terça-feira, 28 de julho de 2026

Faz que te seja quimera a dor que sentes

 Ora! Não te aflijas se a solidão te tem sozinho agora,
Faz que ela te sirva de leito onde confortável, choras
Nem te assustes se rios de pranto dos teus olhos caiam
Que sempre estejam a teu dispor e assim nunca te traiam

 Faz que te sejam tristezas e silêncios, simples quimeras,
De angustias faz poesias cheias de prantos e de risos
Não te deixe enganar pela simples dor de um adeus dito
Não vale a pena, por um adeus deixar o coração aflito.

Se vais chorar... chora, pois só a ti isso agora importa
Que te acostumes a chorar sozinho! Ora! O pranto é teu,
Nunca te negues ao choro, seria um crime imperdoável
O pranto é o único soldo que a alma tem de formidável

Escreve teus versos, molhados com tuas lágrimas puras,
Faz deles beleza inconteste como é dos pássaros o canto.
Se te fizeram que a vida te fosse uma ponte fria e dura
Faz dos versos orações... clamando por todos os santos

Cruz Filho
28/07/2.026

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