Talvez uma oração, que só ele sabe o que quer dizer,
Se é ladainha, um cantar triste, um cantar dos aflitos
Mas apenas para ouvir, sentir, o que não se pode ver
Talvez, quem sabe, vá chorando triste, um sonoro não
Da flor que da margem o via e com ele não quis seguir
Preferiu os lírios que lhes perfumavam todos os dias
Que seguir incerta, um lugar para onde não queria ir
Como o rio, que nem o eco do seu grito pode ouvir,
Sou eu, que vou cantando com a triste voz do pranto
Um adeus dito, desses que o grito é um triste sentir
A tristeza dos amanhãs, agora sem nenhum encanto
Vai o rio margeado por pontiagudas pedras geladas
Que nada dizem a não ser da frieza do silêncio atroz
Da flor, que apenas ficou e nada disse, fez-se muda
Assim também um dia ouvi, um adeus dito sem voz.
José João
22/07/2.026
Boa tarde:- Poema criativo, brilhante, que muito gostei de ler.
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Saudações poéticas
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