Que molharam as palavras, que as deixaram mudas,
Pesadas, como se dizer alguma coisa fosse pecado
Foi então que o silêncio se fez divino, se fez sagrado
Nem o sussurrar do tempo pedindo para ir, se ouvia,
De muito longe um rastro de luz se fazia tênue estrada
Como se por falta de voz só os olhos pudessem falar,
Dizer com prantos o que o silêncio mandou a voz calar
Foi então que a beleza se fez viva, lágrimas límpidas,
Transparentes, pareciam vir de uma milagrosa fonte,
Profanaram o silêncio e se fizeram uma voz diferente
Como se sussurrassem num quase silencioso chorar
As palavras que o peso das lágrimas da poesia, calou
Mas se ouvia o canto triste de um mais triste murmurar
José João
02/03/2.026
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