Apenas escrevo o que sinto. Deixo que alma se faça alma
Com todas suas saudades, sorrisos, cicatrizes e até sonhos,
Que conte o que sente, chore seus prantos não me oponho
Dela, sou apenas provedor de lágrimas, de quantas precise,
As vezes de prantos, quando ela precisa chorar dor maior,
Dores de adeus, até quase esquecidos e chegam de repente
Choro com os olhos, com palavras, com o que seja melhor
Na poesia, choro com as rimas soltas no fim de cada verso,
Não me preocupa a métrica, importa apenas a medida certa,
Das lágrimas ou do pranto de cada sentir que vou chorar
Versos longos, versos curtos, do tamanho que a dor chegar
Sei também ser poeta de fingir ser dor a dor que a alma sente,
De mentir quando é preciso chorar e chorar fingindo chorar
Sei até falar a verdade se não me for possível falar sem mentir.
Não sei ser poeta de poesia que chora uma dor fingindo fingir
José João
21/07/2.026
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