Dou-me, e por muitas vezes, a duvidar da verdade
Por vezes a acho tão tola e mais ainda prepotente
Como se ela fosse a dona do dizer e de todo saber.
Quando me entrego a ouvi-la já sei o que vai dizer
Me deixa, e muita duvida, essa tanta sua vaidade
De fazer-se dona até do que diz a alma silenciosa
Grita o que pensa que sabe e disso não faz segredo
Discutimos muito, ela tem o dela e eu, o meu enredo
Se choro, ela diz ser de tristeza, o porquê? Eu não sei
Mas comigo ela se engana muito, essa quase demente.
Quantas vezes choro prantos por uma saudade alegre
Ela vem toda imponente, jurando que sou carente
Rio-me dela muitas vezes, até de coitada a chamo,
Se estou só, ela diz: coitado, que vida tão desditosa!
Ela nem sabe o que penso e o que minha alma sente.
Desculpe D.. verdade, chamá-la de mentirosa.
José João
21/04/2.026
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