sábado, 21 de março de 2026

De abrir os olhos... ainda há tempo

 Ah! Doce morada essa minha!
Que me abriga dia e noite,
Que me aquece até a alma
E me tira o medo dos açoites

Mas eu, que bem abrigado estou
Habito, cômodo, a casa do Senhor
Alguns, nela, apenas moram
Que pena! Perdidos do amor

Haverá um dia e, disso eu sei.
Que ouvirão ranger de dentes
Gritarão seu Nome a implorar
Aí verão o que é morar e habitar.

De abrir os olhos ainda há tempo
Mas os olhos límpidos da alma
Esses que se fazem de consciência
E se limpam em santas penitências

José João
21/03/2.026

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