segunda-feira, 2 de março de 2026

A voz do pranto

 Não sei se foram minhas ou da poesia as lágrimas
Que molharam as palavras, que as deixaram mudas,
Pesadas, como se dizer alguma coisa fosse pecado
Foi então que o silêncio se fez divino, se fez sagrado

Nem o sussurrar do tempo pedindo para ir, se ouvia,
De muito longe um rastro de luz se fazia tênue estrada 
Como se por falta de voz só os olhos pudessem falar,
Dizer com prantos o que o silêncio mandou a voz calar

Foi então que a beleza se fez viva, lágrimas límpidas,
Transparentes, pareciam vir de uma milagrosa fonte,
Profanaram o silêncio e se fizeram uma voz diferente

Como se sussurrassem num quase silencioso chorar
As palavras que o peso das lágrimas da poesia, calou
Mas se ouvia o canto triste de um mais triste murmurar 

José João
02/03/2.026

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