Ou quem sabe, a voz eloquente da alma chorando.
Só sei que no rosto, se fazem caminhos brilhantes
Inundando as marcas que, do tempo, são vigilantes
Caem dos olhos, inundam o rosto, chegam aos lábios,
Mudos, por falta de voz, das lágrimas fazem palavras
E num quase sorrir murmura uma prece desconhecida
Como se o pranto lhe fosse um sopro que lhe dá vida.
As lágrimas se fazem letras, o pranto se faz em verso
Se juntam num só sentir, num só chorar, chega a poesia,
Se a dor é pouca se faz de oração, se muita se faz heresia
Alma, lágrima e pranto se mãos tivessem estariam dadas
A alma chora em lágrimas quando a dor é dor de saudade
Mas é com o pranto que chora um adeus, dor de verdade.
José João
15/03/2.026
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