quinta-feira, 26 de março de 2026

Desculpe D. verdade, chamá-la de mentirosa

A verdade, essa tola verdade que tanto faz doer
Que vai lá na alma dizer o que não se quer ouvir
Até diz sem cerimonia o que não se quer saber
E para mais machucar faz o pobre coração sentir

Com ela sempre discuto, até lhe digo que ela mente
Quanto insiste em me dizer que desaprendi amar
Dona verdade, entre nós dois, você é a mais carente
Vivo como sei viver, se fico triste, me ponho a cantar

Quantas vezes, dona verdade, quantas vezes lhe enganei
Lembra-se daquele pranto que chorei na sua frente?!
Dona verdade, lhe juro, não fui eu, não fui eu que chorei.

Mas a senhora diz com orgulho que minha vida é desditosa
Vou indo, vou cantando, vou sorrindo e até amando eu vou
Por tanto, dona verdade, desculpe-me chamá-la de mentirosa.

José João
26/03/2.026

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