domingo, 26 de julho de 2026

Acho qui os dotô num sente cuma a gente

 Num iscrevo prosa, nem iscrevo velsos, num sei.
Minhas palavra, donde vem? Também num sei dizê,
Chego ni mim como se fosse um acarinhamento
E juro qui nun sei cuma, elas alivia o  meu sofrê

Nas noite, sozinho, os óio umidece querendo chorá
Mais num sei, não, me insinaro qui home num chora,
Qui ingole os sargado pranto sem nenhum lamentá,
Assim, me sento inriba do tempo e nada de implorá.

As mão grossa de orar no cabo da foice, ou cutelo,
Num rezar oração curtivando, sozinho o precioso chão,
O suó  afoga o rosto, dô um soriso de cor de marmelo,
O chão sei curtivar, diz qui tem quem curtive no coração.

Não sei donde sai essas história, acho qui não ixiste
O coração bate, as veiz discompassado, quando alembra
Uma sordade duns abraço no roçado, isso inté eu já tive
Mais moiá planta plantada no coração! Isso é mpossive.

Num iscrevo prosa e nem velso, como iscreve os dotô,
Acho muito bonito, como iscrevem  as coisa que eles sente,
Eles falo de amô, de sordade, falo que até choru os adeus
Mais... os dotô, discurpe, num sente as coisa cuma a gente!!


Cruz Filho
26/07/2.026

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