terça-feira, 3 de março de 2026

As vezes somos lápis ou papel?

 Lápis e papel brigavam pela importância de cada um.
O papel dizia: Não fosse eu onde escreverias tuas palavras?
Dizia o lápis: Pobre de ti, papel, eu sou quem te faz útil
Não fosse eu continuarias mudo, limpo, sem valor nenhum,

Lápis, não te esqueças, não és tu que me riscas, eu te risco
Tanto que ao imprimires em mim o que escreves, te gastas
Te levo nas palavras que escreves, senão serias um esquecido
Ora papel, não seja tolo, para ser o meus transporte, tu bastas

Estavam nessa discursão quando alguém empunha o lápis,
Ajeita o papel e começa a escrever: Hoje amanheci triste e...
Imprimiu com tanta força que a ponta do lápis quebrou,
Depois de ter furado o papel, o escritor, zangado... falou

Mas que lápis fraco e o papel mais ainda, como escrever?
O lápis e o papel se olharam, ficaram sem saber o que falar.
Um sobre o outro como se estivessem abraçados...disseram
E agora? Ele se foi, ficamos inúteis, sem nada para contar!

José João
03/03/2.026

Nenhum comentário:

Postar um comentário