sábado, 25 de julho de 2026

Quem sou eu?!

 Quem eu sou?! Não sei. Uma alma andando nua.
Perdida no tempo, se procurando sem saber quem é,
Andando entre sonhos, prantos e seus tantos pecados
Procurando no tempo o que nem sabe o que quer

Sou, entre tantos, aquele que anda só, na multidão,
Gritando o que sente na alma e ninguém quer ouvir,
Que se faz poesias triste, declamadas como oração
Vai, caminhando lento, olhar perdido sem nada sentir

Inventa ladainhas, reza em silêncio num triste rezar, 
Ergue os braços em súplica, joelhos dobrados no chão
Grita em desesperado grito sem ouvir o próprio eco
Como não existisse ou se perdesse no vazio da solidão

Quem sou eu?! Não sei. Apenas vejo o reflexo de mim,
Só, com as mãos na fronte, como se pedisse um favor,
Como se rezasse uma oração, dessas que se reza contrito
Ao saber-se, pelas tantas dores, que se é um pobre pecador

José João
25/07/2.026

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