sábado, 4 de julho de 2026

Sempre haverá uma esperança

Vou por aí caminhando comigo, com o que sobrou de mim,
Restos de sonhos, de saudades, só os prantos são muitos.
Lembranças quase esquecidas de momentos um dia vividos,
Alguns adeus que ainda hoje doem, nunca foram esquecidos

Vou, em passos lentos, ouvindo o silencioso eco do silêncio,
Que vem de um vazio cheio do que nunca mais pude sentir,
Uma voz a me dizer o que perdi, mostrando o que é a solidão
Me acompanha, mas aprendi a chorar sorrindo, aprendi fingir

Vou costurando palavras nas poesias de rimas soltas, perdidas,
Cerzindo pedaços de mim nos sentimentos que a alma sente,
Procurando sonhos perdidos, como fossem rezas para rezar
Mas logo percebo, são apenas motivos que me fazem chorar

Meus pés marcam o chão molhado pelo pranto que choro,
Minhas mãos acariciam meu rosto cheio de marcas do tempo,
Os pensamentos se perdem como se caducos nada lembrassem
Mas ainda assim, a qualquer um: ei, vamos juntos, estou atento

José João
04/07/2.026

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