Elas são derramadas pela alma em lancinante dor,
Os olhos se afazem fonte corrente, que não volta
Então só a saudade para ser grito, para ser clamor
As palavras se perdem, os lábios só murmuram,
O pensamento se perde além de qualquer pensar,
Tudo fica triste como se a única alegria fosse chorar
Assim, o pranto se faz de oração para a alma rezar
Os dias se arrastam lentos, o olhar se perde no nada,
Os lábios tremem, sussurram um nome que se foi
E um vazio cheio de solidão se faz silenciosa estrada
A abrir-se até a qualquer horizonte, qualquer que seja,
Todos se fazem da mesma cor, todos se fazem iguais
Que chegue a saudade, dessas que sempre se pede mais
José João
01/03/2.026
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