Vou procurar em outros corações
O que não podes me dar,
Vou procurar em outros braços
Os carinhos que me negas.
Mas não vou ti culpar
Nós existimos sim, e deu certo
Enquanto estivemos juntos.
Depois, pode ser minha culpa,
Talvez não esteja mais
Desperto para o teu sentir,
Quem sabe nos acostumamos
E presos nesses costumes
Pensamos que nos amamos ainda.
Talvez seja o medo
De perder nossa rotina, isso assusta.
Talvez tu sintas esta minha
Mesma vontade. Ouvir outras palavras,
Sentir outras carícias. Nos acostumamos.
Mas nós dois queremos partir um do outro.
Nada nos prende a não ser nossos hábitos
Que nos confunde nos fazendo pensar
Que é o mesmo sentimento de antes
Mas não. Não nos temos ódio
Mas tabém não nos temos mais amor.
Acho que apenas nos admiramos.
Nosso adeus é mutuo, somos amigos agora.
(talvez assim me console pela tua perda)
Minha vontade de partir.
Teu silêncio me manda embora,
Me manda tanto
Que estou prestes a deixar
Florescer em mim a vontade,
Mesmo triste, de ir.
Vou procurar em outros corações
O que não podes me dar,
Vou procurar em outros braços
Os carinhos que me negas.
Mas não vou ti culpar
Nós existimos sim, e deu certo
Enquanto estivemos juntos.
Depois, pode ser minha culpa,
Talvez não esteja mais
Desperto para o teu sentir,
Quem sabe nos acostumamos
E presos nesses costumes
Pensamos que nos amamos ainda.
Talvez seja o medo
De perder nossa rotina, isso assusta.
Talvez tu sintas esta minha
Mesma vontade. Ouvir outras palavras,
Sentir outras carícias. Nos acostumamos.
Mas nós dois queremos partir um do outro.
Nada nos prende a não ser nossos hábitos
Que nos confunde nos fazendo pensar
Que é o mesmo sentimento de antes
Mas não. Não nos temos ódio
Mas tabém não nos temos mais amor.
Acho que apenas nos admiramos.
Nosso adeus é mutuo, somos amigos agora.
(talvez assim me console pela tua perda)
Minha flor
Todas as madrugadas
Quando ela me acorda,
Incrivelmente bela pra mim,
Exala seu melhor perfume
De todos o dias, mas é único,
É terno, é encantador.
Minha flor é única, me alucina,
Me faz sentir bem mais
Que um simples homem, desperta
A criança que tem em mim
E me deixa mais completo.
Ela é vaidosamente feminina,
Não a vaidade de se fazer bela,
Mas a vaidade de me fazer feliz.
Todos o dias minha flor
Desperta com o mesmo perfume
Mas todos o dias me pergunta
Se seu perfume não está mais doce,
Ela se esforça para me agradar
Todos os dias mais e mais,
Digo que está, embora seja,
O mesmo perfume maravilhoso de sempre
Que me inebria, que me dá vida.
Pelo brilho de felicidade
Que vejo em seu olhar
Compensa essa generosa mentirinha.
Também minha flor, é bem mais
Que petálas frágeis e perfumadas,
É um sonho de como gostaria
De acordar todas as manhãs.
É o sonho de acordar
Com o perfume de uma mulher.
José João
Que fazer ?
É tarde, a cidade se escondeu
Dentro da noite e me deixaram só.
Apenas os meus sonhos
Me fazem companhia acalentados
Pelo silêncio que canta triste
Um canção que apenas eu
Posso ouvir por estar desperto
Dentro da minha solidão.
Os momentos lentamente
Se transformam em horas.
Que mais lentamente ainda,
Se transformam em saudade,
Uma saudade triste que molha
Meu rosto através das lágrimas
Como se estas fosssem
A melhor expressão da dor.
Nem posso gritar, se grito
Desperto a noite lá fora,
Aí então meu sillêncio
Vai embora, não acalentará
Mais meus sonhos e ficarei só.
É melhor calar e esperar
Que a cidade se descubra da noite
E que minha solidão adormeça.
Ou será que entre os homens
Ela seja maior e me faça
Sentir saudade da solidão
Silenciosa da noite
Que talvez\ doa menos ?
Dentro da noite e me deixaram só.
Apenas os meus sonhos
Me fazem companhia acalentados
Pelo silêncio que canta triste
Um canção que apenas eu
Posso ouvir por estar desperto
Dentro da minha solidão.
Os momentos lentamente
Se transformam em horas.
Que mais lentamente ainda,
Se transformam em saudade,
Uma saudade triste que molha
Meu rosto através das lágrimas
Como se estas fosssem
A melhor expressão da dor.
Nem posso gritar, se grito
Desperto a noite lá fora,
Aí então meu sillêncio
Vai embora, não acalentará
Mais meus sonhos e ficarei só.
É melhor calar e esperar
Que a cidade se descubra da noite
E que minha solidão adormeça.
Ou será que entre os homens
Ela seja maior e me faça
Sentir saudade da solidão
Silenciosa da noite
Que talvez\ doa menos ?
Um lugar apenas
Inútil essa procura desesperada.
Andei por caminhos jamais percorridos,
Entrei em corações vazios,
Acordei sentimentos adormecidos,
Flutuei no espaço, acordei estrelas,
Estive em jardins tão belos
Que nem os sonhos poderiam contar.
Ah! Quantos beijos roubei,
De lábios que quase pétalas
Me faziam sonhar?!!
Andei por muitos lugares
E jamais me senti perdido,
Mas agora, depois de tanto
O cansaço foi chegando
E minha esperança pouco a pouco
Morrendo dentro de mim,
Já não tinha certeza de encontrar.
Por vezes quando a solidão
Era mais forte e o eco do meu silêncio
Partia lentamente entre meus soluços
Achava que era eu o próprio espaço
Que tão tenazmente procurava.
Assim não me permiti mais seguir,
Não tinha mais onde ir,
Já havia encontrado tantos lugares
Onde pudesse me esconder de todos
E viver sozinho.
Mas nunca encontrei nenhum,
Em todo o universo, que pudesse
Me esconder de mim mesmo,
E da dor que sinto.
José João
sábado, 9 de julho de 2011
Um dia de tristeza
Estou tão triste, tão só e em tão silêncio,
Que meu próprio silêncio tenta me deixar desperto,
Me fazer companhia e conversar comigo.
Minha angustia chega quase em desepero,
Sou apenas o fantasma de mim mesmo,
Que perambula numa casa vazia.
Todos dormem tranquilos só eu carrego
Minhas tensões, meu medo perverso e cruel.
Estou tão triste, tão só e em tão silêncio
Que ouço nas minhas veias o sangue correr
Como se fosse uma fonte de tristezas.
Choro. Minhas lágrimas molham meus pés,
Me deixam o olhar turvo como se a nevoa da solidão
Não quizesse me permitir ver meu próprio sofrimento.
Choro em meu silêncio e sinto medo de mim mesmo,
Medo de explodir em farpas que possam atingir
A mim e a todos, e isto me diz que talvez
Nunca mais eu seja o mesmo.
Tenho medo que o tempo, por mais amigos que seja,
Não apague jamais o que sinto agora,
Medo, raiva, ódio, sentimentos há muito
Em mim sepultados que revivem agora intensos
Como se a letargia em que viviam
Apenas os tenham deixado mais fortes, mais ferozes,
Mais vivos e muito mais violentos.
Grito a dor desesperada de um homem só
Que venceu um passado que o encheu de cicatrizes,
No corpo e na alma. Um passado sepultado
Dentro dele mesmo, do homem que já sabia onde ir.
Do homem que conquistou seu novo espaço,
Retomou e dirigia seus pensamentos
Na direção de um horizonte que já não era utopia.
Ódio, sinto ódio de ver renasscer de raízes mortas
Uma dor maior, mais atraoz que faz de mim um animal.
Choro, choro a dor da raiva por terem querido
Levantar das cinzas um passado que tão cuidadosamente
Enterrei sob toneladas de soluços.
Por ser tão maldito esse passado, após passado tanto tempo
Ele me causa essa dor de agora. Maldito seja.
José João
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Sofrer é... brincar de...
Viver, brincando de viver, é o melhor para viver
Sempre brinquei, brinquei até mesmo de sofrer,
Brinquei de amar, brinquei de querer,
Brinquei de mal-me-quer com flores que nem conheci.
Brinquei de contar estrelas, de sonhar amores
Sempre fiz da vida um parque de sorrisos
Por que sei brincar de fingir se for preciso chorar,
Minhas lágrimas saem reluzentes, brilhantes,
Risonhas, enfeitando meu rosto com caminhos perfeitos
Dos olhos à alma, da alma ao tempo, do tempo ao ser.
Até hoje brinco de saudade com lembranças distantes,
Brinco com recordações perdidas para reabrir chagas
Que, há muito, pensei cicatriazadas, mas o tempo
Também brinca com a gente, nos engana sempre
Passa, nos faz pensar que tudo ficou lá distante,
Mas de repente dores de há muito sentidas,
Se fazem de hoje, de amanhã, se fazem de sempre.
Por que o tempo também brinca com a gente?
Ainda mais se o sentimento sentido foi daqueles
Que fazem cada momento inifinitamente eterno.
Mas aprendi brincar de viver, me divirto vivendo,
Ando sem saber para onde vou, ou se vou chegar,
Paro sem saber o que esperar, sento se for preciso ir,
Também sei brincar de viver como o tempo brinca de passar,
Canto quando o silêncio precisa ser ouvido,
Calo quando a alma grita seus temores por ser tão só.
Gosto de brincar de viver por que amanhã é outro dia
Brinco de sofrer sem receios e sem temores,
Por que sei que sofrer é apenas brincar...
... de esconde-esconde com a felicidade.
José João
quinta-feira, 23 de junho de 2011
histórias do meu jardim
Plantei um pé de Estrelas no meu jardim,
Ao pé de uma cerca, ouvindo as muitas histórias
Das Damas-da-noite que sobre ela se debruçavam
E choravam de saudade com suas Lágrimas-de-anjo
Que caiam leves sobre os Beijos-de-moça
Que se faziam florir, enfeitando como tapete, o chão,
Saudade dos Narcisos que se foram com as Rosas
Sob uma Chuva-de-prata, ouvindo os acordes de um Tango.
A Bela-Emília, deitada na relva, olhava sonhadora
Para o Céu-estrelado. Quantas recordações e tristezas!?
Onde estaria Alísson que partiu com Gardênia,
Embora tivesse jurado amor eterno à Amor-perfeito.
Ah!! No meu jardim, quantas histórias e quanto perfume!
Saudades, lágrimas, quem disse que as flores não choram?
Angélica, Gerbera e Amarílis, apaixonadas por Monsenhor
Que chorava por Camélia a deusa única de Cosmos.
Ah! Essas flores! Como me contam suas histórias!
Quem diria que Begônia, sempre usando vaidosa,
Um Brinco-de-princesa, amava desesperadamente Iris
Que fazia versos apaixonados para Gloriosa,
Pedindo que Corda-de-viola lhe ensinasse versos de amor.
Esse meu jardim me ajuda a chorar minhas tristezas
Com as Lágrimas-de-anjo que sobraram das Damas-da-noite.
Assim é a vida, amar é lindo mas a felicidade é uma troca.
Agora pela Coroa-de-cristo, vou tomar um Copo-de-leite
E sonhar como, com certeza, sonham as flores
José João
23/06/2.011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Velhos guardados
Ontem estive revendo velhos guardados dentro da alma,
Sonhos antigos, amores mal resolvidos,
Lágrimas choradas por dores agora tão descabidas.
Saudades que nem sei por que senti
Momentos que se foram sem dizer nada
Outros que eternamente ficaram dentro da alma
Como se fosse preciso estarem sempre vivos
Fazendo de sempre o que podia ser nunca...
Revi sorrisos que se perderam no tempo,
Palavras que me foram ditas com angustia
Outras que disse sem motivos para falar.
Algumas tão sinceras que a alma chorou ao dizer
Mas não foram acreditadas e daí nada nasceu.
Todos esses guardados, ontem se fizeram vivos,
Revivendo histórias que nem lembrava mais.
Mas de todos eles, um tomou de subito minha alma,
Foi a lembrança de um olhar que me disse adeus.
Como se os olhos gritassem ou gemessem
O adeus mais doloroso que ninguém nunca ouviu.
Tremi, como se tudo voltasse como foi antes,
Chorei como se fossem as mesmas lágrimas
E as cicatrizes se reabriram em chagas mais dolorosas
Por que foi um adeus que não era para ser dito,
E a ausência deixou um vazio tão grande
Que até hoje minha alma se sente incompleta
Partida em fragmentos perdidos num adeus
Tão adeus que só os olhos falaram.
Esses velhos guardados dentro de minha alma
São reliquias que o tempo não apaga nunca.
José João
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Quero viver livre
Quero viver livre, solto, assim como o amor
Percorrendo estradas, horizontes e corações carentes,
Quero voar em volteios leves como voam as poesias,
Invadindo corações e pensamentos,
Despertando desejos, sonhos esquecidos, e ir.
Sem estradas, sem caminhos assim com vai o vento
Cantando canções que ninguém entende,
Atravessando cercas, quintais, jardins
Como se fosse dono do mundo ou do tempo.
Quero voar como voam os pássaros, migrando
Entre espaços desconhecidos de diferentes horizontes,
Sobrevoando oceanos e sentindo a brisa doce e terna
Lhes roçar o corpo como abraços do céu.
Quero ser livre para ver um por do sol a cada dia,
Diferentes, por serem únicos em cada porto,
E por ser, em cada porto, uma saudade diferente.
Quero ser livre para sentir saudade
Até das dores que já senti, das lágrimas que chorei,
Sentir saudade dos beijos que não dei,
Dos amores que não vivi, das palavras que não disse,
Dos olhares que não dei ou não recebi.
Quero ser livre para sentir saudade
Dos carinhos que não dei, dos cabelos que não afaguei,
Das lágrimas que não chorei, dos sonhos que não sonhei.
Quero ser livre para sentir meus momentos, todos,
Até os mais tristes pois foram emoções sentidas e vividas.
Quero ser livre para viver minha própria tristeza, afinal
Minha tristeza não é um estado de espirito sutil e passageiro
É o privilégio de um dom.
José João
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Me dá um beijo
Me dá um beijo,
Mas não aquele beijo com gosto de ontem
Ou com gosto de hoje,
Me dá um beijo
Mas não aquele beijo com gosto de amanhã,
Me dá um beijo com gosto de sempre,
Um beijo com gosto de eternamente
Um beijo com gosto de infinito
Como só tua boca sabe beijar,
Um beijo que deixe minha alma rubra
Desfalecida no perfume de teus lábios
Como se fossem flores divinas
Enebriando o universo.
Me dá um beijo, só um beijo
E ele em mim se fará eterno a cada momento
Como se mais nada precisasse existir.
Flutuaria entre arco-iris, nuvens e estrelas
Voaria entre pensamentos nunca pensados
Entre os mais belo sonhos nunca sonhados
Até o desejos mais ousados se fariam inocentes.
Um beijo, apenas um beijo
Para que me faças o universo colorido,
Não ti faças de rogada ... me dá um beijo
Por todas as noites que já passamos juntos
Pelos abraços que já me destes
Me dá um beijo, aquele beijo sofrego
De violenta paixão, ou terno de doçura infantil
Mas me dá um beijo, sei que também queres
Afinal é em meu peito onde mais vives,
É em teu colo onde mais me deito.
Vem, me dá um beijo, não vês que nos completamos?
Minha doce e terna companheira, minha querida,
Como eu, também tão... carente... Solidão.
Vem me dá um beijo...
José João
quarta-feira, 15 de junho de 2011
No fim do horizonte
Lá no fim do horizonte, lá bem além de tudo,
Onde só se chega em pensamento
Por que as estradas são infinitas espirais,
Lá onde o pensamento se confunde com o eco
Lamuriante de um gemido que a alma chora
Entristecida como se a dor de ontem fosse sempre,
Nesse horizonte de lembranças perdidas
Em que as lágrimas se fazem palavras
Por que as palavras se fazem tão pouco
Como se elas não bastassem para falar de dor
Por que as feridas permanecem chagas vivas
E palavras não traduzem a dor da alma
Assim ela busca abrigo nesse horizonte distante
Onde nunca aconteceu nenhuma história.
Onde a tristeza pode lapidar-se imaculada
E tão pura que até a saudade se torna corpo
Límpido, denso com gosto de solidão.
É nesse horizonte que meus pensamentos
Se encontram quando todos me acham perdido
É este horizonte que costumo nomear de: EU
José João
15/06/2.011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Momentos que não vivi
As vezes me pego pensando
Em tudo que fiz ou não fiz
O arrependimento que sinto
É não ter feito o que não fiz.
Talvez sentisse outra dores
Ou quem sabe eu fosse feliz?
Talvez contasse outra história
Dos momentos que pude viver e não quis.
Não sei se a culpa foi minha
Ou se foi o destino quem fez
Dizer os tantos nãos que eu disse
Por medo de sofrer outra vez.
Mas quem pode me dizer agora
Se foi errado o que fiz
Se a dor que sinto é maior
Ou se... eu seria feliz?
Em tudo que fiz ou não fiz
O arrependimento que sinto
É não ter feito o que não fiz.
Talvez sentisse outra dores
Ou quem sabe eu fosse feliz?
Talvez contasse outra história
Dos momentos que pude viver e não quis.
Não sei se a culpa foi minha
Ou se foi o destino quem fez
Dizer os tantos nãos que eu disse
Por medo de sofrer outra vez.
Mas quem pode me dizer agora
Se foi errado o que fiz
Se a dor que sinto é maior
Ou se... eu seria feliz?
Minhas mais novas conquistas
Minhas mais novas conquistas estão agora,
Vivas, soltas, vadias, voando no meu mundo,
Em volteios leves, indo entre campos e jardins,
Brincando de brilharem ao sol como diamantes,
Límpidos, perfeitos, colorindo meu olhar triste
Que se debruça lá no horizonte como se procurasse
Pelo menos alguns sonhos para sonhar,
Sonhos que insistem em não vir, não chegar.
Minhas novas conquistas, essas lágrimas brilhantes
Brincando de fazer caminhos em meu rosto,
Essa saudade do que... nem eu mesmo sei,
Brincando de levar meus pensamentos para lugares
Distantes, perdidos no tempo e na memória.
Acho que minha alma gosta de brincar de chorar,
Gosta de brincar de sentir saudade, sentir saudades
De amores perdidos ou nunca vividos
De amores que apenas em sonhos foram paridos.
Minha alma, não sei se louca ou inocente,
Mas sempre trazendo lágrimas novas
Como se ela fosse eternamente... carente.
Vivas, soltas, vadias, voando no meu mundo,
Em volteios leves, indo entre campos e jardins,
Brincando de brilharem ao sol como diamantes,
Límpidos, perfeitos, colorindo meu olhar triste
Que se debruça lá no horizonte como se procurasse
Pelo menos alguns sonhos para sonhar,
Sonhos que insistem em não vir, não chegar.
Minhas novas conquistas, essas lágrimas brilhantes
Brincando de fazer caminhos em meu rosto,
Essa saudade do que... nem eu mesmo sei,
Brincando de levar meus pensamentos para lugares
Distantes, perdidos no tempo e na memória.
Acho que minha alma gosta de brincar de chorar,
Gosta de brincar de sentir saudade, sentir saudades
De amores perdidos ou nunca vividos
De amores que apenas em sonhos foram paridos.
Minha alma, não sei se louca ou inocente,
Mas sempre trazendo lágrimas novas
Como se ela fosse eternamente... carente.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Liberdade de sonhar
Hoje posso povoar meus sonhos
Criando imagens de momentos vividos
Que não sei onde estavam.
Talvez estivessem perdidos dentro de mim,
Escondidos entre minhas dores,
Ou, quem sabe, debaixo dos pesadelos
Que se fizeram profundas cicatrizes abertas
Como chagas dolorosas martirizando até a alma.
Hoje posso povoar meus sonhos
Com a liberdade dos sofredores ou dos poetas,
Posso dar nome de flor às dores que sinto,
Hoje posso colorir minhas lágrimas
E a cada uma delas dar um sentido, uma razão.
Posso até nomear os tantos soluços,
Que, do peito, saem ao tempo gritando
Nomes que a memória já nem guardava mais.
Não sei se me fiz sofredor ou se me fiz angustia,
Não sei se me fiz poeta ou se me fiz tristeza
Só sei que agora posso povoar meus sonhos
Já não serão mais universos vazios e sem cor
Serão mundos onde tudo pode acontecer,
O sorriso de mãos dadas com a tristreza,
As lágrimas zombando da angustia,
A solidão trocando beijos com a alegria
A saudade brincado de presente com o passado
... Assim vou povoar meus sonhos... sonhos!!!
José João
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