quinta-feira, 19 de março de 2026

A eternidade do poema e da poesia.

 Como limitar por rimas e métricas o que é infinito?
A mim, não me importam os poemas, mas a poesia.
Um poema é fácil fazer, junte palavras bonitas e você.
Já a poesia! É infinita e bela na sua plenitude de ser

Não sei conferir versos, nem palavras, nem sílabas
Só sei juntar as letras que dizem o que a alma quer.
Que fazem rir ou chorar, com prantos alegres ou tristes
Não sei se são poemas ou poesias como quando de amar

Meus versos falam de gente, assim os faço, com elas são,
Compridos, pequenos, gordos, magros, só não têm cor
Mas se cor tivessem, com certeza, teriam a cor de lágrimas
Pois todas elas, em qualquer um, tem a mesma cor e sabor

Por isso não me ocupo tanto com rimas, como rimar gente?
Nem também com métrica, como medir o que já foi vivido?
Como seria eterna a poesia de um poema não fosse ele eterno?
Poemas e poesias, um diz as palavras, a outra dá o sentido.

José João
19/03/2.026

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