Perdida no tempo, se procurando sem saber quem é,
Andando entre sonhos, prantos e seus tantos pecados
Procurando no tempo o que nem sabe o que quer
Sou, entre tantos, aquele que anda só, na multidão,
Gritando o que sente na alma e ninguém quer ouvir,
Que se faz poesias triste, declamadas como oração
Vai, caminhando lento, olhar perdido sem nada sentir
Inventa ladainhas, reza em silêncio num triste rezar,
Ergue os braços em súplica, joelhos dobrados no chão
Grita em desesperado grito sem ouvir o próprio eco
Como não existisse ou se perdesse no vazio da solidão
Quem sou eu?! Não sei. Apenas vejo o reflexo de mim,
Só, com as mãos na fronte, como se pedisse um favor,
Como se rezasse uma oração, dessas que se reza contrito
Ao saber-se, pelas tantas dores, que se é um pobre pecador
José João
25/07/2.026
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