segunda-feira, 16 de março de 2026

Eu! Sei onde quero chegar

Disseste-me que tua alma ao insurgir-se contra a solidão
Da minha faria eterna companheira até se fazerem uma só.
Que o tempo seria um detalhe apenas, a fazer-se estrada
E a vida se tornaria belos sonhos vivos em cada um coração


Ouço-me agora, triste, em rezar alto orações inventadas
Pois que, a mesma solidão que dizias chorando, te afligir
Agora, em mim habita ainda mais doida. Em te acreditei
Até juraste em lágrimas, me vi em teus dias mas... errei

Dou-me a fazer de mim triste poesia muda que nada diz,
Com versos perdidos, palavras soltas, cheia de vazios
A se fazerem depósitos de partes de mim e da alma
Perdida em prantos como se as lágrimas estivessem no cio

Mas não lamento, nem me oponho a agora viver assim
Consola-me saber-te livre a ir sozinha a nenhum lugar
Caminhando entre solidão por caminhos sem horizontes
Eu! Vou indo com meus sonhos mas sabendo onde chegar

José João
16/03/2.026

Nenhum comentário:

Postar um comentário